segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Risco de suicídio - orientações importantes!

Risco de suicídio: prevenção, como identificar e onde buscar ajuda

A comunicação precisa pode ajudar a salvar vidas e evitar o sofrimento de muitas famílias


Catraca Livre (24 julho 2019)

O suicídio é considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública, complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero.

Todos os anos, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). No Brasil, uma pessoa morre por suicídio a cada hora, enquanto outras três tentaram se matar sem sucesso no mesmo período.

Fique atento aos sinais! Um dos falsos mitos sociais em torno do suicídio é que a pessoa que tem a intenção de tirar a própria vida não avisa, não fala sobre isso

O assunto é tão complexo que muitas pessoas evitam falar a respeito, o que nem sempre é a melhor decisão. Um problema dessa magnitude não pode ser negligenciado, pois sabe-se que o suicídio pode ser prevenido.

Uma comunicação correta, responsável e ética é uma ferramenta importante para evitar o efeito contágio.

Qual seria essa forma? Vamos listar alguns sinais de alerta de pessoas em risco e onde procurar ajuda nesses casos.

Formas de prevenção

Um dos falsos mitos sociais em torno do suicídio é que a pessoa que tem a intenção de tirar a própria vida não avisa, não dá pistas. Isso não é verdade e devemos considerar seriamente todos os sinais de alerta que podem indicar que a pessoa está pensando em suicidar-se.

Saber reconhecê-los em você ou em alguém próximo é o primeiro e o mais importante passo. Por isso, sempre fique de olho no seguinte:

Problemas de conduta ou manifestações verbais

Se alguém está, pelo menos, há duas semanas com conduta ou manifestações verbais referentes à suicídio, fique de olho! Essas manifestações não devem ser interpretadas como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim como avisos de alerta para um risco real.

Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança

As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos.

Atenção: não há uma “receita” para detectar seguramente uma crise suicida em uma pessoa próxima, mas a sua ajuda é fundamental!

Expressão de ideias ou de intenções suicidas

Fique atento para comentários do tipo “vou desaparecer”, “vou deixar vocês em paz”, “eu queria poder dormir e nunca mais acordar”, “é inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar” e outros relacionados. Às vezes esse tipo de fala passa desapercebido por membros da família e amigos.

Isolamento

As pessoas com pensamentos suicidas podem muitas vezes se isolar, não atendendo a telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam e gostavam de socializar.

Outros fatores

Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação homofóbica ou transfóbica, ataques racistas, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes, entre outros podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como
determinantes para o suicídio.

Lembre-se também que não há “receita” que detecte seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, nem se tem algum tipo de tendência suicida. Mas é sempre bom ficar atento, conversar e procurar ajuda!

O que fazer sob risco de suicídio

Ajudando alguém Se você identificou em alguém próximo sinais de comportamento suicida, encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Faça a perceber que você está ali para ouvir e ofereça seu apoio.

É importante também que você a incentive a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público. É legal você se oferecer para para acompanhá-la a um atendimento. Assim ela ficará mais confortável e terá menos receio.

Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa.

Se a pessoa com quem você está preocupado vive com você, assegure-se de que ela não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa.

Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

Pensar em acabar com a própria vida pode ser insuportável e muito difícil, e você pode não conseguir enxergar uma saída. Mas existe ajuda disponível!

Primeiramente, é muito importante conversar com alguém que você confie. Não hesite em pedir ajuda! Você pode precisar de alguém que te acompanhe e te auxilie a entrar em contato com os serviços de suporte.

Lembre-se que quando pede ajuda, você tem o direito de ser respeitado e levado a sério, ter o seu sofrimento levado em consideração, falar em privacidade com as pessoas sobre você mesmo e sua situação, ser escutado e ser encorajado a se recuperar.

Onde buscar ajuda para prevenir o suicídio?

Há algumas possibilidades de auxílio nesse momento:

CAPS
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) nas suas diferentes modalidades são pontos de atenção estratégicos da RAPS: serviços de saúde de caráter aberto e comunitário constituído por equipe multiprofissional e que atua sobre a ótica interdisciplinar e realiza prioritariamente atendimento às pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, em sua área territorial, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial e são substitutivos ao modelo asilar.

