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sexta-feira, 14 de maio de 2021

Manual de orientações para atendimento à pessoa em risco de suicídio

Agência Brasília

A Diretoria de Serviços de Saúde Mental (Dissam), da Secretaria de Saúde, juntamente com o Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio criou o Manual de Orientações para o Atendimento à Pessoa em Risco de Suicídio [baixar aqui]. O material visa oferecer informações baseadas em evidências científicas e nas recomendações dos órgãos de referência nacionais e internacionais, para instrumentalizar os serviços de saúde para atuação na abordagem à pessoa em risco de suicídio.

No Distrito Federal, existe a Política Distrital de Prevenção do Suicídio desde 2012, e está em vigor o Plano Distrital de Prevenção do Suicídio 2020-2023

“Este manual procura orientar sobre as medidas a serem tomadas quando identificado risco de suicídio em qualquer serviço da rede de saúde do DF. Esperamos que auxilie na tomada de decisões quanto à avaliação de risco, conduta e formas de encaminhamento quando necessário, considerando também os recursos disponíveis na rede”, explica Fernanda Benquerer, Referência Técnica Distrital (RTD) de Psiquiatria e presidente do Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevenção do suicídio deve ser uma das prioridades na agenda de saúde pública global, considerando o enorme impacto do suicídio e das tentativas nas pessoas em sofrimento, nos familiares e pessoas próximas, e na sociedade como um todo, além de ser um fenômeno passível de prevenção na maioria dos casos.

A pandemia de Covid-19 trouxe, ainda, fatores de risco adicionais à saúde mental, sendo que a melhor avaliação de impactos específicos no risco de suicídio só será percebida ao longo dos próximos meses e anos com mais estudos

Nesta linha, o Brasil aprovou e sancionou a Lei Federal nº13.819 de 2019 que instituiu a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio.

No Distrito Federal, existe a Política Distrital de Prevenção do Suicídio desde 2012, e está em vigor o Plano Distrital de Prevenção do Suicídio 2020-2023. Esse plano teve como uma das metas a oficialização de um Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio da Secretaria de Saúde, o que ocorreu em dezembro de 2019.

Segundo Fernanda, muitas ações já aconteciam anteriormente, mas a composição oficial de um grupo para trabalhar com a temática ressalta a importância de que as ações sejam sustentadas institucionalmente e o compromisso político com a prevenção.

A pandemia de Covid-19 trouxe, ainda, fatores de risco adicionais à saúde mental, sendo que a melhor avaliação de impactos específicos no risco de suicídio só será percebida ao longo dos próximos meses e anos com mais estudos. Mas o contexto pandêmico deve ser incluído nas avaliações de saúde mental da população e das possibilidades de acesso a recursos de tratamento e intervenções.

“A prevenção do suicídio engloba ações intersetoriais que necessitam ser articuladas para melhores possibilidades de prevenção. Este manual é voltado especificamente ao atendimento à pessoa em risco de suicídio na rede de saúde, para subsidiar os profissionais que encontram pacientes em risco no seu dia a dia”, destaca.

Outras ações

O Comitê Permanente iniciou um Projeto de oferta de Supervisão Clínica em Intervenção em Crise Suicida aos profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), para fortalecer as equipes e melhorar a qualidade dos atendimentos.

“Temos trabalhado para melhorar as notificações de tentativas de suicídio e de autolesão, e estamos atentos aos fatores de risco à saúde mental no contexto da pandemia de Covid-19. Anualmente, a Dissam promove também a Jornada Distrital de Prevenção do Suicídio para discutir a temática. Falar sobre prevenção do suicídio ajuda a reduzir o estigma e aumenta as chances de busca e oferta de ajuda a quem precisa”, informa Fernanda Benquerer.

De acordo com a RTD de Psiquiatria, existem cartilhas da Organização Mundial da Saúde (OMS) voltadas a perfis específicos de profissionais. Também há bastante material produzido por outras instituições e autores, e há ampla literatura científica especializada. O Manual busca trazer as informações fundamentadas de forma objetiva e adequada à realidade dos serviços de saúde do DF.

