quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Cuidado com saúde mental precisa fazer parte de nossa cultura

Desequilíbrio mental não é sinal de fraqueza e não é preciso ter vergonha. Diga não ao preconceito! Diga sim a você! Se ame e se cuide para ser sol, assim o seu jardim viverá com muito mais cores e luz. Vamos cuidar de nossa saúde mental!

Nice Bulhões (15 janeiro 2021)  

O Janeiro Branco é uma campanha ao estilo do Outubro Rosa e do Novembro Azul. Ela busca chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional das pessoas. 

2021 está no início e as notícias esta semana sobre o colapso do sistema de saúde de Manaus por conta da Covid-19 me deixaram ansiosa e nervosa. Respirei fundo e me lembrei que estamos no Janeiro Branco, uma campanha de conscientização em prol da construção de uma cultura de saúde mental na sociedade. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), ter saúde é estar em "um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade".

Eu não sei você, mas me sinto bem cansada e algumas noites tenho sono superficial diante da pandemia, da crise econômica e de algumas agruras do dia a dia. Por isso, penso que não há saúde sem a saúde mental! Para saber um pouco mais sobre a importância dessa campanha, cujo lema nesta 8ª edição é "Todo Cuidado Conta", busquei me informar. Pedi ajuda à Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC).

Quem atendeu ao meu apelo por informações foi o psiquiatra Osmar Henrique Della Torre, coordenador do Departamento Científico de Psiquiatria da SMCC. No vídeo abaixo, ele fala sobre a importância dessa campanha e o que fazer diante dessa nossa impotência diante desse novo vírus, que precisa ser "nosso inimigo em comum". Friso esse trecho entre aspas dito por Osmar porque muitas pessoas continuam ainda negacionistas, deixando de fazer o uso de máscara e promovendo aglomerações.

Depressão é um transtorno mental  

Segundo texto elaborado por Ana Carolina Pegoraro Martins, psiquiatra da Assessoria Técnica de Saúde Mental da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, essa combinação de fatores, como a pandemia e desemprego, "gera aumento dos índices de violência de todos os tipos e suicídio, e é esperado um grande aumento de novos casos de transtornos mentais e agravamento de quadros pré-existentes, numa expectativa de prevalência de 1 individuo acometido a cada 5 pessoas. E grupos vulneráveis, como idosos, por exemplo, ficam mais vulneráveis." O texto dela, intitulado "Sentimentos e sintomas frequentes na pandemia - Os Impactos na Saúde Mental" pode ser acessado no site da Programa Autoestima, do governo do Estado. Clique aqui para lê-lo na íntegra.  

Minha primeira postagem no blog, em setembro de 2020, foi "Setembro amarelo, seja um sol para alguém na primavera", para falar sobre o mês mundial de prevenção do suicídio. Eu posso e quero ser o sol de muitas pessoas, como disse anteriormente. Mas, para ser esse sol a iluminar e a ajudar a florescer os meus girassóis, preciso estar bem. Para isso, preciso cuidar de minha saúde mental.

A depressão é um dos transtornos mentais que pode levar ao suicídio, que atinge mais os jovens. Uma pesquisa feita pela internet com 11.863 indivíduos por cientistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou que mais da metade da população adulta do Estado de São Paulo sentiu ansiedade ou nervosismo com frequência desde que a pandemia causada pelo novo coronavírus começou.

Para 39% dos entrevistados nessa pesquisa, sentir-se triste ou deprimido passou a ser algo rotineiro durante a quarentena e quase 30%, que antes dormiam bem, começaram a enfrentar problemas de sono. Os dados foram coletados entre os dias 24 de abril e 24 de maio por meio de questionário on-line. 

Álcool e drogas usados com escapes

O Dia Mundial da Saúde Mental tem como data o dia 10 de outubro, instituído em 1992, pela Federação Mundial de Saúde Mental. Segundo matéria da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas): "Quase 1 bilhão de pessoas vive com transtorno mental, 3 milhões de pessoas morrem todos os anos devido ao uso nocivo do álcool e uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio. E agora, bilhões de pessoas em todo o mundo foram afetadas pela pandemia de COVID-19, que está causando um impacto adicional na saúde mental das pessoas." 