Unidades Básicas de Saúde
A Unidade Básica de Saúde (UBS) é o contato preferencial dos usuários, a principal porta de entrada e centro de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde. É instalada perto de onde as pessoas moram, trabalham, estudam e vivem e, com isso, desempenha um papel central na garantia de acesso à população a uma atenção à saúde de qualidade.

UPA 24H

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) faz parte da Rede de Atenção às Urgências. O objetivo é concentrar os atendimentos de saúde de complexidade intermediária, compondo uma rede organizada em conjunto com a atenção básica, atenção hospitalar, atenção domiciliar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU 192.

Centro de Valorização da Vida

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, email, chat e voip 24 horas todos os dias. A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, são gratuitas a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular.

Também é possível acessar o site do CVV para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre ligação gratuita, ou conferir aqui os postos de atendimento.

Ajuda psicológica gratuita

Universidades públicas e particulares no Brasil que possuem em sua grade o curso de Psicologia normalmente possuem atendimento psicológico gratuito para a comunidade. Há profissionais particulares que oferecem cotas de atendimento psicológico social para pessoas em situações financeiras vulneráveis.

Fonte: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/prevencao-suicidio/

UEPG Abraça: inclusão e acolhimento em atendimento psicossocial


Programa da UEPG zera fila por atendimentos psicossociais

Todas as pessoas que esperavam atendimento psicossocial na Universidade Estadual de Ponta Grossa foram chamadas para atendimento no programa UEPG Abraça. Este é um dos dados do relatório semestral das atividades do programa apresentado à reitoria. Entre fevereiro e julho de 2019, foram 489 atendimentos psicossociais, além dos grupos terapêuticos e eventos.

Como conta a coordenadora do programa, professora Lara Messias Floriano, este resultado era um dos objetivos iniciais do programa. "Queríamos primeiro chamar a todos que esperavam pelo atendimento; agora, podemos desenvolver ainda mais ações voltadas ao acompanhamento da saúde mental dos acadêmicos, professores e servidores da universidade", projeta.

Uma dessas ações é o evento "UEPG Abraça na Prevenção do Suicídio", que acontece na terça, 20, no Grande Auditório do Campus Central. O evento conta com palestras e debates sobre a prevenção e posvenção do suicídio, saúde mental dos acadêmicos e enfrentamento à violência autoprovocada. As inscrições estão abertas, pelo site.

"O projeto não é só o atendimento, mas também pesquisa e relatos de caso, para que outras instituições também se espelhem nas ações de sucesso", destaca a assistente social Amanda de Mello Silva Rodrigues, integrante do projeto.

Como funciona o UEPG Abraça

O UEPG Abraça é voltado para o acolhimento e acompanhamento psicossocial da comunidade da UEPG (acadêmicos, professores e servidores) e funciona desde novembro de 2018, no espaço próprio do programa no Campus Uvaranas (anexo à Farmácia Escola) e no ambulatório de saúde do Campus Central. O atendimento acontece as 8h às 19h e é realizado por uma equipe multidisciplinar composta por profissionais de enfermagem, serviço social, psicologia e psiquiatria (este último, em caso de encaminhamento para uso de medicação). "O aluno, técnico ou professor pode nos procurar diretamente no Programa, que fica no subsolo da Farmácia Escola, em frente ao Bloco M, no Campus Uvaranas", orienta a professora Lara.

Além dos atendimentos individuais, também são realizados grupos terapêuticos, destinados a diversos públicos. Há grupos para controle da ansiedade e depressão; voltados aos pós-graduandos; atividades de bem-estar e relaxamento; rodas de conversa com os servidores do Hospital Universitário; grupos para LGBTS; atendimento voltado para profissionais da enfermagem; para residentes multiprofissionais da área da saúde; e atividades para servidores em seus campos de serviço.

