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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Alerta: o Brasil na contramão...

Suicídios caem no mundo, mas crescem no Brasil


Paulo Ritter (9 outubro 2019)

No dia 9 de setembro, véspera do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou um relatório com dados alarmantes. No dia seguinte, lançou, com dois parceiros internacionais, a campanha “40 segundos de ação”, cujo ponto culminante será no Dia Mundial da Saúde Mental, em 10 de outubro, com o foco este ano justamente na prevenção do suicídio.

Os dados do relatório foram amplamente divulgados pela grande mídia. A cada ano, quase 800 mil pessoas se suicidam no planeta – uma morte a cada 40 segundos.  O suicídio foi a segunda principal causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos, atrás apenas dos acidentes de trânsito. Apesar desses números, entre 2010 e 2016 a taxa global caiu 9,8%, mas a região das Américas registrou um aumento de 6%, relacionado segundo a OMS ao acesso a armas de fogo. Parte do declínio da taxa mundial se deve ao fato de mais países terem investido em estratégias de prevenção.

Na contramão da tendência mundial, o suicídio no Brasil aumentou 7% de 2010 a 2016 – último ano da pesquisa da OMS. Entre os adolescentes o aumento foi ainda maior. Segundo uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a taxa nesse grupo etário, nas grandes cidades brasileiras, aumentou 24% entre 2006 e 2015.  Em 2016, 32 pessoas se suicidaram por dia em nosso país – uma morte a cada estarrecedores 45 minutos –, ou seja, mais brasileiros se mataram naquele ano do que morreram de doenças como AIDS e câncer.

O suicídio está intimamente ligado aos quadros depressivos. Ainda segundo a OMS, 5,8% da população brasileira sofriam de transtornos depressivos em 2015 – um total de 11,5 milhões de brasileiros. O Brasil foi o país com o maior número de deprimidos na América Latina e o segundo nas Américas, atrás somente dos Estados Unidos

O suicídio está intimamente ligado aos quadros depressivos. Ainda segundo a OMS, 5,8% da população brasileira sofriam de transtornos depressivos em 2015 – um total de 11,5 milhões de brasileiros. O Brasil foi o país com o maior número de deprimidos na América Latina e o segundo nas Américas, atrás somente dos Estados Unidos, com 5,9% de deprimidos. Em relação aos transtornos de ansiedade, frequentemente associados às depressões, nosso país foi recordista mundial em 2015, com 9,3% da população apresentando algum transtorno desse tipo, totalizando 18,6 milhões de pessoas ansiosas.

Essas questões dizem respeito ao campo da saúde mental – expressão cara ao contexto brasileiro. Esse campo de atuação profissional e assistência à saúde surgiu a partir da Reforma Psiquiátrica brasileira, iniciada na década de 80, quando o modelo assistencial em psiquiatria passou a ser reconfigurado em suas linhas fundamentais. O modelo tradicional baseado na figura do médico e no hospital psiquiátrico – modelo hospitalocêntrico – passou gradativamente a dar lugar aos chamados serviços substitutivos de base territorial. Foi nesse contexto que surgiram os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), as Residências Terapêuticas, os Consultórios de Rua etc. –, serviços de saúde espalhados pelas cidades que formam uma rede de cuidados direcionada às pessoas com transtornos psíquicos graves.

A Reforma Psiquiátrica brasileira é reconhecida internacionalmente como uma experiência rica e pujante, exitosa na substituição de uma visão estritamente médica da loucura por uma visão mais complexa e plural. Com a mudança do modelo assistencial, a loucura deixou de ser uma questão exclusiva da psiquiatria e passou a ser objeto de outros saberes. O campo da saúde mental, portanto, criado a partir da Reforma Psiquiátrica, comporta múltiplos saberes: psicologia, psicanálise, psiquiatria, assistência social, justiça, antropologia, sociologia, artes, cultura etc.

Como tantas outras políticas públicas no Brasil, a Reforma Psiquiátrica também está sendo desconstruída nos últimos anos. O movimento progressista, articulado com a defesa dos direitos humanos em seus vários aspectos, tem sido desmantelado ostensivamente pela chamada “Nova” Política de Saúde Mental. O grande hospital psiquiátrico – o manicômio – voltou à cena, assim como as comunidades terapêuticas passaram a receber dinheiro público a partir deste ano. Estas, similares aos manicômios, voltadas para a dependência química, em sua absoluta maioria estão ligadas a grupos religiosos e preconizam um tratamento baseado na abstinência, na contramão dos avanços mundiais.

Diante do crescimento do suicídio e dos números recordes relativos aos quadros depressivos e ansiosos, podemos perguntar como a assistência pública de saúde no Brasil está enfrentando esses desafios. Os quadros de depressão e ansiedade – como os demais quadros psíquicos – não são como doenças naturais, enraizadas no organismo e independentes do contexto cultural, necessitam, portanto, de estratégias complexas de enfrentamento de suas causas.

Uma das faces mais agudas da depressão é o sentimento de desesperança, no qual o futuro não vale mais a pena. Já a ansiedade é um dos nomes da angústia, aquele afeto próximo do medo que nos invade em situações de perigo, como uma espécie de excesso intraduzível em palavras. Só mais alguns passos, portanto, e podemos entender nossas primeiras posições em relação ao suicídio e aos quadros depressivos e ansiosos.

