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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Iniciativa nota 1000! #EuEstou (plataforma de promoção de saúde mental)

 

Projeto #EuEstou oferece conteúdo para auxiliar na prevenção ao suicídio


No Festival Amarelo, o cineasta M.M. Izidoro contou mais sobre a campanha que iniciou no Facebook em parceria com o YouTuber PC Siqueira


Amanda Oliveira (11 setembro 2019)

Felizmente, cada vez mais comunidades de apoio à saúde mental e campanhas de prevenção ao suicídio são criadas no Brasil. Uma dessas iniciativas é o projeto #EuEstou, fruto de uma parceria entre o cineasta M.M. Izidoro, o YouTuber PC Siqueira, o Instituto Vita Alere e o Facebook, que foi tema de um painel no Festival Amarelo, promovido pelo Instagram Brasil em parceria com a CAPRICHO.

Criado em 2018, o projeto é uma plataforma de promoção de saúde mental focada em prevenção do suicídio e funciona nas redes sociais Facebook e Instagram. “Ele existe por uma necessidade minha. No ano passado, eu tive uma crise de ansiedade muito forte. Numa noite que eu estava sozinho em casa, eu tive pensamentos suicidas. Achei que não ia acordar e ver o dia seguinte“, lembra M.M. Izidoro.

O projeto nasceu a partir de uma conversa sincera e real entre o cineasta e o YouTuber PC Siqueira. “A gente começou a conversar, a gente começou a se abrir e coisas que homens de 30 anos no bar não fazem, que é falar de sentimentos, falar como a gente estava. E a gente percebeu que a gente não estava num lugar legal e tinha que sair daquela situação“, conta.

A ideia cresceu e o projeto ganhou o apoio do Facebook e do Instituto Vita Alere, fazendo com que muitos conteúdos diferentes sobre saúde mental e prevenção ao suicídio já tenham sido criados e compartilhados na rede mundial. “Então hoje, quando bate aquela badzinha que foi uma das sementes da minha crise de ansiedade lá atrás, e eu falo: ‘Será que eu estou no lugar certo?’, ‘será que eu estou fazendo a coisa certa?’, ‘será que eu estou fazendo o que eu deveria fazer?’, eu lembro dessa história (…) Isso me leva a lembrar de conexões“, diz.

Conexões é a palavra-chave, aliás. Por que, afinal, como podemos contribuir para a construção de comunidades de apoio por conta própria? É simples: todos nós também precisamos ser uma comunidade de apoio. “A gente tem que ser melhor, a gente tem que evoluir. E a internet, assim como a vida, é o que a gente faz dela (…) É uma escolha nossa fazer um comentário racista na foto de alguém, é uma escolha nossa dar um share em um conteúdo que vai oprimir uma outra pessoa e é uma escolha nossa fazer um bullying de alguém na escola”, afirma M. M. Izidoro.

“Se eu posso dar uma dica para alguém que está mal é: converse. Peça ajuda. Não é fácil, mas tenta uma vez. Tenta duas, tenta três“, diz. O projeto #EuEstou traz conteúdos informativos, mas também oferece ajuda para quem precisa através do e-mail meajuda@euestou.com. Para quem quer ajudar um amigo ou uma amiga que está passando por problemas, você pode obter informações e orientações através do queroajudar@euestou.com.

Uma experiência única sobre promoção de saúde mental, o Festival Amarelo aconteceu no dia 8 de setembro.

Se você precisa de apoio emocional, entre em contato com o serviço gratuito de prevenção do suicídio CVV, o Centro de Valorização da Vida, através do telefone 188 ou do site www.cvv.org.br.

Fonte: https://capricho.abril.com.br/vida-real/projeto-euestou-oferece-conteudo-para-auxiliar-na-prevencao-ao-suicidio/


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Facebook amplia uso da inteligência artificial para prevenir suicídios

Facebook amplia uso da inteligência artificial para prevenir suicídios

Kethillin Motta 29/11/2017

Você provavelmente já soube de algum caso de suicídio em que pessoa postou mensagens ou vídeos nas redes sociais indicando que estava prestes a tirar a própria vida. O Facebook quer utilizar esses sinais para identificar usuários com esse comportamento e, assim, evitar que eles cometam o ato. Para tanto, a companhia está recorrendo à inteligência artificial.