Há uma relação entre o uso do álcool e problemas emocionais. Dado comprovado pela pesquisa feita pela Unicamp, UFMG e Fiocruz: "18% dos entrevistados relataram aumento no uso de bebidas alcoólicas durante a pandemia, índice similar entre homens e mulheres (...) e o aumento do consumo de álcool também está associado aos sentimentos de tristeza e depressão e foi relatado por 24% das pessoas com esse estado de ânimo".   

Acredito que, assim como eu, você tinha expectativa de que em 2021 voltaríamos à normalidade, como se fossemos detentores do poder de virar a chave do ano, simbolicamente, é claro. O problema é que os números da Covid-19 só aumentam, o que nos empurra ainda mais para a continuidade do isolamento social, causando piora em nossa saúde mental.

Mas, o Janeiro Branco está aí para nos convidar a mudar de postura, seja mental, física e psicológica. É tempo de olharmos internamente, respirarmos profundamente e praticarmos atividade física. Neste último quesito, preciso me esmerar; confesso. Também é tempo de sermos solidários.

Uma das campanhas de que tomei conhecimento é a que busca angariar materiais de higiene pessoal para mulheres em situação de cárcere, já que estão sem visitas nesse período de pandemia. As Promotoras Legais Populares (PLPs) Cida da Terra em parceria com o Coletivo Lélia Gonzáles, o Espaço Cultural Cupinzeiro e o Coletivo Mulheres pela Justiça buscam doações para o presídio feminino de Campinas, onde, segundo as PLPs, encontram-se cerca de 330 mulheres. 

A campanha Janeiro Branco foi criada em 2014 pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão. Ela objetiva colocar em evidência na sociedade dois temas: a saúde mental e a saúde emocional, e combater o preconceito relacionado aos transtornos mentais democratizando a informação sobre a saúde mental. Faz alusão ao início do ano, considerando janeiro como uma "página em branco" para ser preenchida com novas metas, objetivando o bem-estar da saúde mental. 


Nice Bulhões é jornalista, disléxica e mãe azul. Pantaneira, nasceu em Corumbá (MS) e mora em Campinas (SP) há mais de 20 anos. Passou por redações de jornais impressos nos dois estados e atualmente faz assessoria de imprensa. No blog, trata de assuntos referentes a todas as formas de inclusão.

Fonte: www.acidadeon.com/circuitodasaguas/blogs/alma-inclusiva/BLOG,0,0,1574761,cuidado-com-saude-mental-precisa-fazer-parte-de-nossa-cultura.aspx


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Maud Angelica, da Casa Real da Noruega, transforma luto em luta a favor da saúde e da prevenção do suicídio

Maud Angelica, filha da princesa Martha Louise da Noruega e de Ari Behn, recorda o pai um ano após a morte do escritor

Maud Angelica é a filha mais velha da princesa Martha Louise da Noruega e do seu ex-marido, Ari Behn, e no último ano tem-se dedicado a uma causa muito especial. Aos 17 anos, – e após a morte do pai, que se suicidou no dia de Natal, em 2019 -, Maud tem falado abertamente sobre saúde mental e sobre a importância de pedir ajuda.

Recentemente, a jovem partilhou com os seus seguidores nas redes sociais um texto no qual recorda o pai, pouco mais de um ano após a morte deste. “Talvez fosse estranho se eu não falasse disto, portanto vou falar. 25 de dezembro já passou, o que significa que já passou mais de um ano desde que o meu pai se suicidou e eu quero falar publicamente sobre o meu luto para ajudar outros e, com sorte, ajudar na prevenção do suicídio”, começou por escrever Maud.

“Mas também não quero partilhar sempre como me estou a sentir. Preciso de manter algumas coisas privadas, por isso não tenho falado muito disso em público”, continuou, agradecendo depois as mensagens que tem recebido ao longo deste último ano.

De recordar que no funeral de Ari Behn, Maud fez um discurso emotivo, no qual falou sobre saúde mental, o que lhe valeu o prêmio Psiquiatria de Emergência 2020.