A equipe do UEPG Abraça está disponível para informações no telefone (42) 2102-8659, WhatsApp (42) 9.9141-8937, e-mail (prog.uepgabraca@gmail.com) ou nos locais de atendimento.

Fonte: www.diariodoscampos.com.br/noticia/programa-da-uepg-zera-fila-por-atendimentos-psicossociais

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Ação de prevenção do suicídio em escola de Manaus-AM: alunos unidos em favor da vida!

Estudantes espalham mensagens de esperança em escola para prevenir suicídio

Pedro Sousa (7 agosto 2019)

A tragédia da perda de um colega uniu estudantes da Escola Estadual Sant’Ana, em Manaus, em atividades que levam esperança e incentivo

O mês de julho de 2019 mudou o modo de pensar dos alunos da Escola Estadual Sant’Ana, localizada na avenida André Araújo, bairro Petrópolis. No dia 16, os jovens estudantes receberam a triste notícia de que um de seus colegas havia tirado a própria vida. Em meio à tristeza, uma luz de esperança se espalhou pela escola e hoje, 22 dias após a tragédia, mensagens de incentivo feitas pelos próprios estudantes decoram as paredes das salas de aulas e banheiros do local.

“Receber a notícia de que um dos nossos alunos havia tirado a própria vida foi sem dúvidas um ‘baque’ muito forte em todos nós da escola. Apesar da perda de um dos nossos alunos queridos, resolvemos buscar o melhor em tudo isso para podermos continuar e seguir em frente”, disse o professor de Inglês, Caio Jobim.

O professor Caio gere o Clube do Livro da escola Sant’Ana, que integra ao menos 40 alunos em atividades que incentivam o hábito da leitura entre estudantes do Ensino Médio. Adiada devido ao luto pelo estudante, que frequentava o clube, a primeira atividade do grupo teve um significado diferenciado.

“De certa forma isso uniu os estudantes. No primeiro dia de aula do clube, nos inspiramos em uma ação de estudantes do Distrito Federal, e cada um dos alunos do clube escreveu bons pensamentos e palavras de esperança e incentivo que ficaram expostas na parede da sala do clube”, comentou o professor.

Mensagens de incentivo decoram as paredes do Clube do Livro, na Escola Estadual San'Ana. Foto: Junio Matos

Esperança que contagia

A participação na atividade foi tanta que logo algo que era de dentro do Clube do Livro, já havia se expandido para outros cantos da escola. Os banheiros masculinos e femininos também foram inundados de mensagens em papéis escritos a lápis, caneta, grafismo, colagem ou desenhos, que disseminaram esperança aos que liam.

“Nós havíamos utilizado a página da escola para emitir uma declaração de luto. Após aquele momento de surpresa geral, poder ver a união dos alunos em prol de uma boa mensagem foi algo sem igual. Enquanto os alunos do projeto do Clube do Livro realizavam a atividade em sala de aula, diversas alunas e alunos do turno matutino decoravam os banheiros com as mensagens de incentivo”, explicou o gestor da escola Sant’Ana, Júlio Viana.


Atividade do Clube do Livro também foi parar em outras partes do colégio. Foto: Junio Mato

Surpresa e superação

Para a estudante Adriele Nunes, de 17 anos, a ação após a perda do colega muda a realidade de quem lê e, também, de quem escreve as mensagens. “Fazer a atividade das mensagens de incentivo significou bastante para nós, já que existem inúmeras pessoas que possuem baixa autoestima e não confiam no seu corpo, nem na sua imagem. Pessoas com problemas, assim, podem chegar na escola e se deparar com esses bilhetes de esperança que, apesar de simples, podem fazer a diferença para eles e para nós mesmos”, destacou a aluna do 3º ano do Ensino Médio.

Já para Fabiana Peres, também de 17 anos e aluna do 3º ano do Ensino Médio na escola, é preciso ter uma grande atenção com possíveis problemas que jovens na idade dela possam estar passando.

