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domingo, 16 de maio de 2021

Importante depoimento de um músico consagrado

"Eu tinha tudo": Moby fala sobre depressão e pensamentos suicidas no auge de sua carreira

Tony Aiex

Sem dúvida alguma, Moby é um dos artistas da música eletrônica mais bem sucedidos em todos os tempos.

Tendo iniciado a sua carreira no Punk Rock, ele eventualmente destinou os seus esforços às batidas e vendeu nada mais, nada menos do que 20 milhões de cópias dos seus álbuns em toda sua carreira.

Acontece que nem isso, nem o fato dele ter sido colocado ao lado de gigantes como Madonna e Bon Jovi, afastaram Moby de diversos problemas de saúde mental.

Moby e a depressão

O próximo disco de estúdio do artista, Reprise, será lançado em 28 de Maio e o décimo nono álbum do cara será acompanhado de um documentário chamado Moby Doc.

Em um trecho dele compartilhado pela NME, o cara aparece falando sobre como, no auge da sua carreira, tinha pensamentos suicidas.

Nesse episódio em particular, ele relembra uma estadia no Arts Hotel, um dos mais icônicos de Barcelona, para uma premiação da MTV em 2002:

Eu cheguei ao meu hotel na noite anterior e eu estava no topo de um dos hotéis mais elegantes que já havia visitado em toda minha vida.

Há quatro apartamentos gigantescos no topo desse hotel. Meus vizinhos eram Bon Jovi, P Diddy e Madonna. Naquela noite eu fiquei muito bêbado. Tudo era perfeito. Tudo que eu sempre quis havia sido entregue para mim, até mais do que eu havia pedido, na verdade… Eu tinha vendido 10 ou 20 milhões de discos… e eu estava tão abatido.
Moby fala, então, sobre como pensou em tirar a própria vida e finalizou:

Quão estranho era que eu tinha tudo que queria e nunca havia estado tão deprimido?

Você pode assistir ao trailer do documentário no vídeo acima. Nele, Moby também aparece falando sobre como cresceu em uma casa com pais que “brigavam e bebiam o tempo todo”.

Além disso, ele conta sobre como perdeu o funeral da própria mãe porque estava “bêbado, desmaiado em uma cama”.

Procure Ajuda!

Se você passa por problemas de saúde mental e gostaria de procurar algum tipo de ajuda, conheça o trabalho do CVV – Centro de Valorização da Vida.

O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

O número de telefone para entrar em contato com eles é 188. Você pode conferir a lista de estados disponíveis clicando aqui.

Fonte: www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/05/15/moby-depressao-carreira-auge/

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Celebridade: saudável depoimento que pode salvar vidas...

Bento Ribeiro retoma vida após tratamento contra a depressão

Apresentador do extinto “Furo MTV” estava internado em rehab há meses e deu conselho emocionante aos fãs que passam pelo mesmo problema

Redação (14 julho 2019)

Bento Ribeiro tem recebido mensagens de apoio há cerca de duas semanas, tempo este que voltou a utilizar as redes sociais, depois de passar meses afastado para se tratar de uma depressão. O ator, que no auge da carreira comandava o humorístico “Furo MTV”, na antiga MTV, precisou ficar internado em uma clínica de reabilitação para tratamento. O tempo que o humorista passou lá ninguém sabe. Porém, a última postagem que ele fez antes de ‘sumir’ da web foi em setembro de 2018.

Já em 1º de julho, o famoso fez um post em que relatou rapidamente como haviam sido os últimos meses de sua vida. “Longos dias na clínica. Finalmente me sentindo bem o suficiente para voltar pro mundo real. Anos isolado cuidando da minha saúde física e sanidade mental”, escreveu.

Depois disso, diversos amigos, seguidores e famosos, como Tatá Werneck, Dani Calabresa e Paulinho Serra, mandaram mensagens de carinho e incentivo para que ele continue seguindo em frente. Ribeiro, por sua vez, tem retribuido as mensagens respondendo aos fãs que relataram passar por situações semelhantes a dele. Um dos posts, inclusive, ele falou sobre o CVV, Centro de Valorização da Vida, que tem como base a prevenção do suicídio.