Fonte: https://caras.sapo.pt/realeza/2021-01-13-maud-angelica-filha-da-princesa-martha-louise-da-noruega-e-de-ari-behn-recorda-o-pai-um-ano-apos-a-morte-do-escritor/

O novo projeto de Maud, a filha mais velha da princesa Martha Louise, com o qual presta homenagem ao pai

Há poucas semanas a filha mais velha da princesa Martha Louise, Maud Angelica, foi eleita “a mulher mais forte da Noruega do ano 2020”, por uma revista local. A jovem de 17 anos foi também premiada este ano pelo seu emotivo discurso sobre a importância da saúde mental, palavras que pronunciou durante o funeral do sei pai, o escritor Ari Behn, que se suicidou no passado Dia de Natal.

Martha Louise divulgou nas suas redes sociais o último projeto em que a filha está envolvida, precisamente sobre o tema da saúde mental. Trata-se de uma campanha que visa prevenir o suicídio. “Há algo importante que quero dizer a qualquer pessoa que esteja a pensar em tirar a própria vida. Podes ter ajuda. As coisas podem melhorar. Há muita gente que te pode ajudar. Todos neste mundo merecem amor e alegria, tu também”, começa por dizer Maud, no vídeo partilhado pela princesa.

Nunca penses que é melhor se te fores embora. Posso garantir que isso não é verdade. Não tenhas vergonha de pedir ajuda, fá-lo. E não faz mal perguntar a alguém se precisa de ajuda. Há sempre uma saída. Falar sobre isso pode salvar vidas”, concluiu Maud na sua intervenção.   

Nos últimos meses Maud tem trabalhado com a Helse Vest (Autoridade Regional de Saúde da Noruega), pela qual dá agora a cara, alertando para a importância de cuidar da saúde mental e incentivando todos os que pensam e suicídio a pedir ajuda.

Font: https://caras.sapo.pt/realeza/2020-12-11-o-novo-projeto-de-maud-a-filha-mais-velha-da-princesa-martha-louise-com-o-qual-presta-homenagem-ao-pai/


quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Brasília dá passo importante para disseminar, em rede, a prevenção do suicídio

Secretaria de Saúde do DF cria comitê de prevenção ao suicídio


Grupo deve acompanhar e elaborar políticas públicas de combate ao problema na capital. Portaria que prevê criação da entidade foi publicada no Diário Oficial do DF desta quarta-feira (6).


A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) criou o Comitê Permanente de Prevenção ao Suicídio. A ideia do projeto é monitorar e criar ações de combate ao autoextermínio na capital.

A medida, publicada no Diário Oficial do DF na quarta-feira (6), afirma que o comitê vai "elaborar, coordenar, acompanhar e avaliar as ações previstas no Plano Distrital de Prevenção do Suicídio 2020-2023". O documento, que também foi produzido pela pasta, prevê a implementação de políticas públicas relacionadas ao tema.

O grupo será composto por oito membros e deve ter representantes de hospitais da capital e de outros órgãos vinculados à Secretaria de Saúde, como o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo a portaria, o comitê deve acompanhar dados de notificações de suicídios tentados e consumados no DF e elaborar documentos técnicos, como notas e protocolos que orientem as ações de prevenção.

O grupo também vai se articular com outras secretarias do governo do DF e entidades da sociedade, como a mídia, liderança comunitárias e agentes políticos, para que ações de combate ao suicídio sejam desenvolvidas.

Segundo a publicação do DODF, os membros deverão se reunir mensalmente. O comitê deve funcionar até 2023, quando a permanência dele será reavaliada.

Em setembro do ano passado, o G1 mostrou que a incidência de suicídio no Distrito Federal é maior entre pessoas de 20 a 29 anos. Um levantamento feito pela reportagem, com dados da Secretaria de Saúde, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mostrou que, em média, a cada 100 mil moradores da capital desse grupo etário, 7,9 tiraram a própria vida, entre 2010 e 2020.

Nos últimos dez anos, 401 pessoas entre 20 e 29 anos cometeram suicídio no DF. Os dados da Secretaria de Saúde também mostram crescimento no número de ocorrências do tipo na capital desde 2016. Naquele ano, foram 161 mortes dessa natureza.

Já em 2019, 206 pessoas tiraram a própria vida, ou seja, houve aumento de 27,95%. Em 2020, a pasta contabilizou 74 vítimas entre janeiro e setembro.

O que fazer com uma pessoa em quem se identifica risco para suicídio?


