Sesapi disponilizará “linha da vida” para prevenção do suicídio
O atendimento telefônico será feito por profissionais do Samu.
Ocupando o 5° lugar em registro de casos de suicídio, o Piauí terá agora uma linha direta de atendimento para pessoas em situação de risco e também para tirar dúvidas da população sobre o tema. O serviço, que será realizado por profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), estará em funcionamento até o final de abril.
Segundo o presidente do Comitê do Plano Estadual de Combate ao Suicídio, Vinícius Oliveira, os dados no Piauí são alarmantes. Enquanto a faixa etária nacional de pessoas que atentaram contra a própria vida é dos 15 aos 45 anos, no Piauí essa faixa é bem mais estreita, vai dos 15 aos 25 anos de idade. "
"A intenção dessa linha telefônica é atender as pessoas que estejam passando por um momento de crise, com ideias suicidas e também tirar dúvidas da população em geral”, explica o presidente do Comitê."
De acordo ainda com Vinícius Oliveira, o Linha da Vida é uma ação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), órgão responsável por sistematizar dados e propor uma ação planejada para prevenir o suicídio no estado. Participam do Comitê da Sesapi representantes de ONGs, sociedade civil organizada e profissionais de saúde, todos engajados nas ações.
Além dessa sistematização e da elaboração do plano estadual, o Comitê de Combate ao Suicídio tem como meta realizar estudos sobre o suicídio no Piauí; revisar as experiências locais e nacionais para a prevenção e abordagem do suicídio e realizar ações educativas nas escolas da capital, onde se encontra boa parte das pessoas incluídas na faixa etária de risco.
O Comitê foi uma deliberação do I Simpósio Interinstitucional sobre Suicídio que aconteceu no fim do mês de agosto de 2013, em Teresina. Desde, então, o Comitê tem realizado várias capacitações e reuniões com o objetivo de de avançar na elaboração de uma política voltada para prevenção, atendimento e discussão das causas que levariam a prática do suicídio no estado.
Blog destinado à coleta e disseminação de informações sobre prevenção do suicídio e valorização da vida
sábado, 5 de abril de 2014
sábado, 8 de março de 2014
CVV em ação no Amapá busca novos voluntários
CVV busca voluntários em Macapá
por Chico Terra
O CVV – Centro de Valorização da Vida, serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio, funciona normalmente em todos os dias.
O CVV – Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973.
Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo.
Em Macapá funciona há 11 anos e precisa de voluntários.
No dia 22/03/2014 (sábado) começa um curso para novos voluntários.
Local: Escola Graziela Reis de Souza
Início: às 15h
Fonte: http://chicoterra.com/2014/03/06/cvv-busca-voluntarios-em-macapa/
Marcadores:
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Macapá
Entrevista :: Karen Scavacini
Karen Scavacini concedeu uma entrevista sobre o suicídio no Canal 20 - Boa Vontade TV (Programa Conexão Jesus).
Duas formas de acesso: assistir on-line no Youtube ou baixar e ouvir em MP3 .
Quem é
Psicóloga, psicoterapeuta (CRP 06/64761), especialista em Gestalt terapia pelo Instituto Sedes Sapientiae (2004).
Mestre em Saúde Pública pelo Instituto Karolinska – Suécia (2011) com o trabalho Atividades de posvenção e serviços de suporte para sobreviventes do suicídio – Disponibilidade de serviços e um plano de intervenção no Brasil.
Experiência profissional na área da medicina preventiva e psicologia hospitalar. Admiradora e estudiosa da musicoterapia.
Atendimento em consultório desde 2001, com uma breve pausa para conhecer outra cultura, conhecer mais a si mesma, crescer, amadurecer e ser mãe.
Atende crianças, adolescentes, adultos e idosos em São Paulo/SP.
Coordenadora do Curso de Prevenção e Posvenção do Suicídio pelo IGSP. Diversos cursos ministrados nessa área pelo Brasil.
Sócia fundadora do Vita Alere – Instituto de Prevenção e Posvenção do Suicídio.
