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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Detecção dos sinais de depressão por meio do Twitter

UnB: pesquisador usa Twitter para identificar sinais de depressão


Tendo como base informações públicas da plataforma, o estudante constatou que em 80% dos casos analisados foi possível diferenciar os sinais


Manoela Alcântara (8 outubro 2019)

Pesquisa de um estudante da Universidade de Brasília (UnB) mostrou ser possível identificar sinais de depressão a partir das redes sociais. Tendo como base informações públicas extraídas do Twitter, o bacharel em ciência da computação Otto von Sperling diferenciou sinais em usuários com sintomas da doença e aqueles que não apresentam indícios em 80% dos casos analisados.

“Comecei a pesquisa motivado pelos casos de suicídio que via entre os colegas. Em cinco anos, foram casos após casos. Quis desenvolver uma ferramenta para ajudar as pessoas a identificarem a depressão e ajudar os profissionais com o tratamento”, afirmou o autor da pesquisa ao Metrópoles.

Segundo ele, existem diferenças nos sinais deixados nas redes sociais que são correlacionados com o mal em diversos estudos. O autor explica que a literatura sobre modelos computadorizados que ajudam a detectar, analisar e entender sinais de distúrbios de saúde mental nas mídias sociais têm prosperado desde os anos 2000 em língua inglesa.

No Brasil, essa área de pesquisa é promissora, com uma variedade de nichos a serem explorados. No trabalho elaborado por von Sperling, foi construído um cenário a partir de 2.941 usuários do Twitter. Entre eles, 1.486 depressivos e 1.455 sem depressão. Diante dessas informações, foram induzidos modelos de inteligência artificial para captar os sinais dentro do Twitter.

“Para atingir nosso objetivo, extraímos sinais medindo o estilo linguístico, os padrões comportamentais, os tweets e perfis públicos dos usuários. Os modelos resultantes distinguem com sucesso o grupo positivo (depressivo) e de controle (não depressivo), com escores de desempenho comparáveis ​​aos resultados da literatura”, ressaltou o estudante.

A expectativa é que a descoberta possa ser um trampolim para que mais metodologias sejam aplicadas ao serviço da saúde mental. “De forma alguma estou afirmando que consigo diagnosticar depressão. Não tenho como verificar se o autorrelato é verdadeiro ou não. A intenção é ajudar a compreender os sinais”, diz.
Próximo passo

A ideia é que o estudo seja usado por psicólogos e pelo governo para auxiliar na elaboração de políticas públicas com caráter preventivo. Todos os dados analisados são de perfis e mensagens públicas. “Profissionais de psicologia, por exemplo, podem ter uma visão mais completa do que o paciente precisa”, ressaltou.

A pesquisa foi baseada em propostas da literatura das áreas de psicologia, psiquiatria e sociolinguística, que capturam alguns dos sinais subjacentes do comportamento depressivo. Assim, foi possível ratificar resultados da literatura estrangeira no Brasil, além de distinguir o grupo depressivo do não depressivo.

“Ao fazer isso, demonstramos a utilidade das mídias sociais para detectar traços relevantes de comportamento e estado de espírito dos usuários no Brasil. Como trabalho futuro, propomos estender o conjunto de sinais extraídos dos dados de mídias sociais para captar traços exclusivos dos brasileiros”, diz o estudante na conclusão da pesquisa.

Depressão e suicídio


De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2020, a depressão será a doença mais incapacitante do mundo. Uma das maiores causas do suicídio, o assunto foi amplamente debatido durante o Setembro Amarelo. O Brasil é o país da América Latina com a maior quantidade de pacientes diagnosticados. Em média, 32 brasileiros tiram a própria vida por dia, o equivalente a uma pessoa a cada 45 minutos. No mundo, ocorre um suicídio a cada 40 segundos. Os números dão dimensão da gravidade.

Segundo o Informativo epidemiológico de violência autoprovocada no Distrito Federal, o suicídio é considerado um problema de saúde pública. No período de 2013 a 2018, foram notificados no Sinan/DF 19.388 casos de autoagressão na capital da República. Desse total, 3.816 (19,7%) foram relativos à prática de lesão autoprovocada, sendo 2.691 (70,5%) em mulheres e 1.124 (29,5%) entre homens.

Segundo a pesquisa, as tentativa de suicídio ocorrem em sua maioria entre pessoas de 20 a 39 anos. Além disso, a análise qualitativa mostra que os casos estão relacionados a transtornos em 49% das ocorrências em pessoas no sexo feminino e 18% do masculino.

