
Blog destinado à coleta e disseminação de informações sobre prevenção do suicídio e valorização da vida
terça-feira, 31 de março de 2009
Replicar, reler, aprender sempre

domingo, 29 de março de 2009
O vínculo entre problemas financeiros e suicídio nas crises econômicas

quinta-feira, 26 de março de 2009
As medidas de prevenção face ao aumento das ocorrências de suicídio no Japão

quarta-feira, 25 de março de 2009
As crianças deles ainda tem meios de desabafar. E as nossas?

terça-feira, 24 de março de 2009
Bullying e suicídio: ontem e há dois anos atrás

segunda-feira, 23 de março de 2009
Replicando uma boa notícia...

domingo, 22 de março de 2009
Morticínio nas escolas: o que há por trás?
Xaro Sánchez 18/03/2009
Psiquiatra no Hospital de Mataró (Catalunha, Espanha) e artista plástica.
Idéias de suicídio + ódio em altas doses, em adolescentes e jovens com livre acesso a armas de fogo, é uma combinação letal. Esta é a conclusão a que chegaram os principais estudos, em sua maioria provenientes da literatura científica norte-americana. Não é por acaso o interesse dos Estados Unidos neste fenômeno: é o país onde tais ocorrências são mais comuns. De todo modo, há poucos estudos – talvez em razão de que estas chacinas não aconteçam com muita frequência – e na maioria das vezes são mais suscetíveis à uma abordagem epidemiológica e sociológica do que uma mera relação de causa-e-efeito. Surpreende-nos, todavia, diante da gravidade dos fatos, que as “mentes” destes adolescentes não tenham sido estudadas a fundo. É evidente que muitos acabam suicidando-se e outros morrem na mão da polícia (também quase como uma forma de suicídio) e isso acaba dificultando a coleta de informações mais conclusivas. Porém, alguns outros acabam detidos, podendo-se, assim, mapear sua trajetória anterior, conversar com pessoas que os conheciam, etc, o que configura a autopsia psiquiátrica. O fato é que hoje não dispomos do perfil ou dos perfis do quadro de anormalidade psicológica destes jovens. Seria possível fazer este mapeamento ao associar-se corretamente os diferentes aspectos da conduta humana, normal e desviante, caso não se caia, é preciso acentuar, em armadilhas ideológicas, devendo-se recorrer, primordialmente, a investigações científicas.
Tomando a questão desde a raiz, o que se sabe sobre o assunto? Como aponta o primeiro parágrafo, os sintomas fundamentais e mais evidentes, ainda que em realidade devam ser considerados apenas como a ponta do iceberg, são: ter idéias de suicídio, isto é, haver pensado profundamente em querer morrer e ter considerado até mesmo a possibilidade de matar-se, juntamente com um intenso rancor e ressentimento contra a escola, professores e colegas, sentimentos que se vinculam ao local em que estuda o homicida, mas que podem ainda espalhar-se atingindo toda a sociedade. Este sentimento gera uma imperiosa necessidade de vingança, difícil de evitar.
Tudo isso é proveniente da informação obtida das advertências que precedem à matança. Estas informações expressam com contundência e sem qualquer resquício de dúvida, o argumento de que os outros são o motivo de sua frustração e que aniquilá-los é fazer justiça. Planejam também o suicídio posterior – deixam cartas escritas ou virtuais – e não agem impulsivamente, pois estabelecem um plano que é detalhado e informado, em mais de 50% dos casos, a pessoas à sua volta, que em sua maioria não levam isso a sério e quando o fazem não é o bastante para sinalizar que o quadro apresentado vá culminar em uma tragédia real. Tudo se passa tal como no suicídio: muitos pensam que se alguém diz que vai se suicidar é porque não irá fazê-lo. Esta é uma falsa idéia, demonstrada há muito tempo pelos suicidólogos. Pelo contrário, tanto as ameaças de suicídio como neste caso, a comunicação do plano estabelecido, são fatores de máximo risco, isto é, de alta probabilidade de que possam ser consumados.
Uma vez tomada a decisão de matar, tal idéia os mantém reconfortados: descobrem o objetivo de sua existência depois de tanto sofrer. E por terem quase certeza de que eles mesmos acabarão morrendo, o sentimento do medo em relação às consequências dos seus atos não se manifesta concretamente, pois se isso ocorresse funcionaria como um freio.