Apresentou trabalhos em Jornadas de Gestalt Terapia e tem artigos publicados.
Acredita no potencial, na beleza única do ser humano e na sua capacidade de transformação.
Para saber mais.
Duas formas de acesso: assistir on-line no Youtube ou baixar e ouvir em MP3 .
Quem é
Psicóloga, psicoterapeuta (CRP 06/64761), especialista em Gestalt terapia pelo Instituto Sedes Sapientiae (2004).
Mestre em Saúde Pública pelo Instituto Karolinska – Suécia (2011) com o trabalho Atividades de posvenção e serviços de suporte para sobreviventes do suicídio – Disponibilidade de serviços e um plano de intervenção no Brasil.
Experiência profissional na área da medicina preventiva e psicologia hospitalar. Admiradora e estudiosa da musicoterapia.
Atendimento em consultório desde 2001, com uma breve pausa para conhecer outra cultura, conhecer mais a si mesma, crescer, amadurecer e ser mãe.
Atende crianças, adolescentes, adultos e idosos em São Paulo/SP.
Coordenadora do Curso de Prevenção e Posvenção do Suicídio pelo IGSP. Diversos cursos ministrados nessa área pelo Brasil.
Sócia fundadora do Vita Alere – Instituto de Prevenção e Posvenção do Suicídio.
Apresentou trabalhos em Jornadas de Gestalt Terapia e tem artigos publicados.
Acredita no potencial, na beleza única do ser humano e na sua capacidade de transformação.
Para saber mais.
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suicídio
Grupo de apoio aos enlutados pelo suicídio em São Paulo
Karen Scavacini, psicóloga e Gestalt-terapeuta, iniciou com outros profissionais da saúde mental um grupo de apoio para enlutados pelo suicídio.Os encontros do grupo ocorrerão em toda última 3ª feira do mês, às 20h, na Avenida Fagundes Filho, 145 (auditório do Edifício Austin Office Center). Ponto de referência: próximo ao Metrô São Judas - São Paulo, capital.
Qualquer dúvida, favor nos contactar: abelsidney@gmail.com
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Curso para formação de voluntários do CVV - São Paulo
Os Postos CVV - Centro de Valorização da Vida realizarão novo Curso para Formação de Voluntários.
Postos CVV São Paulo-SP
CVV Abolição - 01/02 e 02/02/2014.
13:30 hs às 18:30 hs - tel. 3242-4111
CVV Guarulhos - 25/01 e 26/01/2014
14:00 hs às 18:00 hs - Tel. 2440-4111
CVV Jabaquara - 02/02/2014
8:00 hs às 18:00 hs - Tel. 2577-4111
CVV Pinheiros - 01/02/2014
9:00 hs às 18::00 hs - Tel. 3083-4111
CVV Vila Carrão - 01/02 e 02/02/2014
13:00 hs às 18:00 hs - Tel. 2097-4111
Inscrições
- via e-mail:cvvsp@cvv.org.br
- via telefone: 141 ou no telefone do Posto de seu interesse.
- no próprio local 10 minutos antes do curso.
Durante a atividade - que é dinâmica e descontraída - haverá a apresentação da entidade e a seleção dos interessados em se tornar voluntários.
Para ser voluntário vinculado ao Programa CVV de Prevenção ao Suicídio, Apoio Emocional e Valorização da Vida basta ter mais de 18 anos, disponibilidade de tempo (média de 4 horas e meia, uma vez por semana), disposição para ajudar o próximo e abertura para o autoconhecimento e aprendizado.
Venha e traga um amigo ou amiga!
.............
