A NOTÍCIA
DGS propõe que médicos receitem menos ansiolíticos
1º Abril 2014
A Direção-Geral de Saúde está a definir um conjunto de medidas para reduzir a prescrição de antidepressivos e ansiolíticos, não só em número mas também em duração de consumo».
A medida faz parte do Plano Nacional de Prevenção do Suicídio 2013-17, que a considera prioritária porque o consumo em excesso é uma das formas mais frequentes de suicídio entre mulheres e idosos», escreve o DN.
PISTAS PARA ENTENDER A NOTÍCIA
Ansiolíticos e antidepressivos a mais
4 Fevereiro 2013
José Pinto Gouveia, psiquiatra e investigador, defende um maior equilíbrio entre a medicação e outras formas de tratar a ansiedade e a depressão.
O nosso inquérito a 2069 portugueses revelou que um quarto consumiu ansiolíticos no último ano, muitos, por mais de 12 meses. Um em cada quatro evidenciava sinais de dependência física ou psicológica, o que traduzido para a população adulta nacional representa cerca de 250 mil.
José Pinto Gouveia, professor catedrático e investigador na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e ex-chefe dos serviços de psiquiatria dos Hospitais daquela Universidade, explica-nos porque surgem estes problemas de dependência e a necessidade de outras abordagens à saúde mental.
Haverá consumo excessivo de ansiolíticos e antidepressivos em Portugal?
Se pensarmos no número de casos de depressão na população, talvez não haja: a Organização Mundial de Saúde prevê que, em 2020, esta doença seja a mais prevalente no mundo ocidental. Mas, se tivermos em conta que uma parte da população deprimida não está a receber tratamento, seria levado a concluir que há.
Qual é a percentagem de doentes com depressão não tratados?
Não há estudos muito claros sobre isso em Portugal. Lá fora, há uns anos, calculava-se que só um quinto dos deprimidos receberia tratamento. Penso que atualmente a percentagem de não tratados diminuiu, devido à facilidade de acesso e, sobretudo, porque os médicos de família estão mais atentos e já começam a identificar e a tratar.
O médico de família estará preparado para acompanhar a saúde mental?
Os médicos de família têm um papel muito importante. Nos últimos 20 ou 30 anos, houve progressos enormes na formação: há duas décadas, nem sequer identificavam as depressões e as perturbações ansiosas. Hoje, estão preparados para medicar depressões, nas situações mais simples, mas não para tratar da saúde mental. Mesmo que estivessem, pergunto se teriam tempo. Os problemas de saúde mental, se encarados seriamente, implicam tempo... é preciso dar espaço para que a pessoa diga o que está a acontecer na sua vida e para debater soluções. Com a sobrecarga que têm, os médicos de família dificilmente terão condições para tratar problemas de saúde mental. Se medicam em excesso? Talvez. Mas os psiquiatras também o fazem.
Qual seria a solução?
Era preciso que a formação dos psiquiatras e de outros médicos na área da saúde mental fosse mais abrangente, menos focada na intervenção psicofarmacológica. Esta é importante, mas não a única via. O equilíbrio entre a medicação e as outras intervenções é difícil, porque entram aqui muitos fatores. É preciso ter em conta, por exemplo, que grande parte da formação pós-graduada dos psiquiatras nas últimas décadas foi paga pelas empresas farmacêuticas. Obviamente, isso tem consequências nas suas orientações terapêuticas. A classe conseguiu não se deixar controlar completamente, mas é um fator influente.
Também há que pesar as expectativas dos doentes. Existem dois tipos de doentes: uns têm uma atitude clara contra a medicação, outros, expectativas excessivas e acreditam que, por tomarem um comprimido, a vida muda. Ambas são irrealistas e é preciso saber geri-las da melhor forma na consulta.
Quando é que os medicamentos são indispensáveis?
As depressões que surgem no contexto de uma doença afetiva ou bipolar exigem medicação, não há dúvida. O mesmo sucede com as depressões endógenas, que resultam de alterações no ciclo biológico (e não de acontecimentos pontuais).
Quando há uma grande inibição psicomotora, os medicamentos também são úteis. Se os níveis de ansiedade forem muito elevados, é importante combinar antidepressivos com ansiolíticos, na primeira fase do tratamento.
Nas depressões mais reativas, resposta a uma situação pontual, os medicamentos nem sempre ajudam. Imagine que trabalha com um chefe que o humilha sistematicamente. O que faz? Revolta-se e abandona o posto ou desiste e deprime. Neste caso, se a atitude do responsável se mantiver, o antidepressivo não pode valer-lhe. A única forma de resolver a questão é tentar modificar a seu modo de reagir e de ouvir o chefe: a desvalorização constante pode significar que não dá lhe os sinais de submissão que ele pretende ou que vê, em si, uma ameaça. Por isso, terá de treinar a melhor forma de posicionar-se.
