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domingo, 21 de agosto de 2022

Trabalhos de extensão da PUC-Campinas levam orientação sobre comportamento suicida



Realizados dentro do Projeto de Extensão “Girassóis II”, os trabalhos ofereceram para a comunidade orientações de como identificar comportamento de risco e foram destaque em Simpósio

Dois trabalhos vinculados ao Projeto de Extensão da PUC-Campinas, “Girassóis II”, sobre prevenção ao suicídio, ganharam destaque e foram apresentados no Simpósio Latino-Americano de Prevenção do Suicídio, que aconteceu durante a XXIV Jornada Mineira de Psiquiatria, entre 7 a 9 de julho, em Belo Horizonte (MG). Eles levaram à comunidade orientações para identificar o comportamento de risco.

Um deles, o “Sentinelas (gatekeeper training) em Prevenção em Suicídio para Educadores de Escola Pública de Comunidade Vulnerável”, concorreu a prêmio no evento. Trata-se de um trabalho desenvolvido para treinar esses docentes para interpretar comportamentos e ter ferramentas para dar o suporte inicial a esses jovens. Ao todo, 53 educadores participaram do trabalho, que foi desenvolvido durante oito encontros na escola, entre abril e junho deste ano. As atividades foram realizadas pelos alunos extensionistas da PUC-Campinas Pedro Henrique Fernandes Medeiros, Ana Clara Cisneros Bardelin, Isabella Silva Gonçalves e Thaís Ronchi Battaglini.

O estudante Pedro Henrique Fernandes Medeiros foi quem apresentou o projeto no simpósio. “Estar no congresso foi muito gostoso, de ter contato com diversos pesquisadores que trabalham com a temática. Foi muito bom entender como a psiquiatria está enxergando esse processo e, claro, a gente teve a oportunidade de entender muito com os psicólogos que trabalham nessa área. Deu vontade de continuar pesquisando, trabalhando, para aprender cada vez mais sobre o tema”, comenta.

O segundo deles, Sentinela em Prevenção do Comportamento Suicida em um Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), também foi levado ao simpósio. Ele foi realizado pelas alunas extensionistas Beatriz Garcia Perondini, Laura Manzano Corrêa e Paola Longo Mantovani. Neste, foram 23 profissionais que participaram do treinamento, também feito em oito encontros. Nas reuniões, foram apresentadas informações através de vídeos e discussões.

Quem apresentou o conteúdo foi a aluna Beatriz Garcia Perondini. “Minha experiência no projeto tem sido um divisor de águas na minha formação. Poder construir conjuntamente o conhecimento com diferentes atores sociais é um privilégio. Foi uma experiência fantástica poder compartilhar com a comunidade científica nosso trabalho, aprender com eles e construir conhecimentos em uma área tão importante e relevante quanto à prevenção ao suicídio”, explica.

Um resultado importante de ambos os trabalhos é que, segundo relatórios formalizados após o término dos treinamentos, os participantes se mostraram interessados em multiplicar o conhecimento, ou seja, ampliar essa rede de apoio.

Orientação deve ajudar na identificação do comportamento de risco

Os dois trabalhos foram desenvolvidos dentro do Projeto de Extensão “Girasssóis II”, da Profa. Dra. Tatiana Slonczewski, Docente Extensionista da Faculdade de Psicologia da PUC-Campinas. Para a professora, preparar essas sentinelas na sociedade tem um papel fundamental. “Quanto mais pessoas não especialistas forem treinadas com formação suficiente para identificar as situações e saber como manejar minimamente, melhor vamos fazer a prevenção. Não é o que resolve todo tipo de problema, é óbvio, mas é uma das estratégias mais significativas e importantes que temos para levar conhecimento ao máximo de pessoas possível”, explica.

Atenção aos sinais

De acordo com a professora Tatiana Slonczewski, alguns comportamentos podem indicar uma situação que exige um olhar mais cuidadoso. Por isso, é importante que os pais fiquem atentos. “O isolamento, a mudança súbita de desempenho na escola, mudanças que não sejam explicadas por nenhum fator justificável, sinais de sofrimento, quando o jovem parece não estar vivendo a vida de uma forma prazerosa, equilibrada, sinais de que a vida está trazendo dor são fatores importantes de serem observados”, explica.

Próximos passos

O projeto de extensão “Girassóis II” segue pelos anos de 2022 e 2023 e quer ampliar a área de atuação, a fim de orientar um público ainda maior na identificação do comportamento suicida. O próximo passo é transformar o conteúdo organizado em material informativo, por meio de vídeos e até mesmo podcasts. Além disso, os pais de alunos das escolas em que os professores já receberam o treinamento devem ser os próximos beneficiados.

Com a proximidade do “Setembro Amarelo” – mês de conscientização à prevenção do suicídio – a intenção é também organizar uma campanha forte sobre o tema.

Preocupação em todo Brasil

Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2010 e 2019, o Brasil registrou 112.230 mortes por suicídio. O que preocupa é que esse número cresceu 43% entre o primeiro ano dessa medição e o último: 9.454 mortes em 2010 e 13.523 em 2019. As regiões Sul e Centro-Oeste são as que têm taxas mais altas no país.

Fonte: www.puc-campinas.edu.br/trabalhos-de-extensao-da-puc-campinas-levam-orientacao-sobre-comportamento-suicida/ 

sábado, 22 de janeiro de 2022

Saúde mental da advocacia: Por que é preciso falar sobre o assunto?

Especialistas ouvidas pelo Migalhas dizem que a pandemia agravou o cenário de transtornos psicológicos.

"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente." - Jiddu Krishnamurti, filósofo indiano.

 A advocacia, como um todo, é muito vulnerável aos problemas de saúde mental, já que os profissionais sofrem pressões diárias existentes na rotina de trabalho - prazos, lidar com litígio, obter clientes, ambientes altamente competitivos, entre outros aspectos que geram estresse, somados à sobrecarga imposta pela pandemia.

Falar sobre saúde mental ainda é um tabu na sociedade. O tema, porém, é de extrema importância. E foi pensando nisso que Migalhas conversou com Sandra Krieger Gonçalves, conselheira federal da OAB e coordenadora do Programa Nacional de Saúde Mental da Advocacia, e Ana Carolina Wolf Baldino Peuker, psicóloga e CEO da Bee Touch, startup de saúde mental, especializada no rastreamento digital de saúde mental e dos riscos psicossociais no trabalho.

 "A advocacia do futuro estará sob ameaça se essas questões não forem priorizadas. A advocacia é uma profissão que requer muita competência humana - capacidade de raciocínio lógico, negociação, empatia, autorregulação emocional, entre outras. Por isso, falar de saúde mental é garantir que a advocacia se mantenha forte no futuro e que preserve uma imagem socialmente valorizada e respeitada."

Cartilha da Saúde Mental da Advocacia

 

Sandra Krieger explica que, em 2018, surgiu a ideia de lançar uma cartilha no mês do setembro amarelo com o objetivo de inaugurar uma campanha de prevenção do suicídio, e desmistificar o preconceito que ronda os abalos psíquicos e as doenças que podem ser causadas pelo trabalho, e em especial a advocacia. 