Segundo especialistas, existem formas de ajudar pessoas em situações consideradas de risco, ou mesmo dúvida. O primeiro passo é conversar abertamente e, principalmente, saber ouvir. Sem julgamentos e sem preconceitos. A pessoa precisa de apoio e precisa entender que você pode ser um porto seguro para ela.

Também há mecanismos que podem salvar vidas e canais de ajuda contra o suicídio que funcionam 24 horas por dia, o ano inteiro. Procure sempre ajuda de um profissional habilitado. O Ministério da Saúde divulga os seguintes meios:

    CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da Família, Postos e Centros de Saúde)


    UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais


    Centro de Valorização da Vida (CVV) – 188 (ligação gratuita). 

As unidades de CVV realizam apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail e chat, 24 horas por dia, todos os dias. A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, é gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular. Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre a ligação gratuita.

Fonte: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2021/01/07/secretaria-de-saude-do-df-cria-comite-de-prevencao-ao-suicidio.ghtml

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Acolhimento no Natal: podemos conversar com o CVV!

 CVV destaca a importância da escuta acolhedora neste Natal


Sílvia Haidar (22 dezembro 2020)

O Natal será mais triste para todos em 2020. A pandemia da Covid-19 já deixou mais de 187 mil mortos no país até esta terça-feira (22).

De uma forma ou de outra, todas as famílias foram impactadas pela doença neste ano. Há aquelas que estão em luto, outras que estão passando por dificuldades financeiras.

Para piorar, o isolamento social não permite que as pessoas se reúnam e se abracem como costumam fazer nas festas de fim de ano.

Ninguém pode carregar esse fardo sozinho”, diz o engenheiro Carlos Correia, 67, porta-voz e voluntário do CVV (Centro de Valorização da Vida) há 28 anos.

 


Para ele, a única forma de minimizar o sofrimento nesse cenário é falar sobre os seus sentimentos.

Não deixe de estar presente, mesmo que virtualmente. Se você está bem, mas conhece alguém que não está, ligue para essa pessoa, mande uma mensagem. Mostre que ela não está sozinha.”

Estar disposto a ouvir o próximo de maneira acolhedora é a mensagem que o CVV destaca neste Natal.

“Uma conversa sem julgamentos pode dar início a uma reflexão sobre como temos agido e o que podemos fazer daqui para frente, apesar de todas as dificuldades”, observa.

Para Carlos, o segredo da escuta acolhedora é que ela se desarma e abaixa a tensão no diálogo. “Muitas pessoas que ligam para a gente estão fragilizadas, sem conseguir pensar direito. Ao fazer um desabafo, elas começam a enxergar soluções que não viam antes. Isso pode ser o primeiro passo para procurar uma ajuda profissional, com um psicólogo ou psiquiatra, por exemplo.”

Mesmo antes do surgimento da pandemia, sintomas de depressão e a solidão no período de Natal costumam fazer a procura pelo CVV aumentar 20% em dezembro.

Atualmente, a entidade conta com 4.200 voluntários em todo o país. São feitos cerca de 10 mil atendimentos telefônicos diariamente – esse número, segundo Carlos, não aumentou durante a quarentena, embora estudos apontem aumento de sintomas de ansiedade e de depressão no período.

Na falta de ter alguém com quem conversar, ou se a pessoa não se sente à vontade para falar sobre seus problemas com um amigo ou um familiar, os voluntários do CVV estão disponíveis 24 horas pelo telefone 188. A ligação é gratuita.

A conversa também pode acontecer por email ou chat em diferentes horários (veja os contatos abaixo). Os atendimentos presenciais estão temporariamente suspensos devido à pandemia.

O QUE É O CVV

O CVV (Centro de Valorização da Vida) foi fundado em São Paulo, em 1962. É uma associação civil sem fins lucrativos e reconhecida como de Utilidade Pública Federal desde 1973.

O centro presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato.