Freud costumava dizer que a cura em psicanálise vinha pelo amor, no sentido pleno dessa palavra, no sentido de pulsão de vida, dos laços que nos unem aos outros e ao trabalho. Uma análise, portanto, deveria ser capaz de restabelecer a capacidade de trabalhar e amar do sujeito. Atingido esse objetivo, ela poderia ser concluída. Ora, trabalhar e amar ainda são possíveis no Brasil de hoje?

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil há atualmente cerca de 13 milhões de desempregados. Os números de subutilizados e desalentados – que simplesmente desistiram de procurar emprego – atingiram o recorde de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012; a informalidade também é a maior já registrada. Esses números indicam que um em cada quatro brasileiros em condições de trabalhar está desempregado, trabalhando menos horas do que gostaria ou desistiu de procurar emprego. Não à toa, alguns estudos indicam que vivemos a maior fuga de cérebros da nossa história. Se não há esperança no futuro, melhor ir procurá-lo em outro lugar.

Restaria o amor, constitutivo dos laços que nos unem aos outros, à família, aos amigos, aos parceiros amorosos. Basta, no entanto, uma rápida olhada no noticiário diário ou nas redes sociais para descrermos também desse caminho.

Diante dessa situação, não admira que os números relativos ao suicídio, à depressão e aos transtornos ansiosos estejam nas alturas. Para enfrentá-los, precisamos de políticas públicas de saúde que entendam a complexidade desse fenômeno e, sobretudo, a complexidade do campo da saúde mental. Não será retornando a uma visão exclusivamente médica dos problemas psíquicos que diminuiremos esses números.

Fonte: https://projetocolabora.com.br/ods3/suicidios-caem-no-mundo-mas-crescem-no-brasil/

domingo, 13 de setembro de 2015

Setembro Amarelo e uma "história positiva para partilhar"

Na véspera do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio policial salva homem que intentava matar-se

O indivíduo estava sentado à beira do muro de uma ponte, por cima de uma autoestrada movimentada.

O agente D.V. Hicks, que seguia por ali a caminho de casa, percebeu a intenção do desconhecido e aproximou-se lentamente, estendendo-lhe a mão. Foi quanto bastou para que o homem, depois de uma curta conversa, se levantasse e passasse para o lado mais seguro da ponte. Já em segurança, deixou-se abraçar longamente pelo agente, que o confortou.

Segundo a CNN, tudo aconteceu na quarta-feira passada, véspera do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. E apesar de o agente Hicks não estar a par da efeméride [da data comemorativa], confessou ter ficado satisfeito por ter agora uma "história positiva para partilhar".

O homem foi depois encaminhado para a assistência médica e psiquiátrica e o vídeo do momento, que foi captado pelas câmaras que monitorizam o trânsito na área, já se tornou viral.

Fonte: www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4775030

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Movimento Mundial Setembro Amarelo estimula prevenção do suicídio

Ação busca a conscientização da população a respeito do problema de saúde pública que mata 1 brasileiro a cada 45 minutos.

Se outubro é o mês pela prevenção do câncer de mama, representado pela cor rosa, e novembro é pela prevenção de doenças masculinas, com a cor azul, Setembro Amarelo é um movimento mundial para conscientizar a população sobre a realidade do suicídio e mostrar que existe prevenção em mais de 90% dos casos. De cada suicídio, de seis a dez outras pessoas são diretamente impactadas, sofrendo sérias consequências difíceis de serem reparadas.

O suicídio é considerado um problema de saúde pública e mata 1 brasileiro a cada 45 minutos e 1 pessoa a cada 45 segundos em todo o mundo. Pelo menos o triplo disso tentou tirar a própria vida e outras chegaram a pensar em suicídio.

Apesar de números tão alarmantes, o assunto ainda é tratado como tabu. Evita-se o assunto, o que só colabora para seu aumento. Segundo Carlos Correia, voluntário do CVV, entidade que atua gratuitamente na prevenção do suicídio há 53 anos, “as pessoas que tentam suicídio pedem ajuda, mas, normalmente, não são compreendidas. Deixar de falar sobre o assunto só colabora para esse distanciamento social”, comenta. “O assunto suicídio deveria fazer parte, de forma muito natural, da roda de amigos, nas escolas, casas religiosas e dentro das casas”, complementa.

O movimento Setembro Amarelo é estimulado mundialmente pelo IASP – Associação Internacional pela Prevenção do Suicídio e consiste em iluminar ou sinalizar locais públicos com faixas ou símbolos amarelos.

No Brasil, uma das instituições que está trabalhando pela causa neste ano é o CVV. Os 70 endereços do CVV em todo o país vão colocar uma faixa amarela na sua fachada, e seus voluntários buscam o apoio de municípios, estados e da federação para iluminar ou identificar monumentos e prédios públicos durante todo o mês de setembro.

10 de setembro é o Dia Internacional de Prevenção do Suicídio - definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS)

Como ajudar
Para colaborar, qualquer pessoa pode iluminar ou identificar a fachada de uma casa ou prédio, promover motoata (passeio de motos) com balões, fitas ou panos amarelos, caminhadas com camisetas amarelas ou outras ações que impactem a população. Todos que mandarem fotos de suas iniciativas para a fanpage do CVV (https://www.facebook.com/cvv141) poderão ver o material compartilhado no Facebook. Algumas dessas fotos serão enviados ao IASP que vai reunir as principais ações ao redor do mundo.