Na maioria dos casos, o melhor tratamento passará por psicoterapia em conjunto com a medicação?
Não me parece que deva existir mais psicoterapia formal, estruturada, de forma rígida, em 12, 20 ou 25 sessões. Mas os psiquiatras devem estar atentos aos casos da vida e intervir de uma forma a que gosto de chamar psicoterapêutica, mas que não passa pela tal estrutura rígida. Imagine, por exemplo, que teve uma rutura afetiva e, por isso, não dorme, está triste, perdeu o apetite, está desinteressada pelas coisas, sente-se cansada… ou seja, tem uma série de sintomas depressivos, que já duram há algum tempo. Posso receitar-lhe um antidepressivo que vai pô-la a dormir e a comer melhor, mas continuará a olhar para a rutura da mesma forma e a pensar, eventualmente, que a relação acabou porque não tem qualidades ou que há algo de errado consigo.
A melhor solução será, provavelmente, conversar sobre a forma como está a ver a situação, como acredita nas histórias que a sua cabeça lhe conta acerca de si e do seu “desvalor”. Desta forma, pode descer à terra e perceber que a sua relação acabou por razões que pouco terão a ver consigo. Esta é uma intervenção psicoterapêutica que não implica uma estrutura rígida, mas exige 45 a 50 minutos com o doente.
Uma atitude antimedicação também não é útil. Os antidepressivos já salvaram muitas vidas. A pouca eficácia que possam ter, muitas vezes, faz a diferença entre viver ou matar-se. A regra é sermos exigentes na identificação dos casos que precisam de uma medicação continuada e daqueles em que é útil mas não chega.
Além disso, é preciso saber o que pedir aos antidepressivos. Podemos pedir que estimulem um pouco o nosso humor, que ajudem a dormir melhor, a estar um pouco mais tranquilos... Podemos pedir-lhe que ajudem a induzir alterações, mas não podemos esperar que modifiquem a nossa vida e a forma como funcionamos com o trabalho e com os amigos. Se tomarmos um antidepressivo e nos metermos na cama, nunca ultrapassaremos a depressão.
Da sua experiência, quanto tempo demora um tratamento destes?
Às vezes, basta uma consulta. A depressão é um sentimento profundo de desvalorização, de achar que se vale menos do que os outros. Já tive doentes que me disseram: “o que mais me custa é ver ao estado a que me deixei chegar”. Nessa altura, temos de mostrar à pessoa que não pode acreditar em tudo o que a cabeça lhe diz. Por exemplo, se estou deprimido, apenas tenho acesso a memórias negativas, pelo que fico convencido de que a minha vida se fez de derrotas. Isso deve-se ao funcionamento normal do cérebro, não tem a ver com aquela pessoa em particular. A nossa memória funciona muito por afetos. Quando estamos deprimidos, surge o lado negro; se estivermos bem dispostos, só nos lembramos de coisas fantásticas. Ao perceber esta mecânica, podemos desenvolver estratégias para minimizar os efeitos das experiências negativas.
Quando é que um doente deve passar do médico de família para o especialista?
Os antidepressivos começam, normalmente, a fazer efeito após três semanas. Se não houver melhoras ao fim de um mês, é possível mudar de medicamento ou juntar outro. Se ao fim de mais um mês não melhorar, deve procurar um especialista, de preferência, com formação em psicoterapia.
A depressão metaforicamente é uma desistência, um quadro de derrota. Quando a pessoa decide procurar ajuda, está a dar um passo em direção à saída. Se o médico, além do antidepressivo, lhe fizer perceber que há um sentido para o sofrimento e lhe apontar outros caminhos, o problema começa a resolver-se. O efeito placebo dos antidepressivos é muito grande: 20 a 25 por cento dos doentes melhoram com bolinhas de pão, se estiverem convencidos que estão a tomar medicamentos. Penso que isso acontece quando o doente quer encontrar a saída. Se for pressionado pelos familiares a procurar ajuda, e aparecer no consultório sem expectativas, os medicamentos não funcionam. É preciso um trabalho mais profundo.
O nosso estudo revelou que os pacientes sentem mais efeitos secundários, como irritação e nervosismo, quando deixam de tomar os medicamentos. Como se explica?
Alguns antidepressivos têm um “desmame” difícil. Se a pessoa não reduzir lentamente, pode sentir efeitos secundários, como agitação e irritação. Mas estes também podem estar relacionados com as expectativas dos pacientes, que pensam que vão piorar ao deixar a medicação. Já tive doentes que tomavam um oitavo de comprimido e diziam que não dormiam se deixassem de fazê-lo. É uma dose espiritual... (risos)
A solução é fazer um desmame lento e orientado pelo técnico de saúde. Os maiores problemas surgem quando os doentes se sentem melhor e resolvem, por si mesmos, interromper o tratamento, para ver se já estão bem.