Em torno de 25% deles suicidam-se imediatamente ou nos trinta dias subsequentes. Por isso é considerado tal fato um tipo de homicídio-suicídio (ou suicídio ampliado, em espanhol), o que inclui: a) esposos que matam suas esposas; b) pais que assassinam toda a família; c) adultos que matam em local público e d) mães que matam a seus filhos. Nos três primeiros subtipos os homicidas são praticamente sempre homens.
Os suicídios ampliados são muito pouco frequentes ((0,2-0,3/100.000 hab.) e muito menos frequentes são os massivos (definidos por causar morte a mais de 3-4 pessoas em 24h) e menos ainda o morticínio nas escolas (fato que pode atribuir às escolas o conceito de lugares seguros). Os assassinatos em massa mais frequentes são cometidos por homens adultos (com maior incidência nos mais velhos) afetados patologicamente por um conflito vital, que pode ser familiar ou profissional. Tais ocorrências tem aumentado nos últimos anos tanto em incidência quanto em poder letal (número de vítimas por matança), fato de que deveria colocar em alerta os serviços de saúde mental.
Nos EUA, o histórico de morticínios nas escolas pode ser explicado pelo fácil acesso às armas de fogo, porém o fenômeno tem se alastrado pela Europa. A metade destas ocorrências aconteceram nos últimos 10 anos. De 1996 a 2008 foi registrado 44 casos nos EUA, 7 no Canadá, 7 na Europa (3 na Alemanha, 2 na Inglaterra e 2 na Finlândia) e 5 em outros países (Austrália, Índia, Argentina, Iêmen e Filipinas). O número de vítimas foi entre 0 e 33. Porém, mais vítimas por episódio tombam na Europa do que nos EUA e Canadá. Por outro lado, 60% dos homicidas-suicidas norte-americanos são detidos, enquanto que na Europa a proporção é menor, isto é, se suicidam ou morrem mais.
Devido à complexidade de se mensurar o risco de tais fatos em escolas, as limitações éticas, a falta de métodos confiáveis e a pouca clareza acerca das causas subjacentes a estes fenômenos, nos EUA tem se publicado guias de prevenção de uso intraescolar ou para profissionais da saúde mental que trabalham com adolescentes e jovens. Esses guias tem chegado à Europa e no momento em que o G8 está se reunindo para debater a diminuição da violência escolar, valeria a pena atualizar os guias e disseminá-los em todos os países. Nem mesmo nos EUA eles estão sendo usados como deveriam.
Os guias de prevenção do school shooting, como os denominam os norte-americanos, se baseiam em fatores de predisposição individual, familiar, escolar e social que se somam entre si. Quanto mais fatores, maior o risco. Porém, não está determinado devidamente o peso específico de cada um deles. É considerado como risco máximo: o acesso a armas de fogo, ter antecedência de violência, condutas suicidas pessoais ou familiares, irascibilidade e pouco controle emocional, tendência ao isolamento, pouca habilidade para relacionar-se e integrar-se às atividades escolares, pouco apoio familiar ou social, queda no rendimento escolar, experiências traumáticas de perda, humilhação, perseguição ou desprezo (ter sofrido ou ter se submetido a bullying), haver comunicado a intenção ou o plano de causar danos a outrem e haver sido diagnosticado transtorno mental (sobretudo depressão grave, transtornos da personalidade ou psicóticos com sintomas paranóicos). A psicopatia, ainda que se manifeste em alguns casos, não é necessariamente o temperamento que prevalece nos assassinatos em massa nas escolas, muito mais emocionais que frios.
Mesmo que não haja consenso quanto ao grau de implicação das patologias mentais, é impossível imaginar que tão somente uma situação de conflito pessoal possa levar a alguém a tomar uma arma e matar indiscriminadamente em uma escola ou universidade. Em razão disso, esse conflito interior deve ser capaz de romper o estado de inibição natural da agressão e isso somente é possível em pessoas fragilizadas ou incapacitadas emocionalmente, qualquer que seja a causa patológica.
Ilustração: Mueran los otros y yo mismo, de Xaro Sánchez
Tradução: Abel Sidney
Fonte: http://www.lavanguardia.es/lv24h/20090318/imp_53662126965.html
quarta-feira, 18 de março de 2009
Consumo de drogas e suicídio
En planeación estratégica, lo ideal es que las personas y las organizaciones se tengan que ocupar de lo "importante" y no de lo "urgente".