Fonte: www.agenciabrasilia.df.gov.br/2021/05/11/manual-de-orientacoes-para-atendimento-a-pessoa-em-risco-de-suicidio/

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Brasília dá passo importante para disseminar, em rede, a prevenção do suicídio

Secretaria de Saúde do DF cria comitê de prevenção ao suicídio


Grupo deve acompanhar e elaborar políticas públicas de combate ao problema na capital. Portaria que prevê criação da entidade foi publicada no Diário Oficial do DF desta quarta-feira (6).


A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) criou o Comitê Permanente de Prevenção ao Suicídio. A ideia do projeto é monitorar e criar ações de combate ao autoextermínio na capital.

A medida, publicada no Diário Oficial do DF na quarta-feira (6), afirma que o comitê vai "elaborar, coordenar, acompanhar e avaliar as ações previstas no Plano Distrital de Prevenção do Suicídio 2020-2023". O documento, que também foi produzido pela pasta, prevê a implementação de políticas públicas relacionadas ao tema.

O grupo será composto por oito membros e deve ter representantes de hospitais da capital e de outros órgãos vinculados à Secretaria de Saúde, como o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo a portaria, o comitê deve acompanhar dados de notificações de suicídios tentados e consumados no DF e elaborar documentos técnicos, como notas e protocolos que orientem as ações de prevenção.

O grupo também vai se articular com outras secretarias do governo do DF e entidades da sociedade, como a mídia, liderança comunitárias e agentes políticos, para que ações de combate ao suicídio sejam desenvolvidas.

Segundo a publicação do DODF, os membros deverão se reunir mensalmente. O comitê deve funcionar até 2023, quando a permanência dele será reavaliada.

Em setembro do ano passado, o G1 mostrou que a incidência de suicídio no Distrito Federal é maior entre pessoas de 20 a 29 anos. Um levantamento feito pela reportagem, com dados da Secretaria de Saúde, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mostrou que, em média, a cada 100 mil moradores da capital desse grupo etário, 7,9 tiraram a própria vida, entre 2010 e 2020.

Nos últimos dez anos, 401 pessoas entre 20 e 29 anos cometeram suicídio no DF. Os dados da Secretaria de Saúde também mostram crescimento no número de ocorrências do tipo na capital desde 2016. Naquele ano, foram 161 mortes dessa natureza.

Já em 2019, 206 pessoas tiraram a própria vida, ou seja, houve aumento de 27,95%. Em 2020, a pasta contabilizou 74 vítimas entre janeiro e setembro.

O que fazer com uma pessoa em quem se identifica risco para suicídio?


Segundo especialistas, existem formas de ajudar pessoas em situações consideradas de risco, ou mesmo dúvida. O primeiro passo é conversar abertamente e, principalmente, saber ouvir. Sem julgamentos e sem preconceitos. A pessoa precisa de apoio e precisa entender que você pode ser um porto seguro para ela.

Também há mecanismos que podem salvar vidas e canais de ajuda contra o suicídio que funcionam 24 horas por dia, o ano inteiro. Procure sempre ajuda de um profissional habilitado. O Ministério da Saúde divulga os seguintes meios:

    CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da Família, Postos e Centros de Saúde)


    UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais


    Centro de Valorização da Vida (CVV) – 188 (ligação gratuita). 

As unidades de CVV realizam apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail e chat, 24 horas por dia, todos os dias. A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, é gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular. Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre a ligação gratuita.

Fonte: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2021/01/07/secretaria-de-saude-do-df-cria-comite-de-prevencao-ao-suicidio.ghtml

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio é instituído no Distrito Federal

Secretaria institui o Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio


Foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta quarta-feira (11) a Portaria Nº 1.003, que instituí o Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio. O colegiado tem como atribuições elaborar, coordenar, acompanhar e avaliar as ações de prevenção do suicídio previstas no Plano Distrital de Prevenção do Suicídio 2020-2023.

“Toda a população do Distrito Federal será beneficiada com a instituição e a organização do comitê, uma vez que essas ações ordenadas se tornam mais efetivas. Faremos uma ação de integração com outras secretarias e outras entidades para termos melhores resultados para esse problemática grave de saúde pública”, destaca a diretora de Serviços de Saúde Mental, Elaine Bida.

