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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Lei cria programa de suporte emocional nas escolas públicas

Foram sancionadas e publicadas no Diário Oficial ontem as leis que criam o Programa de Suporte Emocional para Crianças e Adolescentes nas Escolas Públicas do Estado e o Plano de Ações Integradas do Estado de São Paulo (Painsp) com o objetivo de promover a assistência técnica e financeira da rede estadual de ensino para melhoria da qualidade da educação básica pública.

O Programa de Suporte Emocional para Crianças e Adolescentes teve origem através do Projeto de Lei da deputada Patrícia Bezerra (PSDB). O programa será vinculado à Secretaria da Educação. A norma já está em vigor e a sua regulamentação caberá ao Poder Executivo.

A parlamentar explicou que na pandemia os problemas emocionais de crianças e adolescentes se agravaram. “Diante da pandemia, os problemas emocionais de muitos adolescentes e jovens se agravaram com o isolamento social, a perda de entes queridos e as aulas interrompidas. Todo esse estresse e insegurança sobre o futuro desses jovens geram o aumento nos sintomas de depressão e ansiedade”, disse.

Ela ressaltou a importância da atenção e cuidados voltados para saúde mental. “Práticas e políticas públicas voltadas para a promoção de saúde mental e prevenção do suicídio são de extrema relevância nesse momento da pandemia, que há mais de um ano e meio impõe tantas restrições e sofrimento a todos, mas em especial a crianças e adolescentes que são mais vulneráveis”, falou.

 Já a lei que cria o Painsp, é de autoria do Executivo e também contará com a Secretaria da Educação para fazer a intermediação com os municípios que precisam dessa assistência. A assistência técnica e financeira será voltada para materiais didáticos, pedagógicos, tecnologias educacionais e educação inclusiva.

Fonte: www.folhadaregiao.com.br/2021/09/25/lei-cria-programa-de-suporte-emocional-nas-escolas-publicas/

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Integrante das forças de segurança afinados com ações de prevenção do suicídio (1)

Com muito diálogo e integração, coronel Carla Basson comanda a segurança pública de Jundiaí

Ela é o que se pode chamar de uma profissional completa: bacharel em Direito pela UniAnchieta, doutora e mestra em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. Atuou na Polícia Militar por mais de 30 anos e alcançou, no início de 2021, o posto mais alto na hierarquia da corporação ao tornar-se coronel.

Serviu no 4º Batalhão de Policiamento de Trânsito e fez história ao ser a primeira mulher a assumir o comando do 35º Batalhão de Polícia Militar do Interior, na região de Campinas, e dos dois batalhões de Jundiaí: 11º, no Anhangabaú, e 49º, na Vila Arens. Carla Danielle Basson, hoje, é a titular da Unidade de Gestão de Segurança Municipal da Prefeitura de Jundiaí e faz jus ao convite feito pelo prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB): trabalha muito para que a cidade se torne cada vez mais segura.

Personagem do Entrevistão desta semana, ela tem como metas a prevenção e proteção dos cidadãos, além de tornar as condições dos guardas municipais a melhor possível. Para isso ela conta com a experiência e vivência na área, assim como recursos na ordem de R$ 30 milhões que serão investidos diretamente na segurança municipal até 2024. Na gestão dela, inclusive, a Guarda Municipal – que completa 72 anos em novembro – terá finalmente a sede própria.

Filha do gestor de Segurança na Prefeitura de Várzea Paulista, Daniel Inácio Basson, e irmã do investigador-chefe do 2º Distrito Policial de Jundiaí, Leandro Basson, a coronel Carla – como é chamada – falou sobre os desafios da nova carreira. Confira:

Tribuna de Jundiaí – Como surgiu a proposta para assumir a gestão da Segurança Pública em Jundiaí?

Carla Danielle Basson – Quando o prefeito Luiz Fernando Machado soube que eu iria passar para a reserva da Polícia Militar, ele me fez o convite. Falou da minha experiência na área e pediu que fizesse parte do time dele, em dezembro do ano passado. Fui promovida a coronel em janeiro (deste ano), passei à reserva e assumi o cargo em fevereiro deste ano com muita alegria e expectativa de fazer o melhor pelo município e para as pessoas que aqui vivem.

Tribuna – Conhecer a cidade, além da experiência, deve ter ajudado a senhora a tomar esta decisão, não?

Carla Basson – Eu moro em Jundiaí desde que tinha um ano de vida. Fui comandante de Companhia, coordenadora operacional e fui a primeira mulher a comandar os dois batalhões de Jundiaí. Conheço não só os municípios de toda a região, como também as pessoas. Essa experiência, sem dúvida, só vem somar neste trabalho que estamos desenvolvendo, agora. A união de esforços é uma das grandes estratégias para que possamos manter o município seguro e isso nós temos sempre de valorizar. Jundiaí é uma cidade muito estruturada e com profissionais que amam o que fazem, isso faz toda a diferença

Não à toa, temos os melhores indicadores da cidade – inclusive na questão da baixa letalidade em municípios com mais de 300 mil habitantes.

