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sábado, 26 de novembro de 2016

Piauí na prevenção do suicídio: voluntários a serviço da vida

Voluntários no Piauí dedicam tempo para salvar vidas

23/11/2016 - Graciane Sousa
gracianesousa@cidadeverde.com

Voluntariado, doação, amor, estar à disposição para servir e até mesmo para salvar vidas. Esta é a missão diária de voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV), grupo que atua há mais de três décadas no Piauí na prevenção do suicídio. Ao todo, 30 pessoas trabalham no Centro. Uma vez na semana, cada voluntário tem o compromisso de dedicar quatro horas a atender ligações de quem está do outro lado da linha em busca de alguém que possa ouvir um desabafo.

"As pessoas não encontram nos amigos e na família, alguém com quem elas possam abrir seu coração sem medo de um julgamento. Por nosso anonimato, pois não precisamos saber quem está do outro lado do telefone se a pessoa não quiser se identificar, as pessoas se sentem mais à vontade. A necessidade de desabafar faz com que elas procurem uma pessoa que não conhecem para conversar ", relatou Eyder Mendes, coordenador de comunicação do CVV no Estado, na terceira reportagem da campanha Natal Cidade Verde.

O CVV foi criado no Brasil há 53 anos e está há 31 no Piauí. Por dia, os voluntários atendem a 10 ligações e não há um perfil fixo de quem busca ajuda como idade, sexo ou classe social, mas muitos sofrem com um problema em comum, a depressão. Em alguns casos, as pessoas pensam em tomar atitudes drásticas para tentar acabar com a tristeza que parece não ter fim.

Os voluntários do CVV estão sempre dispostos a ouvir problemas sem fazer julgamentos.

"Nos dez anos que participo do CVV, observo os mesmos problemas como a questão da solidão, fim de relacionamentos, a homoafetividade. A gente estimula as pessoas dentro da sua própria história de vida a buscar uma saída e quando elas achas esse caminho, nós ajudamos elas a buscarem a saída", reitera Mendes.

Uma das voluntárias relata que resolveu se dedicar ao Centro de Valorização da Vida após um problema dentro da própria família.

"Após um suicídio na minha família, com o tempo fui percebendo que as pessoas precisam tomar conhecimento e buscar ajuda. Depois disso tudo, eu imaginei de que forma poderia contribuir com as pessoas que têm o desejo de conversar", disse.

O CVV funciona em Teresina diariamente de  6h às 22h. Apenas de segunda à quarta-feira, o teleatendimento funciona 24 horas por meio do telefone (86) 3222 0000.

"Fazer o bem, faz bem pra gente e é isso que me mantém aqui. Eu sei que isso é importante para outras pessoas", finaliza outra voluntário.

Assista a reportagem.

Fonte: http://cidadeverde.com/nataldacidade/80429/voluntarios-no-piaui-dedicam-tempo-para-salvar-vidas

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Curso para seleção e capacitação de novos voluntários em postos do CVV de São Paulo














O Centro de Valorização da Vida - CVV há mais de meio século oferece gratuitamente o seu serviço de apoio emocional e valorização da vida (consequentemente prevenindo o suicídio) utilizando o telefone e recentemente outros meios como ferramentas (Web, Skype).

Os postos CVV da Região de São Paulo, vão realizar neste mês de agosto de 2015, um novo curso para seleção e capacitação de novos voluntários.

Evento

. Será apresentado a filosofia da entidade e a forma de conduta a ser seguida pelo voluntário.

. É necessário comparecer aos dois dias do evento.

Locais do evento

Posto CVV Abolição
Rua Genebra, 168 Centro
Dias: 29 e 30/8 das 13:30 às 18:30h
(11) 3242-4111 ou 9.8143-3611
abolicao@cvv.org.br

Posto CVV Vila Carrão
Rua Pinhalzinho, 389C, 14 Vila Carrão
Dia: 29 e 30/8 das 8 às 13h
Dia: 31/8 a 3/9 das 19 às 21:30h
(11) 3493-6708 ou 9.9584-6114
vilacarrao@cvv.org.br

Posto CVV Jabaquara
Rua José de Magalhães, 500 - Vila Clementino (região da Vila Mariana)
Dia: 23/8 das 8 às 18:30h
(11) 2577-4111
jabaquara@cvv.org.br

Posto CVV Pinheiros
Rua Rua Harmonia, 1166 (próximo ao Metrô Vila Madalena)
Dia: 29/8 das 9 às 18h
(11) 3083-4111
pinheiros@cvv.org.br

Posto CVV Guarulhos
R. Octávio Nunes da Silva, 66  Vila Moreira
Dia: 22 e 23/8 das 14 às 18h.
(11) 2440-4111
guarulhos@cvv.org.br

Obs: É preciso comparecer nos dois dias.