"Esse foi um primeiro passo para que a OAB realizasse um trabalho em prol da saúde mental da advocacia brasileira. O que era inicialmente uma campanha, se transformou em um Programa Nacional, com o engajamento das Caixas de Assistência e seccionais do país todo. A cartilha está na terceira edição e inúmeras ações foram implementadas a partir desse ideário."

A cartilha, que teve apoio da Bee Touch no desenvolvimento, compila explicações sobre condições psicológicas de risco para os transtornos mentais, como pânico, ansiedade, depressão, e alerta os advogados para fatores que podem gerar estresse e desencadear transtornos. Veja a íntegra, clicando aqui.

Quais são as doenças mentais que mais acometem os advogados?

Segundo as profissionais, os operadores do Direito estão mais sujeitos a sofrer de:

– Síndrome de Burnout, com o esgotamento físico e mental;
– Transtorno de ansiedade generalizada;
– Transtornos de pânico;
– Depressão.

Como exemplo, Ana Carolina trouxe dados preocupantes que foram levantados pela Bee Touch em parceria com algumas seccionais do país.

No Piauí, cerca de 19% dos advogados e advogadas do Estado possuem algum tipo de diagnóstico de saúde mental, destacando-se transtornos de ansiedade, como depressão, Burnout ou síndrome do pânico. Já no Mato Grosso do Sul, os resultados de mais de 900 participantes revelaram que: 63% referiu sentir cansaço extremo, 60% irritabilidade e 29% taquicardia, nas duas semanas anteriores ao monitoramento digital de saúde mental.

No Estado do MS, 47% dos advogados apresentaram sintomatologia de ansiedade, enquanto 33%, sintomas de depressão. Além disso, 31% dos participantes reportaram uso de antidepressivos e ansiolíticos.

A profissional explica que enquanto a prevalência de depressão na população em geral fica em torno de 5%, o levantamento realizado junto aos advogados que buscaram atendimento psicológico online na plataforma CAASPsico, revelou uma taxa de quase 54% de sintomas depressivos.

Esse número é elevado até quando comparado com populações clínicas, de ambulatórios e internações, cujas taxas ficam em torno de 12%, ressalvando não se tratar de diagnósticos, mas de avaliações iniciais de sintomas.

"Em conjunto, todos esses dados revelam que existem uma série de desafios relacionados à saúde mental a serem superados, como índices preocupantes de problemas de ansiedade, uso de álcool, depressão, risco de suicídio, abuso de medicamentos, adição ao trabalho e estresse."

Como é possível perceber que tem alguma coisa fora do eixo?

Os problemas e frustrações do dia a dia são normais e acontecem em todas as profissões. Então, como perceber que existe algo de errado?

Na opinião de Krieger, é possível notar que tem algo fora do eixo quando um quadro sintomático passa de ocasional para frequente, como, por exemplo, ao sentir baixa realização pessoal, cansaço mental e físico, dificuldade de concentração, baixa autoestima, desânimo, apatia, sentimentos de fracasso e incompetência constantes.

A psicóloga, por sua vez, ressalta que a sociedade geralmente só toma alguma medida quando já há sintomas.

"Nossa cultura é hegemonicamente centrada na doença. Precisamos superar esta perspectiva, apenas reativa. Uma pessoa com um problema cardíaco não deve cuidar da alimentação e do seu estilo de vida apenas depois de ter tido um evento adverso como um infarto agudo do miocárdio, que pode ser fatal. É algo que deve ser evitado a qualquer custo, pois pode levar à morte. Em relação as doenças mentais a lógica deve ser exatamente a mesma."

Segundo Ana Carolina, as pessoas precisam aprender mais sobre os fatores que podem desencadear um problema psicológico, além das manifestações das doenças e dos sintomas propriamente ditos.

"De forma geral, quando há sofrimento, sintomas persistentes, duradouros, intensos - como por exemplo, choro frequente, alterações bruscas do humor, alterações de conduta ou do pensamento, a busca de ajuda deve ser imediata. Contudo, devemos lembrar que o apoio psicológico também serve para prevenir problemas e desenvolver habilidades, como autoregulação emocional, tolerância ao estresse e aos sentimentos negativos, habilidades sociais, entre outras."

Pandemia agravou o cenário de doenças mentais

As profissionais são unânimes em dizer que a pandemia agravou, sim, o quadro de doenças mentais da advocacia. "Vimos nossos escritórios fechados, os setores do Judiciário fechados e a necessidade de nos adaptarmos em um lugar de nossas casas e apartamentos. Essa mistura de trabalho e moradia nos deixou particularmente adoecidos. Isso sem falar na perda dos rendimentos do trabalho que era essencialmente presencial", pontua a conselheira federal.

Ela salienta, também, que passamos por diferentes fases desde o início da pandemia: o pânico inicial; a negação do risco real; a adaptação aos novos modos de se relacionar com as pessoas; e a migração para o teletrabalho.

"Quando a pandemia começou, o estado de alerta responsável pela detecção do medo foi ativado em nossos cérebros e, com isso, nosso modo de luta pela vida e preservação. Na medida em que esse estado de estresse foi se tornando contínuo, esse estado foi sendo substituído por um vazio emocional. As perdas e o medo da morte também foram responsáveis por uma paranoia pandêmica. Há estudos relatando que há em curso no mundo uma pandemia mental."
Por que ainda é um tabu falar sobre esse assunto?

A psicóloga explica que, apesar de alguns avanços, como a maior abertura para a discussão do tema, ainda há muito tabu e estigma ao falar em saúde mental.

"A saúde mental e física ainda são percebidas como coisas separadas. As doenças mentais não são vistas como problemas reais. Se alguém tem câncer ou quebra a perna, não é culpado por fazer quimioterapia ou ter que usar gesso. Com as doenças mentais, é diferente. As pessoas culpam quem adoece de uma doença mental e acreditam que é falta 'de Deus no coração' ou de 'força de vontade'. As doenças mentais não são uma invenção de quem sofre com elas."
Sandra Krieger também levanta um ponto importante: vivemos em um ambiente competitivo, que glorifica o estresse associando-o ao sucesso, e isso faz com que as pessoas não falem do assunto por receio de perder clientes ou o respeito dos colegas.

"É por isso que precisamos muito falar do assunto, fazer campanhas e eventos que levem os advogados e advogadas a cuidarem de si como cuidamos de nossos clientes e familiares. Muitas vezes nem percebemos que um colega que trabalha conosco está passando por uma crise emocional. Neste caso, buscar ajuda profissional e partilhar suas emoções é fundamental."

Como a saúde mental deve ser abordada no ambiente corporativo?

Como visto acima, as especialistas defendem que é preciso falar sobre o tema. Sandra, em particular, diz que no âmbito das instituições que compõem o sistema de Justiça é necessário cada vez mais humanizar as relações e ter empatia.

"As organizações se deram conta que precisam cuidar da saúde mental de seus integrantes, e com isso, irão melhorar a produtividade, as relações interpessoais e porque não dizer, ampliar a realização da Justiça por tantos almejada. Os problemas existem sempre, os desafios são enormes, mas podemos trabalhar na maneira como os encaramos."

Na avaliação da CEO da Bee Touch, é fundamental abordar a saúde mental no trabalho, principalmente em uma profissão como a advocacia.