A Agência Europeia do Medicamento recomenda um máximo de 12 semanas para o tratamento com benzodiazepinas (ansiolíticos), mas muitos inquiridos afirmam tomá-las há mais de um ano. O que está errado?
Teórica e tecnicamente, a toma prolongada é um erro. Mas alguns doentes deixam de dormir, se não tomarem a pequena dose a que estão habituados ao deitar. Penso que terão sido estes que apanharam no estudo.
O ideal seria ensinar-lhes outras estratégias de sono. Se estivermos constantemente a pensar em dormir, não o conseguimos: para pensar, temos de estar acordados.
Há pessoas que têm dificuldade em adormecer porque vão ruminar para a cama, isto é, quando se deitam começam a pensar nos problemas do dia seguinte, ou naquilo que os preocupa. Isto vai impedi-los de adormecer. Há métodos para corrigir isso, mas é preciso conhecê-los e treiná-las. Uma boa higiene do sono é muito importante para se ter um sono reparador. Por vezes, é difícil convencer os doentes a passar por esse período de aprendizagem.
Quais são as consequências da toma prolongada?
Segundo alguns estudos, tomar doses médias ou elevadas de benzodiazepinas durante anos pode ter consequências negativas para a memória. Não conheço estudos que avaliem o efeito de uma dose mínima ao deitar. Na minha experiência, conheci muita gente que as tomou durante anos seguidos sem que os efeitos fossem óbvios. Mas estamos num terreno movediço.
Já o uso de doses elevadas, durante o dia, para controlar a ansiedade é errado. Na minha prática clínica, faço tudo para evitá-lo. Agora, estou a seguir um doente que tomava 48 miligramas de bromazepam por dia, há 20 anos [nas situações mais usuais, utilizam-se 3 a 9 miligramas]. É um homem obsessivo, que catastrofiza tudo o que lhe acontece, pelo que a solução foi darem-lhe ansiolíticos. Depois, começou a automedicar-se, chegando àquelas quantidades. Estamos a tentar reduzir devagarinho, 9 miligramas por semana.
A maioria dos doentes que toma doses altas fá-lo em automedicação. Há os que levam a receita e aumentam a dose por iniciativa própria, os que compram na farmácia sem receita, etc.... Além disso, em quase todas as famílias portuguesas há alguém que toma benzodiapezinas e que dispensa uns comprimidos a quem não tem recomendação médica para tomá-los.
Alguns medicamentos destes são propícios a abusos. É o caso das benzodiazepinas com semivida curta, ou seja, que têm uma ação muito rápida e forte, mas cujo efeito cai abruptamente. Quando isso acontece, a ansiedade aumenta e a pessoa tende a tomar mais para manter os resultados. Estes medicamentos apresentam maior potencial para criar dependência.
Os serviços de saúde estão preparados para responder ao aumento de problemas em períodos de crise?
Penso que estão, mas não sei que resposta vão dar. Se me aparecer uma mulher deprimida porque está desempregada e não tem comida para dar aos filhos, como resolvo? Dou-lhe antidepressivos? Estas perturbações estão relacionadas com a vida. Os serviços de saúde, por si, muitas vezes não conseguem resolver. Tem de haver uma resposta global, em conjunto com os serviços sociais.
Fonte:
http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=469336
http://www.deco.proteste.pt/saude/medicamentos/noticia/ansioliticos-e-antidepressivos-a-mais
Blog destinado à coleta e disseminação de informações sobre prevenção do suicídio e valorização da vida
sábado, 5 de abril de 2014
Um alô que reorienta e salva vidas. No Piauí.
Sesapi disponilizará “linha da vida” para prevenção do suicídio
O atendimento telefônico será feito por profissionais do Samu.
Ocupando o 5° lugar em registro de casos de suicídio, o Piauí terá agora uma linha direta de atendimento para pessoas em situação de risco e também para tirar dúvidas da população sobre o tema. O serviço, que será realizado por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), estará em funcionamento até o final de abril.
Segundo o presidente do Comitê do Plano Estadual de Combate ao Suicídio, Vinícius Oliveira, os dados no Piauí são alarmantes. Enquanto a faixa etária nacional de pessoas que atentaram contra a própria vida é dos 15 aos 45 anos, no Piauí essa faixa é bem mais estreita, vai dos 15 aos 25 anos de idade. "
"A intenção dessa linha telefônica é atender as pessoas que estejam passando por um momento de crise, com ideias suicidas e também tirar dúvidas da população em geral”, explica o presidente do Comitê."
De acordo ainda com Vinícius Oliveira, o Linha da Vida é uma ação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), órgão responsável por sistematizar dados e propor uma ação planejada para prevenir o suicídio no estado. Participam do Comitê da Sesapi representantes de ONGs, sociedade civil organizada e profissionais de saúde, todos engajados nas ações.