Lo primero es proyección, avance y desarrollo; lo segundo, son emergencias, accidentes, traumatismos ocasionados muchas veces por falta de visión, negligencia e irresponsabilidad.
En concreto, por ausencia de prevención, cuyo más sencillo significado es la aplicación de estrategias para evitar que un problema aparezca o se agudice.
En cuanto al consumo de drogas tanto legales como ilegales por parte de la población joven de Villavicencio y del país, sabemos que crece y que sus consecuencias directas o por asociación tales como delincuencia, homicidios, indigencia, merma en el rendimiento laboral, académico y social, suicidios e intentos de suicidio, destrucción familiar y solicitud de atención en los centros de salud por eventos agudos de consumo, entre otros, ya se están constituyendo en lo "urgente" a nivel regional por carencia de políticas de prevención de gran impacto en sus contenidos y acciones, de duración en el tiempo y alcance en la inmensa mayoría de su población.
Mientras esto ocurre, es nuestro deber ayudar en la creación de conciencia colectiva que entienda que cuando intervenimos como adultos para que nuestros niños y adolescentes crezcan y se desarrollen armónicamente, sin temores, resentimientos, incertidumbres, con deseos de vivir y de ser felices, estamos aportando lo mejor para evitar que ellos asuman conductas de alto riesgo tales como el consumo y abuso de drogas.
Termino proponiendo a padres y educadores los diez pilares para educar en la prevención, publicados en mi libro "Drogadicción": comunicación clara y sincera, educar en el esfuerzo, pensamiento crítico, conocimiento sobre las drogas, educar en el talento de cada persona, comprender la niñez y la adolescencia, entender la naturaleza humana, educar en valores, educar en el ejemplo y educar en la espiritualidad.
Jesús Antonio Rozo/Magíster en Educación y Administración
http://www.eltiempo.com/colombia/llano/opinionprevencion-del-consumo-de-drogas_4876128-1
terça-feira, 17 de março de 2009
Jornalista do Kuwait alerta para a necessidade de estratégia nacional para prevenção do suicídio em seu país