Tribuna – Este trabalho integrado que a senhora comentou é um grande trunfo para o combate à criminalidade, principalmente nos dias de hoje…

Carla Basson – É uma engrenagem, formada por todas as forças de segurança: seja Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Bombeiros, Polícia Rodoviária, Polícia Federal. Comandava o batalhão até dezembro e a partir de fevereiro deste ano passei a integrar a gestão de segurança municipal, então posso falar na prática: o foco é na prevenção e segurança da população, com ações que resultem realmente na tranquilidade social.

É óbvio que existem situações em que se precisa mais do que a ação policial no município. Uma poda de árvore, a melhoria da iluminação, transformar os espaços públicos ociosos em áreas de lazer para que as famílias possam usufruir e se apossar daquilo: isso tudo contribui para a segurança pública. E essa preocupação nós vemos muito forte no governo do prefeito Luiz Fernando Machado, esse cuidado e essa atenção nos bairros de Jundiaí.

Aqui nós temos como prerrogativa, inclusive, sempre atuar em parceria com as demais unidades de gestão para que essas ações sejam executadas. Contamos muito com a ajuda de Infraestrutura e Serviços Públicos, trocamos informações para que isso resulte numa maior segurança e, consequentemente, nos resultados que almejamos como meta.

Constantemente nós nos reunimos com os comandantes e delegados para tratar de ações voltadas à prevenção e no que a Guarda Municipal e a Unidade de Gestão de Segurança Municipal podem ajudar. Uma coisa bacana que está acontecendo é a união junto dos Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança), trazendo os representantes das diferentes regiões da cidade para discutir sobre as demandas e envolvê-los, também, porque são representantes das comunidades. E temos também a Supre, que é uma entidade criada recentemente em apoio às forças de segurança. Já fizemos algumas reuniões, inclusive, e este trabalho nos ajuda muito.

    “Constantemente nós nos reunimos com os comandantes e delegados para tratar de ações voltadas à prevenção e no que a Guarda Municipal e a Unidade de Gestão de Segurança Municipal podem ajudar. Uma coisa bacana que está acontecendo é a união junto dos Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança), trazendo os representantes das diferentes regiões da cidade para discutir sobre as demandas e envolvê-los, também, porque são representantes das comunidades. E temos também a Supre, que é uma entidade criada recentemente em apoio às forças de segurança. Já fizemos algumas reuniões, inclusive, e este trabalho nos ajuda muito”

Tribuna – Quais são os projetos que a senhora tem para Jundiaí na área da segurança?

Carla Basson – Já tinha alguma coisa em andamento que estamos colocando em prática e muita coisa que conseguimos trazer. Na questão da formação, um grupo de guardas foi qualificado pelo doutor Augusto Cury (psiquiatra, professor e escritor brasileiro com mais de 25 milhões de livros vendidos somente no Brasil) para a prevenção do suicídio. Somos a primeira Guarda Municipal a receber este tipo de qualificação.

Nós conseguimos fazer esse contato diretamente com ele, que disponibilizou este trabalho sem qualquer custo para a Guarda Municipal e unidade de gestão. Já temos 40 profissionais formados para multiplicar esse programa, denominado “Você é Insubstituível”, que visa a prevenção e a valorização da vida da população, principalmente neste momento de pandemia que estamos vivendo e que afeta diretamente a saúde mental. As pessoas são o bem maior de um município e nossa missão, aqui, é zelar por todas elas.

O programa Patrulha Guardiã Maria da Penha é outra ação pioneira na região, que trata especificamente da violência doméstica. Completou recentemente dois anos e os profissionais que atuam nele estão fazendo isso com maestria, são pessoas que vestiram a camisa e estão fazendo a diferença, inclusive propagando isso para a região. Até agora atendemos 200 mulheres que foram vítimas de algum tipo de violência e são assistidas por este programa.

Uma parceria que estamos fazendo, também, é para a defesa pessoal dos nossos guardas. O objetivo é investir na busca do condicionamento físico do profissional de segurança e técnicas para o dia a dia.
 

Tribuna – Já foi divulgado pela Prefeitura que serão investidos R$ 30 milhões no município para a segurança pública, nos próximos quatro anos. De que forma estes recursos serão utilizados?

Carla Basson – Já estamos investindo com a construção da sede do Canil da Guarda Municipal, lá no Medeiros. As obras foram iniciadas e serão empregados R$ 2,5 milhões em uma área de mil metros quadrados, uma base importante para o Vetor Oeste que contará com 16 cães, local para treinamento, sala de instrução, vestiários e estacionamento. A previsão de conclusão do serviço é de seis meses.

Temos a previsão também, em até três anos, de construção da nova sede da Guarda Municipal. Nele haverá um Centro Integrado de Comunicação, com a parte de atendimento de emergências no município contendo profissionais de diferentes áreas de atuação, como agentes de trânsito, Defesa Civil e a própria Guarda Municipal. A nova sede ficará na avenida 14 de Dezembro e será executada com recursos do Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento).

Eu digo sempre que sou abençoada por ter chegado neste momento tão importante para o município, com muitas conquistas e uma equipe maravilhosa, que me ajuda muito. Tenho um carinho muito grande pela Guarda Municipal e procuro sempre conversar com os inspetores e subinspetores, os próprios guardas, para falar dos objetivos e todos estarem informados sobre o que será desenvolvido em prol da segurança. Trabalhei por muito tempo na rua e sempre nos encontrávamos em atendimento de ocorrências.