“Acho que tudo isso que aconteceu na escola deixou a gente mais alerta com o outro. Somos todos jovens na escola e é uma época em que coisas confusas acontecem e que não conseguimos entender imediatamente. Os bilhetes e as mensagens, apesar de simples, nos ajudam a olhar para o outro, acho que deixa as pessoas mais tranquilas e confiantes, faz com que percebam que não estão sozinhos”, disse Fabiana.

Problema grave

Segundo dados da Organização Panamericana de Saúde (Opas), a cada ano, cerca de 800 mil pessoas tiram a própria vida e um número maior ainda de indivíduos tenta suicídio. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece o suicídio como uma prioridade de saúde pública.

Cada suicídio é uma tragédia que afeta famílias, comunidades e países inteiros e tem efeitos duradouros sobre as pessoas deixadas para trás. O suicídio foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo, no ano de 2016

Seduc inaugura Núcleo de Atenção Psicossocial Escolar

Para intensificar ações de prevenção, intervenção e promoção da saúde mental na comunidade escolar, a Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc-AM) inaugurou, no dia 8 de julho, a Coordenação de Atenção Psicossocial do Escolar (Capse).

Segundo a Seduc, a Coordenação era uma necessidade antiga para um melhor desenvolvimento humano, rendimento e sucesso escolar. Questões familiares, depressivas, uso de drogas e outros tipos de violência serão abordadas pelo grupo.

A atuação do núcleo será por meio de palestras, rodas de conversa, representações teatrais e outras ações educativas compõem a estratégia contínua da equipe da Capse para trabalhar a prevenção à violência nas escolas. A nova coordenação será responsável, ainda, por alinhar ações entre os psicólogos e assistentes sociais das coordenadorias.

Os alunos, pais ou responsáveis que quiserem realizar pedidos de ajuda, denúncias e sugestões ao Capse podem enviar um e-mail para o endereço eletrônico psicossocial@seduc.net. Segundo a Secretaria, a caixa de entrada dos e-mails são revisadas diversas vezes ao dia para garantir que nenhum passe despercebido.

Disque 188

O Ministério da Saúde disponibiliza em todo o Brasil o acesso gratuito ao serviço de ligações para o Centro de Valorização da Vida (CVV), que auxilia na prevenção do suicídio e dá atenção a pessoas que sofrem de ansiedade e depressão.

Para conseguir falar com algum voluntário treinado para esses tipos de situações, basta discar o número 188 pelo telefone. A assistência também é prestada pessoalmente, por e-mail ou chat.

Fonte: www.acritica.com/channels/manaus/news/estudantes-do-am-decoram-escola-com-mensagens-de-incentivo-e-esperanca

domingo, 4 de agosto de 2019

Foz do Iguaçu lança novos procedimentos, em rede, na prevenção de suicídio

Secretaria de Saúde e Unioeste desenvolvem programa para prevenção ao suicídio

Será criado um fluxograma de processos para o atendimento da ideação e tentativa de suicídio.


A Secretaria Municipal de Saúde (SMMA) e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) desenvolvem, pela primeira vez, um fluxograma de processos para o atendimento da ideação e tentativa de suicídio. O diagrama conterá os novos fluxos para o atendimento e manejo dos pacientes em toda a rede pública. 

A proposta foi apresentada e debatida em um encontro realizado na tarde de ontem, quarta-feira, 31, no auditório da Vigilância Sanitária. Participaram as equipes das Diretorias de Assistência Especializada, Atenção Básica, Urgência e Emergência, Vigilância Sanitária e Epidemiológica, Samu, Hospital Municipal, Assistência Social e o curso de Enfermagem da Unioeste.

O foco é aperfeiçoar o atendimento da rede à pacientes com ideação de suicídio e vítimas de autoextermínio. O fluxograma, com os novos protocolos, contribuirá para garantir os encaminhamentos adequados dos pacientes na rede pública. A política é fundamental para prevenção do suicídio.

“É muito importante para que os profissionais possam compreender os processos e os devidos encaminhamentos dos pacientes atendidos. Temos um alto índice de procura por ideação e tentativa de suicídio. Neste semestre, o Hospital Municipal registrou mais de 100 pacientes internados por intoxicação exógena ou automutilação”, contou a chefe de Divisão de Saúde Mental, Guaraci Lopes.