Para saber mais
- Youtube: CVV em dois minutos
- Facebook: CVV141
- Twitter:@cvv141
- www.cvv.org.br
sábado, 11 de janeiro de 2014
Suicídio & Saúde Pública
Suicídio deve ser tratado como questão de saúde pública
Adriana Martins/ Portal Fiocruz
Ao ano, quase um milhão de pessoas morrem em decorrência de suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ato está entre as dez causas de morte mais frequentes em muitos países do mundo. No Brasil, são registradas 10 mil mortes por ano, com uma taxa de 4,8 a cada 100 mil habitantes, em 2008. Depois destes dados, podemos pensar o suicídio como uma questão de saúde pública? Especialistas na área de saúde mental defendem que sim. E acreditam que esses números podem diminuir se aumentarem os debates sobre o assunto. É o que faz a Fiocruz, por meio de pesquisas, projetos e capacitações. Profissionais de diversas áreas buscam desmitificar esse tabu e oferecer um melhor acolhimento a quem busca ajuda no Sistema Único de Saúde.
A troca de informações sobre suicídio pode ser muito útil para diminuir esses índices. A OMS estima que 90% dos casos podem ser evitados quando há oferta de ajuda. Em geral, seis meses antes de consumar o ato, pessoas com pensamentos suicidas procuram ajuda com profissionais, em especial em clínicas médicas. Esta constatação, feita pelo Grupo de Pesquisa de Prevenção do Suicídio (PesqueSui/Icict/Fiocruz), questiona o atendimento primário à saúde. "Quem já tentou o suicídio tem um risco ainda maior. Toda tentativa precisa ser olhada com atenção", diz a psicóloga Clarice Moreira Portugal, pesquisadora no grupo.
O PesqueSui realiza estudos sobre suicídio e ideação suicida, o uso de emergências psiquiátricas pela população e métodos de educação em massa sobre saúde mental. Em 2012, o grupo lançou o livro Trocando seis por meia dúzia – Suicídio como emergência do Rio de Janeiro, organizado pelo pesquisador Carlos Estellita-Lins. A obra relata o atendimento, nas emergências dos hospitais da cidade, a pacientes que tentaram se matar. Estellita diz que entre as principais dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde no atendimento desses casos no Brasil estão a precariedade na formação em urgências psiquiátricas e em suicidologia. "Precisamos admitir que o suicídio é uma questão que diz respeito a todos os profissionais de saúde. Todos nós devemos buscar capacitação profissional para lidar com isto", afirma.
Nos últimos 45 anos, as taxas de morte por suicídio tiveram aumento de 60% no mundo, como mostra a OMS, ficando entre as três causas de morte mais frequentes em populações de 15 a 44 anos, em alguns países, e a segunda maior causa em grupos de 10 a 24 anos, em outras regiões. Nas populações brasileiras, houve um crescimento de suicídio entre os jovens, idosos, além de uma interiorização dos casos. Em 2008 foram registrados altos índices nas regiões de Amambaí e Paranhos, ambos no Mato Grosso do Sul: 49,3 e 35 casos de suicídio por 100 mil habitantes, respectivamente, segundo o DataSUS – Banco de dados do Sistema Único de Saúde. Em Ibirubá (RS), 34,5. Já Nova Prata do Iguaçu (PR) está em 15º lugar no Brasil, com 24,7 casos. Em Mato Grosso do Sul, as comunidades indígenas tem taxas bem elevadas. No Rio Grande do Sul a incidência é maior em comunidades de colonos ou aquelas ligadas à indústria fumageira.
Essas são as informações registradas. Mas o que acontece muito é a subimputação e mesmo subregistro dos óbitos. Ao examinar no DataSUS as mortes por causas externas o PesquiSui verificou uma ampla fatia de óbitos não especificados. É possível que mais de 20% destes sejam suicídios não investigados ou deliberadamente subtraídos no preenchimento do atestado.
'Falar sobre suicídio não provoca o suicídio'
Por ser um tabu, existem limitações para abordar o tema. Na tentativa de evitar mais casos, o Ministério da Saúde propos, em 2005, a Estratégia Nacional de Prevenção ao Suicídio, a qual cria grupos de trabalho, diretrizes nacionais, seminários, além do Manual de Prevenção do Suicídio para Profissionais das Equipes de Saúde Mental, lançado em 2006. Entre as ações da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), um manual de imprensa esclarece jornalistas sobre termos específicos e traz um panorama com dados e informações gerais que permitem uma compreensão mais adequada da saúde mental; e uma outra publicação, o livreto Comportamento suicida: conhecer para prevenir, orienta profissionais da imprensa sobre como abordar o tema, preservando o direito à informação e contribuindo para a prevenção.
