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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pesquisa portuguesa sobre suicídio ganha prêmio internacional

Alexandre Teixeira ganha prémio no congresso mundial da IASP

Alexandre Teixeira (foto) apresentou um dos melhores posters no 26º congresso mundial da Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP) que decorreu em Pequim, na China.
A investigação distinguida aborda a“existência e prevalência de comportamentos suicidários”, isto é, pensamentos sobre o suicídio e tentativas de suicídio, “entre mulheres que se prostituem na rua”, explica Alexandre Teixeira ao Ciência Hoje.
Uma vez que “ainda existe um estigma muito forte em relação aos comportamentos suicidários e a quem tenta o suicídio e em relação às mulheres que se prostituem”, o investigador procurou perceber se estas mulheres teriam uma relação próxima com os comportamentos suicidários.

Ao compreender melhor esta relação, Alexandre Teixeira pretende “de alguma forma aliviar o peso que estas mulheres carregam, diminuindo a incidência de comportamentos suicidários”.

Na cidade do PortoA investigação foi desenvolvida no âmbito da tese de mestrado do psicólogo em Medicina Legal no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS). O trabalho de terreno foi realizado na cidade do Porto, maioritariamente nos locais de trabalho destas mulheres.

O tópico do suicídio e da prevenção do suicídio desperta o interesse de Alexandre Teixeira desde há vários anos. Quando fez uma pesquisa sobre o tema do suicídio em prostitutas de rua, apercebeu-se que existia um enorme vazio de literatura sobre o tema. “Esta falta de informação levou-me a querer saber mais, pelo que a única alternativa era ir para o terreno investigar”, diz.


Segundo o investigador, em Portugal temos assistido a um “crescimento do número de suicídios levados a cabo nos últimos anos”. Uma vez que existem muitos factores que podem estar na origem dos comportamentos suicidários, é necessário compreender as dinâmicas por trás destes para encontrar melhores respostas no sentido de diminuir a incidência dos mesmos.

“Agora que temos mais alguns dados sobre o tema, podemos e devemos aprofundar o conhecimento uma vez que este primeiro estudo apenas nos permitiu um vislumbre sobre a relação destes dois fenómenos”, refere Alexandre Teixeira. “É importante também pensar em estratégias que permitam reduzir o peso e o estigma que estas mulheres carregam, de forma a diminuir a prevalência de comportamentos suicidários”, acrescenta.

Mitigar o fenómenoNo conjunto de mais de 106 posters e 150 comunicações orais apresentados no congresso da IASP, três posters e duas comunicações orais tiveram autores portugueses.

Para Alexandre Teixeira foi “uma enorme honra ser distinguido entre posters de tantos países e de tantos autores de referência mundial”. No entanto, “com a honra que a distinção traz, vem também uma responsabilidade acrescida de investigar mais este fenómeno e de tentar criar respostas para o mitigar”, salienta.

2011-09-21 Por Susana Lage

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=51009&op=all


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Notícia antiga, mas atual

Artigo sobre suicídio recebe prêmio “Jovem Psiquiatra”

Pesquisadores do Laboratório de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (Labcities), do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), ganharam o prêmio “Jovem Psiquiatra” durante o 27º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, realizado em São Paulo, que contou com seis mil participantes. 

Intitulado como “Manejo do suicídio na emergência: dificuldades na formação do residente e na estruturação dos serviços no Brasil”, o artigo, que é um produto de uma pesquisa, ainda em curso, sobre vigilância epidemiológico-sanitária e prevenção ao suicídio, teve como objetivo identificar as dificuldades na formação do residente de psiquiatria na condução do atendimento emergencial, especialmente quando há risco de suicídio.
Selo de divulgação
Sob coordenação do pesquisador do Icict, Carlos Estellita-Lins e com o apoio de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e de outras unidades da Fiocruz, a pesquisa foi desenvolvida com médicos residentes no hospital-escola Centro de Psiquiatria do Rio de Janeiro (CPRJ). 

Após entrevistas e discussões com os residentes, os resultados apontaram para a necessidade de melhorias na  rede assistencial em psiquiatria e, sobretudo, um investimento na formação de médicos emergencistas durante a graduação e a residência. 