O Comitê Permanente de Prevenção do Suicídio também é responsável por articular ações de prevenção de suicídio com outros servidores da pasta, em parceria com as demais secretarias do Governo do Distrito Federal e outros setores da sociedade – instituições de ensino superior, sociedade civil organizada, representantes da mídia, lideranças comunitárias, agentes políticos e demais interessados na temática da prevenção do suicídio.

O comitê é composto por especialistas da área. Conta com representantes da Diretoria de Serviços de Saúde Mental, da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, da Coordenação de Atenção Primária à Saúde, dos Hospitais Gerais, do Hospital Psiquiátrico e Residência Médica, dos serviços ambulatoriais, de unidades do Centro de Atenção Psicossocial (CAP) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Outras pessoas, servidores ou não da secretaria, poderão ser convidadas a participar do planejamento, da articulação e da execução do plano, a critério do comitê.

* Com informações da Secretaria de Saúde

Fonte: https://jornaldebrasilia.com.br/cidades/comite-permanente-de-prevencao-do-suicidio-instituido-nesta-quarta/

quarta-feira, 20 de março de 2013

Política de prevenção do suicídio no Distrito Federal


DF conta com política de prevenção do suicídio

Saúde oferece tratamento para pessoas em risco

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) sai na frente das demais unidades da federação com a Política Distrital de Prevenção do Suicídio, criada em setembro de 2012. A medida visa enfatizar a necessidade da prevenção e fortalecer a rede para atendimento e tratamento de pessoas em risco. Pesquisas demonstram um crescimento gradual das taxas de mortalidade por suicídio nos últimos anos no DF. Em 2011, foram registradas 100 mortes no DF e, em 2012, foram 122. Este último dado ainda é provisório, já que muitos casos ainda estão sendo investigados.

Segundo a psicóloga responsável pela Coordenação de Prevenção do Suicídio da SES/DF, Beatriz Montenegro, as taxas no DF não são diferentes da média nacional. De acordo com os números, para cada mulher, três homens morrem por suicídio, enquanto nas tentativas o número de mulheres é maior.

Desde o ano passado a SES/DF tem aprimorado a rede para ampliar as informações sobre taxas de mortalidade por suicídio e tentativa de suicídio. Os desdobramentos dessa política distrital de prevenção têm possibilitado a criação de diretrizes de estruturação e fortalecimento de rede de atendimento; além de incentivar a formação e capacitação de profissionais para detecção precoce e manejo do risco de suicídio. A medida também garante a continuidade da atenção nos vários níveis de complexidade da rede de atendimento e permite a implementação de medidas preventivas nas políticas públicas, de maneira integrada e intersetorial, nas áreas de saúde, educação, trabalho, justiça, assistência social, direitos humanos, dentre outras.

A Política Distrital de Prevenção do Suicídio também tem o objetivo de desenvolver estratégias de informação, de comunicação e de sensibilização da sociedade. O suicídio é um problema de saúde pública que pode ser prevenido. Organizar linha de cuidados integrais (promoção, prevenção, tratamento e recuperação) em todos os níveis de atenção, garantindo o acesso às diferentes modalidades terapêuticas e promover a educação permanente dos profissionais de saúde das unidades de atenção básica, inclusive do Programa Saúde da Família, dos serviços de saúde mental, das unidades de urgência e emergência, de acordo com os princípios da integralidade e da humanização, são desafios que devem ser enfrentados.

“Muitas vezes nos deparamos com uma pessoa que está deprimida e tem pensamentos de suicídio. Queixas de sofrimento e isolamento são sinais de que algo pode acontecer. Nesse caso, qualquer um pode ajudar, encaminhando essa pessoa aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), para receber o acolhimento, avaliação médica, tratamento e medicação”, alerta Beatriz.