Ação na cidade de São Paulo

Dia 10 Setembro de 2015 às 20 horas

3ª Caminhada Noturna pela Valorização da Vida  

Saída: em frente ao Teatro Municipal

Sobre o CVV
O CVV - Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os mais de um milhão de atendimentos anuais são realizados por 2.200 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal, pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 70 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail.

Outras informações também podem ser obtidas na nossa página www.facebook.com/cvv141

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Dia Mundial de Prevenção do Suicídio Ecos de Portugal

A Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) e a Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) de Odemira comemoram hoje o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio.

Na Biblioteca de Odemira é apresentado o resultado do estudo “Suicídio e Autópsia Psicológica” realizado pela Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa e sob coordenação científica do Coordenador Nacional do Projecto Europeu da Prevenção do Suicídio, Professor Ricardo Gusmão. Este estudo é apontado como inovador dada a utilização de um instrumento desenvolvido para investigação forense. A apresentação está a cargo do ex-coordenador executivo do Observatório do Suicídio e Parassuicídio do Baixo Alentejo, José Henrique Santos, psicólogo co-autor do trabalho.

A promoção da saúde mental também é a temática que vai ser abordada junto da comunidade feminina do Estabelecimento Prisional de Odemira, na próxima segunda-feira. Esta acção de sensibilização da ULSLA pretende apoiar as mulheres em exclusão social na identificação dos primeiros sinais e sintomas em saúde mental – neurose, psicose, depressão, entre outros.

Estas são algumas das iniciativas da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano desenvolvidas no âmbito das comemorações dos 35 anos do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

 http://www.radiopax.com/index.php?go=noticias&id=4951

sábado, 6 de setembro de 2014

CAVIDA de Maceió-AL presente no Dia Mundial de Prevenção do Suicídio

Cavida trabalha ações no
dia mundial de prevenção ao suicídio

O dia 10 de setembro, é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. A data foi instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como forma de sensibilizar e convocar os países-membros para a criação de estratégias para a prevenção do suicídio, que tem altas taxas em todo o mundo.

O suicídio é atualmente uma das três principais causas de morte entre os jovens e adultos. A cada 35 segundos uma pessoa chega ao óbito por suicídio.

Como uma estratégia de prevenção, foi criado o CAVIDA – Centro de Amor a Vida, que é um serviço de utilidade pública estadual (Lei 7553/2013) que trabalha na prevenção ao suicídio, auxiliando a salvar vidas através de serviços como: psicoterapia individual e de grupo, palestras, e capacitação profissional. Os serviços são gratuitos à comunidade e fornecidos por uma equipe multiprofissional capacitada para trabalhar nessa temática.

É importante estar em alerta aos sinais que indicam comportamento suicida, tais como: Comportamentos de isolamento; tristeza; desânimo com a vida; dificuldade financeira; dificuldade de relacionamento; bullying; depressão; uso excessivo de drogas; direção perigosa; etc...

Caso conheça alguém que precise de ajuda, indiquem nosso serviço e ajude a salvar vidas, prevenindo o suicídio e promovendo saúde à população.

Informações 3326-2774 / www.projetocavida.blogspot.com.br

Fonte: http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=209094

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

10 de Setembro :: Dia Mundial da Prevenção do Suicídio

Sugestão do Grupo Vida-Suicidologia da UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri / Minas Gerais):

  • Coloque um balão amarelo na janela de sua casa, durante o dia. 
  • Ou acenda uma vela próximo à janela, às 20h. 

Demonstre o seu apoio à "prevenção do suicídio: tarefa para muitas mãos".

Participe dessa ação de solidariedade!

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Jornalista homenageia CVV no Dia Mundial de Prevenção do Suicídio

No dia de prevenção do suicídio, uma homenagem ao CVV, que salva tantas vidas
Mônica Bernardes (jornalista e autora deste livro em destaque)

Neste Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10/09), seria muito bom que o assunto passasse a ser tratado de maneira aberta, sem ser considerado tabu.

A imprensa sempre teve dificuldade em abordar o tema, por considerar que falar de suicídio poderia ser um estímulo à prática. Mas, na verdade, acontece o contrário. A informação poderia ser útil para evitar novos casos.

Quando eu preparava o livro "Sou Feliz, Acredite!", tive o privilégio de entrevistar uma mulher especial cuja vida de altos e baixos a levou a um voluntariado de grande valor: Solange dos Santos atuou no Centro de Valorização da Vida, o CVV, uma entidade que oferece apoio emocional e já salvou muitas vidas. O testemunho sobre a rotina do atendimento foi comovente. As pessoas que se dispõem a ouvir quem está desesperado precisam de um equilíbrio fora do comum e é isso que, muitas vezes, garante o êxito do trabalho. Os voluntários usam estratégias bem elaboradas para lidar com quem busca ajuda. E a alegria é enorme  quando se percebe que uma simples conversa pode impedir que alguém dê fim à própria vida.