Além dessa sistematização e da elaboração do plano estadual, o Comitê de Combate ao Suicídio tem como meta realizar estudos sobre o suicídio no Piauí; revisar as experiências locais e nacionais para a prevenção e abordagem do suicídio e realizar ações educativas nas escolas da capital, onde se encontra boa parte das pessoas incluídas na faixa etária de risco.
O Comitê foi uma deliberação do I Simpósio Interinstitucional sobre Suicídio que aconteceu no fim do mês de agosto de 2013, em Teresina. Desde, então, o Comitê tem realizado várias capacitações e reuniões com o objetivo de de avançar na elaboração de uma política voltada para prevenção, atendimento e discussão das causas que levariam a prática do suicídio no estado.
O atendimento telefônico será feito por profissionais do Samu.
Ocupando o 5° lugar em registro de casos de suicídio, o Piauí terá agora uma linha direta de atendimento para pessoas em situação de risco e também para tirar dúvidas da população sobre o tema. O serviço, que será realizado por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), estará em funcionamento até o final de abril.
Segundo o presidente do Comitê do Plano Estadual de Combate ao Suicídio, Vinícius Oliveira, os dados no Piauí são alarmantes. Enquanto a faixa etária nacional de pessoas que atentaram contra a própria vida é dos 15 aos 45 anos, no Piauí essa faixa é bem mais estreita, vai dos 15 aos 25 anos de idade. "
"A intenção dessa linha telefônica é atender as pessoas que estejam passando por um momento de crise, com ideias suicidas e também tirar dúvidas da população em geral”, explica o presidente do Comitê."
De acordo ainda com Vinícius Oliveira, o Linha da Vida é uma ação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), órgão responsável por sistematizar dados e propor uma ação planejada para prevenir o suicídio no estado. Participam do Comitê da Sesapi representantes de ONGs, sociedade civil organizada e profissionais de saúde, todos engajados nas ações.
Além dessa sistematização e da elaboração do plano estadual, o Comitê de Combate ao Suicídio tem como meta realizar estudos sobre o suicídio no Piauí; revisar as experiências locais e nacionais para a prevenção e abordagem do suicídio e realizar ações educativas nas escolas da capital, onde se encontra boa parte das pessoas incluídas na faixa etária de risco.
O Comitê foi uma deliberação do I Simpósio Interinstitucional sobre Suicídio que aconteceu no fim do mês de agosto de 2013, em Teresina. Desde, então, o Comitê tem realizado várias capacitações e reuniões com o objetivo de de avançar na elaboração de uma política voltada para prevenção, atendimento e discussão das causas que levariam a prática do suicídio no estado.
Marcadores:
atividades de prevenção do suicídio,
Linha da Vida,
Piauí,
Samu,
Sesapi
sábado, 8 de março de 2014
CVV em ação no Amapá busca novos voluntários
CVV busca voluntários em Macapá
por Chico Terra
O CVV – Centro de Valorização da Vida, serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio, funciona normalmente em todos os dias.
O CVV – Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973.
Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo.
Em Macapá funciona há 11 anos e precisa de voluntários.
No dia 22/03/2014 (sábado) começa um curso para novos voluntários.
Local: Escola Graziela Reis de Souza
Início: às 15h
Fonte: http://chicoterra.com/2014/03/06/cvv-busca-voluntarios-em-macapa/
Marcadores:
Amapá,
curso de prevenção do suicídio,
CVV,
Macapá
Entrevista :: Karen Scavacini
Karen Scavacini concedeu uma entrevista sobre o suicídio no Canal 20 - Boa Vontade TV (Programa Conexão Jesus).
Duas formas de acesso: assistir on-line no Youtube ou baixar e ouvir em MP3 .
Quem é
Psicóloga, psicoterapeuta (CRP 06/64761), especialista em Gestalt terapia pelo Instituto Sedes Sapientiae (2004).
Mestre em Saúde Pública pelo Instituto Karolinska – Suécia (2011) com o trabalho Atividades de posvenção e serviços de suporte para sobreviventes do suicídio – Disponibilidade de serviços e um plano de intervenção no Brasil.
Experiência profissional na área da medicina preventiva e psicologia hospitalar. Admiradora e estudiosa da musicoterapia.
Atendimento em consultório desde 2001, com uma breve pausa para conhecer outra cultura, conhecer mais a si mesma, crescer, amadurecer e ser mãe.
Atende crianças, adolescentes, adultos e idosos em São Paulo/SP.
Coordenadora do Curso de Prevenção e Posvenção do Suicídio pelo IGSP. Diversos cursos ministrados nessa área pelo Brasil.
Sócia fundadora do Vita Alere – Instituto de Prevenção e Posvenção do Suicídio.