“Galera fico muito feliz mesmo com todas as msgs privadas q recebo e a confiança q vcs depositam em mim. Mas às vezes sinto que não tenho todas as ferramentas pra ajudar todo mundo do melhor jeito possível… Não tenho formação de nada, eu apenas tento basear na minha própria experiência pessoal ajudar do melhor jeito q posso. Lembrando que o meu problema foi um conjunto grande de vários problemas. Não precisa ter vergonha mesmo de procurar ajuda profissional de verdade, uma coisa que posso recomendar é o CVV, que é gratuito. Um grande amigo meu inclusive já trabalhou lá e sei por fato que os caras realizam um trabalho sério e bonito. Se você sentir que precisa muito mesmo de ajuda vá em frente da uma ligada lá, não é cafona nem ridículo. Tenho certeza que vai ser ajudado da melhor maneira possível mesmo. Pode continuar falando comigo por aqui sem problemas mas além disso fale lá também!”, escreveu ele, dando os telefones da entidade.

Além disso, Bento contou em seus stories que trocou os 30 cafés diários por chás, e a TV por aplicativos de filmes, séries e livros.

Doença

É normal sentir-se para baixo vez ou outra, mas depressão é mais que isso, é uma doença mental que causa alterações químicas no cérebro, provocando baixa da autoestima, sentimentos de culpa e de fracasso. Pessoas que passaram por eventos adversos durante a vida (desemprego, luto, trauma psicológico) são mais propensas a desenvolver a doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão atinge hoje 300 milhões de pessoas em todo o mudo e pode se tornar a doença mais incapacitante até 2020. Confira mais detalhes no link abaixo:

8 sintomas de depressão para ficar atento

Fonte: https://catracalivre.com.br/entretenimento/bento-ribeiro-retoma-vida-apos-tratamento-contra-a-depressao/

sábado, 24 de setembro de 2016

Reflexões maduras de uma operadora do Direito sobre o suicídio

Glaucia Amaral é formada em Direito e, via concurso, tornou-se procuradora  (advogada a serviço de um ente público, no caso específico, do Mato Grosso).

O que me chamou a atenção no seu texto, ora reproduzido, é o relato dela do suicídio de três de pessoas próximas. Ela é uma sobrevivente, uma enlutada ou impactada pelo suicídio. Alguém que ainda sofre em razão das perdas e que, por muito tempo, trabalhará o luto por conta destas ocorrências.

O depoimento, bem escrito, servirá de reflexão para muitos de nós, estudiosos, enlutados e interessados no tema. Que prossigamos firmes em nossas lutas em favor da vida (incluso a nossa!):)


The Leftovers

Glaucia Amaral

O suicídio é uma epidemia, relativamente silenciosa. A OMS informa que mata mais do que o HIV, e em estudo inédito nos revela que há um suicídio no mundo a cada 40 segundos. Não sou especialista na área apesar de me aventurar a escrever este artigo. Médicos psiquiatras, psicólogos, neurologistas e até nutrólogos são os profissionais mais habilitados a informar com precisão técnica o que a ciência já sabe deste flagelo dos dias atuais.

O que tenho é a experiência de ter testemunhado isso ocorrer.  Creio que, com esses índices, parando para pensar, todos conhecem casos de pessoas próximas que cometeram suicídio. E do que vivi e aprendi, é que peço licença para compartilhar. Quem sabe compartilhar a experiência de quem restou, possa ajudar. E, mesmo, compartilho, pois é preciso falar deste assunto e não escondê-lo para debaixo do tapete. Está acontecendo, muito perto de todos nós.

Da primeira vez que um suicídio aconteceu com alguém próximo, foi com um familiar. Um primo, num ato que pareceu a uma criança (que eu era) um desatino. Ciúme e até estar submetido a pressão da sociedade machista o levaram ao extremo, imediatamente após um divórcio. Tantos anos atrás, meus tios fizeram  de tudo para que os detalhes não ganhassem os jornais.