Quem trabalha no CVV sabe  que, na maioria dos casos, as pessoas não querem se matar. Querem mudar de vida. Sofrem com problemas emocionais, psicológicos, distúrbios mentais, dependências químicas, todo tipo de alteração capaz de tirar a pessoa do eixo. Mas, com cuidados médicos, psiquiátricos e com uma boa dose de atenção, muita gente pode virar o jogo e desistir de abrir mão da própria vida.

O CVV atende pelo telefone 141, todos os dias, dia e noite, sem parar. Uma homenagem a todos que têm coragem de exercer esse tipo de voluntariado.

Fonte: http://www.sidneyrezende.com/noticia/216339+no+dia+de+prevencao+do+suicidio+uma+homenagem+ao+cvv+que+salva+tantas+vidas

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

IV Caminhada Pravida em Fortaleza

Caminhada na Beira Mar lembra que é possível prevenir o suicídio

Seis em cada 100 mil habitantes no Brasil cometem suicídio. A IV Caminha Pravida, realizada ontem na Beira Mar, alertou que é possível prevenir o suicídio, quando se dá a devida atenção à solidão do outro e à depressão

Sara Rebeca Aguiar (sararebeca@opovo.com.br)

A IV Caminhada Pravida foi realizada na avenida Beira Mar. O evento fez menção ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro)

Foto: Evilázio Bezerra
Quando os dias perdem as cores, quando sorrir já não faz mais tanto sentido, quando o quarto torna-se o escape mais opressor da realidade, é preciso que a ajuda chegue. E rápido. Perder o gosto pela vida leva ao suicídio seis em cada 100 mil habitantes no Brasil. “São mortes que podem ser evitadas”, adverte o médico psiquiatra Fábio Gomes de Matos.

A IV Caminhada Pravida levou, aos que passavam ontem na avenida Beira Mar, a mensagem de que a prevenção do suicídio sempre é possível, se, diante do desespero interior do outro, for dispensada atenção médica e ambulatorial, além do olhar atento dos familiares. O evento foi realizado pelo Projeto de Apoio à Vida (Pravida), atividade da Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com o Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC). Faz também menção ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro).

A solidão, conforme aponta o médico, é o que mais motiva o desejo de morrer. Ela parte de cinco diagnósticos verificados em 98% dos casos: depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, abuso de substâncias e transtorno de personalidade Borderline. “Todos tratáveis. Não devemos desprezar quando as pessoas falam em morrer”, alerta Fábio.

O primeiro passo, aconselha o psiquiatra, é a prevenção, encaminhando as pessoas para orientação médica. “Não se pode deixar que a pessoa chegue na depressão grave”. A segunda providência é o tratamento intenso, ambulatorial e psiquiátrico. O suicídio acontece quando há a ausência dessas atitudes ou o cuidado tardio com o doente. “Acompanhar muito bem as pessoas que tendem ao isolamento é fundamental”, reforça o médico.

Faltam leitos

A rede de assistência ao doente mental, no estado, ainda é muito falha, segundo o médico Wagner Gurgel. A única emergência psiquiátrica “com médicos 24 horas” está no Hospital Mental de Messejana. “Faltam leitos. Na atenção básica, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), não dão conta da demanda e não possuem uma ligação devida com a rede terciária. No interior, o problema é muito pior”, denuncia.

O médico, que trabalha em Ibaretama, próximo a Quixadá, busca especializar-se em psiquiatria. Ele diz que a área passa por uma crise até mesmo em relação ao interesse dos recém-formados em medicina. “Há preconceito entre os próprios médicos, têm-se medo dos pacientes. E é preciso vocação para seguir. As condições de trabalho não ajudam”, relata.

Serviço

Reuniões no Pravida

Unidade de Saúde Mental,no Hospital Universitário (rua Capitão Francisco Pedro, 1290, Rodolfo Teófilo), às quintas-feiras, às 14 horas. Blog: http://migre.me/g03WJ

Saiba mais

Em 12 anos, Fortaleza saltou da 18ª para a 4ª capital com maior número de suicídios. De acordo com o médico psiquiatra Fávio Gomes, as estruturas de lazer de Fortaleza não acompanharam o crescimento da cidade. “As boas praças ou estão dentro dos condomínios ou afastam os frequentadores pela marginalidade”.

No Instituto Doutor José Frota (IJF), segundo Fábio, pelo menos quatro pessoas por dia dão entrada no hospital por tentativa de suicídio. Ele revela que os casos de mortes por essa natureza são subnotificados por entrarem nas causas quedas, intoxicações e acidentes de trânsito.

Fonte: http://www.opovo.com.br/

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Dia Internacional de Prevenção do Suicídio em Cuiabá

Segue em Cuiabá a 13ª Semana de Valorização da Vida.

São palestras com especialistas e eventos gratuitos que culminam numa passeata na terça-feira, dia 10, às 19h, no Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

A passeata tem ponto de encontro na Praça Santos Dumont.

 Valorize a vida e participe.

Os voluntários mais legais do mundo trabalham no CVV de Cuiabá.

Mais informações: (65) 141 ou 3321 4111

Luiz Marchetti: Garimpo Cultural (http://www.circuitomt.com.br/editorias/artigos/32471-luiz-marchetti-garimpo-cultural.html)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Campanha do Dia Nacional e Mundial de Prevenção do Suicídio já em campo!