"Falar sobre suicídio não provoca o suicídio", diz a especialista em saúde mental Maria Fernanda Cruz Coutinho, que também integra o PesqueSui. "Colocar a questão em pauta na mídia, nas escolas e instituições permite que se converse mais sobre isto. É preciso fazer circular, de modo global, informações a pacientes, familiares e profissionais da saúde", reforça.
Além do PesqueSui, na Fiocruz, outras iniciativas desenvolvem trabalhos e projetos estratégicos em saúde mental para capacitar profissionais da saúde, qualificar o campo de pesquisa e fortalecer políticas públicas de saúde, de direitos e do cuidado integral em saúde mental e de campos relacionados. Dentre estes podemos citar o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (Laps), vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública e o Grupo de Trabalho em Saúde Mental, que fica na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), dentro do Laboratório de Educação Profissional em Atenção à Saúde (Laborat). A pesquisadora Nina Soalheiro, associada aos dois grupos, ressalta que a atenção básica, enquanto porta de entrada da rede pública de saúde, "pode e deve identificar os sinais, a gradação do sofrimento, as características que o paciente com tendência suicida apresenta, seja por meio de pensamentos de desesperança, desespero ou desamparo". Nina coordena o curso de especialização técnica de nível médio em saúde mental na Escola Politécnica, que, assim como o curso de especialização do Laps/Ensp, coordenado pelo professor Paulo Amarante, inclui em seu currículo a discussão sobre o suicídio como um problema e uma desafio para a saúde pública.
Suicídio no Brasil: documentário apresenta dados epidemiológicos, percepção social e formas de enfrentamento do problema
Além destas ações, a Fundação também aposta em meios de ampliar o acesso à informação. A pedido do PesqueSui, o historiador e documentarista Eduardo Thielen, da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz, teve um novo desafio: transpor os debates sobre saúde mental para a linguagem audiovisual, criando imagens e textos para comunicar as informações. O resultado foi positivo. Embora o grande desafio tenha sido como encarar o tema, que é um tabu, o filme Suicídio no Brasil conseguiu abordar o tema falando que o fato existe, mostrou os grupos de risco e a que fatores estão associados.
"A proposta era dar uma introdução geral à ideia de suicídio, com base nas pesquisas feitas, em especial às do PesqueSui, com uma linguagem compreensível à maioria da população", diz Thielen. Para dar a 'voz do povo' ao documentário, ou seja, uma opinião sob o ponto de vista do senso comum, foram feitas entrevistas com transeuntes na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro. Lá, mais surpresas. "O mais curioso foi a facilidade das pessoas ao falar sobre o assunto. Quando levantamos o tema, sempre havia um ou outro com histórias para contar".
A ideia de Thielen é que o documentário tenha uma segunda parte, para abordar grupos de risco, como adolescentes, idosos e indígenas. Para os interessados em saber mais sobre a questão, Thielen recomenda o filme nacional Elena, idealizado a partir das lembranças da diretora Petra Costa sobre sua irmã que cometeu suicídio.
O vídeo Suicídio no Brasil está em acesso aberto na internet. Para os interessados em obter uma cópia, os pedidos podem ser feitos com a VideoSaúde Distribuidora.
Fonte: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/34477#
Adriana Martins/ Portal Fiocruz
Ao ano, quase um milhão de pessoas morrem em decorrência de suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ato está entre as dez causas de morte mais frequentes em muitos países do mundo. No Brasil, são registradas 10 mil mortes por ano, com uma taxa de 4,8 a cada 100 mil habitantes, em 2008. Depois destes dados, podemos pensar o suicídio como uma questão de saúde pública? Especialistas na área de saúde mental defendem que sim. E acreditam que esses números podem diminuir se aumentarem os debates sobre o assunto. É o que faz a Fiocruz, por meio de pesquisas, projetos e capacitações. Profissionais de diversas áreas buscam desmitificar esse tabu e oferecer um melhor acolhimento a quem busca ajuda no Sistema Único de Saúde.