"O estudo Mental Health in the Workplace, divulgado em 2019 pela OMS revela que, para cada US$ 1 investido em ações que promovem melhorias na saúde e bem-estar mental dos colaboradores, US$ 4 são percebidos em ganhos com o aumento da produtividade."
Como evitar o comprometimento da saúde mental?

Agora, migalheiro, você deve estar pensando: "já entendi a importância do tema, mas como posso evitar o comprometimento da minha saúde mental?". A psicóloga dá um exemplo:

"Antes do adoecimento psicológico, do esgotamento conhecido como Burnout, há a fase da 'lua de mel'. Neste primeiro estágio há muita motivação para executar novas funções ou para a realização de novas tarefas e demandas de trabalho. Nesta fase, não há absolutamente nenhum sinal de esgotamento, em vez disso, sobra entusiasmo e compromisso com seu trabalho. É exatamente quando o 'alerta' de sobrecarga precisa ser acionado, pois a pessoa se mantém em um nível de produtividade muito além de sua capacidade e assume todas as tarefas e oportunidades possíveis para realizar o seu melhor e pode colocar mais carga sobre seus ombros do que deveria."

Segundo Ana, o aspecto arriscado da "fase de lua de mel" é que se a pessoa não evitar o excesso de trabalho e adotar estratégias para relaxar e descansar regularmente, isso pode progredir para os próximos estágios do estresse e levar a pessoa à exaustão completa.

"A adição ao trabalho é muito comum na advocacia, bem como o uso exacerbado de tecnologia. Vivemos uma era de alta demanda tecnológica, com uma cultura 'always on'. Os dias de trabalho, em especial no trabalho remoto, se tornam prolongados e a exigência de respostas instantâneas através do WhatsApp fazem com que o profissional não 'desligue' nunca."
Ela explica que o que quer evidenciar a partir deste exemplo é que para evitar problemas psicológicos, é muito importante cuidar (preventivamente) da saúde do cérebro - responsável pelas nossas emoções, assim como qualquer outro órgão vital.
"Ter um estilo de vida sadio, com prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, repertório de interesses além do trabalho, relacionamentos significativos (rede de apoio social), bem como horas adequadas de descanso e uma relação com a tecnologia com limites mais saudáveis. Tudo isso parece utópico, especialmente, quando falamos da advocacia, pois hoje a cultura legal é tóxica. Há abuso de álcool, energéticos, de medicações não prescritas - recursos para 'dar conta' de jornadas de trabalho extenuantes e também constituem formas (desadaptativas) de enfrentamento de uma rotina que os desumaniza."
Durante o bate-papo com Migalhas, a profissional ainda citou o caso de um advogado que bebia whisky para "derreter o gelo humano", para se desfazer da "armadura" usada para manter a imagem de alguém que "era forte o tempo todo".
"Os advogados são treinados para 'pensar' como advogados e não a 'sentir'. Isso propicia um distanciamento das suas próprias emoções e valores, gerando quadros de ansiedade, insatisfação e desequilíbrio emocional. A saúde mental depende do reconhecimento e da gestão adequada das emoções, não da supressão das mesmas."
Como ajudar colaboradores, colegas ou familiares com transtornos mentais?

A primeira dica da psicóloga é: em um nível individual, não julgue e evite a discriminação e o preconceito.
"Pense: você culparia alguém com uma crise de asma? Acharia que é desnecessário o tratamento de alguém que está com o braço quebrado? Certamente, não. Ofereça apoio, atenção e compreenda que doença mental é uma doença como outra qualquer, portanto, precisa de tratamento especializado."
Em um nível coletivo, ela defende que as empresas, escritórios e/ou organizações - públicas e privadas - precisam assumir um compromisso verdadeiro com a questão da saúde mental.
"Por exemplo, contar com profissionais capacitados que possam orientar práticas e ações baseadas em evidências; oferecer atendimento; ter planos de ação para o manejo de situações emergenciais, como crises e risco de suicídio; garantir avaliações sistemáticas dos colaboradores para rastrear e gerir os riscos psicossociais; oferecer treinamentos para líderes e colaboradores, alinhados com as boas práticas nacionais e internacionais; atuando como "mental health changemakers" ou seja, como agentes de transformação e promotores de ambientes de trabalho psicologicamente seguros."
Por fim, migalheiro, deixamos um alerta: ao menor sinal de perigo, não deixe de procurar ajuda e buscar informações. O CVV - Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone (188), e-mail e chat 24 horas todos os dias.

Por: Redação do Migalhas
Atualizado em: 20/1/2022 08:01
Fonte: https://www.migalhas.com.br/quentes/358283/saude-mental-da-advocacia-por-que-e-preciso-falar-sobre-o-assunto

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Maringá é exemplo de ação preventiva do suicídio

Servidores municipais passam por capacitação para prevenir casos de suicídio

25 de julho de 2018

Ações de capacitação e prevenção do suicídio estão sendo realizadas, em Maringá, com o objetivo de evitar as tentativas de suicídio, identificando os motivos e cuidados necessários para o tratamento.

De acordo com a Prefeitura, até o dia 23 de maio, foram registrados 12 óbitos por suicídio na Cidade Canção. No mesmo período, em 2017, foram notificados 27 casos de mortes. Diante dos números, a Secretaria de Saúde organiza ações de prevenção, como capacitações para profissionais da saúde, assistência social e educação.

Segundo informações da Prefeitura, aproximadamente 700 servidores de Maringá foram capacitados para identificar a ideação suicida e evitar óbitos. Os diretores e a equipe pedagógica das escolas também passaram pela formação para observar qualquer suspeita.

https://massanews.com/noticias/ciencia-e-saude/servidores-municipais-passam-por-capacitacao-para-prevenir-casos-de-suicidio-W04EP.html

domingo, 11 de setembro de 2011

Projeto A Vida Vale, no Baixo Alentejo, Portugal

Antes cantar mal que chorar bem - lema de projeto em Odemira

"Mais vale cantar mal do que chorar bem" é o lema do grupo coral criado pela Fundação Odemira com a população sénior [idosa] na freguesia de Sabóia, inserido num projecto que visa também diminuir a elevada taxa de suicídio no concelho [divisão administrativa].

Embora a esmagadora maioria da população alvo seja analfabeta, no espaço cedido pela paróquia da freguesia do Baixo Alentejo funciona também, entre outras actividades, um ateliê onde os participantes contam histórias que deverão ser depois editadas em livro, contou à agência Lusa a dinamizadora do projecto "A Vida Vale", a socióloga Cília Campos. Com uma taxa de 50 suicídios/ano por cada 100 mil habitantes - cinco vezes mais do que a média nacional de 9,8 - Odemira, o concelho mais extenso do país, tem um elevado número de habitantes, idosos, na grande maioria, a viverem em montes isolados, escondidos nas serranias. Em Sabóia, terceira mais extensa freguesia do concelho, com 1.344 habitantes, e ao fim de seis meses no terreno, a cientista social diz que há montes onde ainda não conseguiu chegar.