Os eventos em torno do Dia Nacional da Prevenção do Suicídio já se iniciou na Argentina.


Para curtir a fan page dos Entrenadores de Vida, da Argentina, no Facebook clique aqui.

E no Brasil, o que estamos fazendo?!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

1º Simpósio de Prevenção do Suicídio em São Caetano do Sul


1º Simpósio de Prevenção do Suicídio de São Caetano é realizado na cidade

O auditório do Centro de Capacitação dos Profissionais da Educação (Cecape) Dra. Zilda Arns, de São Caetano do Sul (Rua Tapajós, 300, Bairro Barcelona), receberá o 1º Simpósio de Prevenção do Suicídio da cidade. O encontro, que ocorre na segunda-feira (10/9), Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, a partir das 20 horas, visa discutir o tema com as instituições que vivenciam essa realidade, trazendo informações relevantes que fomentem a prevenção como ação possível e confiável, junto à sociedade – mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 4228-4111.

Fonte: http://www.portaldograndeabc.com/pgabc/noticias/noticia.php?1-simposio-de-prevencao-do-suicidio-de-sao-caetano-e-realizado-na-cidade&n=10539

domingo, 2 de setembro de 2012

Para relembrar: 10 de setembro, Dia Mundial...



Dia Mundial de Prevenção do Suicídio

No Dia Mundial de Prevenção do Suicídio se promove o compromisso mundial e medidas para prevenir suicídios.

De acordo com a OMS, o suicídio está entre as 20 primeiras causas de morte globalmente em todas as faixas etárias. Todos os anos, aproximadamente 1 milhão de pessoas morrem por suicídio.

A prevenção pode ser feita de maneira eficaz pela restrição do acesso aos meios para o suicídio, como substâncias tóxicas e armas de fogo, identificação e administração de pessoas que sofrem de desordens mentais e abuso de substâncias, melhora no acesso a serviços de saúde e sociais, e notificação responsável do suicídio pela mídia.

Documento de referência: Ação de saúde pública para a prevenção do suicídio (em inglês): o objetivo do documento é subsidiar os governos no desenvolvimento e implementação de estratégias para a prevenção do suicídio, bem como para ajudar àqueles que já iniciaram o processo de formulação de estratégias nacionais de prevenção do suicídio.

O documento baseia-se em evidências de 15 anos de pesquisa e identifica elementos importantes de uma estrutura para fundamentar ações públicas a fim de prevenir o suicídio.

Fonte: OMS

sábado, 10 de setembro de 2011

O 10 de Setembro em tempo real






Dia 10 de Setembro – Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio
Jair Segal

O comportamento suicida representa uma das maiores preocupações em saúde pública na atualidade. A cada ano, um milhão de pessoas comete suicídio ao redor do mundo. No total, estima-se que ocorram aproximadamente 30 mil suicídios por ano nos EUA e 120 mil na Europa (Jamison, 2002).
O coeficiente de mortalidade por suicídio está na população geral mundial entre 10 e 20 para cada 100 mil indivíduos. Embora os dados epidemiológicos variem entre os diferentes países, o coeficiente brasileiro está abaixo da média mundial. Entretanto, na região sul do Brasil, especificamente no Rio Grande do Sul, o coeficiente de mortalidade por ano é duas vezes maior (9,88 suicídios para cada 100 mil habitantes por ano) que a média nacional (MS/SVS, 2006).
Embora as mulheres façam mais tentativas de suicídio que os homens, estes tem uma mortalidade 4 vezes maior que as mulheres em suas tentativas. É sabido que 80% dos suicídios completos são de pessoas do sexo masculino (Roy, 1999). Esse problema afeta todas as idades e constitui a terceira causa de morte entre adolescentes e adultos jovens menores de 24 anos e a quarta causa mais frequente de morte de crianças na faixa dos 10 aos 15 anos nos Estados Unidos (Roy, 2000).
No Brasil, a mortalidade proporcional por suicídio de maior magnitude é observada nos adolescentes de 15 a 19 anos (Werlang e Botega, 2004).  As estatísticas brasileiras mostram que os acidentes de trânsito constituem-se como a principal causa de morte em indivíduos jovens, mas estão envolvidos o abuso de substâncias como o álcool e outras drogas, misturas que podem ser relacionadas indiretamente com o suicídio.
Mesmo já havendo definições sobre os fatores de risco e proteção do suicídio, estes ainda se constituem insuficientes na prevenção e no tratamento do problema. Muitos suicídios ocorrem de forma inesperada e outros, mesmo esperados por seu risco, parecem ser imprevisíveis.
O suicídio geralmente é o desfecho trágico de doenças psiquiátricas como os transtornos afetivos, transtornos psicóticos (esquizofrenia) e alcoolismo. A tendência verificada nestes grupos é que em quase 90% dos casos de suicídio há o diagnóstico de doença mental ou de uso abusivo de substâncias psicoativas.
Apenas uma minoria é desencadeada por eventos estressantes em pessoas com uma vida emocional saudável e nesses casos o risco de um comportamento suicida é geralmente temporário e potencialmente prevenível. Sabemos que o atendimento em saúde mental não tem recebido a devida atenção bem como o atendimento em geral no Brasil.
A constante diminuição de leitos em hospitais psiquiátricos nas últimas décadas mostrou ser uma política equivocada, que também não conseguiu suprir com locais para atendimento psiquiátrico para nossa população. Mas muito pode ser feito em termos de políticas públicas para tentar reduzir estatísticas de mortalidade tão alarmantes como as nossas no Rio Grande do Sul.
Entre as medidas salutares está a adequada oferta de atendimento psiquiátrico à população, o controle mais restrito de venda, legislação e veiculação de propagandas de bebidas alcoólicas e o esclarecimento da população sobre os fatores associados ao comportamento suicida que tem ceifado vidas de forma dramática em nosso estado.
Como lidar com pessoas com idéias suicidas:
1- Questione sobre idéias de suicídio e passe confiança. Se a pessoa se sentir acolhida poderá expressar seus sentimentos e assim desabafar.
2- A ameaça de suicídio deve ser levada a sério. Chegar a esse tipo de recurso indica que a pessoa está sofrendo e necessita de ajuda.
3- “Quem quer se matar, se mata mesmo?”
Tal pensamento pode induzir ao descuido da pessoa sob risco.
4- “Quem quer se matar não avisa.”
Pelo menos dois terços das pessoas que tentam ou que se matam expressam de alguma forma sua intenção para amigos, familiares ou conhecidos.
5-“O suicídio é um ato de covardia (ou de coragem)?”.
O que dirige a ação auto-inflingida é uma dor psíquica insuportável e não uma atitude de covardia ou coragem.
6- “No lugar dele, eu também me mataria.”
Há sempre o risco da pessoa ou profissional identificar-se profundamente com aspectos de desamparo, depressão e desesperança do paciente, desenvolvendo uma sensação de impotência.
*Dr. Jair Segal, médico psiquiatra e associado da AMRIGS
Fonte: Blog Viva Melhor (vide link) - 10 setembro 2011 - 6:00
O Blog Viva Melhor é um novo espaço virtual que disponibiliza aos internautas informações de credibilidade na área da saúde. Uma iniciativa da Associação Médica do RS (AMRIGS) e do clicRBS, tendo como parceiros as Sociedades de Especialidades, o Sindicato Médico RS (SIMERS) e o Conselho Regional de Medicina do RS (CREMERS).

