terça-feira, 27 de agosto de 2013

Campanha do Dia Nacional e Mundial de Prevenção do Suicídio já em campo!

Os eventos em torno do Dia Nacional da Prevenção do Suicídio já se iniciou na Argentina.


Para curtir a fan page dos Entrenadores de Vida, da Argentina, no Facebook clique aqui.

E no Brasil, o que estamos fazendo?!

Boa notícia, boa parceria, bons serviços a serem prestados!

O Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio será inaugurado em São Paulo, no dia 31 de agosto deste ano de 2013.

Ele já existe, de fato, no mundo virtual, onde as psicólogas e psicoterapeutas Karen Scavacini e Karina Okajima Fukumitsu, ao lado do médico psiquiatra Dr. Teng Chei Tung, anunciam as atividades do Instituto: 

. atendimento, treinamento, supervisão, consultoria e pesquisa em torno da prevenção, intervenção e posvenção do suicídio. 

No site está anunciado alguns cursos a serem ministrados nos próximos dias/meses:

. Curso básico sobre prevenção ao suicídio (para leigos)

. Introdução à prevenção e posvenção ao suicídio

. Manejo e atendimento clínico para pacientes com comportamento suicida: ampliando as possibilidades de instrumentalização psicoterapêutica

. O paciente com comportamento suicida no hospital

. Suicídio e psiquiatria

. Luto por suicídio e manejo terapêutico no processo de luto de sobreviventes

Mais informações: contato@vitaalere.com.br

Nós nos congratulamos com a Karen, a Karina e o Teng e lhes desejamos boa sorte na longa jornada que começam, juntos, a empreender. 

Para finalizar deixo para todos o lema que está na página de abertura do site do Instituto:

O suicídio pode ser prevenido e o luto deve ser acolhido.


Curso para Voluntários no CVV Abolição - São Paulo

O Posto Samaritano Abolição, vinculado ao Programa CVV de Apoio Emocional e Prevenção ao Suicídio promoverá curso para a seleção de novos voluntários da entidade.

Data: 31 de agosto e 1º de setembro
Horário: 13:30h às 18:30h

As inscrições podem ser feitas:

a) pessoalmente na sede da entidade na Rua da Abolição 411 - Bela Vista - SP em horário comercial;

b) pelo telefone (11) 3242-4111 ou  9.8143-3611;

c) via e-mail: abolicao@cvv.org.br.

Obs.: As inscrições podem ser feitas antecipadamente ou no próprio dia. Não há custos para a participação e nem limite de vagas.

Durante a atividade haverá seleção dos interessados em colaborar com a entidade.

Para ser voluntário vinculado ao Programa CVV Prevenção ao suicídio, Apoio Emocional e valorização da vida, basta ter mais de 18 anos, ter disponibilidade de tempo (média de 4 horas e meia por semana), disposição para ajudar o próximo e abertura para o autoconhecimento e ser treinado.

Instituição sem fins lucrativos os postos Samaritanos desenvolvem trabalhos de apoio emocional por meio de contatos telefônicos, atendimento pessoal, via correio, e-mail e mais recentemente, via chat, no próprio site da entidade(http://www.cvv.org.br/).


domingo, 4 de agosto de 2013

Debate sobre crise e desempregado e sua relação com o aumento das taxas de suicídio

Crise e desemprego não fazem aumentar casos de suicídio, defendem especialistas

A crise econômica e o aumento do desemprego não fizeram crescer os suicídios em Portugal e Espanha, o que pode ser explicado pelas características dos povos dos dois países e a sua “aparente resiliência”, defendem especialistas.

O texto, publicado hoje na revista científica Lancet, responde a um artigo que relacionava o aumento do suicídio e de surtos de doenças infecciosas com as medidas de austeridade na Grécia, Espanha e Portugal, algo que os autores negam.