Inscrições e informações 

Poderão ser feitas pelos telefones acima indicados ou pelo e-mail: cvvcomunidade@gmail.com.
Os candidatos poderão ainda fazer a inscrição 15 minutos antes do curso, em qualquer um dos postos.

Mais informações

Os postos CVV desenvolvem trabalhos de apoio emocional por meio de contatos telefônicos, atendimento pessoal, via correio, e-mail e mais recentemente via chat, no próprio site da entidade (www.cvv.org.br).

http://www.cvv.org.br.
http://www.youtube.com/watch?v=cRMG7jSARSU
https://www.facebook.com/pages/CVV-A%C3%A7%C3%B5es-com-a-Comunidade-S%C3%A3o-Paulo/253706254770357?fref=ts

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Curso para seleção e capacitação de novos voluntários em quatro postos do CVV em São Paulo

O Centro de Valorização da Vida - CVV há mais de meio século oferece gratuitamente o seu serviço de apoio emocional e valorização da vida (consequentemente prevenindo o suicídio) utilizando o telefone e recentemente outros meios como ferramentas (Web, Skype).

Os postos CVV da Região de São Paulo, vão realizar neste mês de janeiro de 2015, um novo curso para seleção e capacitação de novos voluntários.

Evento

. Será apresentado a filosofia da entidade e a forma de conduta a ser seguida pelo voluntário.

. É necessário comparecer aos dois dias do evento.

Locais do evento

Posto CVV Abolição
Rua Genebra, 168 Centro
Dias: 24 e 25/1 das 13 às 18:30h
(11) 3242-4111 ou 9.8143-3611
abolicao@cvv.org.br

Posto CVV Vila Carrão
Rua Aimorés, 14 Vila Carrão
Dia: 17/1 das 13 às 18h
Dia: 18/1 das 8 às 13h
(11) 3493-6708 ou 9.9584-6114
vilacarrao@cvv.org.br

Posto CVV Jabaquara
Rua José de Magalhães, 500 - V. Mariana
Dia: 18/1 das 8 às 18h
(11) 2577-4111
jabaquara@cvv.org.br

Posto CVV Guarulhos
R. Octávio Nunes da Silva, 33  Vila Moreira
Dia: 24/1 e 25/1 das 13 às 18h.
(11) 2440-4111
guarulhos@cvv.org.br

Inscrições e informações 

Poderão ser feitas pelos telefones acima indicados ou pelo e-mail: cvvcomunidade@gmail.com.
Os candidatos poderão ainda fazer a inscrição 15 minutos antes do curso, em qualquer um dos postos.

Mais informações

Os postos CVV desenvolvem trabalhos de apoio emocional por meio de contatos telefônicos, atendimento pessoal, via correio, e-mail e mais recentemente via chat, no próprio site da entidade (www.cvv.org.br).

http://www.cvv.org.br.
http://www.youtube.com/watch?v=cRMG7jSARSU
https://www.facebook.com/pages/CVV-A%C3%A7%C3%B5es-com-a-Comunidade-S%C3%A3o-Paulo/253706254770357?fref=ts

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Voluntário passará a véspera de Natal em ONG de prevenção do suicídio

Antonio Batista, de 62 anos, negociou horários com a família para trabalhar.
Ele também fará nove horas de plantão na véspera do Ano Novo.

Antes de se juntar à família para os preparativos da véspera de Natal, nesta quarta-feira (24), o engenheiro aposentado Sérgio Antonio Bastista, de 62 anos, vai cumprir um compromisso que honra há 15 anos: seu plantão semanal de quatro horas e meia como voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), organização não-governamental de prevenção do suicídio. Criada em 1962, a ONG dá apoio emocional gratuito, presencial, por telefone ou pela internet, a pessoas em busca de ajuda.

"Vou fazer a véspera de Natal, meu plantão, e vou fazer também o dia 31. Vou estar em São Paulo e é a minha forma de poder colaborar com o trabalho", explicou ele ao receber o G1 em um sobrado em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, onde funciona um dos postos na Capital.