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O 10 de Setembro pelo mundo

Notícias de Cabo Verde (África)

“Prevenindo o suicídio em Sociedade Multiculturais” é o tema de uma palestra que a Associação de Promoção da Saúde Mental, A PONTE, promove esta sexta-feira, 9 de Setembro, para assinalar o 10º aniversário da sua criação e também o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio.

A palestra inicia-se às 17 horas, no Auditório da sede da Associação de Jornalistas Cabo-verdianos (AJOC). 

A psicóloga Cláudia Rodrigues e o sociólogo Osvaldo Varela são os oradores que irão discorrer sobre o tema.

Às actividades prosseguem amanhã, sábado, com uma concentração a partir das 19 horas na Praça da Escola Grande, no Plateau. Objectivo: acender uma vela para demonstrar apoio na prevenção do suicídio e lembrar um ente querido desaparecido.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Suicídio em Macau

Mais de 40 suicídios nos primeiros seis meses

A depressão é a grande causadora do suicídio que, em Macau, atinge mais os residentes do que aqueles que vêm de fora. Prevenção foi, ontem, a palavra que mais se ouviu numa conferência em que a Comissão de Saúde Mental divulgou os números deste ano.

O suicídio pode prevenir-se. Foi nesta tecla que Ho Chi Weng, presidente da Comissão de Saúde Mental, bateu vezes sem conta, ontem, durante uma conferência de imprensa em que se avançaram números e causas para este alarmante fenómeno.

Os que mais põem fim à vida são residentes, afirmou ontem Ho, baseando-se nos dados que a comissão tem vindo a recolher desde 2005 e que indicam que os habitantes locais constituem 83,3 por cento dos suicídios. Os restantes 16,7 por cento dizem respeito a não residentes.

Nos primeiros seis meses de 2011 registaram-se 42 casos de pessoas que puseram termo à vida. Já desde 2001 que não se registavam números tão altos, de acordo com os dados fornecidos pela comissão. No entanto, os números disponibilizados de 2001 a 2011 apenas dizem respeito ao primeiro semestre de cada mês, não indicando valores totais. Assim, na primeira metade de 2008 foram registados 38 casos, em 2009 foram 40 e em 2010 caíram para 32. A tendência parece afectar mais os homens que as mulheres (dos 42 casos deste ano, 33 eram do sexo masculino) e também atinge jovens – este ano, segundo as contas da comissão, um rapaz de 15 anos optou por morrer.

As depressões são as grandes motivadoras do suicídio em Macau, diz Ho. Estas, por sua vez, são desenvolvidas por questões de isolamento, problemas sociais e familiares. Dívidas de jogo ou pressão nas escolas não foram razões mencionadas.

O que fazer, então, para prevenir as fatalidades? Criar mais serviços de apoio, nomeadamente serviços de aconselhamento psicológico. Além disso, é também necessário desenvolver acções de formação sobre a identificação precoce de doenças psiquiátricas e efectuar acções de sensibilização nas escolas para a prevenção do suicídio. Formação sobre a saúde mental para médicos, apoio a instituições privadas que prestem auxílio neste campo e serviços de consulta nos centros de saúde são outras medidas recentemente implementadas. O médico lembra ainda a criação, em 2005, do sistema de vigilância de ferimentos auto-infligidos nos Serviços de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário e do Hospital Kiang Wu.