"A alguns temos que ir com guias", garante. São pessoas sempre com mais de 70 anos, umas na mais absoluta solidão, noutros casos casais, com pensões de reforma baixas, que sobrevivem com o que colhem de pequenas hortas, diz Cília Campos. "Algumas têm muita vontade de viver, outras nenhuma. Nota-se logo pelo olhar vazio", relata. A maior "doença" na região parece mesmo ser a solidão. A falta de meios de subsistência levou os filhos a partirem para as cidades e para o litoral e os pais, envelhecidos, ficam entregues a si próprios, nos montes que sempre foram as suas casas, sem água canalizada, electricidade, esgotos, nem telefone, fixo ou móvel, porque também não há rede na região, descreve a socióloga.

Neste cenário, uma conversa, um abraço ou um aperto de mão podem fazer toda a diferença, assegura Cília Campos, que diz ter o telefone ligado 24 horas por dia. Entre os casos encontrados há um homem que reparte a solidão com um porco, que o acompanha para todo o lado como um cão, e uma mulher que passou o verão a fazer seis quilómetros todos os dias para ir dar comer ao cão do vizinho que estava no Algarve a recuperar de uma cirurgia. Além da socióloga, a equipa do projecto da Fundação Odemira conta também com um psicólogo e com a colaboração da GNR e da unidade de saúde móvel de Odemira.

Para além do trabalho directo com as pessoas, outro alvo são as famílias, mesmo longe, porque "se não estão presentes podem telefonar", argumenta a responsável. No balanço dos primeiros seis meses, Cília Campos salienta o sucesso do yoga do riso, uma técnica usada para pôr grupos de pessoas a rir. "Eles adoram essa actividade", garante. Quanto ao objectivo por detrás do projecto, Cília Campos tem conhecimento de que desde 1º de fevereiro apenas se suicidaram duas pessoas na freguesia, nas duas últimas semanas. Eram relativamente novas "e não tinham nada a ver com as pessoas com quem trabalhamos", afirma a socióloga. 

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1987190

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Suicídio em Macau

Mais de 40 suicídios nos primeiros seis meses

A depressão é a grande causadora do suicídio que, em Macau, atinge mais os residentes do que aqueles que vêm de fora. Prevenção foi, ontem, a palavra que mais se ouviu numa conferência em que a Comissão de Saúde Mental divulgou os números deste ano.

O suicídio pode prevenir-se. Foi nesta tecla que Ho Chi Weng, presidente da Comissão de Saúde Mental, bateu vezes sem conta, ontem, durante uma conferência de imprensa em que se avançaram números e causas para este alarmante fenómeno.

Os que mais põem fim à vida são residentes, afirmou ontem Ho, baseando-se nos dados que a comissão tem vindo a recolher desde 2005 e que indicam que os habitantes locais constituem 83,3 por cento dos suicídios. Os restantes 16,7 por cento dizem respeito a não residentes.

Nos primeiros seis meses de 2011 registaram-se 42 casos de pessoas que puseram termo à vida. Já desde 2001 que não se registavam números tão altos, de acordo com os dados fornecidos pela comissão. No entanto, os números disponibilizados de 2001 a 2011 apenas dizem respeito ao primeiro semestre de cada mês, não indicando valores totais. Assim, na primeira metade de 2008 foram registados 38 casos, em 2009 foram 40 e em 2010 caíram para 32. A tendência parece afectar mais os homens que as mulheres (dos 42 casos deste ano, 33 eram do sexo masculino) e também atinge jovens – este ano, segundo as contas da comissão, um rapaz de 15 anos optou por morrer.

As depressões são as grandes motivadoras do suicídio em Macau, diz Ho. Estas, por sua vez, são desenvolvidas por questões de isolamento, problemas sociais e familiares. Dívidas de jogo ou pressão nas escolas não foram razões mencionadas.

O que fazer, então, para prevenir as fatalidades? Criar mais serviços de apoio, nomeadamente serviços de aconselhamento psicológico. Além disso, é também necessário desenvolver acções de formação sobre a identificação precoce de doenças psiquiátricas e efectuar acções de sensibilização nas escolas para a prevenção do suicídio. Formação sobre a saúde mental para médicos, apoio a instituições privadas que prestem auxílio neste campo e serviços de consulta nos centros de saúde são outras medidas recentemente implementadas. O médico lembra ainda a criação, em 2005, do sistema de vigilância de ferimentos auto-infligidos nos Serviços de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário e do Hospital Kiang Wu.

Nos últimos meses, diversas notícias têm surgido dando conta de suicídios em Macau; no entanto, não é frequente que os corpos se façam acompanhar por notas de suicídio ou outros indícios que permitam afastar, de imediato e sem investigações mais aprofundadas, a possibilidade de ter havido mão criminosa na origem da morte.

Sábado assinala-se o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, que este ano tem como lema “Prevenindo o suicídio em sociedades multiculturais”. A Comissão de Saúde Mental apela à participação da população no gesto simbólico de acender, às 20h, uma vela nas janelas. I.S.G.


pontofinalmacau - 8set2011
fonte: http://pontofinalmacau.wordpress.com/2011/09/08/mais-de-40-suicidios-nos-primeiros-seis-meses/

domingo, 5 de dezembro de 2010

Trevor Project e Pixar juntos em campanha para combater o bullying que atinge os homossexuais americanos


PIXAR contra a Homofobia!

Funcionários da mega empresa lançam vídeo em prol da campanha "It Gets Better"

Seguinte, lá na terra do Tio Sam tem aumentado consideravelmente o número de suicídios por conta de bullying contra gays. Então, resolvendo ajudar a combater essa palhaçada irracional, várias empresas e artistas norte americanos começaram a campanha "It Gets Better" ( algo como tudo vai melhorar; vai ficar melhor... ) encabeçada pelo colunista Dan Savage.

E para surpresa geral da nação, a PIXAR aderiu à campanha fazendo um vídeo com depoimentos de funcionários da empresa que são homossexuais. No vídeo eles contam as suas experiências com bullyng, mas mostram também que por mais difícil que esteja a situação, tudo vai melhorar. Se eles chegaram lá e hoje trabalham na maior empresa de animação do mundo, porque você também não pode ?!

As gravações aconteceram nos estúdios da Pixar e o vídeo tem o objetivo também de apoiar o Trevor Project, uma organização que atua na prevenção do suicídio para adolescentes gays oferecendo atendimento gratuito e confidencial por telefone e internet.

Achei muito bacana a iniciativa da Pixar e aí está o vídeo.

E o mesmo também serve para todos nós que estamos aqui no Brasil. Preconceito é ignorância, e não apenas por opção sexual, mas por cor, religião, deficiência física, idade e tantas outras diferenças que fazem com que algumas pessoas de mentalidade pequena se julguem melhor do que as outras!

Bora abrir a cabeça galera! estamos em pleno fim da primeira DÉCADA do século XXI. Tempo pra esse tipo de besteira já passou!

Fonte: http://studiocine.blogspot.com/2010/12/pixar-contra-homofobia.html

domingo, 21 de novembro de 2010

CVV na II Feira e Congresso de ONGS Brasileiras.








Os Postos CVV e Samaritanos vinculados ao Programa CVV de Valorização da Vida, Apoio Emocional e Prevenção ao Suicídio tem convidado a todos para visitar o estande da instituição na II Feira e Congresso de ONGS Brasileiras.