Necessidade de uma estratégia nacional para a prevenção do suicídio
Khaled Aljenfawi
khaledaljenfawi@yahoo.com
Em artigos anteriores comentei brevemente sobre o aumento do número de suicídios entre empregadas domésticas e trabalhadores imigrantes que trabalham em serviços domésticos, categorias que comumente recebem salários irrisórios. Na oportunidade, chamei a atenção para a necessidade de se criar uma “linha direta” em todo o país acessível às potenciais vítimas de suicídio. Até agora nenhum órgão governamental ou organização da sociedade civil pareceu interessada na criação desta “linha da vida”, para a qual as vítimas possam ligar e pedir ajuda ou aconselhamento. Também sugeri que os voluntários ou funcionários públicos que falam línguas estrangeiros também pudessem colaborem. Precisamos tratar a questão da prevenção do suicídio com mais eficácia.
Por que não estabelecer, por exemplo, um comitê nacional de prevenção do suicídio que utilize estudos científicos e psicológicos mais recentes sobre este fenômeno? A criação desse comitê poderia contribuir para ampliar a consciência geral sobre as causas do suicídio entre pessoas de todas as nacionalidades e grupos de idade diferentes no Kuwait. As causas do suicídio são muitas, porém, a maior parte delas não é descoberta em tempo devido à falta de informação. Muito embora o suicídio possa afetar direta ou indiretamente suas vidas, muitas pessoas no Kuwait ainda não dispõem de conhecimento básico sobre estratégias de prevenção do suicídio. Desse modo, um comitê nacional que se responsabilizasse em organizar programas de esclarecimento seria mais produtivo nestas ações.
Diante do aumento incontestável de casos de suicídio entre imigrantes e trabalhadores de serviços domésticos, o nosso desafio nacional é real, difícil e precisa ser abordado com transparência. Poderemos prover recursos médicos e psicológicos mais eficientes se estabelecermos um comitê cuja única responsabilidade fosse a de fornecer orientação e auxílio às vítimas potenciais do suicídio. Em outros países, os governos e a sociedade civil criaram suas “estratégias nacionais de prevenção do suicídio”, que normalmente tomam a forma de determinados procedimentos para tratar os casos de suicídios potenciais. Infelizmente, parece não haver no Kuwait uma estratégia em âmbito nacional ou qualquer plano semelhante de ação neste sentido. Ainda que exista uma estratégia parecida, ela estaria envolvida pelo silêncio, desconhecida ou possivelmente não seria eficaz. As vítimas do suicídio que sobrevivem à trágica experiência são normalmente tratadas como pacientes de pronto-socorros ou liberadas de imediato.
Em alguns casos, funcionários do hospital enviam as vítimas de suicídio ao hospital psiquiátrico. Tais métodos, porém, não são adequados, seja por não solucionar os problemas, seja por não se buscar as verdadeiras causas por trás das tentativas de suicídio. Além disso, tratar vítimas de suicídio como “casos psiquiátricos” pode intensificar a sensação de vergonha e culpa, produzindo um estigma social nos pacientes. Em outras palavras, temos de adotar critérios mais esclarecedores sobre o suicídio. O grande público no Kuwait desconhece os indicadores básicos do suicídio entre grupos de idade diferentes, pois tais questões são normalmente silenciadas em nossa sociedade tradicional. Estigmatizar vítimas do suicídio como suspeitos ou viciados em droga, ou descrevê-los psicologicamente como “apáticos”, o que nem sempre é o caso, demonstra claramente que devemos experimentar outros procedimentos. Além disso, tal generalização sobre as causas do suicídio não leva em conta os impactos dos desafios reais que muitas destas vítimas enfrentam todos os dias.
Só há pouco tempo o jornal Al-Rai noticiou o caso de um imigrante “cuja identidade não foi revelada, que teria se suicidado por meio de uma corda presa ao teto de sua sala em Jleeb Al-Shuyoukh”. A vítima trabalhava em um restaurante não identificado. A esposa da vítima afirmou que seu marido sofria de distúrbios psiquiátricos (Arab Times, 04/03/2009). Uma vida humana tão preciosa poderia ter sido salva caso existisse algum canal de comunicação por meio do qual as vítimas pudessem se comunicar ou falar sobre seu sofrimento. A criação de um comitê nacional de prevenção do suicídio ou a adoção de uma verdadeira estratégia nacional diante desse fenômeno trará soluções reais para um problema concreto que afeta atualmente a vida de milhares de pessoas no Kuwait e em todo o mundo.
Fonte: http://www.arabtimesonline.com/kuwaitnews/pagesdetails.asp?nid=29540&ccid=9
Tradução: Abel Sidney :: Revisão: Lucas Yassumura
quinta-feira, 12 de março de 2009
Um bom exemplo de como abordar o suicídio na mídia!!
Aumento da depressão em crianças e jovens leva a suicídio
FLÁVIA SAAD
No filme Milk - A voz da igualdade, que está em cartaz nas salas da Cidade, o protagonista Harvey Milk (interpretado por Sean Penn, que ganhou o Oscar pela atuação) recebe um telefonema crucial na noite em que aguarda o resultado de sua eleição para o cargo de supervisor em São Francisco (Califórnia).
