segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Comunicação de massa e a imitação e o contágio do suicídio

Carla Soares Martin, jornalista do portal Comunique-se , escreveu a matéria intitulada "Folha dá notícia de suicídio", no dia 15 (jan/2009), que transcreveremos na íntegra, ao final deste post.

Podemos extrair desta matéria, como elemento de debate, a seguinte questão: deve-se ou não publicar notícias sobre o suicídio e se, em caso afirmativo, como fazê-lo?

Dois fenômenos tem sido estudados como decorrentes da publicação de notícias sobre o suicídio de alguém: a imitação e o contágio.

Em razão disso a Organização Mundial de Saúde lançou um guia para profissionais de mídia com o objetivo de orientá-los quanto ao modo de como noticiar o suicídio. A versão adaptada ao português brasileiro por feita por nós e pode ser baixada aqui.

Para finalizar, apresentaremos o resumo das sugestões de como se noticiar um suicídio e alertamos o leitor de que este é um tema polêmico e muito tem se escrito sobre o mesmo, cabendo aos interessados uma investigação mais profunda.

O que fazer

· Trabalhar em conjunto com as autoridades de saúde quando da apresentação dos fatos.
· Referir-se ao suicídio como consumado e não como bem sucedido.
· Apresentar apenas os dados relevantes, nas páginas interiores.
· Realçar as alternativas ao suicídio.
· Fornecer informações sobre formas de ajuda e recursos gratuitos disponíveis.
· Publicar indicadores de risco e sinais de aviso.

O que não fazer

· Não publicar fotografias ou bilhetes, cartas de suicídio.
· Não noticiar detalhes específicos do método usado.
· Não apresentar razões simplistas.
· Não glorificar ou sensacionalizar o suicídio.
· Não usar estereótipos religiosos ou culturais.
· Não dividir a culpa.

Nota

Imitação constitui o processo pelo qual um suicídio exerce um efeito modelador em suicídios subseqüentes. 

Contágio é o processo pelo qual um determinado suicídio facilita a ocorrência de um futuro suicídio, indiferentemente do direto ou indireto conhecimento do suicídio precedente.



Folha dá notícia de suicídio

O jornal Folha de S.Paulo e a Folha Online noticiaram, na terça e na quarta, um caso de suicídio. O caso envolvia uma participante do programa Troca de Família, da TV Record.

Ana Estela Pinto, editora de treinamento da Folha, lembra o que o manual sugere em relação a notícias sobre suicídio: “Não omita o suicídio quando ele for a causa da morte de alguém”. Mas faz uma ressalva: “Não se noticia todo e qualquer suicídio, mas também não se esconde do leitor que houve suicídio quando a morte de alguém for relevante jornalisticamente.”A mulher que cometera o suicídio era participante do reality show Troca de Família. O programa consiste em trocar as mães de duas famílias de diferentes culturas do Brasil - cópia do formato de um programa estrangeiro - e relatar as mudanças durante uma semana. O programa com a participante não entrou ainda no ar.

Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman da Folha, comenta que, apesar de esta mulher não ser famosa, participava de um programa de televisão, o que validaria a notícia. “O nome dela não aparece”, diz Silva, a respeito da versão impressa da Folha. Na Folha de S.Paulo, há uma nota com a notícia em Folha Corrida, na contra-capa de Cotidiano. A versão da Folha Online revela o nome da participante e apresenta uma foto dela. “Teoricamente seria ombudsman da Folha Online e da Folha de S.Paulo, mas não tenho tido tempo”, afirmou.

Lins da Silva dá sua opinião como jornalista: “Eu, pessoalmente, poderia não dar, porque não gosto de notícia de crime”. Como jornalista e ombudsman diz: “Não é contra o manual, não é sensacionalista”.

Rede Record tem 95% de chance de exibir o programa.

Por haver “base legal” – “a família foi consultada e existem condições técnicas”, a TV Record “tem 95% de chance de exibir o programa com a participante no Troca de Família.