Debate na Secretaria de Segurança do DF


O tema desperta preocupação também nas forças policiais do Distrito Federal. Por isso, nesta terça-feira (8/10/2019), a Secretaria de Segurança Pública do DF, em parceria com o PNUD, promove o Seminário Nacional de Prevenção ao Suicídio para Profissionais de Segurança Pública.

O evento será no auditório da Academia de Bombeiro Militar, no Setor Policial Sul, a partir das 9 horas. O debate contará com três mesas-redondas: O suicídio como desafio para as políticas públicas institucionais; A vitimização dos profissionais de segurança pública e avaliação de risco; e Experiências exitosas de prevenção ao suicídio.

A SSP/DF e o PNUD escolheram debater o tema uma vez que a quantidade de suicídios entre policiais civis e militares no Brasil cresceu nos últimos anos, totalizando 104 casos entre 2017 e 2018, de acordo 13º Anuário de Segurança Pública. O dado mostra que mais policiais foram vítimas de suicídio do que assassinados exercendo a função.

Fonte: www.metropoles.com/distrito-federal/unb-pesquisador-usa-twitter-para-identificar-sinais-de-depressao

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Twitter anuncia novo serviço para prevenção do suicídio
Redação O Estado de S. Paulo  10/9/2018 

O dia 10 de setembro marca o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, e o Twitter aproveita a data para anunciar uma nova parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), para ajudar e dar informações a pessoas que estejam vulneráveis ou propensas ao suicídio.

O serviço #ExisteAjuda funciona assim: ao buscar por termos relacionados relacionados ao suicídio ou automutilação, o usuário vai receber uma mensagem oferecendo ajuda e mais informações sobre como contatar o CVV.


"Você pode obter ajuda. Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil ou em crise, vocês não estão sozinhos. Nosso parceiro CVV pode ajudar. Ligue gratuitamente 188 de qualquer lugar do Brasil", diz a mensagem, que tem um botão para contatar diretamente o serviço.

"O Twitter tem demonstrado preocupação e envolvimento com a causa da prevenção do suicídio no Brasil, dando exemplo para outras organizações. O #ExisteAjuda deve acrescentar ainda mais nesse sentido, fazendo o CVV chegar próximo a pessoas que talvez desconhecessem o serviço, ou mesmo nem pensassem ser possível pedir ajuda para evitar o suicídio. São mais de 30 brasileiros mortos diariamente vítimas do suicídio, o que demonstra que ações como esta são urgentes e necessárias. O CVV atua gratuita e voluntariamente há 56 anos, e sabemos muito bem que quebrar os tabus em relação ao suicídio exige coragem e força de vontade”, afirma Adriana Rizzo, voluntária e porta-voz do CVV.

Em outros países, a mensagem vai dar informações sobre como contatar a central semelhante local. Além do Brasil, o #ExisteAjuda também está sendo implantado na Alemanha, Reino Unido, Irlanda, Espanha, Hong Kong e Austrália, e já existia nos Estados Unidos, Japão e Coreia.

Além disso, a rede social também se uniu à Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (WSPD, pela sigla em inglês) para lançar um emoji especial com o símbolo oficial da campanha - um laço.  A imagem poderá ser visualizada em tuítes publicados entre os dias 7 e 16 de setembro com as hashtags em português #DiaMundialDaPrevençãoDoSuicídio, #PrevençãoDoSuicídio, e #SetembroAmarelo, além da hashtag #WSPD2018.

https://emais.estadao.com.br/noticias/bem-estar,twitter-anuncia-novo-servico-para-prevencao-do-suicidio,70002496036

sábado, 30 de dezembro de 2017

Morte de jovens no Japão abre debate sobre redes sociais e suicídio

O governo japonês prevê reforçar a regulamentação contra as páginas da Internet com conteúdo "inapropriado" sobre o suicídio

A morte de vários jovens com tendências suicidas que entraram em contato com seu suposto assassino no Twitter reabriu o debate sobre o uso das redes sociais no Japão.

A Polícia prendeu no fim de outubro o suspeito Takahiro Shiraishi, de 27 anos, após encontrar em seu apartamento, perto de Tóquio, nove corpos esquartejados e cobertos com areia para gatos para amenizar o odor da decomposição.

Os investigadores chegaram a ele investigando o recente desaparecimento de uma jovem de 23 anos que tuitou que procurava por alguém para morrer com ela. Segundo os meios de comunicação, Takahiro Shiraishi a atraiu assegurando nas redes sociais que podia ajudá-la a alcançar seu objetivo.

Mas o Twitter serviu como forma de fazê-la cair em uma armadilha do suposto assassino. A Polícia convenceu uma jovem a encontrá-lo por meio desta rede social. Dias depois da macabra descoberta dos corpos, o Twitter esclareceu suas regras, reiterando sua política de luta contra a promoção do suicídio e da automutilação, sem proibir os tuítes que expressem esse tipo de desejo.