Temos em torno de R$ 1,5 milhão destes recursos, também, para aquisição de viaturas e mais R$ 5 milhões para aquisição de 50 novos veículos e motos, com recursos de emendas parlamentares que foram conquistadas.

No monitoramento, o planejamento é para que tenhamos aproximadamente 240 câmeras distribuídas nas principais regiões da cidade para que o sistema de vigilância seja ampliado e ainda mais aprimorado, em parceria com a Cijun (Companhia de Informática de Jundiaí). Além da área ambiental, com as ações da Guarda Florestal que têm atuado muito.

Nos últimos anos, foram investidos R$ 178 mil para aquisição de armas e munições. A previsão, agora, é de mais R$ 280 mil para coletes balísticos, munição e EPIs para os nossos guardas.

Temos, também, o programa Bairro Seguro, com as regiões do Centro e da Ponte São João sendo atendidas neste primeiro momento e a ideia é estender para os outros bairros, mas precisamos primeiro consolidar as informações. Para isso, nós recebemos duas bases comunitárias, que estão sendo usadas pelas equipes para estreitar ainda mais essa relação com os moradores.

Tribuna – A segurança foi obrigada a atuar para que as pessoas mantenham o distanciamento e não pratiquem aglomerações na pandemia. Como tem sido este trabalho na cidade?

Carla Basson – A ação individual sempre traz consequências para os semelhantes e estamos vendo isso, infelizmente, em relação à Covid19. Mas cabe a cada um fazer a sua parte e o que está ao nosso alcance é conscientizar as pessoas nestas operações.

Junto com a Polícia Militar, temos feito as ações em pontos necessários para prevenir aglomeração e também para quem quer ter o descanso preservado, em relação aos pancadões. O resultado tem sido muito bom, inclusive recebendo elogios da população. Mas lembro que essa é apenas uma das nossas atribuições em relação à pandemia, pois apoiamos as ações de fiscalização do comércio para evitar excessos e damos suporte à Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte nos terminais de ônibus. Nós auxiliamos também a Ugads (Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social) com as pessoas em situação de rua.

Na Educação, ajudamos na volta às aulas e, para a Promoção da Saúde, fizemos a escolta das vacinas que o município recebe para imunização da população.
Trabalho em equipe é uma das prioridades da coronel à frente da gestão (Foto: PMJ)

Tribuna – Qual foi a principal mudança em relação ao novo trabalho? Tem alguma diferença no dia a dia da senhora, agora?

Carla Basson – Não estou colocando mais a farda (risos). Eu não mudei o meu jeito de trabalhar, ouço muito a minha equipe, que me ajuda muito. Amadurecemos as ideias e colocamos em execução aquilo que é preciso para o serviço de excelência à sociedade.

Tudo isso que relatei está acontecendo em quatro meses de trabalho e é muito legal, porque mostra o engajamento e profissionalismo de todos da unidade de gestão. Tem sido uma experiência maravilhosa, com profissionais incríveis e todos com vontade de fazer o melhor.

Uso muito as mídias sociais para comunicar à população o que estamos fazendo e gosto deste contato direto. É obrigação de quem está na área pública dar retorno à sociedade e ouvir o que as pessoas têm a dizer, o retorno daqueles para quem você presta o serviço.
Leia também:

Tribuna de Jundiaí – Qual é o legado que a senhora quer deixar para o município nesta passagem pelo governo municipal?

Carla Basson – Tudo isso tem a ver com o que penso em termos de trabalho, na valorização e condições para que o homem e a mulher possam executar este trabalho de segurança municipal da melhor forma possível. É dar as condições necessárias para quem atua com tanto afinco pela cidade, não só em termos de estrutura mas também na preocupação com o emocional, a saúde e bem-estar.

Já trabalhei em outros municípios e Jundiaí tem uma posição destacada, inclusive internacionalmente. Vejo o prefeito Luiz Fernando sempre empenhado em trazer e fazer aquilo que é melhor para a cidade e para a população.

A segurança pública é sempre um desafio diário, isso já trago na experiência da carreira. Nunca um dia será igual ao outro, mas nosso objetivo é o de cumprir as metas e fazer o melhor possível, todos os dias.
Mais de 30 anos dedicados à Polícia Militar: carreira brilhante (Foto: Arquivo Pessoal)

Tribuna – Raio X: quem é Carla Basson?

Carla Basson – Uma pessoa que tem como lema “ninguém veio ao mundo para passeio”. Temos uma missão para cumprir, algo maior e melhor naquilo que nos dispomos a fazer: como mãe, filha, amiga, professora, comandante… cada um na sua profissão ou naquele papel que a sociedade lhe impor.

Não sou uma pessoa conformada com as situações, busco sempre soluções e alternativas para um caminho melhor. Temos a obrigação de melhorar a sociedade que a gente vive, acredito nesta missão e em Deus, sempre nos guiando. Tenho um filho de 22 anos, sou muito feliz pelo que tenho e consegui conquistar com muito trabalho.

Aproveito para agradecer a equipe maravilhosa que tenho, aqui, junto com o comandante da Guarda Municipal, e a acolhida de todos na Prefeitura. Fui recebida com muito carinho, por todos.