A troca de informações sobre suicídio pode ser muito útil para diminuir esses índices. A OMS estima que 90% dos casos podem ser evitados quando há oferta de ajuda. Em geral, seis meses antes de consumar o ato, pessoas com pensamentos suicidas procuram ajuda com profissionais, em especial em clínicas médicas. Esta constatação, feita pelo Grupo de Pesquisa de Prevenção do Suicídio (PesqueSui/Icict/Fiocruz), questiona o atendimento primário à saúde. "Quem já tentou o suicídio tem um risco ainda maior. Toda tentativa precisa ser olhada com atenção", diz a psicóloga Clarice Moreira Portugal, pesquisadora no grupo.
O PesqueSui realiza estudos sobre suicídio e ideação suicida, o uso de emergências psiquiátricas pela população e métodos de educação em massa sobre saúde mental. Em 2012, o grupo lançou o livro Trocando seis por meia dúzia – Suicídio como emergência do Rio de Janeiro, organizado pelo pesquisador Carlos Estellita-Lins. A obra relata o atendimento, nas emergências dos hospitais da cidade, a pacientes que tentaram se matar. Estellita diz que entre as principais dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde no atendimento desses casos no Brasil estão a precariedade na formação em urgências psiquiátricas e em suicidologia. "Precisamos admitir que o suicídio é uma questão que diz respeito a todos os profissionais de saúde. Todos nós devemos buscar capacitação profissional para lidar com isto", afirma.
Nos últimos 45 anos, as taxas de morte por suicídio tiveram aumento de 60% no mundo, como mostra a OMS, ficando entre as três causas de morte mais frequentes em populações de 15 a 44 anos, em alguns países, e a segunda maior causa em grupos de 10 a 24 anos, em outras regiões. Nas populações brasileiras, houve um crescimento de suicídio entre os jovens, idosos, além de uma interiorização dos casos. Em 2008 foram registrados altos índices nas regiões de Amambaí e Paranhos, ambos no Mato Grosso do Sul: 49,3 e 35 casos de suicídio por 100 mil habitantes, respectivamente, segundo o DataSUS – Banco de dados do Sistema Único de Saúde. Em Ibirubá (RS), 34,5. Já Nova Prata do Iguaçu (PR) está em 15º lugar no Brasil, com 24,7 casos. Em Mato Grosso do Sul, as comunidades indígenas tem taxas bem elevadas. No Rio Grande do Sul a incidência é maior em comunidades de colonos ou aquelas ligadas à indústria fumageira.
Essas são as informações registradas. Mas o que acontece muito é a subimputação e mesmo subregistro dos óbitos. Ao examinar no DataSUS as mortes por causas externas o PesquiSui verificou uma ampla fatia de óbitos não especificados. É possível que mais de 20% destes sejam suicídios não investigados ou deliberadamente subtraídos no preenchimento do atestado.
'Falar sobre suicídio não provoca o suicídio'
Por ser um tabu, existem limitações para abordar o tema. Na tentativa de evitar mais casos, o Ministério da Saúde propos, em 2005, a Estratégia Nacional de Prevenção ao Suicídio, a qual cria grupos de trabalho, diretrizes nacionais, seminários, além do Manual de Prevenção do Suicídio para Profissionais das Equipes de Saúde Mental, lançado em 2006. Entre as ações da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), um manual de imprensa esclarece jornalistas sobre termos específicos e traz um panorama com dados e informações gerais que permitem uma compreensão mais adequada da saúde mental; e uma outra publicação, o livreto Comportamento suicida: conhecer para prevenir, orienta profissionais da imprensa sobre como abordar o tema, preservando o direito à informação e contribuindo para a prevenção.