Iniciativa

A iniciativa surgiu a partir de um projeto de extensão sobre o tema, coordenado pela Professora Doutora do curso de enfermagem da Unioeste Elis Maria Teixeira Palma Priotto, e recebeu apoio do Secretário Municipal de Saúde, Nilton Bobato.

“Realizamos várias pesquisas junto aos alunos dentro do projeto e houve a necessidade da formalização de um protocolo para o devido encaminhamento dos pacientes atendidos e internados por tentativa de suicídio ou ideação suicida”, informou Elis.

De acordo com ela, a reunião com as equipes de saúde integra um cronograma estipulado pelo convênio entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Unioeste. “Essa é a fase de debates dos itens do protocolo que estudamos no projeto de extensão, e foi muito bom discutir com os profissionais da rede que atuam na ponta e conhecem os fluxos dos atendimentos”. 

Capacitação

Conforme o cronograma, a próxima etapa será o lançamento do fluxograma, previsto para setembro e na sequência, a capacitação dos profissionais da rede pública de saúde para o atendimento aos novos fluxos.

Números

De acordo com dados epidemiológicos do suicídio, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano no mundo, sendo a segunda maior causa de mortes em jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, são 11 mil óbitos por ano.  Conforme pesquisas, cerca de 90% das vítimas possuíam algum tipo de transtorno mental. Em Foz do Iguaçu, foram notificadas 166 tentativas de suicídios e quatro óbitos em 2019. O maior índice nos últimos dez anos aconteceu em 2012, quando ocorreram 16 mortes.

A rede pública de saúde atua de portas abertas para o atendimento da ideação e tentativa de suicídio nas UBS, Caps e nas UPAS. Atualmente, o atendimento no HM é feito via regulação do Samu.

Fonte: www.radioculturafoz.com.br/2019/08/01/secretaria-de-saude-e-unioeste-desenvolvem-programa-para-prevencao-ao-suicidio/

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Saúde mental e suicídio entre profissionais da segurança pública em Minas Gerais


Psicóloga alerta para importância de debater a saúde mental de profissionais da segurança

Redação (25 julho 2019)

A cada 45 minutos, uma pessoa se mata no Brasil. O país, é o oitavo país com mais suicídios, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Apenas no ano passado, o Centro de Valorização a Vida (CVV), que trabalha com prevenção ao suicídio recebeu mais de 3 milhões de atendimentos.

Em meio aos alarmantes dados, estão os agentes da Segurança Pública, que sofrem com a periculosidade da profissão e a pressão por resultados. Ao longo desta semana, a Itatiaia veiculou reportagens especiais para mostrar como o tema é delicado e pouco abordado.

Pelo menos quatro agentes da segurança pública de Minas tiraram a vida em apenas uma semana, o que chamou atenção para o tema. De acordo com especialistas, o estressa da profissão não é o maior problema, mas sim a falta de mecanismos para coibir o adoecimento dos policiais.

“Eu trabalho sobre um estresse profundo. Eu durmo a poder de remédio. Eu me automedico, às vezes. Alimento-me mal. Durmo mal. Eu tenho que absorver essa energia negativa o máximo que eu puder e tentar não repassá-la para a sociedade, porque eu tenho que ser cordial”, desabafa um profissional que não será identificado.

De acordo com a psicóloga Vivian Zicker, membro da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio, o ato de tirar a própria vida é multifatorial. Ela destaca que os profissionais da segurança são submetidos a enormes pressões.

“Isso potencializa alguns adoecimentos que a agente tem: ansiedade, depressão, síndrome do pânico... Os militares tem uma profissão que não podem expressar fragilidade e medo, então eles acabam ficando mais contidos e guardam para si questões que vão aumentando se não forem tratadas”, destaca.

Vivian Zicker ainda ressalta a importância de falar sobre o suicídio, já que o comportamento pode se manifestar mesmo em pessoas que, aparentemente, estavam bem. “Depois que houve o suicídio, a gente faz uma retrospectiva da vida e percebe que ela deu vários sinais. Isso não é do nada.”