O Facebook já tinha ferramentas de prevenção ao suicídio, mas precisava de algo mais proativo, por assim dizer. A nova tecnologia estava sendo testada há algum tempo nos Estados Unidos e, nesta semana, passou a funcionar em outros países, com exceção para aqueles que fazem parte da União Europeia: as leis de privacidade online da região impedem o acesso a informações.

Para funcionar, o sistema de inteligência artificial precisa, de fato, explorar a intimidade do usuário dentro da rede social. O algoritmo pode analisar postagens públicas, mensagens trocadas via Facebook Messenger e transmissões ao vivo para identificar padrões que sugerem comportamento suicida.

É claro que a tecnologia deverá agilizar as denúncias sobre riscos de suicídio que chegam ao Facebook, mas a ideia é detectar comportamentos ligados ao problema o quanto antes, mesmo que nenhum usuário tenha dado o alerta. Faz bastante sentido. Frequentemente, uma pessoa que pensa em se matar faz postagens subjetivas, que nem sempre deixam claro a sua intenção.

A pessoa pode, por exemplo, dizer que ninguém se importa com ela ou postar imagens tristes. São comportamentos comuns, que indicam momentos de tristeza, mas não necessariamente de suicídio. Por isso, é difícil suspeitar de algo drástico.

Facebook - ferramenta de apoio

O desafio do Facebook é utilizar a inteligência artificial para cruzar essas informações com outros comportamentos e disparar o alerta. Qualquer sinal pode ser analisado, até mesmo postagens de contatos perguntando coisas “você está bem?” ou “posso ajudar?”.

São várias as abordagens que o Facebook adota para prevenir suicídio. Um usuário que reporta uma situação de risco, por exemplo, poderá receber instruções sobre como agir para ajudar. Já a pessoa com comportamento preocupante poderá receber notificações de apoio, com instruções como falar com um amigo ou procurar uma linha de ajuda — no Brasil, o Facebook tem parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV).

Mas o principal objetivo é agilizar o acionamento de serviços de emergência ou entidades de apoio. O Facebook estima que, com as novas ferramentas, as autoridades locais podem ser notificadas até duas vezes mais rápido.

Obviamente, a tecnologia não faz isso sozinha, afinal, pode ha

Nesse sentido, o algoritmo de inteligência artificial cumpre o papel de agilizar o trabalho das equipes, podendo, por exemplo, destacar trechos de vídeos que sinalizam para um comportamento preocupante.

Mesmo com toda a tecnologia, a sensibilização humana continua sendo importante na prevenção do suicídio. Ao notar comportamento depreciativo (como bullying) ou posts que incentivam automutilação, por exemplo, é importante denunciar ao Facebook o quanto antes.

De igual forma, é importante não tratar como “frescura” ou “besteira” o comportamento de conhecidos que indicam risco de suicídio. Geralmente, pessoas que tiram a própria vida não o fazem pela vontade de morrer, mas pela percepção de que não há outra solução para os problemas que as afligem. Nessas circunstâncias, uma simples conversa pode ajudar a evitar o pior.
ver falso positivo. O sistema detecta uma situação de risco ou recebe uma denúncia, aciona uma equipe de revisão e esta, se necessário, contata os serviços de emergência.

Fonte: www.portaltechinfo.com.br/facebook-amplia-uso-da-inteligencia-artificial-para-prevenir-suicidios-6873/

domingo, 23 de outubro de 2016

Instagram também se alia à prevenção do suicídio!!

Agora, se encontrar uma publicação de um amigo que considere preocupante, será possível relatar anonimamente essa imagem para o Instagram.

O Instagram seguiu os passos do Facebook e vai lançar uma ferramenta de prevenção do suicídio para os seus 500 milhões de usuários.

As fotografias publicadas no Instagram nem sempre são o retrato real do que a pessoa que as publicou está sentindo. Agora, se encontrar uma publicação de um amigo que considere preocupante, será possível relatar anonimamente essa imagem para o Instagram.

A pessoa que publicou a imagem irá receber a seguinte mensagem: “Alguém viu uma das suas publicações e pensa que você pode estar passando por um momento difícil. Se precisar de apoio, nós gostaríamos de ajudar.”