Fonte: https://tribunadejundiai.com.br/mais/entrevistao/com-muito-dialogo-e-integracao-coronel-carla-basson-comanda-a-seguranca-publica-de-jundiai/

terça-feira, 17 de março de 2020

CVV vai à praça: escuta, abraços, acolhimento

Metrobus promove 'plantão de escuta' do CVV nos Terminais do Eixo Anhanguera


Um serviço diferente estará disponível para os passageiros do transporte coletivo na tarde desta terça-feira (10/03/2020). Aqueles que quiserem tirar suas dúvidas sobre o trabalho do CVV ou simplesmente ter aquele papo agradável na espera do próximo ônibus poderão entrar em contatos com voluntários do “Plantão de Escuta” que estará no Terminal Praça da Bíblia à partir das 16h. A ação continua no Terminal do Dergo, na manhã da próxima sexta-feira (13/03).


A equipe do CVV irá atender à todos os interessados em tirar suas dúvidas ou conversarem sobre os mais variados temas. Aproximadamente 15 mil pessoas passam pelos Terminais neste período. A alta circulação de pessoas no horário é um fator positivo para o desenvolvimento da ação, segundo o voluntário Fernando Tolentino, que explica alguns detalhes da ação.

“O ‘plantão de escuta’ já é realizado em várias capitais do Brasil, utilizando espaços públicos para falar sobre o tema com pessoas. Em São Paulo, por exemplo, é realizado no Metrô da cidade”, pontua. “Colocamos uma pequena mesa no local e esperamos as pessoas nos abordam para iniciar um assunto”, explica.

Não é a primeira vez que uma ação como essa é realizada nos Terminais do Eixo Anhanguera. “Em setembro, em decorrência do Setembro Amarelo, o CVV esteve trabalhando voluntariamente dentro de alguns espaços no Eixo Anhanguera. Abrimos para que voltassem sempre que quisessem e agora em virtude do Mês da Mulher, eles retornam ao Praça da Bíblia para mais um dia de ação”, explicou Paulo Cezar Reis, presidente da Metrobus.

Sobre o CVV

O CVV presta serviço voluntário e gratuito de prevenção do suicídio e apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os cerca de 3 milhões de atendimentos anuais são realizados por 3.000 voluntários em mais de 110 postos de atendimento pelo telefone 188 (sem custo de ligação), ou pelo www.cvv.org.br via chat, e-mail ou carta. A entidade realiza também ações presenciais, como palestras, Curso de Escutatória e grupos de apoio a sobreviventes do suicídio – GASS (https://www.cvv.org.br/cvv-comunidade/).

Fonte: https://altairtavares.com.br/metrobus-promove-plantao-de-escuta-do-cvv-nos-terminais-do-eixo-anhanguera/

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

O suicídio entre agentes da segurança pública em dois estados brasileiros

São Paulo e Ceará lideram casos de suicídio de agentes da segurança pública

Levantamento sobre suicídio de policiais identificou aumento de 140% nos casos de 2017 para 2018; das 67 vítimas no ano passado, 50 eram militares

 

O suicídio de agentes da segurança pública em todo o país aumentou 140% de 2017, quando houve 28 casos, para 2018, quando o número chegou a 67. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (27/8) pelo GEPeSP (Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção) e engloba profissionais da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Também houve aumento do número de homicídios seguidos de suicídio: em 2017, eles representavam 8% do total e no ano passado chegaram a 16%.

Em números absolutos, São Paulo e Ceará são os estados onde aconteceram mais casos em 2018: 15 e 9, respectivamente. Com relação ao chamado comportamento suicida, ou seja, se considerarmos as tentativas de suicídio, Rio de Janeiro ultrapassa o Ceará com 13 casos, sendo 4 consumados e 9 tentados.

Os militares são as maiores vítimas, correspondendo a 50 casos. Desses, 80% envolviam praças (17 soldados, 15 sargentos e 9 cabos). Alagoas é o estado com maior taxa de suicídio de PMs, com 5 mortes a cada 10 mil policiais. “Esse dado nos ensina que precisamos analisar com cautela a magnitude das mortes por suicídio entre policiais, considerando a variação das taxas segundo o tamanho da população”, alerta Dayse Miranda, doutora em Ciência Política, professora e pesquisadora na área de Violência e Políticas Públicas, e coordenadora do GEPeSP. Mato Grosso do Sul apresentou taxa de 3,4 mortes a cada 10 mil policiais e o Ceará chegou a 3,3.

A base de dados do GEPeSP é inédita e traz recortes bastante específicos, como por exemplo, o perfil do agente de segurança pública que se suicida – homens, 75% são casados e com média de idade de 39 anos -, locais onde mais acontecem essas mortes, – em casa durante a folga – e o meio mais utilizado que é arma de fogo, que aparece em 52 dos 67 casos.

“Nós fizemos esse levantamento com informações que os pesquisadores que compõem o grupo coletaram junto a categoria. A nossa intenção é lançar luz em um assunto tão urgente e provocar esse debate sobre como as estatísticas são falhas quando falamos sobre o tema, que ainda é um tabu, infelizmente. E são números que podem nos trazer possibilidades de criar políticas públicas no sentido de reduzir esse cenário alarmante”, explica Dayse Miranda.