No total, 2 mil voluntários atuam em cerca de 70 postos espalhados pelo Brasil. O país ocupa a oitava posição na lista de nações com o maior número absoluto de casos de suicídio. Em 2012, 11.821 tiraram a própria vida no país.

Datas coincidiram

Cada voluntário se compromete a trabalhar pelo menos uma vez por semana em um turno de quatro horas e meia. Desde o início deste ano, Antonio se encarrega de um turno às quartas-feiras. Ele diz que foi só há cerca de um mês que percebeu que tanto a véspera de Natal quanto a de Ano Novo coincidiam justamente com o seu dia de trabalho.

A solução para o problema não foi difícil: ele conversou com a família e decidiu passar as festas em São Paulo. Nesta quarta, ele trabalha das 11h às 15h30; no dia 31, fará um turno duplo, para cobrir o de um colega voluntário, que viajará. "Vou trabalhar das 11h às 19h. Minha mulher compreende, aceita e respeita meu trabalho, mas não gosta muito quando às vezes eu dobro o turno."

Essa não é a primeira vez que o turno do engenheiro eletricista coincide com as festas de dezembro. Há alguns anos, ele fazia o turno da madrugada no posto da Vila Carrão, na Zona Leste. "Jantei um pouco antes, depois fui para o posto, trabalhei das 23h até as 3h. Faz parte", disse. A noite desta quarta, porém, será dedicada à mulher e às filhas de 19 e de 38 anos. "Por sinal, a de 38 está grávida. Vou ser avô pela segunda vez", comemorou.

O sorriso no rosto que ele ganha ao falar do bom momento familiar que vive hoje é, em parte, uma recompensa pelos 15 anos dedicados ao atendimento telefônico a pessoas desconhecidas, que buscam o CVV pelos motivos mais distintos. "Todo tipo de pessoa liga. Jovem, idoso, homem, mulher. Ligam quando querem conversar com alguém e não têm ninguém por perto", explicou ele.

Desde que foi indicado por uma amiga para fazer o curso e passou a ser uma das vozes – muitas vezes anônimas – que oferecem um ouvido amigo, Antonio disse que também se tornou uma pessoa melhor. "Sou mais paciente, menos preconceituoso. Minha relação com as minhas filhas também ficou melhor."

Os voluntários, que rateiam os custos de operação dos postos para garantir o funcionamento da ONG, são treinados para acolher os desabafos de tristeza, raiva, depressão, angústia e até de felicidade. O atendimento gratuito é feito por meio de ligações telefônicas sigilosas que duram o tempo que o usuário desejar. "Normalmente você tem de 15 a 20 contatos por turno. Às vezes a conversa dura cinco, dez minutos. Às vezes dura uma hora."

As ligações são sigilosas e nunca são gravadas, por isso, não é possível ter estatísticas do conteúdo dessas conversas e do perfil demográfico detalhado. Mas o CVV recebeu mais de 1,1 milhão de chamadas telefônicas em 2013: em média, o telefone toca uma vez a cada 34 segundos.

Dezembro, porém, é um mês em que a demanda dos voluntários sofre um aumento de cerca de 15%. "É um momento de reflexão. Tem as festas familiares, então ligam pessoas que perderam um ente querido, que não estão mais comemorando. As pessoas sentem nostalgia, saudade, fazem balanço do ano, falam de projetos para o ano futuro. Também tem o pessoal do vestibular, estudantes ligam preocupados com a pressão, a competição e com o futuro."

Os jovens são uma preocupação especial. Segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), divulgado em março deste ano, 9,4% dos jovens brasileiros com entre 14 e 25 anos admitiram terem tido pensamentos suicidas, e 5% já tentaram tirar a própria vida. Por isso, o CVV também conta com atendimento on-line no site oficial, entre as 19h e as 23h. "É muito importante que os jovens possam ter com quem conversar. Nosso jovem está morrendo", disse Antonio.