O artigo sobre o impacto da crise financeira na saúde, assinado em abril por Marina Karanikolos, defende que a Grécia, Espanha e Portugal “adotaram uma austeridade fiscal rígida”, mas as economias destes países “continuam a decrescer e a tensão sobre os sistemas de saúde está a aumentar”.

“Suicídios e surtos de doenças infecciosas estão a tornar-se mais comuns nestes países e os cortes orçamentais têm restringido o acesso aos cuidados de saúde. Em contraste, a Islândia rejeitou a austeridade através do voto popular e a crise financeira parece ter tido escassos ou nenhuns efeitos discerníveis na saúde”, argumenta o artigo.

Na resposta hoje publicada, os especialistas portugueses e espanhol afirmam que a informação oficial de Portugal e Espanha sobre suicídios nos últimos cinco anos “não sustentam” a ideia de que estes estão a aumentar.

Tanto em Espanha como em Portugal, “não é possível identificar um forte efeito sobre o suicídio diretamente relacionado com o desemprego”, referem, admitindo que o mesmo não se pode dizer sobre outros países europeus.

“As políticas em Portugal e em Espanha envolveram cortes substanciais nos gastos com saúde e apoio social, que claramente não tiveram um efeito mitigador. As características da população em Portugal e em Espanha podem ajudar a explicar a sua aparente resiliência no efeito potencialmente fatal sobre a saúde mental de uma crise econômica”, afirmam José L. Ayuso-Mateos, da Universidade Autónoma de Madrid, o psiquiatra Ricardo Gusmão, responsável da Aliança Europeia Contra a Depressão, e o economista e especialista em questões de saúde Pedro Pita Barros.

Para os autores, “a resposta a esta questão é necessária para guiar futuros estudos baseados em dados sobre a saúde mental e a prevenção do suicídio na Europa”.

Na resposta a este texto, a autora do estudo afirma-se “perplexa” com a argumentação apresentada pelos especialistas portugueses e espanhol, alegando terem existido picos do número de suicídios em 2008 e em 2010, “correspondendo ao desemprego”.

“Contudo, o recurso que fazem a taxas de suicídio totais ofusca a magnitude do aumento concentrado em homens em idade ativa, que são mais afetados pela crise financeira”, sustenta.

Fonte: Diário Digital com Lusa (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=648511)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A escola na prevenção do suicídio, segundo Perrenoud

...a escola (...) não ensina ninguém a compreender as transformações do trabalho e do mundo do trabalho. Sessenta pessoas se suicidaram [France Télécom], mas quantas já cogitaram essa saída, quantas já tiveram, no trabalho, esse sentimento de perda de sentido, de respeito e de identidade?

A escola não é responsável pelo modo como funcionam as empresas, os órgãos públicos e, em geral, o universo do trabalho, mas ela deveria se questionar para saber por que os adultos estão tão poucos preparados para vivenciar essas evoluções e se defender daquilo que ameaça a sua integridade, o seu profissionalismo e o sentido da sua dedicação profissional. 

O saber não é uma vacina contra qualquer tentação de suicídio ou contra a depressão ou a fuga, mas ele pode permitir que a situação seja relativizada, para que não assumamos integralmente a culpa pelo que está acontecendo, para que não acreditemos que não temos nenhum valor porque a organização nos maltrata ou não reconhece a nossa contribuição e as nossas competências. Evidentemente, as pessoas estão infelizes, sofrendo, em razão de fatores objetivos, mas também pelo fato de estarem desmunidas diante da violência das burocracias modernas.

Fonte: 
Perrenoud, P. Desenvolver competências ou ensinar saberes? A escola que prepara para a vida. Porto Alegre: Penso, 2013.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Como em Portugal, no Uruguai os idosos são muito vulneráveis e ajudam a manter uma alta taxa de suicídios

Número de suicídios no Uruguai é duas vezes maior que o de homicídios

O número de suicídios que acontece a cada ano no Uruguai é mais que o dobro que o de homicídios, revelou nesta quarta-feira o ministro de Desenvolvimento Social, Daniel Olesker, durante a realização do Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.