Nos últimos meses, diversas notícias têm surgido dando conta de suicídios em Macau; no entanto, não é frequente que os corpos se façam acompanhar por notas de suicídio ou outros indícios que permitam afastar, de imediato e sem investigações mais aprofundadas, a possibilidade de ter havido mão criminosa na origem da morte.

Sábado assinala-se o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, que este ano tem como lema “Prevenindo o suicídio em sociedades multiculturais”. A Comissão de Saúde Mental apela à participação da população no gesto simbólico de acender, às 20h, uma vela nas janelas. I.S.G.


pontofinalmacau - 8set2011
fonte: http://pontofinalmacau.wordpress.com/2011/09/08/mais-de-40-suicidios-nos-primeiros-seis-meses/

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

I Ciclo de Palestras - Dia Mundial de Prevenção do Suicídio























Prestes a comemorar 50 anos, o CVV fará no dia 10 de setembro – Dia Mundial de Prevenção do Suicídio – o primeiro ciclo de palestras gratuitas que proporcionará ao público informações significativas sobre Valorização da Vida e Prevenção do Suicídio.

Na busca pela saúde integral, pelo equilíbrio orgânico e emocional ocorre muitas vezes a fuga da realidade, busca-se evitar o sofrimento e libertar-se dele, mesmo assim nosso instinto lança mão de todos os recursos imagináveis para preservação da vida.

O Ministério da Saúde (MS) trata o suicídio como caso de saúde pública e recentemente reconheceu o CVV como a única entidade do terceiro setor, no Brasil, que faz o trabalho de prevenção de suicídio e valorização da vida.

O desespero extremo resulta no suicídio. Preveni-lo é valorizar a vida!

Local: SESC Vila Mariana 
Rua: Pelotas, 141 - Vila Mariana - SP.
6° Andar
Horário: 14h às 18h

Auditório para 100 pessoas, inscrições no dia ou antecipadas pelo e-mail cvvsp@cvv.org.br.

Será emitido certificado de participação.

PALESTRAS:

1º Tema: POSSO TER UMA VIDA PLENA E MAIS SAUDÁVEL NA 3ª IDADE.
Palestrante: Dra. Ana Catarina R. Quadrante.
Representando o Instituto Prosseguindo - Graduada em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo – Especialista em Geriatria e Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia 

2º Tema: SUICÍDIO
Palestrante: Dra. Alexandrina Maria Augusta da Silva Meleiro
Médica Graduada pela Fundação do ABC – Doutorada em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da USP – Atualmente é médica da própria USP – Membro efetivo do Conselho Científico da Abrata – Membro da ABP – Possui extensa produção científica e literária e Congressos Nacionais e Internacionais. 

3º Tema: A REALIDADE DA PREVENÇÃO AO SUICÍDIO NO BRASIL
Palestrante: Dra. Sabrina Stefanello
Formada em Ciências Médicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com Doutorado e Mestrado área de Psiquiatria – Tutora em Residência Psiquiátrica do serviço de Saúde Dr. Candido Ferreira, e no complexo Hospitalar Ouro Verde – Pesquisadora e Colaboradora na Unicamp – Participou Via Organização Pan Americana de Saúde do desenvolvimento da estratégia de Prevenção ao Suicídio no Brasil.

Veja a página do evento no Facebook 

Será fornecido Certificado de Participação aos que solicitarem.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O dia e o congresso: prevenção do suicídio em pauta mundial



O Dia

O próximo Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, no dia 10 de Setembro de 2011, terá como lema: «Prevenindo o suicídio em sociedades multiculturais». De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3.000 pessoas cometem suicídio todos os dias. Por cada pessoa que morre, mais de 20 tentam cometer suicídio.

A Associação Internacional de Prevenção do Suicídio é a entidade que, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, promove mundialmente o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Os objetivos são os de sensibilizar a população mundial para a necessidade de serem prevenidos comportamentos suicidas e para a importância de tratamento e acompanhamento adequados para as pessoas que tentam cometer suicídio, assim como promover, junto da comunicação social, a publicação responsável de notícias sobre suicídios.

Podem ser consultadas mais informações sobre o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio em 2011 aqui.

O Congresso

Alguns dias após o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, em Beijing, na China, entre os dias 13 e 17 de Setembro, ocorrerá o 26º Congresso Mundial da Associação Internacional de Prevenção do Suicídio, com o tema «Integrando perspectivas culturais na compreensão e prevenção do suicídio».

Podem ser consultadas mais informações sobre o Congresso em http://www.iaspchina.org/.

Fonte (com adaptação): http://www.jasfarma.pt/noticia.php?id=4588

sábado, 5 de setembro de 2009

CVV promove a 4ª Semana de Valorização da Vida

O CVV - Centro de Valorização da Vida, por meio do Programa de Valorização da Vida e Prevenção do Suicídio, deu início à Campanha para a Divulgação da 4ª Semana de Valorização da Vida e a 2ª Caminhada pela Valorização da Vida da cidade de São Paulo.

