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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Escola de Natal cria canal para alunos comunicarem comportamentos atípicos de colegas

Iniciativa surgiu durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio

Uma escola de Natal criou uma ferramenta onde os alunos podem comunicar à direção quando notarem comportamentos atípicos em colegas. A iniciativa surgiu durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio.

O canal recebeu o nome de “Alerta Amarelo” e foi aberto dentro do aplicativo que os estudantes já fazem uso para fins educacionais. De acordo com o Complexo Educacional Contemporâneo, ele permite uma comunicação direta e virtual sobre ocorrências.

A diretora da instituição, Marianny Andrade Arcanjo, explica que ações relativas ao Setembro Amarelo já faziam parte do calendário escolar, mas "a ideia era permitir que os alunos ficassem à vontade para compartilhar informações que achem relevantes, o que se tornou possível com a ferramenta".

A psicóloga Patrícia Peixoto conta que, por mais que a escola fique atenta aos sinais, alguns são percebidos mais facilmente pelos amigos, como a perda de interesse por atividades extracurriculares, o abandono de amizades e agressividade ou agitação.

“É natural que eles dialoguem entre si e compartilhem informações que, às vezes, não são compartilhadas em casa e vice-versa. Por isso é importante abrirmos canais como esse, para que as pessoas próximas possam comunicar quando notarem que algo está errado”, explica a psicóloga.

Para o aluno Pedro Macedo, de 17 anos, o novo canal fortalece uma rede de apoio entre os alunos. “É muito reconfortante saber que podemos ajudar os colegas e também que todos estão prontos para nos ajudar em caso de necessidade justo no lugar onde passamos grande parte do nosso tempo”, conta.

A campanha nacional de prevenção ao suicídio acontece anualmente, durante o nono mês do ano. Setembro foi escolhido pois, desde 2003, no dia 10, acontece o Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio, que foi criado pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP) junto à Organização Mundial de Saúde (OMS).

Fonte: https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2021/09/26/escola-de-natal-cria-canal-para-alunos-comunicarem-comportamentos-atipicos-de-colegas.ghtml

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Acolhimento no Natal: podemos conversar com o CVV!

 CVV destaca a importância da escuta acolhedora neste Natal


Sílvia Haidar (22 dezembro 2020)

O Natal será mais triste para todos em 2020. A pandemia da Covid-19 já deixou mais de 187 mil mortos no país até esta terça-feira (22).

De uma forma ou de outra, todas as famílias foram impactadas pela doença neste ano. Há aquelas que estão em luto, outras que estão passando por dificuldades financeiras.

Para piorar, o isolamento social não permite que as pessoas se reúnam e se abracem como costumam fazer nas festas de fim de ano.

“Ninguém pode carregar esse fardo sozinho”, diz o engenheiro Carlos Correia, 67, porta-voz e voluntário do CVV (Centro de Valorização da Vida) há 28 anos.

 


Para ele, a única forma de minimizar o sofrimento nesse cenário é falar sobre os seus sentimentos.

“Não deixe de estar presente, mesmo que virtualmente. Se você está bem, mas conhece alguém que não está, ligue para essa pessoa, mande uma mensagem. Mostre que ela não está sozinha.”

Estar disposto a ouvir o próximo de maneira acolhedora é a mensagem que o CVV destaca neste Natal.

“Uma conversa sem julgamentos pode dar início a uma reflexão sobre como temos agido e o que podemos fazer daqui para frente, apesar de todas as dificuldades”, observa.

Para Carlos, o segredo da escuta acolhedora é que ela se desarma e abaixa a tensão no diálogo. “Muitas pessoas que ligam para a gente estão fragilizadas, sem conseguir pensar direito. Ao fazer um desabafo, elas começam a enxergar soluções que não viam antes. Isso pode ser o primeiro passo para procurar uma ajuda profissional, com um psicólogo ou psiquiatra, por exemplo.”

Mesmo antes do surgimento da pandemia, sintomas de depressão e a solidão no período de Natal costumam fazer a procura pelo CVV aumentar 20% em dezembro.

Atualmente, a entidade conta com 4.200 voluntários em todo o país. São feitos cerca de 10 mil atendimentos telefônicos diariamente – esse número, segundo Carlos, não aumentou durante a quarentena, embora estudos apontem aumento de sintomas de ansiedade e de depressão no período.

Na falta de ter alguém com quem conversar, ou se a pessoa não se sente à vontade para falar sobre seus problemas com um amigo ou um familiar, os voluntários do CVV estão disponíveis 24 horas pelo telefone 188. A ligação é gratuita.

A conversa também pode acontecer por email ou chat em diferentes horários (veja os contatos abaixo). Os atendimentos presenciais estão temporariamente suspensos devido à pandemia.

O QUE É O CVV

O CVV (Centro de Valorização da Vida) foi fundado em São Paulo, em 1962. É uma associação civil sem fins lucrativos e reconhecida como de Utilidade Pública Federal desde 1973.

O centro presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato.