Do outro lado da linha, um jovem do interior dos Estados Unidos ameaça se matar por não conseguir lidar com o preconceito que sofre por ser gay. Sem saber a quem recorrer, liga para Milk, cuja foto viu em um jornal. O político e ativista conversa por alguns momentos com o garoto, mas oferece a ele exatamente o que ele precisa: alguém que o escute.
Na tela, a cena cumpre o propósito de emocionar (e também de incrementar a história). Mas, na vida real, não é tão simples assim. Crianças e adolescentes enxergam no suicídio uma opção para fugir da escuridão em que vivem - e da qual acreditam que não conseguirão sair.
De acordo com Adriana Pereira, psiquiatra infantil e pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), o número de suicídios entre os jovens aumentou consideravelmente nas últimas décadas. Segundo a médica, mais de 3 milhões de jovens pensam em se matar todos os anos. Entre 1993 e 1998, o índice subiu 40% no Brasil.
Assim como o crescimento dos casos de depressão na infância e na adolescência, as taxas de suicídio também estão ligadas à fragilidade dos laços afetivos e à solidão de um mundo em que crianças e jovens vivem sozinhos na multidão. Adriana chama esse problema de "privação emocional".
O psicólogo Hélio Alves, professor da Universidade Católica de Santos (UniSantos), acredita que esse sentimento também se manifesta com outras agressões. Bulimia, anorexia e o uso de drogas também são formas de acabar com a própria vida - a insegurança e a falta de relacionamentos confiáveis geram a busca pela autodestruição.
A CADA 40 SEGUNDOS
O ato de acabar com a própria vida ainda representa um tabu na sociedade. Mas hoje, o suicídio está mais próximo de nós do que nunca. Em uma busca simples pela palavra na internet, o site Google mostra quase oito milhões de referências a esse termo, com especificações: "como cometer suicídio", "tipos de suicídio" e até mesmo "fotos de suicídio". Em todo o mundo, a cada 40 segundos, uma pessoa se mata.
"Um grande problema dosuicídio infantil e juvenil é a notificação", afirmou Adriana. Isso porque, muitas vezes, os pais, médicos e professores não sabem (ou não querem) reconhecer a tentativa da criança ou adolescente de tirar a própria vida. O aumento no número de intoxicações por ingestão de remédios ou venenos pode ser um indicativo das intenções que se escondem por trás de um "acidente". Muitas crianças e adolescentes exteriorizam sua depressão por meio de dores físicas (de cabeça ou de estômago, por exemplo).
A especialista alerta que o ato de se matar é capaz de afetar de maneira negativa até seis outras pessoas, entre amigos e familiares da vítima. "É um choque muito difícil de se recuperar".
LONGO CAMINHO
Adriana explica que, embora a adolescência seja um período conturbado para a maioria das pessoas, por conta das mudanças orgânicas e emocionais dessa época da vida, alguns jovens são mais propensos a sentimentos depressivos. "Um jovem não decide se matar de uma hora para a outra. Há um longo caminho entre o desejo de morrer e a conclusão".
Segundo Alves, o perigo da depressão e o consequente suicídio pode passar despercebido por pais e professores. "A negação acontece. É mais fácil não olhar e não admitir a própria culpa".
É importante ter um espaço em casa para as discussões entre pais e filhos. "O grupo de amigos nunca vai substituir o diálogo com a família. Mesmo com a nossa vida agitada, o ideal é prevenir esses problemas e não deixar para o dia seguinte", conclui Alves.
Como identificar
Falta de interesse nas atividades habituais
Declínio geral nas notas
Diminuição no esforço/interesse
Má conduta na sala de aula
Faltas não explicadas e/ou repetidas, ficar "matando aula"
Consumo excessivo de cigarros (tabaco) ou de bebida alcoólica, ou abuso de
drogas (incluindo maconha)
Incidentes envolvendo a polícia e o estudante violento
Tentativas prévias de suicídio
Depressão
Confronto com adultos
Agressões diretas ou indiretas a pais e professores
Fonte: Organização Mundial de Saúde
Iniciativa
Em 2006, o Governo Federal publicou a Portaria 1.876/06, que declara o suicídio como problema de saúde pública. Uma das justificativas foi o aumento do comportamento suicida entre jovens entre 15 e 25 anos, em todas as camadas sociais. Desde então, ficou estabelecido que as três esferas de gestão (federal, estadual e municipal) deveriam atuar juntas na prevenção do problema e garantir o acesso a tratamento, cuidados e recuperação.
Eles e elas
As meninas costumam tentar mais o suicídio, mas são os garotos que são mais bem-sucedidos, porque lançam mão de métodos mais letais, como enforcamento e armas de fogo. Já elas optam pela ingestão de medicamentos.
Procure ajuda
O professor Hélio Alves faz trabalho de psicoterapia breve gratuito em crianças e adolescentes (e seus pais) nas comunidades das igrejas Valongo, São Benedito, Aparecida, Sagrado Coração de Maria e no Centro Comunitário São Judas (em Santos), Nossa Senhora da Lapa (em Cubatão) e Santo Antônio (Praia Grande).
A clínica psicológica da UniSantos atende por uma taxa simbólica na Rua da Constituição, 321, de segunda a sexta, das 7 às 20 horas e aos sábados, das 8 às 15 horas. O telefone é 3221-2307.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Forças de segurança pública de Portugal e a prevenção do suicídio entre militares