Eis uma boa oportunidade para conhecer melhor o trabalho desenvolvido pelo CVV nos seus 48 anos de existência.

Para fazer a visita é necessário inscrever-se, gratuitamente, no link abaixo:

Local: Expo Center Norte - Pavilhão Vermelho
Rua Jose Bernardo Pinto 333 - Vila Guilherme - SP

Data: 25 a 27 de Novembro, 2010.
Quinta e sexta Feira: 13h às 20h
Sábado: 10h às 17h

domingo, 7 de novembro de 2010

Palestras sobre prevenção no Hospital Universitário da UFMS

Curso do HU promove palestras para prevenção de suicídio
João Humberto

Os alunos do curso de extensão em capelania hospitalar do HU (Hospital Universitário) da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) promovem nos próximos dias 11 e 12 [nov/2010] um ciclo de palestras sobre a prevenção do suicídio. Os temas serão dedicados aos profissionais de saúde, educadores e à imprensa.

No dia 11, será enfocada a prevenção do suicídio a profissionais de atenção básica e a prevenção para equipe de saúde mental. Já no dia seguinte, vai ser abordada a prevenção do suicídio a professores e educadores.

Segundo o coordenador do projeto, capelão Edílson Reis, para elaborar as palestras foram utilizados os manuais da OMS (Organização Mundial de Saúde). “Todos falam em suicídio, mas não em prevenir. Para abordar a problemática é preciso criar uma cultura de prevenção”, ressalta.

As palestras são gratuitas e acontecerão às 19h no anfiteatro do LAC (Laboratório de Análises Clínicas) do HU.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (67) 3345-3057.

Fonte: http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=313649

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Uerj realiza palestra do Centro de Valorização da Vida

Dia 15 de julho, às 14h, no Auditório 11, 1º andar do Pavilhão João Lyra Filho, a Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) promoverá a palestra "Prevenção do suicídio na Uerj: a chegada do Centro de Valorização da Vida (CVV)". O palestrante será o jornalista André Trigueiro, da Globo News.

A palestra é uma das iniciativas do Programa de Prevenção do Suicídio da Uerj em parceria com o CVV.

O CVV existe há 48 anos e presta serviço voluntário de apoio emocional gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias. Atua na valorização da vida e, portanto, na prevenção do suicídio. O atendimento é feito por telefone, pessoalmente, por correspondência, chat ou e-mail. A pessoa que procura o CVV tem o sigilo assegurado.