"Falar sobre suicídio não provoca o suicídio", diz a especialista em saúde mental Maria Fernanda Cruz Coutinho, que também integra o PesqueSui. "Colocar a questão em pauta na mídia, nas escolas e instituições permite que se converse mais sobre isto. É preciso fazer circular, de modo global, informações a pacientes, familiares e profissionais da saúde", reforça.
Além do PesqueSui, na Fiocruz, outras iniciativas desenvolvem trabalhos e projetos estratégicos em saúde mental para capacitar profissionais da saúde, qualificar o campo de pesquisa e fortalecer políticas públicas de saúde, de direitos e do cuidado integral em saúde mental e de campos relacionados. Dentre estes podemos citar o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (Laps), vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública e o Grupo de Trabalho em Saúde Mental, que fica na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), dentro do Laboratório de Educação Profissional em Atenção à Saúde (Laborat). A pesquisadora Nina Soalheiro, associada aos dois grupos, ressalta que a atenção básica, enquanto porta de entrada da rede pública de saúde, "pode e deve identificar os sinais, a gradação do sofrimento, as características que o paciente com tendência suicida apresenta, seja por meio de pensamentos de desesperança, desespero ou desamparo". Nina coordena o curso de especialização técnica de nível médio em saúde mental na Escola Politécnica, que, assim como o curso de especialização do Laps/Ensp, coordenado pelo professor Paulo Amarante, inclui em seu currículo a discussão sobre o suicídio como um problema e uma desafio para a saúde pública.
Suicídio no Brasil: documentário apresenta dados epidemiológicos, percepção social e formas de enfrentamento do problema
Além destas ações, a Fundação também aposta em meios de ampliar o acesso à informação. A pedido do PesqueSui, o historiador e documentarista Eduardo Thielen, da VideoSaúde Distribuidora da Fiocruz, teve um novo desafio: transpor os debates sobre saúde mental para a linguagem audiovisual, criando imagens e textos para comunicar as informações. O resultado foi positivo. Embora o grande desafio tenha sido como encarar o tema, que é um tabu, o filme Suicídio no Brasil conseguiu abordar o tema falando que o fato existe, mostrou os grupos de risco e a que fatores estão associados.
"A proposta era dar uma introdução geral à ideia de suicídio, com base nas pesquisas feitas, em especial às do PesqueSui, com uma linguagem compreensível à maioria da população", diz Thielen. Para dar a 'voz do povo' ao documentário, ou seja, uma opinião sob o ponto de vista do senso comum, foram feitas entrevistas com transeuntes na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro. Lá, mais surpresas. "O mais curioso foi a facilidade das pessoas ao falar sobre o assunto. Quando levantamos o tema, sempre havia um ou outro com histórias para contar".
A ideia de Thielen é que o documentário tenha uma segunda parte, para abordar grupos de risco, como adolescentes, idosos e indígenas. Para os interessados em saber mais sobre a questão, Thielen recomenda o filme nacional Elena, idealizado a partir das lembranças da diretora Petra Costa sobre sua irmã que cometeu suicídio.
O vídeo Suicídio no Brasil está em acesso aberto na internet. Para os interessados em obter uma cópia, os pedidos podem ser feitos com a VideoSaúde Distribuidora.
Fonte: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/34477#
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Tristeza ou depressão?
O artigo abaixo, da Dra. Olga Tessari, consegue em palavras simples definir a diferença entre a depressão e outras manifestações passageiras do humor. Ao final há um teste, que te poderá ser útil!
Muitas pessoas confundem depressão com tristeza: a tristeza é algo normal e natural do ser humano, surge em situações de frustração, mágoas, perdas, falta de perspectivas, mudanças não desejadas, desilusão ou qualquer outro sofrimento causado por problemas do dia a dia e pela maneira como as pessoas encaram e lidam com os seus problemas.
A tristeza é algo passageiro, dói muito, mas passa! Ela sempre é consequência de algum fator adverso da vida. Na medida em que os dias passam, a dor diminui até sumir: a pessoa volta à sua vida normal e sua tristeza desaparece!
A depressão, ao contrário, pode se manifestar em qualquer pessoa, a qualquer hora e em qualquer idade, sem nenhum motivo aparente: para identificar a depressão é importante destacar que os sintomas dela permanecem na maior parte do tempo por, no mínimo, 6 meses.