Um estudo da Ouvidoria das Polícias de São Paulo divulgado em fevereiro deste ano já apontava uma tendência desse aumento observado nacionalmente. Na ocasião, a Ponte conversou com uma voluntária do CVV* (Centro de Valorização à Vida), que trabalha na prevenção do suicídio, e ela destacou a constante exposição da policial à violência e a cobrança de um alto rendimento em situações como essa como possíveis gatilhos.

“Existe a pessoa militar e existe a pessoa por trás da farda. Fora daquele papel tem um ser humano com fragilidades, angústias e dores. Por muitas vezes, a sociedade espera que ele seja um super-humano forte o tempo todo. Quanto mais se exige dessa pessoa ter autossuficiência, mais as fragilidades a atingem”, explicou a voluntária Elaine Macedo.

No boletim do GEPeSP há também a apresentação de um modelo multifatorial que problematiza justamente as razões para que alguém tire a própria vida e sinaliza justamente a “vitimização direta ou indireta” do agente da segurança. “Há estudos que apontam o estresse pós-traumático em pessoas submetidas à violência. O suicídio é o ponto final muitas vezes de um quadro que vem se arrastando, se somando a uma série de outras coisas. O policial quando vai para a rua sabe das ameaças. Mas ainda assim não está livre disso e é obrigado a lidar com a morte, com o risco para ele, com a perda de um colega em alguma situação”, explica Dayse Miranda, coordenadora do GEPeSP.

O boletim aponta seis fatores motivacionais que mais foram citados nos casos: problemas de saúde mental (10), conflitos conjugais e de relacionamento amoroso (4), relacionamento interpessoal na família (4), consumo abusivo de álcool (2), humilhações verbais por colegas e superiores (2) e envolvimento criminal (1). “Esses dados devem ser analisados com cautela. Mas de 50% do total de 53 suicídios declarados não apresentaram motivações. O quantitativo apresentado é constituído por múltiplas respostas. Um caso pode apresentar mais de uma motivação. Há casos de suicídio em que a vítima estava sofrendo de depressão, mas também trazia em seus relatos experiências de humilhações verbais cometidas por seus superiores segundo familiares e amigos”, aponta estudo.

Em texto para o portal de notícias Yahoo, em março deste ano, Martel Alexandre del Colle, 28 anos, policial militar e hoje aspirante a Oficial da PM do Paraná, faz um relato que expressa com exatidão alguns aspectos trazidos pelo estudo. Martel conta como uma série de frustrações diante de uma estrutura engessada, perseguições, sabotagens vindas de dentro da corporação diante de tentativas de realizar um trabalho honesto, fizeram com que ele decidisse se matar. Foi o apoio da família que o impediu.

“Fui para o hospital da polícia e de lá fui para um internamento que durou 40 dias. Se eu tinha alguma dúvida de que a minha luta estava certa, ela acabou dentro do hospital. Lá encontrei muitos policiais emocionalmente destruídos por terem sido o policial ideal. Alguns contavam dos batismos que, basicamente, são execuções que eles tiveram de realizar como forma de teste quando eram novos na polícia. Segundo eles, era necessário ir até uma favela e matar alguém para mostrar que eles seriam policiais de coragem. Outros policiais estavam com a família destruída. De tanto fazerem coisas de que se arrependem e voltarem para casa sem poder contar nada”, diz trecho do depoimento.

*O atendimento do CVV é gratuito pelo telefone 188 e também on-line pelo portal do CVV.

Fonte: https://ponte.org/sao-paulo-e-ceara-lideram-casos-de-suicidio-de-agentes-da-seguranca-publica/

terça-feira, 24 de abril de 2018

Suicídio: como agir quando sei que alguém próximo a mim quer se matar?