COMO ENTRAR EM CONTATO COM O CVV

Por telefone
Ligue para 188 a qualquer momento. O atendimento é 24 horas, gratuito e garante anonimato e sigilo absoluto

Por e-mail
Acesse cvv.org.br/e-mail, preencha os campos com seu nome, email e mensagem, e um voluntário responderá assim que possível

Por chat
Para iniciar a conversa, acesse cvv.org.br/chat e clique no link indicado. O atendimento acontece de segunda a quinta, das 9h à 1h, às sextas, das 15h às 23h, aos sábados, das 16h à 1h, e aos domingos, das 17h à 1h

Atendimento pessoal
O atendimento pessoal está temporariamente suspenso devido à pandemia da novo coronavírus. No entanto, quando for seguro, você pode conversar pessoalmente com um voluntário do CVV nos postos de atendimento. Acesse cvv.org.br/postos-de-atendimento e procure o endereço mais próximo. Também é possível enviar uma carta, que será respondida por um voluntário

Fonte: https://saudemental.blogfolha.uol.com.br/2020/12/22/cvv-destaca-a-importancia-da-escuta-acolhedora-neste-natal/

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Fãs da Liga da Justiça e do diretor Zack Snyder arrecadam dinheiro para ações de prevenção do suicídio

Liga da Justiça 

Movimento pela Snyder Cut arrecadou US$ 500 mil para prevenção ao suicídio

Rafael Alemão (21 dezembro 2020)

Em 2017, Liga da Justiça passou por uma produção turbulenta. A então diretoria da Warner não agradou do conteúdo final feito por Zack Snyder, demitiu o diretor, e contratou Joss Whedon para reformular todo o projeto.

O resultado de todo esse processo feito as pressas foi um enorme fracasso de críticas e bilheteria e, desde então, os fãs faziam campanha para que a versão original de Liga da Justiça, feita por Snyder, fosse lançada.

Vale ressaltar ainda que, na época, um dos motivos alegados para a saída de Snyder foi o suicídio cometido por sua filha alguns meses antes, o que gerou uma enorme comoção dos fãs na internet.

Desde então, muitos dos participantes do movimento pelo lançamento da Snyder Cut também fizeram sua parte na arrecadação de dinheiro e conscientização para a Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio.

Segundo revelado por Snyder em seu Twitter, em um post de agradecimento, os esforços dos fãs pelas redes sociais arrecadaram mais de 500 mil dólares para a Fundação.

Zack Snyder’s Justice League será disponibilizado em março de 2021 no HBO Max. O filme será dividido em 4 partes de 1 hora cada, sendo posteriormente lançado em formato completo.

O filme trará a versão original de Zack Snyder para o filme da Liga da Justiça, o que o diretor havia dirigido em 2017.

Fonte: https://ovicio.com.br/liga-da-justica-movimento-pela-snyder-cut-arrecadou-us-500-mil-para-prevencao-ao-suicidio/


Município gaúcho reforça ações de prevenção do suicídio: exemplo a ser seguido

Venâncio lança projeto de prevenção ao suicídio

Projeto ‘Saúde Mental em foco: Acolher é Prevenir’ foi lançado nesta semana

Criado pela Secretaria Municipal de Saúde, com apoio do Comitê Municipal de Prevenção dos Suicídios de Venâncio Aires, o projeto ‘Saúde Mental em foco: Acolher é Prevenir’, que tem o objetivo de desenvolver ações de prevenção ao suicídio e à automutilação, inicia com a visitação aos serviços da rede. O objetivo é fazer o diagnóstico da situação no município.

As profissionais da empresa Converge, de Estrela (município vizinho), – uma psicóloga, uma enfermeira e uma assistente social –, buscam os dados epidemiológicos de suicídio e dos números de serviços, potencialidades e fragilidades. A compilação das informações começou no início de novembro, quando foi assinado o contrato com a empresa vencedora da licitação. A partir de janeiro serão feitas ações diretamente com os profissionais da rede de saúde, educação, assistência social, segurança e outros setores.

Em um ato de lançamento do projeto, nesta semana, na Prefeitura, a coordenadora do Comitê, Patrícia Antoni, comemorou a realização do projeto. “Lutamos bastante para conseguir a implantação deste projeto, que será fundamental para dar suporte e melhor direcionamento para a nossa rede, que não consegue fazer um acompanhamento e um trabalho permanente com os próprios profissionais. Então, o Comitê vai estar apoiando a realização deste trabalho, que vem a agregar muito para os profissionais que atuam diretamente no atendimento”, destacou.