Serviço
O atendimento do CVV funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, pelo telefone 141. O atendimento on-line funciona em horários específicos no site do CVV.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/12/voluntario-passara-vespera-de-natal-em-ong-de-prevencao-do-suicidio.html

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Resumo de dissertação de mestrado em destaque I

Perfil sociodemográfico e psicológico dos voluntários dos postos CVV

Carolina Neumann de Barros Falcão Dockhorn (PUC-RS, Faculdade de Psicologia, 2007)

O suicídio é considerado um problema de saúde pública e, portanto, tornam-se imperiosas as ações preventivas que visam reduzir os seus índices. É fundamental que a ciência psicológica ocupe-se desse campo, com o intuito de multiplicá-las, além de fortalecer e aprimorar as já existentes. Originadas a partir das mazelas sociais, as ações voluntárias visam colaborar com questões fundamentais de uma sociedade. O voluntariado torna-se presente, também, no campo do fenômeno do comportamento suicida, por exemplo, pela atuação do CVV, órgão executor do Programa CVV de Prevenção do Suicídio e parte integrante do Centro de Valorização da Vida, organização não-governamental fundada em 1962. O CVV oferece apoio emocional fraterno, sendo a relação de ajuda dada através de encontros presenciais, carta, e-mail ou por telefone (modalidade de atendimento que funciona 24 horas por dia 365 dias por ano). O trabalho é totalmente executado por voluntários. Esta dissertação tem o objetivo de caracterizar o perfil sociodemográfico e psicológico dos voluntários dos Postos CVV. Foram elaborados três seções de estudo: um teórico e dois empíricos. O estudo teórico refere-se à elaboração de uma revisão de literatura a respeito das hotlines e, mais especificamente, do Centro de Valorização e dos Postos CVV. É possível constatar a validade de uma ação preventiva de apoio através do recurso do telefone, uma vez que se percebe o importante recurso social que o CVV ocupa. No mundo atual, em que prima o individualismo e o descaso pelo próximo, os voluntários do CVV destacam-se pela atitude de colocar a sua atenção no outro, estabelecendo uma relação de ajuda, que, embora não seja em nível técnico/profissional, pode ser efetivamente terapêutica e profilática. O primeiro estudo empírico objetiva, através de uma metodologia quantitativa, estabelecer o perfil sociodemográfico e psicológico dos voluntários de quatro Postos CVV dos Estados do Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Novo Hamburgo) e de Santa Catarina (Florianópolis e Blumenau). A amostra foi constituída por 100 indivíduos do sexo masculino e feminino, maiores de 18 anos e voluntários de quatro Postos CVV. Utilizaram-se uma ficha de dados sociodemográficos e três instrumentos de personalidade: a Escala Fatorial de Extroversão (EFE), Escala Fatorial de Socialização (EFS) e Escala Fatorial de Neuroticismo (EFN). Os resultados apontam para um perfil sociodemográfico de pessoas educacionalmente bem instruídas e com uma estabilidade econômica que favorece a abertura para interesses solidários. Em termos psicológicos, quanto aos fatores extroversão e socialização, os escores obtidos encontram-se dentro da média, enquanto, para o fator neuroticismo, foram abaixo da média. O segundo estudo empírico, de metodologia qualitativa, objetivou articular as vivências de nove voluntários do CVV com uma leitura psicanalítica desse modelo de intervenção voluntária, destacando a complexidade que se faz presente nas relações humanas frente a situações de sofrimento psíquico. Usando a técnica de análise de conteúdo, foram identificadas 4 categorias que permitem a reflexão acerca: dos modelos identificatórios para a escolha e permanência no CVV; o lugar deste para o voluntário; a possibilidade de tolerar frustrações iniciais à atividade; e aspectos relacionados à questão da neutralidade do voluntário. Os resultados alcançados nessa dissertação permitem um maior e melhor conhecimento do CVV, desde o seu lugar de ação preventiva no campo do suicídio e do sofrimento psíquico.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Prevenção do suicídio em ação

A história da prevenção do suicídio (e da valorização da vida) no Brasil inclui necessariamente o CVV (Centro de Valorização da Vida), cujos trabalhos tiveram início em 1962,em São Paulo. Contando com 2500 voluntários, 48 postos distribuídos pelo país, seus colaboradores voluntários atenciosamente colocam-se à "disposição de todos os que sentem solidão, angústia, desespero e desejam desabafar." 

A boa notícia da semana é esta: o CVV em Cuiabá atendeu 3,5 mil pessoas em 2008.

O título e subtítulo da matéria aí está:

3,5 mil procuram ajuda de voluntários

Serviço que foca a prevenção de suicídios atende pessoas de diferentes perfis, que desabafam angústias sob a proteção do sigilo do outro lado da linha 

Segue aqui o link para a matéria completa, no Diário de Cuiabá.