O primeiro passo é não fazer pouco caso da dor que o outro está sentindo
Nessa segunda-feira (23/4/2018), o Colégio Bandeirantes, de São Paulo, comunicou uma notícia trágica: dois de seus alunos cometeram suicídio num intervalo de 15 dias. Segundo a instituição, os casos não tem ligação entre si e, independentemente de estarem conectadas ou não, a morte desses jovens reascende uma pauta desoladora: a de que os casos de suicídio são muito mais comuns do que a gente supõe.
E a maior parte da sociedade ainda não está preparada para lidar com o assunto. Como posso ajudar alguém que está passando pelo sofrimento de pensar em se matar? Essa é a grande questão.
Para o psiquiatra Carlos Felipe de Oliveira, que é diretor da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio e atua junto ao CVV (Centro de Valorização da Vida), o primeiro passo é não desqualificar a dor do outro. Ao perceber que alguém próximo a você está apresentando sinais de profunda tristeza e descrença em relação à vida não trate isso como algo sem importância, algo que pode ser revertido simplesmente com força de vontade. “Tem que estar claro para você que aquela pessoa está sofrendo e que ela pode estar passando por um processo de depressão”, aponta o médico.
Isso obviamente também se aplica a outro tipo de situação: quando alguém próximo tentou cometer suicídio. Em casos assim, é muito comum que as pessoas comentem que aquela pessoa não queria realmente se matar, mas apenas chamar a atenção. “De fato, aquela pessoa quer chamar a atenção, mas não no sentido de ‘se mostrar’. Ela quer chamar a atenção para a profunda dor que está sentindo“, diz o psiquiatra. Ou seja: é um pedido de socorro.
Tendo isso em mente, depois de compreender a gravidade da situação, o segundo passo é mostrar-se realmente disposto a ajudar. Mas como fazer isso sem ser invasiva? Para o psiquiatra, uma conversa franca e amorosa ainda é o melhor caminho. “Eu sou solidário com o que você está passando. Não estou sentindo a sua dor, mas quero te ajudar com isso”, sugere Carlos como boa forma de mostrar apoio. E repare nessa parte importante: não tente dizer que você sabe pelo que aquela pessoa está passando, afinal, você realmente não sabe.
Ah, e falar coisas como “tenha força de vontade” e “daqui a pouco isso passa” definitivamente não é a solução. “Isso desqualifica a dor do outro”, frisa Carlos.
O médico também aconselha que você conte a mais alguém sobre o que está acontecendo. Alguém que tenha muita intimidade com a pessoa deprimida e que seja de total confiança, lógico. Mas isso não seria uma maneira de expor um assunto íntimo sem consentimento? Carlos é enfático em dizer que não. Quando um ente querido está lidando com depressão e angústia profunda, pedir o apoio de mais alguém é o mais sensato a se fazer.
Essa medida é ainda mais importante nos casos em que a pessoa deprimida tem dificuldade de se abrir com você. Em conjunto é mais fácil ver a melhor forma de se aproximar e ajudar quem precisa. Obviamente isso não significa que você tem o direito de sair por aí espalhando a intimidade dos outros. Bom senso, né?
O próximo passo é aconselhar a pessoa deprimida a buscar acompanhamento profissional. Uma rede de apoio e afeto é algo que ajuda muito quem está deprimido e pensando em tirar a própria vida, mas isso não significa que amor e palavras bonitas vão resolver o problema. Tratamento é essencial! Carlos diz que a pessoa pode buscar um psicólogo ou ir direto ao psiquiatra, o que importa é entrar em contato com o profissional que deixe o paciente plenamente confortável.
O médico também chama a atenção para outro ponto importante: não deixe a pessoa deprimida sozinha. Mesmo depois que ela iniciar o tratamento, se faça presente e continue mostrando que você se importa.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Movimento Mundial Setembro Amarelo estimula prevenção do suicídio

Ação busca a conscientização da população a respeito do problema de saúde pública que mata 1 brasileiro a cada 45 minutos.

Se outubro é o mês pela prevenção do câncer de mama, representado pela cor rosa, e novembro é pela prevenção de doenças masculinas, com a cor azul, Setembro Amarelo é um movimento mundial para conscientizar a população sobre a realidade do suicídio e mostrar que existe prevenção em mais de 90% dos casos. De cada suicídio, de seis a dez outras pessoas são diretamente impactadas, sofrendo sérias consequências difíceis de serem reparadas.

O suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata 1 brasileiro a cada 45 minutos e 1 pessoa a cada 45 segundos em todo o mundo. Pelo menos o triplo disso tentou tirar a própria vida e outras chegaram a pensar em suicídio.

Apesar de números tão alarmantes, o assunto ainda é tratado como tabu. Evita-se o assunto, o que só colabora para seu aumento. Segundo Carlos Correia, voluntário do CVV, entidade que atua gratuitamente na prevenção do suicídio há 53 anos, “as pessoas que tentam suicídio pedem ajuda, mas, normalmente, não são compreendidas. Deixar de falar sobre o assunto só colabora para esse distanciamento social”, comenta. “O assunto suicídio deveria fazer parte, de forma muito natural, da roda de amigos, nas escolas, casas religiosas e dentro das casas”, complementa.

O movimento Setembro Amarelo é estimulado mundialmente pelo IASP – Associação Internacional pela Prevenção do Suicídio e consiste em iluminar ou sinalizar locais públicos com faixas ou símbolos amarelos.

No Brasil, uma das instituições que está trabalhando pela causa neste ano é o CVV. Os 70 endereços do CVV em todo o país vão colocar uma faixa amarela na sua fachada, e seus voluntários buscam o apoio de municípios, estados e da federação para iluminar ou identificar monumentos e prédios públicos durante todo o mês de setembro.

10 de setembro é o Dia Internacional de Prevenção do Suicídio - definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS)

Como ajudar
Para colaborar, qualquer pessoa pode iluminar ou identificar a fachada de uma casa ou prédio, promover motoata (passeio de motos) com balões, fitas ou panos amarelos, caminhadas com camisetas amarelas ou outras ações que impactem a população. Todos que mandarem fotos de suas iniciativas para a fanpage do CVV (https://www.facebook.com/cvv141) poderão ver o material compartilhado no Facebook. Algumas dessas fotos serão enviados ao IASP que vai reunir as principais ações ao redor do mundo.

Ação na cidade de São Paulo

Dia 10 Setembro de 2015 às 20 horas

3ª Caminhada Noturna pela Valorização da Vida  

Saída: em frente ao Teatro Municipal

Sobre o CVV
O CVV - Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os mais de um milhão de atendimentos anuais são realizados por 2.200 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal, pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 70 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail.