18 comentários:

  1. Não sei mais o que fazer com esse desejo que tenho de morrer. Estou na minha terceiroa crise de Depressão e não suporto mais. Não suporto mais essa vida. Dói respirar. Não sinto mais prazer em nada, não vejo mais sentido em nada. Vejo a vida dos meus pais ficarem estagnadas, simplesmente porque eles largam tudo pra cuidar de mim. Mas ontem minha mãe perdeu o emprego dela por minha causa, por ela nem ter mais ido lá pra ficar me vigiando. Meu pai anda com a cabeça tão preocupada comigo, que perdeu algo essencial do trabalho dele também. Ainda bem que ele achou no mesmo dia, mas poderia ter custado o seu emprego também. Eu fico o dia inteiro pensando em morrer, em tirar minha vida. Não tenho mais medo de morrer, eu só não quero traumatizar meus pais (principalmente minha mãe, pois é ela que fica cuidando de mim enquanto meu pai trabalha) com cenas horríveis. Sei que deve ser horrível para um pai e uma mãe ver um filho pendurado, morto. Ou por algo com sangue. Penso em morrer, mas não quero que meus pais sofram pela cena. Eu pesquiso muito as formas que eu poderia fazer isso. Já ultrapassei todos os meus limites. Nem confio mais em Deus, porque se Ele existe, então Ele tem sérios problemas comigo. Ele não me ama. Tenho passado dias sem comer e tem dias que não levanto da cama nem pra ir ao banheiro. Não tenho mais forças, não tenho mais ânimo e também não quero mais tentar. Só precisava desabafar mesmo antes de morrer. Ah, tenho 22 anos e não sou feliz. Confio demais nas pessoas e elas só me decepcionam.

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  2. Talvez você nem mesmo volte a esta página para ver a resposta ao que você escreveu, prezado anônimo!

    Se voltar, saiba que você não é a única pessoa a enfrentar a depressão e a vontade de morrer, que ela acaba por provocar.

    A depressão pode ser vencida! Você pode voltar a ver o mundo com "as lentes normais", sem o cinzo escuro que a depressão acrescenta à visão.

    Resista por você e por sua família!!

    Se quiser, me escreva: abelsidney@gmail.com

    Muita paz.
    Abel

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    1. Não pode mais ser vencida. Sabe por que? Porque eu não tenho mais forças, eu não quero mais tentar. Essa vida só me trouxe sofrimentos e fracassos. Mas obrigada por ter lido minha mensagem.

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  3. Sempre há esperança, sim. A Ana Maria Saad, a quem você devsria conhecer, saiu do fundo do poço e hoje divulga os meios que possibitou a sua cura.

    Vamos conversando. Não vou desistir de você!!

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  4. Sempre há esperança, sim. A Ana Maria Saad, a quem você devsria conhecer, saiu do fundo do poço e hoje divulga os meios que possibitou a sua cura.

    Vamos conversando. Não vou desistir de você!!

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  5. Respostas
    1. Daniel,

      Escreva, por favor, para o meu e-mail: abelsidney@gmail.com

      Estou aguardando!
      Abel

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  6. Oi
    Sim eu penso em me matar 24 horas por dia sempre carrego tudo nas costas tudo de errado em minha casa minha irmã mais velha coloca a culpa em ja estou cansada ..'-'
    Minha hostoria começou em 2002 meu pai abandonou eu e minha mãe e irmã por causa das bebidas alcohólicas enfim não conheço meu pai minha mãe me disse que ele queria que eu morre-se enfim um aborto mais minha não quis fazer o aborto ai levo essas pequenas marcas na alma nos braços no corpo enfim me corto tento me matar diariamente...pois a vida e pra quem sabi viver e não aprendii essa lição ......��

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    1. Sempre é tempo de recomeçar e de fazer cicatrizar as feridas.

      A certeza de que é possível dar a volta por cima nos dá força para fazer melhores os nossos dias.

      Não desista!!