A pessoa em risco pode acessar uma lista de recursos dentro da aplicação que inclui a conexão a uma linha de ajuda, dicas e apoio. Além destas opções, a pessoa também pode enviar mensagem ou ligar para os amigos.

Em complemento às denúncias por partes dos amigos, a mensagem de apoio também será enviada caso o usuário poste uma hashtag que indique que possa querer se ferir. Instagram já bloqueou também uma lista de termos que dizem respeito à automutilação e à anorexia.

O Instagram afirma que trabalhou com especialista de saúde mental, grupos de apoios e pessoas reais para conseguir criar a sua ferramenta de prevenção de suicídio. As taxas de suicídio nos EUA atingiram o seu maior pico em 30 anos, segundo o Centro Nacional para Estatísticas de Saúde.

Fonte: www.bitmag.com.br/2016/10/instagram-anuncia-ferramenta-de-prevencao-de-suicidio/

terça-feira, 21 de junho de 2016

Facebook prevenindo suicídio também em Portugal, com apoio do CVV

Aplicação que alerta para tendências suicidas chega a Portugal
Paula Sofia Luz

Amigo ou seguidor que veja publicação suspeita pode chamar a atenção. Instituição Voz de Apoio já colabora com rede social

A rede social Facebook vai ter em Portugal uma ferramenta que permitirá ajudar a prevenir o suicídio. Dentro de poucos dias, a empresa criada pelo americano Mark Zuckerberg vai anunciar a parceria com uma instituição nacional para qual serão encaminhados alertas sobre pessoas que colocarem posts na rede social que possam ser entendidos por quem os ler como eventuais tendências suicidas.

A aplicação começou por ser testada nos Estados Unidos e tem vindo gradualmente a estender-se a outros países. O DN sabe que os responsáveis pela rede social já estabeleceram uma parceria com uma instituição portuguesa ligada à prevenção do suicídio, cuja identidade será revelada nos próximos dias. Neste momento "estão a ser preparados os conteúdos para Portugal", soube o DN junto de fonte ligada ao processo.

Desde fevereiro que a ferramenta está a ser usada em diversos países. Embora não existam ainda dados estatísticos sobre a aplicabilidade prática ao nível dos resultados, a verdade é que o Facebook estabeleceu parcerias com centros de apoio e instituições do mundo inteiro. Até agora Portugal aparece agregado ao Brasil nessa funcionalidade do Centro de Ajuda daquela rede social. No item "Ferramentas e Recursos de Segurança", ao lado das ferramentas já disponíveis para denunciar casos de bullying, reportar abusos diversos ou conselhos para pais e educadores, é possível aceder ao link "Prevenção de Suicídios".

"Se te deparaste com uma ameaça direta de suicídio no Facebook, contacta imediatamente as autoridades ou uma linha direta de prevenção de suicídios", pode ler--se no Facebook. Acontece que, até agora, quem acede em Portugal ao link dessa "linha direta" é encaminhado para o Centro de Valorização de Vida, uma organização brasileira que "realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail, chat e Skype 24 horas todos os dias". O centro tem sede em São Paulo, de modo que os números disponibilizados são, também eles, do Brasil. Contactado pelo DN, André Lorenzetti, assessor de comunicação do CVV, esclareceu a função: "O que ocorre é a indicação do CVV para pessoas da língua portuguesa em todo o mundo onde a empresa ainda não tiver feito parceria com iniciativa local, uma vez que falamos o mesmo idioma e podemos atender pelo Skype, por chat e e-mail." Além disso, "o centro faz parte do Befrienders Worldwide, entidade que reúne iniciativas de prevenção do suicídio em todo o mundo, existindo, provavelmente, entidades no Portugal". É um facto. É a Voz de Apoio, de Vila Nova de Gaia, que disponibiliza "apoio emocional, de carácter pontual, anónimo e confidencial, sem julgamentos".