Outras informações também podem ser obtidas na nossa página www.facebook.com/cvv141

domingo, 13 de julho de 2014

Novo curso do CVV para voluntários

O que é: evento de seleção e capacitação de novos voluntários


Quando: 19 e 20/07/2014

Quem promove: Posto CVV Abolição

Onde: Rua Abolição, 411 - Bela Vista - São Paulo (localização no Google Map)

O que ocorrerá durante o evento: durante as atividades - de caráter gratuito - haverá seleção dos interessados em colaborar com a entidade. Para ser voluntário vinculado ao Programa CVV de prevenção ao suicídio, apoio emocional e valorização da vida basta ter mais de 18 anos, ter disponibilidade de tempo (média de 4 horas e meia, uma vez por semana), disposição para ajudar o próximo e abertura para o autoconhecimento e aprendizado.

CVV em dois minutos no youtube!

Para saber mais sobre o suicídio leia esta cartilha!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Curso para formação de voluntários do CVV - São Paulo


Os Postos CVV - Centro de Valorização da Vida realizarão novo Curso para Formação de Voluntários.


Veja abaixo os locais de formação dos novos voluntários.

Postos CVV São Paulo-SP

CVV Abolição - 01/02 e 02/02/2014.
13:30 hs às 18:30 hs - tel. 3242-4111

CVV Guarulhos - 25/01 e 26/01/2014
14:00 hs às 18:00 hs - Tel. 2440-4111

CVV Jabaquara - 02/02/2014
8:00 hs às 18:00 hs - Tel. 2577-4111

CVV Pinheiros - 01/02/2014
9:00 hs às 18::00 hs - Tel. 3083-4111

CVV Vila Carrão - 01/02 e 02/02/2014
13:00 hs às 18:00 hs - Tel. 2097-4111

Inscrições
- via e-mail:cvvsp@cvv.org.br
- via telefone: 141 ou no telefone do Posto de seu interesse.
- no próprio local 10 minutos antes do curso.

Durante a atividade - que é dinâmica e descontraída - haverá a apresentação da entidade e a seleção dos interessados em se tornar voluntários.

Para ser voluntário vinculado ao Programa CVV de Prevenção ao Suicídio, Apoio Emocional e Valorização da Vida basta ter mais de 18 anos, disponibilidade de tempo (média de 4 horas e meia, uma vez por semana), disposição para ajudar o próximo e abertura para o autoconhecimento e aprendizado.

Venha e traga um amigo ou amiga!

.............

O CVV, uma instituição sem fins lucrativos, mantida pelos próprios voluntários, realiza gratuitamente, há 52 anos, o Serviço de Apoio Emocional e Valorização da Vida, utilizando como ferramenta principalmente o telefone e a internet (e-mail e chat no próprio site da entidade).


Para saber mais 
- Youtube: CVV em dois minutos
- Facebook: CVV141
- Twitter:@cvv141
- www.cvv.org.br

quarta-feira, 29 de maio de 2013

CVV promove debate sobre prevenção do suicídio na Virada Sustentável 2013

Sustentabilidade da própria vida, no dia 8 de junho no Parque da Água Branca, tenta chamar a atenção da sociedade e quebrar tabus

O CVV, entidade que atua gratuitamente há 51 anos na prevenção do suicídio, promoverá no dia 8 de junho um debate com o tema “Sustentabilidade da própria vida – a prevenção do suicídio no foco do ser humano”, como parte da programação da Virada Sustentável 2013.

Com entrada franca, o debate será realizado por quatro profissionais de diferentes formações, visões e percepções, o que permite um ambiente bastante enriquecedor. A participação da plateia, com perguntas, depoimentos e comentários, deverá ampliar a discussão. Os nomes dos debatedores será confirmado em breve.

O suicídio no Brasil

No Brasil, 25 pessoas morrem vítimas de suicídio por dia e ao menos outras 50 tentam tirar a própria vida. De todos os casos, mais de 90% poderiam ser evitados. Segundo pesquisa da Unicamp, 17% dos brasileiros pensaram seriamente em cometer suicídio no decorrer de suas vidas.

Apesar da seriedade do assunto, o suicídio ainda é um tabu na sociedade brasileira o que dificulta a sua prevenção. O CVV acredita que uma forma importante de se evitar novos casos é conversar sobre o assunto para derrubar mitos e quebrar tabus.

Sustentabilidade da própria vida – a prevenção do suicídio no foco do ser humano
Data: 8 de junho, das 15h às 17h
Local: Parque da Água Branca – auditório da administração
Endereço: Avenida Francisco Matarazzo, 455 – Água Branca – São Paulo

Sobre o CVV

O CVV - Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os mais de um milhão de atendimentos anuais são realizados por 2.200 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal, pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 72 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail.

É associado ao Befrienders Worldwide (www.befrienders.org), entidade que congrega as instituições congêneres de todo o mundo e foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como a melhor iniciativa não governamental de prevenção ao suicídio no Brasil.

Possui membro na Rede Mundial de Suicidólogos (www.redmundialsuicidiologos.org), entidade sem fins lucrativos com representes de 42 países.