      Se quiser conversar, me escreva: abelsidney@gmail.com

      Muita paz,
      Abel

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  7. Olá
    Ultimamente tenho tido um vazio em minha alma que tem me levado a pesquisar sobre formas rápidas de morrer sem sentir muita dor.
    Tudo parece estar dando errado na minha vida , eu sou bem estabilizado financeiramente, tenho filho e uma esposa ótima.
    Mais quando me vejo sozinho...começa vim esses pensamentos.
    Esses dias nao tinha ninguém em casa e eu simplesmente peguei um cinto e passei pelo pescoço...só n consegui ir até o fim por que n tinha um local alto suficiente para eu me pendurar. Pois a casa é rebaixada com forro de PVC.
    Desculpa , to cansado disso. Nem sei pq tô digitando agora...
    Falei com um amigo que n ligava de viver é ele começou a falar sobre Deus...eu n acredito muito que tenha algo além da vida, apenas uma eterna escuridão, como c vc fosse dormir sem sonhar.
    Tenho 27 anos. Sou casado, sou empresário e tenho 1 filho de 9 anos.
    Email: algoz79@hotmail.com

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  8. Boa Noite...considero k estou numa das melhores fases da minha vida ..acabo de terminar a licenciatura..e n sei porque tenho estes pensamentos..tenho algumas mágoas do passado ...fui rejeitado por alguém..pela pessoa que me deu vida...e sinto que todos me vão rejeitar um dia..a mínima coisa que alguém faz ainda que não seja intencionalmente sinto que é porque não sou o suficiente para ninguém ...e para nada..até agora não cometi o suicidio porque me doe magoar a minha família ..não consigo conversar com ninguém porque não quero que saibam que eu tenho este tipo de pensamentos ..escondo um sorriso detrás de tristeza todos os dias ..

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    1. Grato, amigo, por compartilhar com todos as suas dores!

      Fazemos votos de vitória sobre "a tristeza" de "todos os dias"!!

      Aqui você pode não só desabafar, mas também encontrar quem possa ajudá-lo - conversando, ouvindo, trocando ideias.

      Se quiser, me escreva (abelsidney@gmail.com) e alguém da nossa equipe te acolherá.

      Fica em paz e receba o nosso abraço fraterno,
      Abel

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  9. Passei por perdas e atualmente tenho que morar sozinha em uma cidade longe da minha família..
    Nao tenho forças para continuar.. Gostaria de ser forte e me manter motivada e com fé em Deus e na vida, mas já não vejo solução... Não creio que as coisas irão melhorar.. Eu não quero mais levantar, não quero seguir frente.. A vida virou cinza e sem sentido.. Os dias são apenas minutos que conto para acabarem, e triste pq no dia seguinte serão mais minutos para contar.. Eu não sei o que fazer.. Perdi minha esperança..

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    1. Sempre há esperança!!

      Sou um sobrevivente das ideias de tomar o suicídio como saída. Não é!

      Me escreva: abelsidney@gmail.com

      Muita paz,
      Abel

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  10. Eu gostaria muito de ter coragem de tirar minha vida, tive uma infância que vai de abuso sexuais, a descaso por falta de amor dos meus, nunca fui amada sempre fui rejeitada por eles, nascida em uma família desistruturada aos 13 anos sai de casa, fui para o mundo, acabei me prostituindo para sobreviver,nesse mundo apanhei fui novamente estrupada, quando finalmente tive uma chance de recomeçar joguei tudo fora devido aos traumas, hoje tenho um filho de 10 anos, criei sozinha,me isolo de tudo e todos tenho medo de gente, não sei como mais consegui criar meu filho,hoje só não me mato por ele.

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    1. Oi, Juliana! Muito grato pelo seu corajoso depoimento. Se quiser conversar com a gente (eu ou alguém do nosso grupo) é só me escrever: abelsidney@gmail.com.

      Acredito que podemos ajudá-la, de alguma forma, a seguir adiante com suas lutas!

      Muita paz,
      Abel

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  11. Só quero morrer aqui e agora. Só não faço por não querer causar remorsos e tristeza no meu filho de 15 anos.
    Vivo longe da minha familia, não tenho amigos e meu marido não me ama. Não consigo mais comer, peso hj 47 kilos.
    A única coisa que me segura é meu filho.

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    1. Escreva para sosnaviporto@gmail.com

      Nossa equipe pode ajudá-la. Gratuitamente.

      Fica em paz,
      Abel

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