Outras informações pelos telefones: 2334-2167 / 141 / 2233-9191

Fonte: Ascom da Uerj
http://www.governo.rj.gov.br/noticias.asp?N=59541

sábado, 4 de julho de 2009

De Coimbra, Portugal, reflexões sobre os jovens e o suicídio


Suicídio Juvenil
Falar desta “solução permanente para problemas temporários”ainda é tabu. O suicídio entre os jovens afecta quem não vislumbra alternativa para lidar com problemas emocionais, com o insucesso escolar e com as dificuldades económicas. O fenómeno é complexo e implica um trabalho conjunto de prevenção, envolvendo a escola, a comunidade, serviços de saúde e de apoio social.
“Cheguei a pôr várias vezes a hipótese do suicídio”. A expressão é partilhada por jovens que debatem o “suicídio sem dor”, num fórum na Internet. Pelos comentários, percebe-se que são cada vez mais os jovens que já estiveram de alguma maneira ligados a um dos mais sérios problemas de saúde pública: o suicídio.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define suicídio como um “acto deliberado, iniciado e levado a cabo por um indivíduo com pleno conhecimento ou expectativa de um resultado final”. Carlos Braz Saraiva, psiquiatra responsável pela Consulta de Prevenção de Suicídio nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), estabelece as diferenças entre suicídio e para-suicídio: “O para-suicídio está mais ligado à sobrevivência, pois a pessoa em princípio não quer morrer” enquanto “um suicídio só é suicídio se ocorrer morte”.
O, também, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) esclarece que “uma coisa é a ideação de morte onde pode haver, inclusive, uma questão filosófica ou de inquietação própria da juventude sobre o que é viver e o que é morrer, e outra coisa é a ideação suicida onde existe um plano de auto-aniquilação”. Daniel Sampaio, médico e coordenador do Núcleo de Estudos do Suicídio (NES), refere no seu livro Tudo o que temos cá dentro, que “o suicídio é uma estratégia, às vezes uma táctica de sobrevivência quando o gesto falha, tudo se modifica em redor após a tentativa” e de acordo com o especialista está “Maria”, nome fictício, que aos 17 anos tentou suicidar-se. Hoje, passados dois anos, está “a recuperar amigos que se afastaram porque ficaram em choque”.
Ajuda ao alcance de todos
Em Coimbra, não há dados estatísticos que permitam quantificar as tentativas de suicídios entre os jovens que estudam no Ensino Superior, embora sejam conhecidos diversos casos entre a comunidade universitária, diz Braz Saraiva. Para ajudar os estudantes que se encontram em situações de perturbação emocional e comportamental foram criados, há dez anos, o Gabinete de Aconselhamento Psicopedagógico dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (GAP-SASUC) e o Gabinete de Psicologia dos Serviços de Acção Social do Instituto Politécnico de Coimbra (GP-SASIPC). Para além dos alunos, auxiliam também docentes e funcionários das respectivas instituições. A média de idades entre os dois gabinetes difere. No Gabinete de Aconselhamento Psicopedagógico dos SASUC a faixa etária situa-se nos 24 anos, já no Gabinete de Psicologia dos SASIPC são maioritariamente estudantes de 22 anos que recorrem aos serviços.
Quanto à afluência aos serviços do GP-SASIPC a psicóloga responsável pelo gabinete, Helena Moura, refere que “a lista de espera está sempre a aumentar”. Já a psicóloga do GAP-SASUC, Ana Carvalhal de Melo, revela que o gabinete tem “um número de consultas elevado, chegando quase às mil consultas por ano”. As duas médicas estão de acordo quanto à necessidade de acompanhar os estudantes desde o seu ingresso no Ensino Superior. “Muitos alunos sofrem com o processo de transição da escola secundária para o ensino superior, mas é curioso porque os alunos do primeiro ano não nos procuram, são mais alunos do segundo e do terceiro ano”, afirma Ana Carvalhal de Melo. Helena Moura acrescenta: “Infelizmente há situações que só apanhamos no segundo ano e que se tivéssemos apanhado logo no primeiro ano não teriam sido tão graves”.
Ao depararem-se com casos mais problemáticos, os dois gabinetes de psicologia das instituições de Ensino Superior de Coimbra, encaminham os jovens para os Serviços de Psiquiatria dos HUC, que dispõe de uma Consulta de Prevenção do Suicídio (CPS), que não tem lista de espera e que visa prioritariamente observar jovens que cometeram tentativas de suicídio e que foram observados primeiramente na urgência. Segundo Braz Saraiva quem frequenta mais a CPS são as pessoas entre os 15 e os 24 anos. A maior parte dos casos de tentativas de suicídio que dá entrada nas urgências dos HUC deve-se a cortes e à ingestão de medicamentos ou tóxicos.
Tanto nos gabinetes de psicologia da Universidade de Coimbra (UC), como do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) e na Consulta de Prevenção de Suicídio do Serviço de Psiquiatria dos HUC, são maioritariamente raparigas que pedem ajuda. Embora a psicóloga do GP-SASIPC mencione que “surgem cada vez mais rapazes”. De acordo está a Linha SOS-Estudante que recebe mais chamadas de pessoas do sexo masculino.
“A Linha SOS-Estudante foi criada em 1997 com o objectivo de combater algumas falhas que um dos estudantes de Coimbra notou”, conta a vice-presidente da linha, Ana Margarida Teixeira. É uma linha telefónica de apoio emocional e prevenção ao suicídio, sendo ao mesmo tempo uma Secção Cultural da Associação Académica de Coimbra (AAC). Este projecto é actualmente constituído por 22 estudantes voluntários que receberam formação “tendo em conta algumas temáticas principais nomeadamente a prevenção do suicídio e outros temas mais recorrentes como a solidão e a sexualidade” como explica a vice-presidente da linha.
O reduzido horário de funcionamento, das 20h às 01h, deve-se, principalmente, ao insuficiente número de voluntários. A SOS-Estudante recebe em média três a cinco telefonemas por dia de Portugal Continental e Ilhas. “Um pouco contra os nossos objectivos iniciais, actualmente, a faixa etária que liga é dos 40 anos para cima”, afirma Ana Margarida Teixeira. Também contrariando os objectivos primários deste projecto, a maioria das chamadas rondam os temas da solidão e da sexualidade. A vice-presidente da linha afirma que a SOS-Estudante “tem pouquíssimas chamadas de suicídio e a nível de estatística em apenas um por cento das chamadas são identificados alguns factores de risco e outras coisas que levem a pensar numa ideação suicida”.
Exceptuando o Instituto Superior de Educação de Coimbra (ISEC) que às quintas-feiras recebe a psicóloga responsável pelo GP-SASIPC, a Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) é a única instituição do ensino superior da cidade que possui um espaço nas suas instalações para consultas de psicologia e que tem sempre uma psicóloga disponível para apoiar os seus estudantes. A responsável pelo serviço, Catarina Neves, revela que não existem muitos estudantes em risco de suicídio na escola e que “o facto do gabinete não estar num local muito movimentado ajuda a que os alunos venham conversar sobre os mais diversos temas principalmente entre os meses de Fevereiro e Julho”.
Problemas emocionais e escolares
As causas mais apontadas pelos jovens que recorrerem aos serviços de psico-terapia são, essencialmente, os problemas afectivos e escolares. Ana Carvalhal de Melo refere que os motivos que levam os estudantes a entrar em situações de risco são “problemas de ordem emocional (rupturas afectivas/depressão), insucesso escolar e suas consequências (a nível da auto-estima), problemas de autonomia e problemas económicos”.
O Gabinete de Psicologia dos SASIPC acompanha, actualmente “talvez uns três estudantes em risco de suicídio, embora com graus e riscos diferentes”. O Gabinete de Aconselhamento Psicopedagógico dos SASUC, segundo Ana Carvalhal de Melo, não tem estudantes em risco declarado de suicídio já que, nesses casos, “os jovens são encaminhados imediatamente ou para as urgências ou para a Consulta de Prevenção de Suicídio dos HUC”. “Aquilo que pode acontecer é algumas das pessoas que estão a ser seguidas em situação de crise tentarem o suicídio”, refere.
Quanto às épocas em que recebem mais pedidos de ajuda os dados divergem. “Apesar de haver algumas oscilações em determinados meses do ano não é estatisticamente significativo”, afirma Carlos Braz Saraiva. Helena Moura refere que “na altura da Queima das Fitas há sempre um ou outro caso mediático” e Ana Carvalhal Melo garante que “existem épocas do ano em que a procura é maior e situa-se à volta de Fevereiro, Março e também em Maio, Junho e Julho”.
Os estudantes suicidas “são normalmente pessoas impulsivas, com uma pobre auto-estima, que não conseguem visualizar ou pensar em alternativas para resolver os seus problemas e portanto o suicídio aparece como solução”, segundo a psicóloga do Gabinete de Aconselhamento Psicopedagógico dos SASUC. Esta técnica acrescenta ainda que “existem sempre factores de personalidade que estão por trás destas situações catastróficas”. “Maria”, explica que quando tentou pôr fim à vida, penso que “era uma opção que à partida ia resolver os meus problemas e me ajudava a parar de pensar em tudo”. Braz Saraiva adianta no seu mais recente livro Estudos sobre o para-suicído que o perfil é o de “uma jovem estudante, classe baixa ou média-baixa, problemas afectivos ou escolares, com mau relacionamento familiar, [...] história familiar de doenças psiquiátricas”. São também, em grande parte, estudantes deslocados que recorrem aos gabinetes de psicologia da UC e do IPC.
Estar alerta
Em 1999, Daniel Sampaio alertava na revista "Adolescentes" para a eventualidade do bem-estar de um jovem poder “esconder um grande sofrimento interior, que só uma relação de maior proximidade poderá detectar”. “Acima de tudo estar atento”, é assim que a vice-presidente da Linha SOS-Estudante define o que deve uma pessoa fazer quando repara que um amigo está a pensar em suicídio. Helena Moura realça a importância das amizades e adianta que “devemos recorrer aos amigos e aos familiares e se mesmo assim virmos que não conseguimos ultrapassar os problemas, devemos pedir ajuda a técnicos”. Já Ana Carvalhal de Melo aconselha a que se converse com o potencial suicida e a “nunca tratar o suicídio como tabu”. “Foram os meus amigos que me estenderam a mão e me arrancaram da angústia em que estava”, conta a estudante “Maria”. O responsável pela CPS dos HUC sintetiza: “No fundo, há duas regras básicas que são: criar proximidade e encontrar alternativas”.
No entanto, é importante realçar que os jovens têm mais à vontade para falar sobre os seus problemas com os psicólogos e/ou psiquiatras, que são pessoas que não conhecem do que com amigos, familiares ou namorados/as. A psicóloga do Gabinete de Aconselhamento Psicopedagógico dos SASUC realça a visão imparcial do psico-terapeuta e explica da seguinte maneira esta tendência: “Quando alguém recorre a um psiquiatra ou psicólogo é porque procura alguém que tem bases teóricas e conhecimentos que permitam compreender essa pessoa e que está disponível para ouvir sem fazer juízos de valor nem julgamentos.”
O Núcleo de Estudos do Suicídio (NES) defende que a eficácia dos serviços de apoio depende da facilidade de acesso, proximidade, disponibilidade, divulgação e difusão para as comunidades a que se destinam. A consciência das limitações por parte dos gabinetes de apoio e a sua articulação com serviços de saúde especializados também contribuem para uma maior eficácia na prevenção do suicídio.
Prevenir é essencial
Para um psico-terapeuta, perder um paciente devido a um suicídio é “a maior angústia”, como explica Ana Carvalhal de Melo: “Alguém que trabalhe nesta área tem que se arriscar a que isso aconteça”, mas “é sempre uma ferida que fica. Cura-se mas a marca está lá”. Carlos Braz Saraiva conta que se sente “desconfortável” e que se interroga: “Será que fiz tudo o que deveria ter feito?”.
Porém o psiquiatra, comparando o nosso país com outros países do Mundo, revela que “em Portugal o suicídio do adolescente ou do jovem não é um problema tão dramático como noutros países, como por exemplo em Inglaterra” e adianta que existe sim o problema do suicídio dos idosos, mencionando que “em 2002, pela primeira vez, suicidaram-se 60 adolescentes em Portugal. Mas suicidaram-se por exemplo mais de 500 ou 600 idosos. Portanto, dez vezes mais”.
A prevenção do suicídio é bastante importante e programas de prevenção que trabalhem várias dimensões como a assertividade, a autonomia e a confiança, vão fazer com que os jovens se tornem mais capacitados para lidarem com as várias situações e problemas que vão encontrar nos seus quotidianos. Braz Saraiva refere que o suicídio abrange “fenómenos que são complexos e multi-determinados: “Muitas vezes, aquilo que se verifica é que estes jovens, à semelhança da sociedade actual, lidam muito mal com três factores: o tempo, o poder e os afectos em geral”. Para o professor da FMUC, os jovens actualmente não estão “programados para perceber que há cinzentos entre o preto e o branco”. Também Helena Moura realça que deve existir “prevenção em todos os níveis” enumerados por Braz Saraiva, no seu livro Estudos sobre o para-suicídio: comunidade, saúde, escola e política social.
A psicóloga do GP-SASIPC defende o desenvolvimento de projectos nas residências e entre alunos: “Ainda há muito a fazer e nem é preciso dinheiro, é preciso é tempo e vontade”. Ana Carvalhal de Melo realça a importância do programa de apoio “pares por pares”. Este é um programa relativamente inovador que já foi experimentado noutros países e que para a psicóloga “faz muito sentido pois são alunos que recebem formação básica, que têm um acompanhamento especial por parte do Gabinete e que apoiam e orientam em particular outros colegas”. A psico-terapeuta do GAP-SASUC alerta para a necessidade de existirem programas de prevenção a nível do ensino superior e defende que para prevenir o suicídio deve-se “procurar fomentar as relações inter-pessoais dos alunos, ajudando-os a serem mais auto-afirmativos, mais assertivos, a comunicar com os outros quando têm problemas e a conseguirem reclamar pelos seus direitos sem serem agressivos. Isto a nível pessoal pode ajudá-los a sentirem-se mais fortes, a conseguirem resolver os seus problemas com mais facilidade e portanto o suicídio nem lhes passa pela cabeça como solução”.
Como comenta um jovem no fórum onde se debate o “suicídio sem dor”: “Há sempre uma solução, há sempre algo de belo pelo qual vale a pena viver”
Fonte: http://oaquieagora.blogspot.com/2009/07/suicidio-juvenil.html