Fonte:
Querido leitor - Rosana Hermann
http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/cvv-promove-debate-sobre-prevencao-do-suicidio-na-virada-sustentavel-2013/2013/05/28/

domingo, 7 de outubro de 2012

II Simpósio Internacional de Prevenção do Suicídio - São Paulo


Em comemoração aos seus 50 anos de atividades ininterruptas, o Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza o citado evento.

Local: Hotel Novotal São Paulo - Jaraguá Convention
Rua Martins Fontes, 71 - Centro - São Paulo -SP

Data: 19 de outubro de 2012, das 8 às 18:15h

Inscrições: no local ou pelo email cvv@advicecc.com

Não há taxa de inscrição.

Programação
8:00 às 8:30 - credenciamento
8:30 às 8:45 - abertura
8:45 às 9:30 - Bases do trabalho voluntário de prevenção do suicídio
                       Jacques Conchon
9:30 às 10:00 - Depoimento
10:00 às 10:30 - Intervalo
10:30 às 12:30 - Demanda pelo serviço de apoio
                           Dr. Neury José Botega
                           Dra. Blanca Susana Guevara Werlang
12:30 às 14:00 - almoço
14:00 às 16:00 - Disponibilidade de apoio voluntário na prevenção do suicídio
                           Europa - Liz Try
                           Estados Unidos - Gary Beckmann
                           Nova Zelândia - Peter Barker
                           Brasil - CVV - Alankardec Gonzalez
16:00 às 16:30 - Intervalo
16:30 às 18:00 - Perspectivas para o futuro
                           Dr. Brian Mishara
18:00:18:15 - Encerramento

Mais informações: secretaria@cvv.org.br :: www.cvv.org.br

domingo, 2 de setembro de 2012

6ª Semana de Valorização da Vida - CVV


Programação 

10/09/2012 - 2ª feira - 19h às 21h
Local - ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing
Rua Álvaro Alvim, 123, Vila Mariana, São Paulo.

Encontro com Jornalista - Tema Suicídio
André Trigueiro (Globo News)
Valmir Solaro(Tv Globo)
Afonso Mônaco(R7)
Claudia Collucci ( Folha São Paulo)
Eugenio Bucci
Suzana Singer


11/09/2012 – 3ª feira - 19 às 22h 
Local: Câmara Municipal de São Paulo- Viaduto Jacareí, 100 1º Subsolo
Sala Sérgio Vieira de Melo - Bela Vista - SP

19:30 às 20:40h - Suicídio 
Palestrante Dra. Alexandrina M.Augusto Meleiro - Doutora em Medicina/Dep. Psiquiatria na Faculdade de Medicina USP

20:40 às 22h - Como Viver Melhor
Palestrante: Dra. Rosana Bueno - Psicóloga, pós-graduada em psicologia organizacional, Mediadora de Conflitos e Palestrante Empresarial.


12/09/2012 – 4ª feira - 19 às 22h 
Local: Teatro do Hospital Santa Catarina - Av. Paulista, 200 - Bela Vista - SP

19:30 às 20:40h - A escola do século XXI
Palestrante: Alexandre Pelegi - Jornalista e Radialista do programa Primeiro Programa - Escritor e Palestrante. 

13/09/2012 – 5ª feira - 19 às 22h 
Local: Cruz Vermelha Brasileira - Av. Moreira Guimarães, 699 - Indianópolis. 

19:30 às 20:40h - Cultura de Paz e Sustentabilidade 
Palestrante: Lia Diskin - Cofundadora da Associação Palas Athena, Jornalista, autora e coautora de diversas publicações sobre cultura de paz e sustentabilidade.

20:40 às 22h - Como Cuidar do Meu Idoso
Palestrante: Fernanda Maria Favere Augusto - Assistente Social, Coordenadora e Professora do Curso para Formação de Cuidador de Idoso do Centro de Referência ao Idoso (Cri-Norte).

14/09/2012 – 6ª feira - 19 às 22h 
Local: Câmara Municipal de São Paulo - Viaduto Jacareí, 100 - 1º Subsolo - Sala Sérgio Vieira de Melo

19:30 às 20:40h -Voluntariado como Instrumento de Valorização da Vida
Palestrante: Sílvia Louzã Nacacche - Coordenadora do Centro de Voluntariado de São Paulo e Palestrante.

20:40 às 22h - Bullyings e CiberBullyings 
Palestrante: Profº Edésio Santana - Professor do Ensino Médio e Superior, Escritor e Palestrante, especialista no tema Bullying.

15/09/2012 – Sábado - 14 às 18h  
Local: SESC Unidade Vila Mariana - Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana - SP

14:30 às 15:40h - Deficiência: como Valorizar a Vida
Palestrante: Representante do Instituto Mara Gabrilli - Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida

16 às 17:20h - Educação e Cultura como Ferramenta para Valorizar a Vida
Palestrante: Vanessa Pippins - Formada em Direito e Jornalismo e Mestre em Educação, mobilizadora regional do Canal Futura e articuladora de redes sociais.

17:20 às 18h - Encerramento da Semana de Valorização da Vida.

Obs: Será fornecido comprovante de comparecimento aos que solicitarem.