O ministro explicou que, segundo as últimas estatísticas, em 2012 ocorreram 540 suicídios, uma prática que afeta com maior intensidade pessoas de mais de 60 anos e entre os 15 e os 30.

Segundo Olesker, o índice médio de suicídios no Uruguai é de 16,5 para cada 100 mil habitantes, enquanto os homicídios acontecem em uma taxa de sete para cada 100 mil.

Nesse sentido, tanto Olesker como a ministra da Saúde uruguaia, Susana Muñiz, pediram uma "reflexão" na sociedade para trabalhar para "prevenir e sensibilizar a população perante este problema tão doloroso, que deixa grandes sequelas".

O alto número de suicídios registrado no Uruguai, que lidera junto com Cuba a lista de países da região onde mais pessoas se matam, se explica segundo os estudos pelo alto número de idosos que vivem sozinhos e em lugares remotos do interior.

Além disso, em dezembro do ano passado, a Pesquisa Nacional de Saúde Adolescente revelou que 10,1% dos adolescentes do país tentou suicidar-se no último ano e 12,3% considerou "seriamente" essa possibilidade.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/numero-de-suicidios-no-uruguai-e-duas-vezes-maior-que-o-de-homicidios,984406903e5ef310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Com inteligência artificial, web pode ajudar a prevenir suicídios

Qualquer sinal de comportamento suicida em redes sociais deve ser interpretado como um pedido de ajuda, diz psiquiatra


Uma iniciativa chamada de Durkheim Project vai usar Inteligência Artificial para identificar palavras e frases comuns entre as pessoas que estão pensando em tirar a própria vida, em uma tentativa de prevenir o suicídio. Monitorando redes sociais como Facebook, Twitter e LinkedIn, o projeto enviará as informações para um banco de dados médicos, em que um algoritmo interpreta essas informações em tempo real, recolhendo padrões que possam levar ao suicídio.


Lançado no começo deste mês, o projeto tem como alvo inicialmente veteranos de guerra americanos, que possuem taxas de suicídio mais altas que a da população em geral. O último estudo, lançado em fevereiro por um órgão de apoio a veteranos, aponta 22 mortes por dia. Os voluntários do projeto têm instalados em seus computadores ou dispositivos iOS e Android, que também armazena as informações dos aparelhos dos usuários. 


"O estudo que iniciamos com os nossos parceiros de pesquisa irá construir uma base de conhecimento rica que, eventualmente, poderia permitir intervenções oportunas por profissionais de saúde mental", afirmou em comunicado Chris Poulin, pesquisador principal do projeto. "A capacidade do Facebook para divulgação é incomparável", disse.