Apresentou trabalhos em Jornadas de Gestalt Terapia e tem artigos publicados.
Acredita no potencial, na beleza única do ser humano e na sua capacidade de transformação.
Para saber mais.
Duas formas de acesso: assistir on-line no Youtube ou baixar e ouvir em MP3 .
Quem é
Psicóloga, psicoterapeuta (CRP 06/64761), especialista em Gestalt terapia pelo Instituto Sedes Sapientiae (2004).
Mestre em Saúde Pública pelo Instituto Karolinska – Suécia (2011) com o trabalho Atividades de posvenção e serviços de suporte para sobreviventes do suicídio – Disponibilidade de serviços e um plano de intervenção no Brasil.
Experiência profissional na área da medicina preventiva e psicologia hospitalar. Admiradora e estudiosa da musicoterapia.
Atendimento em consultório desde 2001, com uma breve pausa para conhecer outra cultura, conhecer mais a si mesma, crescer, amadurecer e ser mãe.
Atende crianças, adolescentes, adultos e idosos em São Paulo/SP.
Coordenadora do Curso de Prevenção e Posvenção do Suicídio pelo IGSP. Diversos cursos ministrados nessa área pelo Brasil.
Sócia fundadora do Vita Alere – Instituto de Prevenção e Posvenção do Suicídio.
Apresentou trabalhos em Jornadas de Gestalt Terapia e tem artigos publicados.
Acredita no potencial, na beleza única do ser humano e na sua capacidade de transformação.
Para saber mais.
Marcadores:
entrevista,
Karen Scavacini,
prevenção e pósvenção do suicídio,
suicídio
Grupo de apoio aos enlutados pelo suicídio em São Paulo
Karen Scavacini, psicóloga e Gestalt-terapeuta, iniciou com outros profissionais da saúde mental um grupo de apoio para enlutados pelo suicídio.Os encontros do grupo ocorrerão em toda última 3ª feira do mês, às 20h, na Avenida Fagundes Filho, 145 (auditório do Edifício Austin Office Center). Ponto de referência: próximo ao Metrô São Judas - São Paulo, capital.
Qualquer dúvida, favor nos contactar: abelsidney@gmail.com
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Curso para formação de voluntários do CVV - São Paulo
Os Postos CVV - Centro de Valorização da Vida realizarão novo Curso para Formação de Voluntários.
Postos CVV São Paulo-SP
CVV Abolição - 01/02 e 02/02/2014.
13:30 hs às 18:30 hs - tel. 3242-4111
CVV Guarulhos - 25/01 e 26/01/2014
14:00 hs às 18:00 hs - Tel. 2440-4111
CVV Jabaquara - 02/02/2014
8:00 hs às 18:00 hs - Tel. 2577-4111
CVV Pinheiros - 01/02/2014
9:00 hs às 18::00 hs - Tel. 3083-4111
CVV Vila Carrão - 01/02 e 02/02/2014
13:00 hs às 18:00 hs - Tel. 2097-4111
Inscrições
- via e-mail:cvvsp@cvv.org.br
- via telefone: 141 ou no telefone do Posto de seu interesse.
- no próprio local 10 minutos antes do curso.
Durante a atividade - que é dinâmica e descontraída - haverá a apresentação da entidade e a seleção dos interessados em se tornar voluntários.
Para ser voluntário vinculado ao Programa CVV de Prevenção ao Suicídio, Apoio Emocional e Valorização da Vida basta ter mais de 18 anos, disponibilidade de tempo (média de 4 horas e meia, uma vez por semana), disposição para ajudar o próximo e abertura para o autoconhecimento e aprendizado.
Venha e traga um amigo ou amiga!
.............
Para saber mais
- Youtube: CVV em dois minutos
- Facebook: CVV141
- Twitter:@cvv141
- www.cvv.org.br
sábado, 11 de janeiro de 2014
Suicídio & Saúde Pública
Suicídio deve ser tratado como questão de saúde pública
Adriana Martins/ Portal Fiocruz
Ao ano, quase um milhão de pessoas morrem em decorrência de suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ato está entre as dez causas de morte mais frequentes em muitos países do mundo. No Brasil, são registradas 10 mil mortes por ano, com uma taxa de 4,8 a cada 100 mil habitantes, em 2008. Depois destes dados, podemos pensar o suicídio como uma questão de saúde pública? Especialistas na área de saúde mental defendem que sim. E acreditam que esses números podem diminuir se aumentarem os debates sobre o assunto. É o que faz a Fiocruz, por meio de pesquisas, projetos e capacitações. Profissionais de diversas áreas buscam desmitificar esse tabu e oferecer um melhor acolhimento a quem busca ajuda no Sistema Único de Saúde.