Na segunda vez, e bastante recentemente, vi minha melhor amiga de uma vida inteira ser consumida pela depressão. Família, amigos, igreja – ela era uma pessoa de muita fé – mas nada a atingia o suficiente, para fazer voltar a crer na vida. Uma irmã, das brincadeiras e aprendizados da infância, adolescência e faculdade, começa a definhar diante dos olhos e nada do que a medicina tem para oferecer sequer chega a dar esperança de mudança de rota. Fiz promessas de estar perto. Vi os olhos brilharem durante conversas reacendendo a alegria que já estivera presente. E, fundamentalmente, nunca acreditei – por ser impossível acreditar que alguém tão essencial um dia se vá – que o pior fosse acontecer. Aconteceu.

Um ano depois, vi novamente. Tudo que li e pesquisei para ajudar minha melhor amiga, foi o substrato que me ajudou a enxergar que mais alguém tão querido trilhava este caminho. O sinal de alerta acendeu ao ouvir frases desejando estar livre do que existia na própria vida. A confissão entrecortada e negada imediatamente, dizendo que morrer lhe passava pela cabeça. A mudança dos gestos, a construção de uma versão da realidade na qual a única conclusão possível seria que sua ausência era o melhor para os que amava. E o fim.

A tristeza de perder amigos amados, como naquela poesia que tanto circula, muda a gente. O título do artigo, “The Leftovers”, é de uma série de TV americana, de realismo fantástico que propõe uma realidade paralela: em um determinado dia, na mesma hora, milhões de pessoas desaparecem da face da terra. Sem explicação. Não é sequestro, não é morte, não há corpos, nada. Somem diante dos olhos. A série mostra a vida daqueles que ficaram, e suas tentativas de descobrir o que de fato ocorreu e sobreviver à tristeza. “Leftovers” é também, a forma como se referem à comida que sobrou. As sobras.

O enredo da série é um pouco do sentimento que fica, quando um ente querido se vai após perder a batalha contra um flagelo mental. Não sou capaz de compreender a perda da vontade de viver. Nos três casos que sofri, o coração partido só se recorda que eram três pessoas incapazes de fazer o mal e  alegres. Meu primo gostava de praticar esportes e dançar tango, minha melhor amiga tinha a gargalhada mais alegre de todas, e sempre presente. E minha querida amiga que faleceu ano passado, passava a vida a agregar grupos, fazer amigos tornarem-se amigos uns dos outros. Pessoas amadas pelas famílias.

Outra coisa que o mundo moderno trouxe, é o senso comum invadindo o momento de luto, com tantas opiniões nos jornais e redes sociais. Desconhecidos apontando o dedo, após a morte e falando em falta de amor, ou falta de Deus. Comentários que só posso concluir que nasçam da ignorância, de não ter o conhecimento técnico (dos médicos e psicólogos) e nem o conhecimento trazido pela vida àqueles que já tentaram auxiliar uma pessoa nessas condições. Nos três casos que presenciei, a busca - e paz - que sentiam cada um com sua fé religiosa, por si só não resolveu. Mas também não era apagado, como muitos acreditam, no conforto de seus sofás.

Uma doença física é melhor percebida pelo doente, pela família, por quem está em volta. O luto após um suicídio é uma dor com características diferentes. Resta uma grande pergunta não respondida, naqueles que ficam. E a preocupação não cessa. Anos depois, ainda me pego na lembrança dos momentos felizes, e dos momentos de dor. E pensando no que poderia ter sido feito.

O que posso dizer, para todos, pois não sabemos quem pode passar por isso, é que teria multiplicado a atenção por dez, cem, mil vezes
. É preciso estar atento e esquecer o senso comum. Ao perceber amigos doentes, meu primeiro passo foi buscar a orientação em artigos e grupos. E falei com profissionais da área pedindo orientação sobre o que fazer para auxiliar - e descobri que é sim, possível ajudar. O suicida fala em morrer, há sites de apoio e campanhas de esclarecimento sobre os elementos comuns na forma como se comportam.  A pessoa com esse perfil dá sinais.