Atualização alertou polícia

Enquanto prepara a comunicação dessa ferramenta para Portugal, o Facebook tem sido alvo de notícia por todo o mundo, à conta desta ajuda. Na semana passada, o The New York Times contava a história de Carrie Simmons, uma americana que - sem querer - acabou não só por evitar o suicídio de um amigo como também por alertar para a importância de criar esta ferramenta. Em 2014, ela deparou-se com uma atualização de estado de um antigo colega de escola, que a alarmou: "Obrigado a todos os que me tentaram ajudar. Adeus." Carrie alertou um polícia amigo e as autoridades conseguiram evitar o pior: encontraram o amigo dentro do carro, estacio
nado na berma de uma estrada, com uma pistola no colo. "Os polícias conseguiram evitar que puxasse o gatilho." O homem acabou por ser encaminhado para um centro de apoio.

"Está vivo até hoje. Se não tivesse visto aquela atualização de estado, alertando as autoridades, não sei o que teria acontecido...talvez ele tivesse mesmo disparado", afirmou Carrie Simmons, certa de que histórias como esta conseguiram despertar a consciência dos mentores do Facebook. Sabendo que a rede é utilizada regularmente por mais de 1,65 milhões de utilizadores, em que a maioria a utiliza para relatar estados de alma, esse o foi o mote para que os seus responsáveis decidissem passar a ter um papel mais ativo na prevenção do suicídio. Com a nova ferramenta, qualquer pessoa pode evitar que isso aconteça. A ideia é que amigos ou seguidores de alguém que tenha manifestado uma intenção suicida possam alertar o Facebook ou a linhas de apoio. A partir daí, caberá à instituição parceira em cada país apoiar a pessoa em risco.

"Se alguém no Facebook vir uma ameaça de suicídio, pedimos que contacte os serviços de emergência locais imediatamente", lia-se num post da página Facebook Safety, em março. "Temos equipas a trabalhar em todo o mundo, 24 por dia, que reveem todas as denúncias que nos chegam. Elas priorizam as denúncias mais sérias, como automutilação, e enviam ajuda e recursos a quem está em sofrimento", escreveram os responsáveis Rob Boyle e Nicole Staubli na mesma página.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Prevenção do suicídio no Facebook com parceria do CVV

Facebook lança ferramenta de prevenção do suicídio junto a CVV

Usuários poderão intervir ao identificar postagem com sinais alarmantes. Tanto quem postou quanto quem notificou receberá apoio e dicas.

Mariana Lenharo
Do G1, em São Paulo

A partir desta terça-feira (14), os usuários do Facebook no Brasil terão acesso a uma nova ferramenta para prevenção de suicídio. O projeto, desenvolvido em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), leva em consideração que pessoas contemplando a ideia de suicídio podem emitir sinais de alerta em suas publicações nas redes sociais.


Agora, amigos podem intervir de forma mais direta nesses casos por meio do novo recurso, que já estava disponível nos Estados Unidos e Austrália e está sendo lançado globalmente nesta terça-feira.
Postar algo como 'qualquer dia eu sumo', por exemplo, é um super sinal de alarme"
(Carlos Correia, voluntário do CVV)
Funciona assim: ao perceber que um amigo postou um conteúdo que possa indicar uma tendência ao suicídio ou automutilação, o usuário pode escolher "denunciar a publicação", clicando naquela setinha no canto direito superior do post.

O Facebook perguntará o que está acontecendo e a resposta deve ser: "acredito que não deveria estar no Facebook". Depois, a questão é "o que há de errado", quando o usuário poderá escolher uma opção relacionada ao suicídio.

Aquele que fez a postagem alarmante receberá, então, uma mensagem em seu Facebook avisando que um de seus amigos está preocupado com ele (sem identificar quem fez a denúncia), oferecendo algumas opções possíveis: enviar uma mensagem a um amigo, conversar com um agente do CVV pelo telefone, chat ou e-mail ou ainda receber dicas do que fazer.


A própria pessoa que denunciou a publicação também receberá uma lista do que pode fazer: oferecer ajuda ao amigo, conversar com outros amigos e ver dicas de como abordar o assunto com a pessoa.

"Especialistas dizem que o suicídio pode ser prevenido em 90% das situações", diz Carlos Correia, voluntário do CVV desde 1992. Ele observa que, muitas vezes, pessoas que estão pensando em suicídio emitem sinais que podem ser detectados.

"No Facebook, isso pode se manifestar de forma mais sutil, em frases como 'estou sofrendo', em poemas de solidão postados de forma repetitiva... São sinais que vão se acumulando", afirma Correia. "Postar algo como 'qualquer dia eu sumo', por exemplo, é um super sinal de alarme."