A troca de informações sobre suicídio pode ser muito útil para diminuir esses índices. A OMS estima que 90% dos casos podem ser evitados quando há oferta de ajuda. Em geral, seis meses antes de consumar o ato, pessoas com pensamentos suicidas procuram ajuda com profissionais, em especial em clínicas médicas. Esta constatação, feita pelo Grupo de Pesquisa de Prevenção do Suicídio (PesqueSui/Icict/Fiocruz), questiona o atendimento primário à saúde. "Quem já tentou o suicídio tem um risco ainda maior. Toda tentativa precisa ser olhada com atenção", diz a psicóloga Clarice Moreira Portugal, pesquisadora no grupo.
O PesqueSui realiza estudos sobre suicídio e ideação suicida, o uso de emergências psiquiátricas pela população e métodos de educação em massa sobre saúde mental. Em 2012, o grupo lançou o livro Trocando seis por meia dúzia – Suicídio como emergência do Rio de Janeiro, organizado pelo pesquisador Carlos Estellita-Lins. A obra relata o atendimento, nas emergências dos hospitais da cidade, a pacientes que tentaram se matar. Estellita diz que entre as principais dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde no atendimento desses casos no Brasil estão a precariedade na formação em urgências psiquiátricas e em suicidologia. "Precisamos admitir que o suicídio é uma questão que diz respeito a todos os profissionais de saúde. Todos nós devemos buscar capacitação profissional para lidar com isto", afirma.
Nos últimos 45 anos, as taxas de morte por suicídio tiveram aumento de 60% no mundo, como mostra a OMS, ficando entre as três causas de morte mais frequentes em populações de 15 a 44 anos, em alguns países, e a segunda maior causa em grupos de 10 a 24 anos, em outras regiões. Nas populações brasileiras, houve um crescimento de suicídio entre os jovens, idosos, além de uma interiorização dos casos. Em 2008 foram registrados altos índices nas regiões de Amambaí e Paranhos, ambos no Mato Grosso do Sul: 49,3 e 35 casos de suicídio por 100 mil habitantes, respectivamente, segundo o DataSUS – Banco de dados do Sistema Único de Saúde. Em Ibirubá (RS), 34,5. Já Nova Prata do Iguaçu (PR) está em 15º lugar no Brasil, com 24,7 casos. Em Mato Grosso do Sul, as comunidades indígenas tem taxas bem elevadas. No Rio Grande do Sul a incidência é maior em comunidades de colonos ou aquelas ligadas à indústria fumageira.
Essas são as informações registradas. Mas o que acontece muito é a subimputação e mesmo subregistro dos óbitos. Ao examinar no DataSUS as mortes por causas externas o PesquiSui verificou uma ampla fatia de óbitos não especificados. É possível que mais de 20% destes sejam suicídios não investigados ou deliberadamente subtraídos no preenchimento do atestado.
'Falar sobre suicídio não provoca o suicídio'
Por ser um tabu, existem limitações para abordar o tema. Na tentativa de evitar mais casos, o Ministério da Saúde propos, em 2005, a Estratégia Nacional de Prevenção ao Suicídio, a qual cria grupos de trabalho, diretrizes nacionais, seminários, além do Manual de Prevenção do Suicídio para Profissionais das Equipes de Saúde Mental, lançado em 2006. Entre as ações da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), um manual de imprensa esclarece jornalistas sobre termos específicos e traz um panorama com dados e informações gerais que permitem uma compreensão mais adequada da saúde mental; e uma outra publicação, o livreto Comportamento suicida: conhecer para prevenir, orienta profissionais da imprensa sobre como abordar o tema, preservando o direito à informação e contribuindo para a prevenção.
"Falar sobre suicídio não provoca o suicídio", diz a especialista em saúde mental Maria Fernanda Cruz Coutinho, que também integra o PesqueSui. "Colocar a questão em pauta na mídia, nas escolas e instituições permite que se converse mais sobre isto. É preciso fazer circular, de modo global, informações a pacientes, familiares e profissionais da saúde", reforça.
Além do PesqueSui, na Fiocruz, outras iniciativas desenvolvem trabalhos e projetos estratégicos em saúde mental para capacitar profissionais da saúde, qualificar o campo de pesquisa e fortalecer políticas públicas de saúde, de direitos e do cuidado integral em saúde mental e de campos relacionados. Dentre estes podemos citar o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (Laps), vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública e o Grupo de Trabalho em Saúde Mental, que fica na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), dentro do Laboratório de Educação Profissional em Atenção à Saúde (Laborat). A pesquisadora Nina Soalheiro, associada aos dois grupos, ressalta que a atenção básica, enquanto porta de entrada da rede pública de saúde, "pode e deve identificar os sinais, a gradação do sofrimento, as características que o paciente com tendência suicida apresenta, seja por meio de pensamentos de desesperança, desespero ou desamparo". Nina coordena o curso de especialização técnica de nível médio em saúde mental na Escola Politécnica, que, assim como o curso de especialização do Laps/Ensp, coordenado pelo professor Paulo Amarante, inclui em seu currículo a discussão sobre o suicídio como um problema e uma desafio para a saúde pública.