Do dia 8 a 12 de Setembro será realizado um ciclo de palestras gratuitas cujo tema central é Saúde Emocional, englobando o dia 10 de setembro, dia Mundial da Prevenção ao Suicídio.

A 2ª Caminhada pela Valorização da Vida será encerrada no domingo dia 13.

Mais de 1.000 pessoas são esperadas na 2ª Caminhada pela Valorização da Vida rumo ao Parque do Ibirapuera.

Uma grande manifestação é esperada para finalizar a 4ª Semana de Valorização da Vida. A mobilização no domingo, dia 13 de setembro, partirá do Largo Ana Rosa (Estação Ana Rosa do Metrô) às 09h, em direção ao portão 10 do Parque do Ibirapuera.

Sobre o CVV

O CVV é o Programa de Valorização da Vida e Prevenção do Suicídio do Centro de Valorização da Vida. A entidade foi fundada em 1962, em São Paulo, é sem fins lucrativos e de caráter filantrópico e tem reconhecimento de utilidade pública federal.

Atualmente conta com 48 Postos em 17 estados e no Distrito Federal. O trabalho é realizado exclusivamente por voluntários, inclusive a diretoria. Possui mais de 2.500 voluntários que se revezam em plantões semanais de 4 horas e meia. O serviço é prestado de forma ininterrupta, 24 horas por dia, inclusive domingos e feriados.

O CVV atendeu em média uma ligação a cada 33 segundos, num total de aproximadamente 948 mil chamadas no ano de 2008. Em 2007 o CVV atendeu uma chamada a cada 30 segundos, aproximadamente 1,050 mi de chamadas.

O CVV foi a única instituição não pública que participou do Grupo de Trabalho instituído com o objetivo de elaborar e implantar a Estratégia Nacional de Prevenção ao Suicídio do Ministério da Saúde (http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/portaria_2542.pdf).

O serviço oferecido

Destina-se a atender, indistintamente, todas as pessoas que o procuram, oferecendo apoio emocional em momentos difíceis, facilitando o desabafo e aliviando o sofrimento, com a finalidade de neutralizar idéias auto-destrutivas e prevenir o suicídio.

O serviço é totalmente gratuito e sigiloso. O atendimento é prestado por telefone por meio do número único 141 e/ou pelos números locais, pessoalmente, por correspondência, por e-mail ou por chat.

Não há vínculo religioso, político ou de qualquer outra espécie.

Mais informações: www.cvv.org.br.

Fonte: http://www.expressodanoticia.com.br

terça-feira, 31 de março de 2009

Replicar, reler, aprender sempre


10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Em 2008 a imprensa disseminou informações importantes e esclarecedoras. Daí a idéia de replicarmos a notícia abaixo, que mantém-se atual e oportuna.

Combate ao preconceito pode reduzir taxa de suicídio

Genebra, 9 set (EFE).- Cerca de um milhão de pessoas se suicida a cada ano no mundo, ou uma a cada 40 segundos, uma realidade que poderia ser parcialmente evitada caso se acabasse com o preconceito que rodeia esta ação, afirma a ONU na véspera do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Por ocasião deste dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS), que trabalha conjuntamente com Governos e outros parceiros como a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio, fez hoje uma solicitação para que se unam todas as forças visando promover a compreensão do que significa o suicídio e permitir sua prevenção.

"Apesar de haver muitos tabus e estigmas em tudo o que rodeia o suicídio e que impedem discutir sobre isso, cada vez há mais consciência de que se trata de um grave problema de saúde pública", comentou a porta-voz da OMS, Fadela Chaib, em coletiva de imprensa.

No mundo todo, as taxas de suicídio subiram 60% nos últimos 50 anos e esse aumento foi especialmente significativo nos países em desenvolvimento.

A maioria dos suicídios no mundo ocorre na Ásia, que reúnem até 60% do total.

China, Índia e Japão, devido às suas enormes populações, somam 40% de todos os suicídios que são cometidos no mundo, segundo a OMS.

E para cada pessoa que comete um suicídio, outras 20 tentam acabar com a sua própria vida.

Para os parentes e amigos de uma pessoa que se suicidou ou que tentou fazê-lo, o impacto emocional pode durar muitos anos.

"O suicídio é uma importante causa de morte prematura que pode ser prevenida e que é influenciado por fatores de risco psico-sociais, culturais e ambientais", afirma a organização.

A forma de evitá-lo é mediante "respostas em nível local, nacional e internacional que sejam dirigidas contra esses fatores de risco", acrescenta.

Segundo a OMS, em nível nacional, os Governos necessitam reconhecer as causas do suicídio e proteger os grupos mais vulneráveis, e em nível global devem identificar as tendências e tocar informação sobre medidas de prevenção efetivas.

No Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, a OMS insiste na necessidade de que grupos vulneráveis como os doentes mentais, com depressão ou alcoólatras, recebam um tratamento adequado e sejam acompanhados.

Mas também pede aos Governos que "restrinjam o acesso aos métodos comuns de suicídio", em alusão às armas, e solicita aos meios de comunicação que "suas informações sobre o assunto sejam mais prudentes".

Para a OMS, há uma clara evidência de que uma prevenção adequada pode reduzir as taxas de suicídio. EFE

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL754205-5602,00.html