Representando a empresa Converge, a assistente social, Luciana Gorgen, e a psicóloga, Mariana Mazzarino, ressaltaram a importância do projeto. “Temos a certeza de que teremos muito êxito e alcançaremos os objetivos deste contrato e fazer a diferença na busca de soluções para esta problemática existente no município”, destaca Luciana. Da mesma forma, Mariana, adiantou que “já visitamos os principais serviços da rede de saúde, também na educação, assistência e segurança, para termos uma noção das principais necessidades e carências, assim como potencialidades desses setores. A partir disso, vamos, agora, realizar conversas, oficinas de capacitações, algumas mais específicas em relação a serviços especializados, atenção básica, atuação com população infanto-juvenil, dos servidores destes setores e com isso o objetivo é colocar em voga o assunto da saúde mental”, explicou.

O secretário municipal de Saúde, Ramon Schwengber, salientou a necessidade de trabalhar o tema da saúde mental no município. “Sempre tivemos dificuldades de implantar esse projeto, com uma empresa para trabalhar no município nesse tema. Com o edital chegamos a empresa Converge, que já está desempenhando um bom trabalho e que ainda terá vários desdobramentos. Como secretário de saúde fico feliz em deixar esse legado para a cidade. Têm-se inúmeros casos em nosso município e só quem está na ponta sabe das dificuldades e da quantidade de casos que acontecem em nosso município. Por isso, fico feliz em estar participando deste projeto, porque Venâncio precisa falar sobre esse tema, entender o que acontece, fazer um trabalho de base para então tratar essa problemática.”

O prefeito Giovane Wickert enfatizou a necessidade de realizar um trabalho mais aprofundado para alcançar a diminuição do índice de suicídios e de tentativas de suicídio no município. “Venâncio, infelizmente, tem um índice destacado, o que nos deixa inconformados, porque em nível nacional essa marca de maior índice de suicídio se dá em função da cultura do tabaco. E como integrante de entidades de defesa do tabaco isso me incomoda, porque ele é a base da nossa economia. Pode até ser um dos fatores, mas não da forma como é atribuído. Venâncio é o segundo maior município da América Latina em pequenas propriedades rurais. O município que tem mais de 50 mil habitantes com um terço morando no interior, também tem o fator da colonização. Então, é preciso uma análise mais aprofundada de todas as características. Por isso esse é o início da caminhada, queremos que tenha sequência e temos a certeza de que o resultado final será muito importante para Venâncio”.

Fonte: https://folhadomate.com/livre/venancio-lanca-projeto-de-prevencao-ao-suicidio/

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Vozes do silêncio

Campanha de prevenção ao suicídio estrelada por Carlinhos Brown é premiada com ouro em festival da América Latina


Estrelada pelo baiano Carlinhos Brown, a campanha “Vozes do Silêncio”, que exalta a importância do diálogo na prevenção do suicídio, foi premiada com ouro e bronze no El Ojo de IberoAmérica, maior festival de criatividade da América Latina. A peça levou as categorias Mujeres Realizadoras e PR + Influencer.

No clipe de cerca de três minutos, o cantor, compositor e multi-instrumentista aparece como maestro de um coral com 32 participantes, que representam a quantidade de pessoas que tiram a própria vida diariamente no Brasil.

“Um furacão silencioso, um redemoinho mental, uma tormenta diária, uma dor abissal”, diz Brown, antes de iniciar a canção. No decorrer da música o coral é incentivado a soltar a voz. “Eu te entendo e me coloco em seu lugar, eu te vejo e posso te escutar. É difícil e pra quem não é? Mas te garanto, é pior calar”, diz trecho.

Criada pela agência TracyLocke, a campanha tem iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV) com o apoio da Libbs, e tem como proposta incentivar o diálogo em torno do tema, além de mostrar que o silêncio, o preconceito e o tabu sobre o suicídio podem ser gatilhos para as pessoas que estão em sofrimento.

“É uma campanha forte e necessária e o filme ficou muito bonito, impactante, uma joia publicitária realmente. Prêmio merecido. É uma honra fazer parte”, avalia Carlinhos Brown, que acumula os títulos de Embaixador Ibero-Americano para a Cultura e Embaixador da Justiça Restaurativa da Bahia.

Fonte: https://infosaj.com.br/campanha-de-prevencao-ao-suicidio-estrelada-por-carlinhos-brown-e-premiada-no-festival-internacional/