O governo japonês prevê reforçar a regulamentação contra as páginas da Internet com conteúdo "inapropriado" sobre o suicídio. O porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, também acrescentou que o governo poderia reforçar o apoio aos jovens que enviam mensagens desesperadas na rede.

O Japão tem um dos maiores índices de suicídio entre os países industrializados do G7, com 17,6 casos a cada 100.000 pessoas em 2014, segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Dos cerca de 20.000 suicídios anuais no país, 500 são de jovens de menos de 20 anos e um estudo da fundação filantrópica Nippon Foundation revelou que um em cada quatro japoneses pensou seriamente em se matar. As autoridades japonesas tentam lutar há anos contra o uso da Internet com fins suicidas, sobretudo desde 2005, quando o fenômeno de suicídios coletivos organizados na Internet alcançou um recorde no Japão.

Para tentar impedir isto, a Polícia e o Ministério de Comunicações obrigaram os provedores de acesso à Internet a assinalar qualquer expressão de pensamento suicida on-line e detalhar a hora e o local onde o internauta tem a intenção de agir.

A Polícia também pediu que suprimam as páginas que incitem o suicídio, ou recrutem candidatos à morte coletiva. Mas esses esforços não frearam o fenômeno.

Um 'tabu'

Segundo alguns especialistas, é normal que os jovens usem as redes sociais para expressar seu mal-estar e, por isso, consideram contraproducente bloquear esta forma de expressão. "No Japão, falar da morte e do suicídio foi durante muito tempo um tabu (...), mas é mais fácil falar disso nas redes sociais", recorda à AFP Akiko Mura, responsável do centro de prevenção do suicídio em Tóquio da rede internacional Befrienders Worldwide. 

As vítimas do assassino em série "provavelmente pensaram que ele era a única pessoa capaz de ouvir seus problemas", segundo Mura, que não é favorável a regulamentar os comentários on-line. "As pessoas precisam de um espaço onde sejam escutadas. Sem isso, temo que o número de suicídios aumente ainda mais".

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2017/12/29/interna_mundo,650448/morte-de-jovens-no-japao-abre-debate-sobre-redes-sociais-e-suicidio.shtml

sábado, 4 de abril de 2009

Uma breve mensagem pode salvar uma vida

Um tweet (piado) que literalmente salvou uma vida!!

Parece troça, mas não é! Expliquemos.

A atriz Demi Moore é uma das milhões de pessoas que aderiram aos piados (tweet) - breves mensagens trocadas por meio do Twitter, "uma rede social e servidor para microblogging que permite que os usuários enviem atualizações pessoais contendo apenas texto em menos de 140 caracteres." (Wikipedia)

Diante da mensagem de alguém que ameaçava por fim à sua vida a protagonista de 'Ghost" entrou em ação e conseguiu mobilizar pessoas e policiais que convenceram a pessoa a desistir da idéia de se exterminar. 

Eis aí a Web 2.0 em plena ação, a favor da vida!

Demi salvó a una suicida por Twitter

La actriz Demi Moore utilizó el sitio web Twitter para enviar un mensaje que ayudó a salvar la vida de una mujer suicida, según informó hoy la publicación Access Hollywood.

La protagonista de "Ghost" recibió un mensaje de una mujer que escribía: "Voy a conseguir un cuchillo, uno grande y filudo. Me voy a cortar todo el brazo para no perder tiempo".

Moore le respondió a la mujer que esperaba que estuviera bromeando. "Todo el mundo estaba devastado por su mensaje y no sabían qué responder, pero también me sentía incomoda de dejarlo pasar", aseguró.

Después de la respuesta de la actriz, una oleada de mensajes llegaron a la abatida mujer. Un miembro de la red social Twitter escribió que había contactado al Departamento de Policía para localizar a la mujer.

Por su parte, un portavoz de la policía aseguró que había recibido muchas llamadas sobre esta mujer a las 3 de la mañana. "Las llamadas llegaron de todas partes y de lugares remotos", indicaron las autoridades.

La Policía informó a esta publicación que había localizado al sujeto que había escrito el mensaje y que había sido llevada a evaluación.

La actriz agradeció al Departamento de Policía de San José y a todas las personas que respondieron a la llamada. "Estoy inspirada por la tremenda respuesta de la humanidad aquí, muy agradecida. Según tengo entendido, la situación no era una broma y a través de un esfuerzo colectivo se tomó acción para brindar ayuda", concluyó. 

Fonte: http://www.infobae.com/contenidos/440363-100795-0-Demi-salv%C3%B3-una-suicida-Twitter