ONDE BUSCAR AJUDA
Centro de Valorização da Vida (CVV) é a maior organização brasileira de prevenção ao suicídio
Por telefone, pelo número 141
Por e-mail, chat ou Skype no site da instituição
O sigilo e o anonimato de quem busca apoio emocional são garantidos pelo CVV
Atualmente, empresas de internet como Google e Facebook já possuem medidas para tentar prevenir o suicídio. Para o professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e ex-coordenador da equipe de transtornos mentais e neurológicos da Organização Mundial da Saúde (OMS), José Manoel Bertolote, o assunto precisa de deixar de ser tabu para que as pessoas procurem ajuda ou se disponham a ajudar.
"Em inglês, se você buscar por suicídio na internet, vai encontrar mais sites que ensinam a se matar do que sites de prevenção ao suicídio", disse o psiquiatra. "Existe uma banalização do suicídio, que deixa de ser uma tragédia, como é, para se tornar algo que vende. Não é de surpreender que os jovens que estão conectados na internet comentem disso, falem disso", afirmou.
No Google, buscas relacionadas ao suicídio orienta usuários que precisam de ajuda Foto: Terra
No Google, buscas relacionadas ao suicídio orienta usuários que precisam de ajuda
Foto: Terra
Prevenção na internet
É por isso que o Google, em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), principal instituição na prevenção do suicídio no Brasil, coloca um alerta desde 2010 nos resultados da busca relacionados ao assunto mostrando aos usuários onde eles podem buscar ajuda: o número 141, uma das formas de contato da ONG, que atende também por chat, e-mail ou Skype. 
"Quem liga está precisando conversar e não tem com quem falar. É uma forma alternativa de ter um amigo", afirma a voluntária Adriana Rizzo, uma das 2 mil pessoas que trabalham no atendimento do CVV. O órgão já conversou com mais de 1 milhão de pessoas nos últimos seis anos. "O fato de a pessoa simplesmente ser ouvida por alguém já ajuda. Pode ter um efeito de mudar completamente aquela ideia", diz o psiquiatra.
No Brasil, 25 pessoas morrem vítimas de suicídio por dia e ao menos outras 50 tentam tirar a própria vida, de acordo com o CVV. De todos os casos, mais de 90% poderiam ser evitados. Segundo Bertolote, um estudo realizado em Botucatu com pessoas próximas a vítimas de suicídio - chamada de autópsia psicológica - aponta que em 40% dos casos havia sinais claros da intenção de dar cabo à própria vida, mas nenhuma dessas pessoas recebeu ajuda. 
No Facebook, formulário permite denunciar comportamento suicida Foto: Terra
No Facebook, formulário permite denunciar comportamento suicida
Foto: Terra
O Facebook possui um formulário em que o usuário pode denunciar conteúdo suicida. No Brasil, cada relato é analisado e, em seguida, é enviado ao usuário em questão informações sobre a parceria com o CVV e de que forma pode obter ajuda. Em outros países, como o Reino Unido, o Facebook pode acionar a polícia imediatamente caso seja reportado algum caso de intenção de suicídio. Caso não seja necessária uma ação imediata, as informações são encaminhadas à ONG The Samaritans, que poderá entrar em contato com a pessoa para oferecer aconselhamento.
"Em um debate recente que eu participei, apareceu a preocupação de que a rede social permite uma desresponsabilização do indivíduo. Um jovem que não consegue falar aos pais ou amigos que está mal, acaba colocando na internet", disse o psicólogo. E é aí que os amigos devem ficar em alerta. 
Toda vez que uma pessoa falar no assunto, isso deve ser levado a sério, isso tem que ser interpretado como um pedido de ajuda. Traz em si um grito de alerta, não podemos deixar passar em branco
José Manoel Bertolotepsiquiatra
Segundo Bertolote, não há um comportamento padrão a ser observado, mas os sinais de que alguém possa ter a intenção de cometer suicídio são mais evidentes do que as pessoas pensam. "O comportamento padrão é a pessoa anunciar o suicídio, e isso acontece com uma frequência preocupante", afirma. Para Bertolote, ao identificar uma situação em que há indícios de um comportamento suicida, a pessoa deve sempre deve agir. 
"Toda vez que uma pessoa falar no assunto, isso deve ser levado a sério, isso tem que ser interpretado como um pedido de ajuda. Traz em si um grito de alerta, não podemos deixar passar em branco", afirma. "O simples ato de conversar com a pessoa e se colocar à disposição para ajudar é um comportamento que pode evitar o suicídio", diz.
"O importante é saber que todo suicida é ambivalente, e a minoria deseja realmente morrer. A maioria tem o desejo de mudar uma situação", afirma o psiquiatra. "O suicídio é um tabu, mas não podemos ter medo de falar sobre isso. É dramático, pode ser evitado, mas temos que falar disso."
Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/internet/com-inteligencia-artificial-web-pode-ajudar-a-prevenir-suicidios,3295b9b531fbf310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html