COMO ENTRAR EM CONTATO COM O CVV

Por telefone
Ligue para 188 a qualquer momento. O atendimento é 24 horas, gratuito e garante anonimato e sigilo absoluto

Por e-mail
Acesse cvv.org.br/e-mail, preencha os campos com seu nome, email e mensagem, e um voluntário responderá assim que possível

Por chat
Para iniciar a conversa, acesse cvv.org.br/chat e clique no link indicado. O atendimento acontece de segunda a quinta, das 9h à 1h, às sextas, das 15h às 23h, aos sábados, das 16h à 1h, e aos domingos, das 17h à 1h

Atendimento pessoal
O atendimento pessoal está temporariamente suspenso devido à pandemia da novo coronavírus. No entanto, quando for seguro, você pode conversar pessoalmente com um voluntário do CVV nos postos de atendimento. Acesse cvv.org.br/postos-de-atendimento e procure o endereço mais próximo. Também é possível enviar uma carta, que será respondida por um voluntário

Fonte: https://saudemental.blogfolha.uol.com.br/2020/12/22/cvv-destaca-a-importancia-da-escuta-acolhedora-neste-natal/

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Se você estiver pensando em suicídio SAIBA que você tem uma opção!

O CVV – Centro de Valorização da Vida, serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio, funciona normalmente nos feriados de Natal e Ano Novo.
 
O atendimento é feito pelo telefone 141 (24 horas por dia), ou por e-mail e chat, ambos pelo site www.cvv.org.br.
 
O CVV é uma das ONGs mais antigas do país, com 51 anos de atuação gratuita e sigilosa e não altera seus horários de atendimento mesmo durante os feriados.
 
Sobre o CVV
 
O CVV - Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os mais de um milhão de atendimentos anuais são realizados por 2.200 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal, pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 68 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail.
 
Outras informações também podem ser obtidas na nossa página www.facebook.com/cvv141
 
É associado ao Befrienders Worldwide (www.befrienders.org), entidade que congrega as instituições congêneres de todo o mundo e participou da força tarefa que elaborou a Política Nacional de Prevenção do Suicídio do Ministério da Saúde.
 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Voluntário passará a véspera de Natal em ONG de prevenção do suicídio

Antonio Batista, de 62 anos, negociou horários com a família para trabalhar.
Ele também fará nove horas de plantão na véspera do Ano Novo.

Antes de se juntar à família para os preparativos da véspera de Natal, nesta quarta-feira (24), o engenheiro aposentado Sérgio Antonio Bastista, de 62 anos, vai cumprir um compromisso que honra há 15 anos: seu plantão semanal de quatro horas e meia como voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), organização não-governamental de prevenção do suicídio. Criada em 1962, a ONG dá apoio emocional gratuito, presencial, por telefone ou pela internet, a pessoas em busca de ajuda.

"Vou fazer a véspera de Natal, meu plantão, e vou fazer também o dia 31. Vou estar em São Paulo e é a minha forma de poder colaborar com o trabalho", explicou ele ao receber o G1 em um sobrado em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, onde funciona um dos postos na Capital.

No total, 2 mil voluntários atuam em cerca de 70 postos espalhados pelo Brasil. O país ocupa a oitava posição na lista de nações com o maior número absoluto de casos de suicídio. Em 2012, 11.821 tiraram a própria vida no país.

Datas coincidiram

Cada voluntário se compromete a trabalhar pelo menos uma vez por semana em um turno de quatro horas e meia. Desde o início deste ano, Antonio se encarrega de um turno às quartas-feiras. Ele diz que foi só há cerca de um mês que percebeu que tanto a véspera de Natal quanto a de Ano Novo coincidiam justamente com o seu dia de trabalho.

A solução para o problema não foi difícil: ele conversou com a família e decidiu passar as festas em São Paulo. Nesta quarta, ele trabalha das 11h às 15h30; no dia 31, fará um turno duplo, para cobrir o de um colega voluntário, que viajará. "Vou trabalhar das 11h às 19h. Minha mulher compreende, aceita e respeita meu trabalho, mas não gosta muito quando às vezes eu dobro o turno."

Essa não é a primeira vez que o turno do engenheiro eletricista coincide com as festas de dezembro. Há alguns anos, ele fazia o turno da madrugada no posto da Vila Carrão, na Zona Leste. "Jantei um pouco antes, depois fui para o posto, trabalhei das 23h até as 3h. Faz parte", disse. A noite desta quarta, porém, será dedicada à mulher e às filhas de 19 e de 38 anos. "Por sinal, a de 38 está grávida. Vou ser avô pela segunda vez", comemorou.

O sorriso no rosto que ele ganha ao falar do bom momento familiar que vive hoje é, em parte, uma recompensa pelos 15 anos dedicados ao atendimento telefônico a pessoas desconhecidas, que buscam o CVV pelos motivos mais distintos. "Todo tipo de pessoa liga. Jovem, idoso, homem, mulher. Ligam quando querem conversar com alguém e não têm ninguém por perto", explicou ele.