Em nota, o governo de Minas informou que por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), garante o acompanhamento periódico da saúde de todos os agentes e que está trabalhando na melhoria das condições de trabalho dos profissionais que atuam com a segurança pública em Minas Gerais.


Esta matéria pode ser ouvida aqui.


Fonte: www.itatiaia.com.br/noticia/psicologa-alerta-para-importancia-de-debater

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Celebridade: saudável depoimento que pode salvar vidas...

Bento Ribeiro retoma vida após tratamento contra a depressão

Apresentador do extinto “Furo MTV” estava internado em rehab há meses e deu conselho emocionante aos fãs que passam pelo mesmo problema

Redação (14 julho 2019)

Bento Ribeiro tem recebido mensagens de apoio há cerca de duas semanas, tempo este que voltou a utilizar as redes sociais, depois de passar meses afastado para se tratar de uma depressão. O ator, que no auge da carreira comandava o humorístico “Furo MTV”, na antiga MTV, precisou ficar internado em uma clínica de reabilitação para tratamento. O tempo que o humorista passou lá ninguém sabe. Porém, a última postagem que ele fez antes de ‘sumir’ da web foi em setembro de 2018.

Já em 1º de julho, o famoso fez um post em que relatou rapidamente como haviam sido os últimos meses de sua vida. “Longos dias na clínica. Finalmente me sentindo bem o suficiente para voltar pro mundo real. Anos isolado cuidando da minha saúde física e sanidade mental”, escreveu.

Depois disso, diversos amigos, seguidores e famosos, como Tatá Werneck, Dani Calabresa e Paulinho Serra, mandaram mensagens de carinho e incentivo para que ele continue seguindo em frente. Ribeiro, por sua vez, tem retribuido as mensagens respondendo aos fãs que relataram passar por situações semelhantes a dele. Um dos posts, inclusive, ele falou sobre o CVV, Centro de Valorização da Vida, que tem como base a prevenção do suicídio.

“Galera fico muito feliz mesmo com todas as msgs privadas q recebo e a confiança q vcs depositam em mim. Mas às vezes sinto que não tenho todas as ferramentas pra ajudar todo mundo do melhor jeito possível… Não tenho formação de nada, eu apenas tento basear na minha própria experiência pessoal ajudar do melhor jeito q posso. Lembrando que o meu problema foi um conjunto grande de vários problemas. Não precisa ter vergonha mesmo de procurar ajuda profissional de verdade, uma coisa que posso recomendar é o CVV, que é gratuito. Um grande amigo meu inclusive já trabalhou lá e sei por fato que os caras realizam um trabalho sério e bonito. Se você sentir que precisa muito mesmo de ajuda vá em frente da uma ligada lá, não é cafona nem ridículo. Tenho certeza que vai ser ajudado da melhor maneira possível mesmo. Pode continuar falando comigo por aqui sem problemas mas além disso fale lá também!”, escreveu ele, dando os telefones da entidade.

Além disso, Bento contou em seus stories que trocou os 30 cafés diários por chás, e a TV por aplicativos de filmes, séries e livros.

Doença

É normal sentir-se para baixo vez ou outra, mas depressão é mais que isso, é uma doença mental que causa alterações químicas no cérebro, provocando baixa da autoestima, sentimentos de culpa e de fracasso. Pessoas que passaram por eventos adversos durante a vida (desemprego, luto, trauma psicológico) são mais propensas a desenvolver a doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão atinge hoje 300 milhões de pessoas em todo o mudo e pode se tornar a doença mais incapacitante até 2020. Confira mais detalhes no link abaixo:

8 sintomas de depressão para ficar atento

Fonte: https://catracalivre.com.br/entretenimento/bento-ribeiro-retoma-vida-apos-tratamento-contra-a-depressao/

O Piauí, estado que fortemente tem prevenido o suicídio, informa que o Setembro Amarelo está logo ali!


 Para saber mais clique aqui.