Suicídio no Brasil: documentário apresenta dados epidemiológicos, percepção social e formas de enfrentamento do problema
Além destas ações, a Fundação também aposta em meios de ampliar o acesso à informação. A pedido do PesqueSui, o historiador e documentarista Eduardo Thielen, da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz, teve um novo desafio: transpor os debates sobre saúde mental para a linguagem audiovisual, criando imagens e textos para comunicar as informações. O resultado foi positivo. Embora o grande desafio tenha sido como encarar o tema, que é um tabu, o filme Suicídio no Brasil conseguiu abordar o tema falando que o fato existe, mostrou os grupos de risco e a que fatores estão associados.
"A proposta era dar uma introdução geral à ideia de suicídio, com base nas pesquisas feitas, em especial às do PesqueSui, com uma linguagem compreensível à maioria da população", diz Thielen. Para dar a 'voz do povo' ao documentário, ou seja, uma opinião sob o ponto de vista do senso comum, foram feitas entrevistas com transeuntes na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro. Lá, mais surpresas. "O mais curioso foi a facilidade das pessoas ao falar sobre o assunto. Quando levantamos o tema, sempre havia um ou outro com histórias para contar".
A ideia de Thielen é que o documentário tenha uma segunda parte, para abordar grupos de risco, como adolescentes, idosos e indígenas. Para os interessados em saber mais sobre a questão, Thielen recomenda o filme nacional Elena, idealizado a partir das lembranças da diretora Petra Costa sobre sua irmã que cometeu suicídio.
O vídeo Suicídio no Brasil está em acesso aberto na internet. Para os interessados em obter uma cópia, os pedidos podem ser feitos com a VideoSaúde Distribuidora.
Fonte: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/34477#
Adriana Martins/ Portal Fiocruz
Ao ano, quase um milhão de pessoas morrem em decorrência de suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ato está entre as dez causas de morte mais frequentes em muitos países do mundo. No Brasil, são registradas 10 mil mortes por ano, com uma taxa de 4,8 a cada 100 mil habitantes, em 2008. Depois destes dados, podemos pensar o suicídio como uma questão de saúde pública? Especialistas na área de saúde mental defendem que sim. E acreditam que esses números podem diminuir se aumentarem os debates sobre o assunto. É o que faz a Fiocruz, por meio de pesquisas, projetos e capacitações. Profissionais de diversas áreas buscam desmitificar esse tabu e oferecer um melhor acolhimento a quem busca ajuda no Sistema Único de Saúde.
A troca de informações sobre suicídio pode ser muito útil para diminuir esses índices. A OMS estima que 90% dos casos podem ser evitados quando há oferta de ajuda. Em geral, seis meses antes de consumar o ato, pessoas com pensamentos suicidas procuram ajuda com profissionais, em especial em clínicas médicas. Esta constatação, feita pelo Grupo de Pesquisa de Prevenção do Suicídio (PesqueSui/Icict/Fiocruz), questiona o atendimento primário à saúde. "Quem já tentou o suicídio tem um risco ainda maior. Toda tentativa precisa ser olhada com atenção", diz a psicóloga Clarice Moreira Portugal, pesquisadora no grupo.
O PesqueSui realiza estudos sobre suicídio e ideação suicida, o uso de emergências psiquiátricas pela população e métodos de educação em massa sobre saúde mental. Em 2012, o grupo lançou o livro Trocando seis por meia dúzia – Suicídio como emergência do Rio de Janeiro, organizado pelo pesquisador Carlos Estellita-Lins. A obra relata o atendimento, nas emergências dos hospitais da cidade, a pacientes que tentaram se matar. Estellita diz que entre as principais dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde no atendimento desses casos no Brasil estão a precariedade na formação em urgências psiquiátricas e em suicidologia. "Precisamos admitir que o suicídio é uma questão que diz respeito a todos os profissionais de saúde. Todos nós devemos buscar capacitação profissional para lidar com isto", afirma.
Nos últimos 45 anos, as taxas de morte por suicídio tiveram aumento de 60% no mundo, como mostra a OMS, ficando entre as três causas de morte mais frequentes em populações de 15 a 44 anos, em alguns países, e a segunda maior causa em grupos de 10 a 24 anos, em outras regiões. Nas populações brasileiras, houve um crescimento de suicídio entre os jovens, idosos, além de uma interiorização dos casos. Em 2008 foram registrados altos índices nas regiões de Amambaí e Paranhos, ambos no Mato Grosso do Sul: 49,3 e 35 casos de suicídio por 100 mil habitantes, respectivamente, segundo o DataSUS – Banco de dados do Sistema Único de Saúde. Em Ibirubá (RS), 34,5. Já Nova Prata do Iguaçu (PR) está em 15º lugar no Brasil, com 24,7 casos. Em Mato Grosso do Sul, as comunidades indígenas tem taxas bem elevadas. No Rio Grande do Sul a incidência é maior em comunidades de colonos ou aquelas ligadas à indústria fumageira.