Desde que foi indicado por uma amiga para fazer o curso e passou a ser uma das vozes – muitas vezes anônimas – que oferecem um ouvido amigo, Antonio disse que também se tornou uma pessoa melhor. "Sou mais paciente, menos preconceituoso. Minha relação com as minhas filhas também ficou melhor."

Os voluntários, que rateiam os custos de operação dos postos para garantir o funcionamento da ONG, são treinados para acolher os desabafos de tristeza, raiva, depressão, angústia e até de felicidade. O atendimento gratuito é feito por meio de ligações telefônicas sigilosas que duram o tempo que o usuário desejar. "Normalmente você tem de 15 a 20 contatos por turno. Às vezes a conversa dura cinco, dez minutos. Às vezes dura uma hora."

As ligações são sigilosas e nunca são gravadas, por isso, não é possível ter estatísticas do conteúdo dessas conversas e do perfil demográfico detalhado. Mas o CVV recebeu mais de 1,1 milhão de chamadas telefônicas em 2013: em média, o telefone toca uma vez a cada 34 segundos.

Dezembro, porém, é um mês em que a demanda dos voluntários sofre um aumento de cerca de 15%. "É um momento de reflexão. Tem as festas familiares, então ligam pessoas que perderam um ente querido, que não estão mais comemorando. As pessoas sentem nostalgia, saudade, fazem balanço do ano, falam de projetos para o ano futuro. Também tem o pessoal do vestibular, estudantes ligam preocupados com a pressão, a competição e com o futuro."

Os jovens são uma preocupação especial. Segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), divulgado em março deste ano, 9,4% dos jovens brasileiros com entre 14 e 25 anos admitiram terem tido pensamentos suicidas, e 5% já tentaram tirar a própria vida. Por isso, o CVV também conta com atendimento on-line no site oficial, entre as 19h e as 23h. "É muito importante que os jovens possam ter com quem conversar. Nosso jovem está morrendo", disse Antonio.

Serviço
O atendimento do CVV funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, pelo telefone 141. O atendimento on-line funciona em horários específicos no site do CVV.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/12/voluntario-passara-vespera-de-natal-em-ong-de-prevencao-do-suicidio.html

sábado, 3 de janeiro de 2009

Notícia sobre prevenção do suicídio (dez/2008)


Palestras debatem fatores associados aos suicídios
A chegada do Natal dispara um alerta entre psiquiatras e psicólogos

A chegada do Natal dispara um alerta entre psiquiatras e psicólogos. É neste período do ano que podem ocorrer suicídios entre pessoas que possam ter algum transtorno psicológico crônico ou estar passando por algum sério distúrbio desta natureza. Um fórum realizado na sexta, 5, e ontem, no auditório da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual do Piauí, pôs em debate os fatores relacionados às causas do suicídio e sua prevenção.

Na manhã do sábado, o palestrante do evento foi o médico psiquiatra cearense Fábio Souza, de Fortaleza. O tema abordado por ele foi o "Suicídio na Adolescência". Em sua explanação, Fábio apresentou um painel sobre problemas físicos e psicológicos que possam levar alguém a tirar a própria vida.

Segundo ele, o transtorno bipolar aliado à depressão é um dos fatores de alto risco. A depressão é um dos fatores que está intimamente ligada ao suicídio. É ela que reforça o sofrimento de pacientes com perdas recentes, problemas interpessoais, instabilidade familiar e a comoção causada pelo período natalino - que podem influenciar na decisão pelo suicídio.

"O Natal é uma época muito feliz para a maioria das pessoas, mas para quem sofre de algum transtorno psicológico o período pode vir a ser um momento muito ruim", salientou o psiquiatra. Doutor Fábio Souza afirma só tirar férias após o fim do ano, justamente para monitorar seus pacientes.

Na palestra, o médico apresentou dados científicos que constatam que os transtornos de humor são responsáveis por 38% dos fatores que podem influenciar na decisão pelo suicídio. Entre os fatores físicos, a esquizofrenia é responsável por 10% dos fatores destas mortes e o alcoolismo é responsável de 5% a 10% delas. "É bom lembrar sempre que o álcool é depressor do sistema nervoso central, já a partir do primeiro gole", ressaltou. O alerta é importante nesta época do ano em que o aumenta o consumo de bebidas alcoólicas.

O psiquiatra Fábio Souza é membro do Projeto de Apoio à Vida [Pravida], entidade que promove a prevenção do suicídio em Fortaleza, no Ceará. Criada em 2004, a organização faz atendimento ao público e capacitação dos voluntários que dela fazem parte. Todos os anos, no dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, o Pravida desenvolve ações na capital cearense como caminhadas de sensibilização. Só em 2007, o projeto atendeu cerca de 224 casos de possíveis suicidas. "Até agora, todos estes pacientes atendidos no ano, passado continuam vivos", garante o psiquiatra.

Fonte: http://180graus.brasilportais.com.br/geral/palestras-debatem-fatores-associados-aos-suicidios-70256.html
Data: 07/12/2008