Júlio Duarte

Fonte: http://www.saude.df.gov.br/noticias/item/2758-df-conta-com-pol%C3%ADtica-de-preven%C3%A7%C3%A3o-do-suic%C3%ADdio.html

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

1ª Jornada de Prevenção do Suicídio do Distrito Federal


Reconhecido como o Dia Internacional de Prevenção do Suicídio em todo o mundo, o 10 de setembro é um grande marco para a realização de atividades de conscientização sobre esse grave problema de saúde pública. Em Brasília, a data marca a abertura da 1ª Jornada de Prevenção do Suicídio do Distrito Federal, que reúne a Universidade de Brasília, o Governo do Distrito Federal e diversas instituições parceiras em torno de temas como prevenção do suicídio em escolas, hospitais, na rede de saúde mental do DF e nas diferentes fases da vida. A programação vai até o dia 20.
O encontro é gratuito e aberto ao público, principalmente para quem busca capacitação para ajudar aqueles que vivem situações emocionalmente intensas a saírem do limiar de risco. Para participar, basta cadastrar-se no site www.redepelavida.com.br ou na segunda-feira, dia 10, às 8h, durante a abertura da Jornada, no auditório do Instituto de Química da UnB. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Diretoria de Saúde Mental da Secretaria de Saúde (DISAM/DF), por meio da Coordenação de Prevenção do Suicídio, e o Laboratório de Saúde Mental e Cultura da UnB.
O dia de abertura inclui três mesas-redondas e uma palestra que lançará a Política Distrital de Prevenção do Suicídio da DISAM/DF. A mesa contará com a presença do reitor José Geraldo Sousa Junior, da decana de Gestão de Pessoas da UnB, Gilca Ribeiro Starling Diniz, e do professor Marcelo Tavares, coordenador do Núcleo de Intervenção em Crise e Prevenção do Suicídio do IP/UnB, entre outros profissionais da área.
“A prevenção é mais barata do que o tratamento; e o tratamento é mais barato do que não fazer nada”, elucida o professor Marcelo Tavares, que trabalha com o tema desde 1987 e é representante do Fórum Permanente de Prevenção do Suicídio, grupo interinstitucional que promove a Jornada. Segundo o professor, a realização da jornada é uma vitória do Núcleo do IP e de seus parceiros – instituições que têm interesse declarado na prevenção do suicídio e que incluem a Universidade Católica de Brasília e a Secretaria de Saúde do DF, entre outros.
"A ideia do Forum é sensibilizar e mobilizar a sociedade para a prevenção do suicídio”, diz o professor. A Universidade participa do Fórum por meio do Instituto de Psicologia (IP); do DGP, da Coordenadoria de Intervenção em Crise; e da Psiquiatria do Hospital Universitário de Brasília (HUB).
Segundo o professor, "a UnB tem um pioneirismo na área de prevenção do suicídio que começa com a construção do Núcleo de Intervenção em Crise e Prevenção do Suicídio do IP, que inicia a formação de pessoas para trabalhar com este tema”. O professor Tavares explica a diferença na abordagem preventiva: “Quando se fala em prevenção do suicídio, muitas vezes as pessoas pensam em uma pessoa que está depressiva, desesperada – mas isto é, na verdade, intervenção em crise. Quando se fala em prevenção, ao contrário, a ideia é trabalhar com todo mundo, de forma universal. E este trabalho de prevenção começa na escola, ajudando as crianças a desenvolverem características que as tornem aptas a lidar com os desafios que a vida apresenta”, diz.
A I Jornada de Prevenção do Suicídio do DF segue até o dia 20, abordando um tema diferente a cada dia: 
  • Política Distrital de Prevenção do Suicídio (10); 
  • Prevenção do Suicídio (11); 
  • "A Ponte" – O Suicídio Documentado (12); 
  • Prevenção do Suicídio em Hospitais Gerais (13); 
  • Professor e a Escola como Agentes de Prevenção do Suicídio (14); 
  • Caminhada dos "Amigos da Vida" no Parque da Cidade (15); 
  • A Crise Suicida (17); 
  • Prevenção do suicídio nos contextos universitário, de trabalho e de grupos de risco (18)
  • Audiência Pública (19); 
  • Prevenção do Suicídio na Atenção Primária e Rede de Saúde Mental e Suicídio: Compondo as Estratégias de Cuidado no CAPS (20). 

Fonte: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=7034