domingo, 21 de junho de 2009

Ações de prevenção ao suicídio em Porto Rico

Salud lanza campaña de prevención del suicidio
08/06/2009
Leysa Caro González

Bajo el lema “Yo amo la vida 24/7”, el Departamento de Salud lanzó hoy una campaña mediática para la prevención del suicidio.

Las estadísticas del Instituto de Ciencias Forenses reflejan que, en lo que va del año, en la Isla se han reportado 132 suicidios. De éstos, 126 son hombres y 6 son mujeres.

“Esta campaña es parte de un agresivo plan de acción que creó la Comisión de Prevención del Suicidio con la meta de erradicar el comportamiento suicida en la población puertorriqueña para mejorar la calidad de vida de nuestro pueblo”, señaló el secretario de Salud, Jaime Rivera Dueño.

Durante la presentación de la campaña, Rivera Dueño anunció además la disponibilidad de la Línea PAS, la cual está disponible 24 horas al día para ofrecer orientación y ayuda a las personas que estén atravesando por algunas situación de necesidad. De hecho, esta línea ha reflejado un aumento en su número de llamadas en los últimos tres meses de un 25%, lo cual se le atribuye en gran manera al anuncio de los despidos de 30,000 empleados públicos.

”Lo principal para prevenir el suicidio es conocer y poder identificar a tiempo las señales de peligro, como comportamiento agresivo, uso excesivo de drogas y alcohol, cambio en los hábitos de comer y dormir, cambios de personalidad, entre otros”, destacó el titular de Salud.

http://www.primerahora.com/diario/noticia/otras/noticias/salud_lanza_campana_de_prevencion_del_suicidio/304924


Buscan orientar a estudiantes para prevenir suicidio
Prensa Asociada
16/06/2009

La Cámara de Representantes llevaría hoy a votación una medida que busca enmendar la ley orgánica del Departamento de Educación para incluir, en el currículo general de enseñanza de todos los niveles, módulos orientados a la prevención del suicidio.

El proyecto, de la autoría del representante Gabriel Rodríguez Aguiló, tiene el propósito de insertar al Departamento de Educación entre los llamados a lograr que se haga una realidad la política pública de prevención del suicidio, según un comunicado cameral.

La exposición de motivos de la medida destaca que en Puerto Rico el suicidio entre adolescentes "es una trágica realidad" que podría evitarse si los jóvenes contaran con las herramientas necesarias para entender que no importan las circunstancias que se estén pasando en la vida, siempre hay una solución posible.

"Entendemos que la escuela es el mejor lugar para sentar las bases de la importancia de la salud emocional y el lugar para proveer a nuestros niños y jóvenes de unas herramientas útiles para el manejo de las crisis emocionales", sostiene el proyecto.

http://www.primerahora.com/diario/noticia/politica/noticias/buscan_orientar_a_estudiantes_para_prevenir_suicidio/307240

terça-feira, 9 de junho de 2009

Já aconteceu, mas o tema é importante...

ABP promove debate sobre papel da mídia na prevenção do suicídio

A Associação Brasi-leira de Psiquiatria (ABP) realiza nesta sexta-feira, 5 de junho, durante a Feira+Fórum Hospita-lar, em São Paulo, debate com profis-sionais dos principais veículos de imprensa nacionais e inter-nacionais para trocar experiências sobre a divulgação de informações sobre uma das principais causas de morte no país e no mundo: o suicídio.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o suicídio aumentou 60% nos últimos 45 anos, passando a figurar entre as principais causas de óbito na população jovem.

Trata-se também de um problema de saúde pública – estima-se que a cada 35 segundos uma pessoa morre por ato suicida, sendo que para cada um desses óbitos há no mínimo cinco pessoas cujas vidas são profundamente afetadas emocional, social e economicamente.

No Brasil, as estimativas apontam que a cada hora morre uma pessoa por suicídio.

Consciente da complexidade do tema e das dificuldades da mídia no tratamento do assunto, a ABP quer ouvir os profissionais de imprensa para dirimir dúvidas, além de prestar esclarecimentos e orientações.

O objetivo é discutir alternativas para a ampliação do papel da mídia na prevenção ao suicídio e encontrar, em conjunto com os jornalistas que fazem a cobertura de saúde no Brasil, alternativas éticas para este esclarecimento à população.