Diante dos sinais, se você está por perto, não pense que é exagero agir. Aja. Fale. Pode ser que os familiares da pessoa doente sejam abertos a ouvir. Fale, avise o responsável (pai, mãe, marido, esposa, irmãos). Há situações em que os familiares não são abertos para ouvir. Procure mesmo assim, comunique. Comunique ao médico responsável. Ele não convive com a pessoa 24 horas, e só conta com o que ouve na consulta.
Mesmo estando presente, mesmo estando atento, saiba que a batalha é interna e só pode ser vencida pela própria pessoa. E que todos os seus esforços serão considerados insuficientes por você mesmo, caso perca alguém querido. Tente ajudar mesmo assim. Testemunhei o amor que cada uma dessas pessoas tinha por seus familiares, mesmo no auge da doença. Colocando-me a disposição, ouvi frases de preocupação com os pais, com os filhos. E testemunhei o que esta doença faz com o cérebro e a capacidade de raciocínio de pessoas amorosas: a ilusão de que sua morte é melhor para os que ficam. Um pensamento fixo que substituiu a realidade.

Depressão é uma doença grave, séria, que não dá tréguas aos que dela padecem. A quem teve um ente querido perdido, minha solidariedade, a gente descobre e redescobre o que tem valor na vida. E o valor da própria vida.  Aos que pensam que dar fim à própria vida pode ser um caminho, um apelo amoroso para que lute contra esse pensamento equivocado, procure e acredite no poder da ajuda especializada. A morte não é solução. É um vazio que nunca pode ser preenchido, pela perda da pessoa única e especial que cada um é.

Glaucia Amaral é Procuradora do Estado em Mato Grosso e presidente da Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso (Apromat).

Fonte: http://www.olhardireto.com.br/artigos/exibir.asp?artigo=the-leftovers&id=8044

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Suicídio e doença mental: um corajoso depoimento

Rick Warren e esposa falam sobre morte do filho 

‘Sempre soubemos que um dia seríamos porta-vozes sobre doenças mentais’, revelaram em entrevista à Piers Morgan da CNN

O pastor Rick Warren, fundador da Saddleback Church, na Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos (EUA), e sua mulher Kay falaram pela primeira vez, depois da morte do filho Matthew, que se suicidou no início de abril deste ano (2013). O rapaz tinha 27 anos e sofria de doença mental. Rick e Kay foram entrevistados por Piers Morgan do canal local CNN, em decorrência da Semana Norte-Americana de Prevenção do Suicídio, que é datada entre 8 e 14 de setembro. Eles disseram: “Sempre soubemos que um dia seríamos porta-vozes sobre doenças mentais”.

Ambos trabalham para desestigmatizar essas doenças e ficaram muito emocionados ao longo de toda a conversa. Eles pretendem contrariar as estatísticas de que quase 1/3 dos casais que perdem filhos acabam se divorciando. Segundo Rick, a “comunhão no sofrimento é a mais profunda de todas”.

Os Warren relataram que escolheram deixar a luta com a doença mental do filho fora dos holofotes da mídia pela dignidade do Matthew. “Estávamos sempre orando que ele seria curado milagrosamente por tratamento A, terapia B ou medicamentos, que iam ajudá-lo a gerenciar sua doença para o resto da sua vida, e, então, ele poderia contar sua história”, explicou Rick.

O pastor contou que a família já recebeu mais de 30 mil cartas de apoio e que as que mais emocionam são as de pessoas que demonstram que foi o filho quem as levou para Cristo e dizem que vão estar no céu por causa de Matthew. Kay falou que quer que o filho seja lembrado por sua compaixão.

O casal desabafou sobre a dor pela qual estão passando. Rick refletiu: “Luto é uma coisa boa, que é a maneira que temos através das transições da vida”. Ele falou que é importante chorar e sofrer para se libertar. Em seu recente trabalho na Igreja, Warren trabalha as fases do luto: o choque, a tristeza, a luta, a entrega, a santificação, e, por fim, o serviço.

O pastor concluiu: “Sempre há esperança. É muito importante que as pessoas saibam, que não importa o quão horrível é seu desespero, há esperança e não se deve desistir”. Rick tem um sermão nomeado de “Não desperdice sua dor”, em que expõe a ideia de que nossa mais profunda mensagem de vida pode estar em nosso mais profundo sofrimento.

A entrevista foi ar na noite da terça-feira (17) e o religioso está recebendo comentários em redes sociais, como o Facebook, onde possui mais de 500 mil seguidores.

Rick Warren ficou famoso pelo best-seller Uma Vida com Propósitos e é conhecido como o líder espiritual mais influente da América.

Fonte: http://portugues.christianpost.com