quarta-feira, 4 de março de 2009
Boa notícia em ação: Centro de Valorização da Vida de Novo Hamburgo

Novo Hamburgo - O CVV de Novo Hamburgo, que fica na avenida Pedro Adams Filho, 4859, no bairro Centro, está com inscrições abertas para o novo Programa de Seleção de Voluntários (PSV), que incia em 25 de março de 2009. O Programa é gratuito e visa formar e selecionar voluntários para atuar como plantonistas no serviço de apoio emocional oferecido pelo CVV. A sede da en
O curso é dividido em 17 encontros, realizados às segundas e quartas-feiras, das 19h30 às 22h, na Av. Pedro Adams Filho, 4517 - fundos (atrás do restaurante Croko´s), proporcionando aos candidatos crescimento pessoal e um aprofundamento da capacidade de ouvir e compreender a outra pessoa, dentro da filosofia de trabalho do CVV.
A novidade para os candidatos a voluntário é que agora, além do atendimento telefônico e pessoal, a entidade oferece também a possibilidade realizar atendimentos via chat. As inscrições podem ser feitas pelo fone 3065.4111. Para participar do PSV, é necessário ser maior de 18 anos e ter disponibilidade semanal de 4h30.
Mais sobre o CVV

Para isso, o CVV Novo Hamburgo mantém as linhas 141 e 3065.4111, disponíveis 24h por dia, 365 dias por ano, para as pessoas que queiram conversar sobre seus sentimentos e vivências, também atendendo na sede da entidade, das 8h às 18h, todos os dias (inclusive domingos e feriados), na Av. Pedro Adams Filho, 4859 - sala 203, e via chat, às quartas e sábados, das 20h às 23h, no site www.cvv.org.br. O serviço é gratuito.
http://www.diariodecanoas.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-194,cd-180177.htm
domingo, 1 de março de 2009
Internet e incremento das taxas de suicídio

O vínculo entre a utilização da internet e o incremento da consumação do suicídio, principalmente por crianças e jovens, é real.
Notícia veiculada na Peru aborda o tema:
Internet influye en 10% de suicidios entre menores, según especialista
Directivo del Hospital Delgado Noguchi advierte que los amigos y profesores son quienes primero pueden darse cuenta de comportamientos suicidas entre jóvenes.
Destaca-se nesta notícia o fato relatado pelo especialista de que "os jóvenes de diversas partes del mundo difunden imágenes suicidas y comparten sus malas experiencias, aconsejando incluso que acabar con la vida propia es la mejor alternativa de solución ante alguna depresión, conflicto o problema."
Daí a advertência do mesmo especialista quanto ao meio de se prevenir o suicídio, aconselhando o monitoramento do estilo de vida dos jovens para se detectar indícios de ideações suicidas ou novas tentativas de suicídio...
Matéria completa.