Essas são as informações registradas. Mas o que acontece muito é a subimputação e mesmo subregistro dos óbitos. Ao examinar no DataSUS as mortes por causas externas o PesquiSui verificou uma ampla fatia de óbitos não especificados. É possível que mais de 20% destes sejam suicídios não investigados ou deliberadamente subtraídos no preenchimento do atestado.
'Falar sobre suicídio não provoca o suicídio'
Por ser um tabu, existem limitações para abordar o tema. Na tentativa de evitar mais casos, o Ministério da Saúde propos, em 2005, a Estratégia Nacional de Prevenção ao Suicídio, a qual cria grupos de trabalho, diretrizes nacionais, seminários, além do Manual de Prevenção do Suicídio para Profissionais das Equipes de Saúde Mental, lançado em 2006. Entre as ações da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), um manual de imprensa esclarece jornalistas sobre termos específicos e traz um panorama com dados e informações gerais que permitem uma compreensão mais adequada da saúde mental; e uma outra publicação, o livreto Comportamento suicida: conhecer para prevenir, orienta profissionais da imprensa sobre como abordar o tema, preservando o direito à informação e contribuindo para a prevenção.
"Falar sobre suicídio não provoca o suicídio", diz a especialista em saúde mental Maria Fernanda Cruz Coutinho, que também integra o PesqueSui. "Colocar a questão em pauta na mídia, nas escolas e instituições permite que se converse mais sobre isto. É preciso fazer circular, de modo global, informações a pacientes, familiares e profissionais da saúde", reforça.
Além do PesqueSui, na Fiocruz, outras iniciativas desenvolvem trabalhos e projetos estratégicos em saúde mental para capacitar profissionais da saúde, qualificar o campo de pesquisa e fortalecer políticas públicas de saúde, de direitos e do cuidado integral em saúde mental e de campos relacionados. Dentre estes podemos citar o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (Laps), vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública e o Grupo de Trabalho em Saúde Mental, que fica na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), dentro do Laboratório de Educação Profissional em Atenção à Saúde (Laborat). A pesquisadora Nina Soalheiro, associada aos dois grupos, ressalta que a atenção básica, enquanto porta de entrada da rede pública de saúde, "pode e deve identificar os sinais, a gradação do sofrimento, as características que o paciente com tendência suicida apresenta, seja por meio de pensamentos de desesperança, desespero ou desamparo". Nina coordena o curso de especialização técnica de nível médio em saúde mental na Escola Politécnica, que, assim como o curso de especialização do Laps/Ensp, coordenado pelo professor Paulo Amarante, inclui em seu currículo a discussão sobre o suicídio como um problema e uma desafio para a saúde pública.
Suicídio no Brasil: documentário apresenta dados epidemiológicos, percepção social e formas de enfrentamento do problema
Além destas ações, a Fundação também aposta em meios de ampliar o acesso à informação. A pedido do PesqueSui, o historiador e documentarista Eduardo Thielen, da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz, teve um novo desafio: transpor os debates sobre saúde mental para a linguagem audiovisual, criando imagens e textos para comunicar as informações. O resultado foi positivo. Embora o grande desafio tenha sido como encarar o tema, que é um tabu, o filme Suicídio no Brasil conseguiu abordar o tema falando que o fato existe, mostrou os grupos de risco e a que fatores estão associados.
"A proposta era dar uma introdução geral à ideia de suicídio, com base nas pesquisas feitas, em especial às do PesqueSui, com uma linguagem compreensível à maioria da população", diz Thielen. Para dar a 'voz do povo' ao documentário, ou seja, uma opinião sob o ponto de vista do senso comum, foram feitas entrevistas com transeuntes na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro. Lá, mais surpresas. "O mais curioso foi a facilidade das pessoas ao falar sobre o assunto. Quando levantamos o tema, sempre havia um ou outro com histórias para contar".
A ideia de Thielen é que o documentário tenha uma segunda parte, para abordar grupos de risco, como adolescentes, idosos e indígenas. Para os interessados em saber mais sobre a questão, Thielen recomenda o filme nacional Elena, idealizado a partir das lembranças da diretora Petra Costa sobre sua irmã que cometeu suicídio.
O vídeo Suicídio no Brasil está em acesso aberto na internet. Para os interessados em obter uma cópia, os pedidos podem ser feitos com a VideoSaúde Distribuidora.
Fonte: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/34477#
Assinar:
Postagens (Atom)