Campanha para voluntários

Para dar conta de um possível aumento da demanda pelo CVV - que oferece um serviço de prevenção de suicídio e dá apoio emocional a pessoas que precisam conversar por meio de telefone, chat online, e-mail, Skype ou pessoalmente - o Facebook contribuirá com a organização oferecendo publicidade gratuita na rede social para o recrutamento de novos voluntários.

Correia prevê que o projeto dará maior visibilidade à organização para o público jovem, o que pode levar a um aumento da busca por atendimentos online.


Como agir quando um amigo pede ajuda?

Para aqueles que recebem um pedido de ajuda de um amigo que está considerando o suicídio, Carlos Correia dá algumas dicas:

- Nunca diga que está sem tempo; pode ser uma oportunidade perdida de ajudar a pessoa

- Não comece a elencar coisas ruins sobre a própria vida, incitando uma "competição de desgraças"

- Não diga algo como: "Do que está reclamando? Você tem tudo para ser feliz"

- Uma atitude simples como convidar o amigo para fazer uma caminhada já pode ser de grande ajuda

- Crie um ambiente favorável para que o amigo possa se abrir, sugerindo um lugar privado e tranquilo, por exemplo

- Apenas escutar o que o outro tem a dizer pode ser suficiente

A Central de Ajuda do Facebook também tem páginas com dicas para quem está pensando em suicídio ou automutilação e para quem quer encontrar um serviço de combate ao suicídio.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/06/facebook-lanca-ferramenta-de-prevencao-ao-suicidio-junto-ao-cvv.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Tecnologia a serviço da vida: prevenindo o suicídio na e via internet

Com inteligência artificial, web pode ajudar a prevenir suicídios

Qualquer sinal de comportamento suicida em redes sociais deve ser interpretado como um pedido de ajuda, diz psiquiatra

Uma iniciativa chamada de Durkheim Project vai usar Inteligência Artificial para identificar palavras e frases comuns entre as pessoas que estão pensando em tirar a própria vida, em uma tentativa de prevenir o suicídio. Monitorando redes sociais como Facebook, Twitter e LinkedIn, o projeto enviará as informações para um banco de dados médicos, em que um algoritmo interpreta essas informações em tempo real, recolhendo padrões que possam levar ao suicídio.

Lançado no começo deste mês, o projeto tem como alvo inicialmente veteranos de guerra americanos, que possuem taxas de suicídio mais altas que a da população em geral. O último estudo, lançado em fevereiro por um órgão de apoio a veteranos, aponta 22 mortes por dia. Os voluntários do projeto têm instalados em seus computadores ou dispositivos iOS e Android, que também armazena as informações dos aparelhos dos usuários.

"O estudo que iniciamos com os nossos parceiros de pesquisa irá construir uma base de conhecimento rica que, eventualmente, poderia permitir intervenções oportunas por profissionais de saúde mental", afirmou em comunicado Chris Poulin, pesquisador principal do projeto. "A capacidade do Facebook para divulgação é incomparável", disse.

Atualmente, empresas de internet como Google e Facebook já possuem medidas para tentar prevenir o suicídio. Para o professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e ex-coordenador da equipe de transtornos mentais e neurológicos da Organização Mundial da Saúde (OMS), José Manoel Bertolote, o assunto precisa de deixar de ser tabu para que as pessoas procurem ajuda ou se disponham a ajudar.

"Em inglês, se você buscar por suicídio na internet, vai encontrar mais sites que ensinam a se matar do que sites de prevenção ao suicídio", disse o psiquiatra. "Existe uma banalização do suicídio, que deixa de ser uma tragédia, como é, para se tornar algo que vende. Não é de surpreender que os jovens que estão conectados na internet comentem disso, falem disso", afirmou.

Prevenção na internet

É por isso que o Google, em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), principal instituição na prevenção do suicídio no Brasil, coloca um alerta desde 2010 nos resultados da busca relacionados ao assunto mostrando aos usuários onde eles podem buscar ajuda: o número 141, uma das formas de contato da ONG, que atende também por chat, e-mail ou Skype.