Para o coordenador da pesquisa, Carlos Estellita-Lins, o mais importante no estudo foi levantar alguns aspectos sobre a falta de conhecimento dos residentes, a qualidade precária do treinamento em urgência psiquiátrica e a formação incipiente dos profissionais de saúde no que diz respeito ao risco de suicídio. “Quando falamos da emergência em psiquiatria, percebemos algumas falhas no sistema. Primeiro porque as universidades não têm um ‘bloco’ especializado nesta área. Segundo porque as emergências não têm uma qualidade adequada de assistência e tampouco um fluxograma claro de encaminhamento ou protocolos de conduta. Por último, os profissionais que trabalham na ‘linha de frente’ nas emergências, não tem o treinamento adequado”, explica Estellita-Lins. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em todo o mundo, cerca de 450 milhões de pessoas sofrem de transtornos mentais e comportamentais. No que diz respeito ao Brasil, estudos apontam que cerca de 23% da população sofre com transtornos mentais comuns, incluindo ansiedade e depressão. Segundo o coordenador, isso significa que quase um quarto da população seria passível de diagnóstico e algum tipo de ajuda, e  mais da metade deste grupo, provavelmente, desenvolverá uma forma mais grave de transtorno depressivo, que poderá levar, inclusive, ao suicídio. 

Nesse sentido, Estellita-Lins revela que para reduzir o número de indivíduos com estes transtornos, além das campanhas de reflexão e conscientização de todos os setores da sociedade,  é preciso uma maior resolutividade no primeiro contato do paciente com o hospital.  “Se as pessoas pararem de ver o suicídio como uma questão moral e admitirem que mais de 90% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, teremos uma melhor compreensão sobre o assunto, uma maior possibilidade de intervenção e, conseqüentemente, uma redução nas taxas de suicídio. No caso do primeiro atendimento, a maior preocupação da emergência deve ser atender com rapidez e eficácia, na tentativa de prevenir para que, no futuro, as pessoas não desenvolvam quadros graves de transtornos mentais”, completa o coordenador.

Para Estellita-Lins, só o fato de refletir e discutir sobre o suicídio já é um avanço muito grande. O coordenador pondera que o mais complicado nesta questão é saber como deve ser a informação e a comunicação para os trabalhadores de saúde, os médicos-residentes, para os pacientes e para a população em geral. “Temos que ter cuidado com o processo de comunicação e mediação pois para qualquer pessoa que está deprimida, só o fato de divulgar que em determinado local o chumbinho é vendido livremente, pode aumentar as chances de uma tentativa de suicídio”, explica. 

O coordenador acredita que, além de realizar uma demanda legítima da última Conferência Nacional de Saúde, que recomenda a inclusão da comunicação na agenda da saúde, folderes, cartazes, manuais e vídeos educativos podem ajudar o paciente e a população a lidar e prevenir essas situações.

Publicada em: 16/11/2009
Por: Igor Cruz
Fonte: http://www.fiocruz.br/icict/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1651&sid=80

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Do Piauí uma boa receita: junta-se competência com boa vontade e bons frutos hão de vir...

Proposta de Ações de Promoção à Saúde Mental em Oeiras-PI
Na décima quinta edição do Jornal Ágora, pertencente à ACO (Associação Cultural de Oeiras), que tem como Presidente o médico neurologista e escritor oeirense, Dr. João Carvalho, traz resultados de uma pesquisa que o mesmo realizou, sobre a problemática do suicídio em Oeiras onde buscou ver quais as causas do assunto com a finalidade contribuir com políticas públicas visando a prevenção.

E em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de do município de Oeiras, através de pessoas como, a Secretária de Saúde Auridene Freitas, Rita Noélia que é Coordenadora do PACS/PSF, Kércia Rêgo que é coordenadora da vigilância Epidemiológica, Roberta Dias responsável pela elaboração do projeto, foi que surgiu o projeto Proposta de Ações de Promoção à Saúde que deverá ser encaminhado à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

A partir desta parceria entre Dr. João Carvalho e a Secretaria de Saúde do município de Oeiras o projeto já está em andamento. Dr. João Carvalho neurologista e estudioso no assunto, através realizou uma pesquisa no município constatou que o índice de óbitos por suicídios em Oeiras é bem maior do que a estimativa da OMS.

Segundo Dr. João, os dados foram levantados através das declarações de óbitos, do livro de atas do cartório municipal, do livro de ocorrência e dos boletins de atendimento do Hospital Regional de Oeiras no período de Janeiro a setembro de 2009.

“Foram contabilizados 43 suicídios. A estimativa de suicídio em Oeiras é de 14,1/100 mil habitantes, quase o dobro da estimativa nacional, o método mais freqüente foi o de enforcamento (76%), seguido de envenenamento (12%), arma de fogo (6%) e arma branca (6%)” relata Dr.João Carvalho.

As causas mais comuns apontadas foram: A perda emocional mal elaborada (43%), seguido por depressão (25%) e conflito sócio-econômico (12%). Foram devido a este grande crescimento que surgiu o interesse em desenvolver o projeto que visa capacitar os profissionais da atenção básica para as ações de prevenção e atenção às pessoas em risco de suicídio, sobreviventes e familiares.

Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009, (17h25) - ASCOM