Debate O papel da mídia na prevenção do suicídio
Data: 05/06/09
Hora: 12h – Auditório Cantareira 5 – 2º andar
Local: Feira Hospitalar – Expo Center Norte
Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo

Fonte: AMB

Colhido na íntegra no blog Psicoterapia Brasil, do psiquiatra José Toufic Thomé

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O perfil do adolescente suicida segundo David Shaffer

O caderno Saúde (Salud) do webjornal elmundo.es tem publicado importantes reportagens com foco na saúde mental de crianças e adolescentes.

Na matéria do dia 14/05/2009, de Patricia Matey, sobre o perfil do adolescente suicida, as chamadas para o tema estampam:

COSTUMAM SER IMPULSIVOS E ABUSAM DO ÁLCOOL

Destacam ainda dois tópicos que serão, em seguida, abordados:

* Os adolescentes suicidas costumam ser agressivos e a maioria sofre algum tipo de psicopatologia

* Para cada suicídio consumado se produz entre 8 e 25 tentativas

Abaixo, a matéria completa:

Son mayoritariamente chicos, de carácter impulsivo y agresivo, con depresión, ansiedad u otro tipo de psicopatología, que, además, abusan del alcohol u otras sustancias. Este es a grandes rasgos el perfil de los adolescentes que acaban quitándose la vida.

El suicidio es la tercera causa de muerte entre los chicos y chicas de entre 11 a 18 años en EEUU, "y estas cifras son similares en el resto de países, como también lo es el hecho de que sean más niños que niñas los que lo hacen. Por ejemplo, entre los 10 y los 14 años, ellos se suicidan tres veces más que ellas; entre los 15 y los 19, cinco veces más, y hasta 10 veces más en el caso de tener entre 20 y 24 años", ha recordado David Shaffer, profesor de Psiquiatría y Pediatría de la Universidad de Columbia en Nueva York, durante el 8º Curso Internacional de Actualización en Psiquiatría Infanto-Juvenil que se ha celebrado en el Hospital Gregorio Marañón de Madrid gracias al patrocinio de la Fundación Alicia Koplowitz.

Shaffer, uno de los especialistas que más ha investigado sobre suicidio en adolescentes, reconoce que "los niños antes de alcanzar la pubertad saben cómo quitarse la vida pero es muy raro que lo hagan. Sin embargo, cuando alcanzan la adolescencia la ideación suicida es bastante más frecuente, como también lo es el que muchos se autolesionen", aclara.
Uso de cuchillos en la autolesión

Cortarse, sobre todo en el brazo, es la forma más común de autolesión. "La intención no es morir, sino que lo hacen como una forma de liberar tensión y luego se sienten mejor. Muchos lo malinterpretan como intento suicida, pero no es así", documenta el profesor estadounidense.

Las cifras que maneja el doctor Shaffer son escalofriantes. "El 15% de los jóvenes tiene ideas graves de suicidio y entre un 8% y un 10% ha intentado quitarse la vida". Para este especialista, la identificación de los adolescentes y jóvenes con riesgo pasa, primero, por el chequeo de los problemas mentales.

"Sabemos que hasta el 68% de los chicos que tienen depresión no está recibiendo tratamiento y que el 80% de los que han hecho un intento de suicido no ha pasado por la consulta del médico. El chequeo sistemático tanto en los colegios como en las consultas de atención primaria ayuda a identificar no sólo a los que tienen patología sino también a los que poseen más posibilidades de quitarse la vida", defiende.

Precisamente, el profesor Shaffer es el padre del llamado 'TeenScreen Schools and Communities' (Test de Adolescentes en Colegios y Comunidades). Este tipo de prueba informatizada se realiza en tan solo 10 minutos. En 35 de los 41 estados de Norteamérica con programas de prevención de suicidio la recomiendan.
Chequeos en colegios para riesgo de suicido

Detecta especialmente los casos de depresión, ansiedad, abuso de alcohol y sustancias, pensamientos suicidas y comportamiento. No establece un diagnóstico, pero en el caso de que se intuya un problema se recomienda al alumno que mantenga una entrevista con un especialista. "Otra medida eficaz es formar a los profesores y a los padres para que identifiquen a los menores con más riesgo", apunta.

Más datos característicos del suicidio en adolescentes son los que hacen referencia al carácter impulsivo de los niños con más tendencia a quitarse la vida, su falta de control de las emociones y la alta carga de estrés emocional que padecen. "Normalmente, hay siempre un factor precipitante en estos casos, igual que en la mayoría de las ocasiones se ocultan para hacerlo y no avisan a sus padres ni a nadie de sus intenciones. Es fundamental saber que estos chicos casi nunca comentan sus intentos suicidas a quienes les rodean".

También se debe valorar el consumo excesivo de alcohol. "Dos tercios de los chicos de entre 17 y 19 años que se suicidan toman alcohol en exceso. Hay un dato muy significativo respecto a este hecho. Tanto tras la I Guerra Mundial como tras la II, momentos que coinciden con la 'Ley seca' y en el segundo caso con mayores restricciones respecto al uso de bebidas alcohólicas, nos encontramos con un descenso muy significativo de los casos de suicidio, tal y como sucedió con los años de lanzamiento del Prozac", recuerda el experto de Columbia.

Proteger a los adolescentes del suicidio es saber, además, que los "ingresos en los hospitales tras un intento deben estar muy valorados, dado que el contacto con chicos de su edad que hayan intentado quitarse también la vida puede resultar perjudicial. Se dan ideas de cómo hacerlo". Y todo sin olvidar la "responsabilidad de los medios de comunicación en la difusión de los casos. Cuando Marylin Monroe se quitó la vida, las muertes por suicidio en jóvenes elevaron", sentencia Shaffer.

Fonte: http://www.elmundo.es/elmundosalud/2009/05/13/psiquiatriainfantil/1242238349.html

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Notícias de maio. Ações de prevenção em Mato Grosso do Sul

O Mato Grosso do Sul tem se mobilizando para apoiar ações do CVV (Centro de Valorização da Vida), conforme notícias, vindas de vários pontos do Estado.

Em Paranaíba, um vereador fez indicação na Câmara sugerindo "a formação do CVV" como "um serviço voluntário de apoio emocional o qual atuará na prevenção do suicídio e na valorização da vida". E sugere a possibilidade de parceria com a UFMS, para que os acadêmicos de Psicologia venham a fazer o atendimento... Mais

Em Campo Grande, o CVV (Centro de Valorização da Vida) em Campo Grande realizou ações em torno do Programa de Seleção de Voluntários,  com palestras iniciais já ocorridas. Mais

E, por fim, "os representantes do Centro de Valorização da Vida (CVV), coordenador de divulgação Roberto Sinai e o voluntário Norman Calmus fizeram uso da palavra durante a sessão ordinária desta terça-feira (5), na Câmara Municipal para apresentar o relatório sobre os trabalhos realizados pela instituição que atendem pessoas em situação de risco". 

Nesta reunião, Roberto Sinai chamou a atenção para o suicídio como questão de saúde pública e forneceu o balanço das ações dos últimos oito anos, quando "foram feitos 125 mil atendimentos telefônicos, 600 palestras e atendidos 950 chamados". Mais

Exemplos de ações de prevenção se multiplicam em tempo de se evitar muitas tragédias!