"Quem liga está precisando conversar e não tem com quem falar. É uma forma alternativa de ter um amigo", afirma a voluntária Adriana Rizzo, uma das 2 mil pessoas que trabalham no atendimento do CVV. O órgão já conversou com mais de 1 milhão de pessoas nos últimos seis anos. "O fato de a pessoa simplesmente ser ouvida por alguém já ajuda. Pode ter um efeito de mudar completamente aquela ideia", diz o psiquiatra.

No Brasil, 25 pessoas morrem vítimas de suicídio por dia e ao menos outras 50 tentam tirar a própria vida, de acordo com o CVV. De todos os casos, mais de 90% poderiam ser evitados. Segundo Bertolote, um estudo realizado em Botucatu com pessoas próximas a vítimas de suicídio - chamada de autópsia psicológica - aponta que em 40% dos casos havia sinais claros da intenção de dar cabo à própria vida, mas nenhuma dessas pessoas recebeu ajuda.

O Facebook possui um formulário em que o usuário pode denunciar conteúdo suicida. No Brasil, cada relato é analisado e, em seguida, é enviado ao usuário em questão informações sobre a parceria com o CVV e de que forma pode obter ajuda. Em outros países, como o Reino Unido, o Facebook pode acionar a polícia imediatamente caso seja reportado algum caso de intenção de suicídio. Caso não seja necessária uma ação imediata, as informações são encaminhadas à ONG The Samaritans, que poderá entrar em contato com a pessoa para oferecer aconselhamento.

"Em um debate recente que eu participei, apareceu a preocupação de que a rede social permite uma desresponsabilização do indivíduo. Um jovem que não consegue falar aos pais ou amigos que está mal, acaba colocando na internet", disse o psicólogo. E é aí que os amigos devem ficar em alerta.

Toda vez que uma pessoa falar no assunto, isso deve ser levado a sério, isso tem que ser interpretado como um pedido de ajuda. Traz em si um grito de alerta, não podemos deixar passar em branco (José Manoel Bertolote, psiquiatra)

Segundo Bertolote, não há um comportamento padrão a ser observado, mas os sinais de que alguém possa ter a intenção de cometer suicídio são mais evidentes do que as pessoas pensam. "O comportamento padrão é a pessoa anunciar o suicídio, e isso acontece com uma frequência preocupante", afirma. Para Bertolote, ao identificar uma situação em que há indícios de um comportamento suicida, a pessoa deve sempre deve agir.

"Toda vez que uma pessoa falar no assunto, isso deve ser levado a sério, isso tem que ser interpretado como um pedido de ajuda. Traz em si um grito de alerta, não podemos deixar passar em branco", afirma. "O simples ato de conversar com a pessoa e se colocar à disposição para ajudar é um comportamento que pode evitar o suicídio", diz.

"O importante é saber que todo suicida é ambivalente, e a minoria deseja realmente morrer. A maioria tem o desejo de mudar uma situação", afirma o psiquiatra. "O suicídio é um tabu, mas não podemos ter medo de falar sobre isso. É dramático, pode ser evitado, mas temos que falar disso."

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Facebook em ação permanente de prevenção do suicídio nos EUA


O Facebook criou um novo serviço nos EUA para ajudar quem esteja com pensamentos suicidas. De acordo com a CNet, esta rede social está trabalhando em conjunto com o Centro de Prevenção ao Suicídio - Lifeline para criar um programa destinado a ajudar quem esteja às voltas com pensamentos suicidas. Com o novo serviço, os utilizadores poderão clicar num link que os levará até uma página onde podem conversar em tempo real com um especialista em prevenção de suicídios.
Há também um link em que os internautas poderão alertar o Facebook se virem algo no perfil de um contacto que os leve a pensar que a pessoa está deprimida. Nesse caso, o Facebook irá enviar uma mensagem para encorajá-la a contactar o serviço de prevenção do suicídio.
Eis, enfim, uma boa notícia, que nasce, no entanto, das evidências do aumento das taxas de suicídio em grande parte do mundo. Que outras instituições públicas e privadas se mobilizem no mesmo sentido!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Facebook e a prevenção do suicídio

Na Central de ajuda do Facebook há algumas questões sobre o suicídio e suas formas de prevenção.

Apesar destas informações estarem voltadas ao público norte-americano elas são úteis de alguma forma.

Segue abaixo a resposta mais consistente e melhor traduzida para o português.