Uma pessoa depressiva tem uma sensação de vazio, de impotência, de não querer fazer nada e de que nada vale a pena. É como se ela se sentisse sem saída, não conseguindo vislumbrar uma solução para os seus problemas e sofrimento. Ela prefere ficar quieta, isolada em seu canto, sem vontade de interagir com ninguém.
Por mais que as pessoas a sua volta queiram ajudá-la ou estimulá-la a sair desse estado, ela não consegue, sente-se incapaz, gerando nela uma sensação de impotência, o que colabora para a diminuição da autoestima.
A depressão é uma doença causada por um desequilíbrio na produção de algumas substâncias no cérebro, provocado pela forma como a pessoa encara a sua vida, pela maneira como ela administra os seus problemas e, principalmente, como ela lida com eles e os resolve (ou não). A depressão envolve o físico, o humor, os pensamentos e o comportamento, afetando a maneira como a pessoa se alimenta e como dorme, a forma como ela se sente, o modo como pensa a respeito de si mesma, a respeito da vida e altera radicalmente o seu comportamento no dia a dia.
Pessoas que têm baixa autoestima, que sempre veem a si mesmas e o mundo com pessimismo ou que são facilmente sobrecarregadas pelo estresse, são propensas a desenvolver a depressão. Uma perda grave, doenças crônicas, deficiências nutricionais, distúrbios hormonais, dificuldades de relacionamento, problemas financeiros ou qualquer mudança indesejada nos padrões de vida também podem conduzir a um episódio depressivo.
Os sintomas da depressão podem incluir falta de apetite e perda de peso ou, ao contrário, aumento de apetite com ganho de peso; insônia ou sono em excesso; mudanças nas atividades e comportamentos habituais; perda do interesse ou do prazer em atividades que eram prazerosas, inclusive sexual; cansaço excessivo, fadiga; perda de concentração, de atenção; irritabilidade ou raiva excessiva; queda acentuada no rendimento do trabalho e estudos; isolamento social; crises constantes de choro; visão pessimista do futuro, ruminação de eventos do passado; sensações injustificadas de inutilidade, desvalorização, autoacusação e culpas em relação a si mesmo.
Ideias de suicídio ou morte são frequentes, justamente porque a pessoa depressiva não consegue visualizar uma solução para sair desse estado: ela se vê sem saída e, para fugir do sofrimento que a depressão causa, em muitos casos, ela prefere morrer a continuar sofrendo! Ela não deseja a morte, mas vê nela a única saída para fugir da dor e do grande sofrimento que a depressão causa.
Sofrer com a depressão não é um sinal de fraqueza ou algo que possa ser resolvido com a força de vontade: a pessoa com depressão não é capaz de reagir e de se sentir melhor sozinha, sem algum tipo de tratamento! Se ela não se trata, os sintomas pioram cada vez mais, podem durar semanas, meses, anos ou até o final da vida!
Por mais que as pessoas a sua volta queiram ajudá-la a sair desse estado, ela não consegue e isso colabora para que ela se deprima cada vez mais, para que sua autoestima diminua, justamente porque ela é incapaz de sair desse estado! Muitas vezes a pessoa com depressão é tratada de forma preconceituosa pelos próprios familiares e no local de trabalho é tida como preguiçosa ou irresponsável em função de suas dificuldades.
A melhor forma de tratar a depressão é associar o tratamento médico com o tratamento psicológico: a medicação inibe os sintomas físicos ruins da depressão e o tratamento psicológico trabalha as causas, resolvendo-as e impedindo o retorno da depressão, o que ocorre se a pessoa apenas faz uso apenas da medicação.
IMPORTANTE: o tratamento adequado colabora para que a pessoa saia da depressão, resgatando a alegria de viver bem e com qualidade de vida!
Faça o teste abaixo: veja se você pode estar sofrendo com a depressão!
* Direitos Autorais dessa avaliação: Olga Inês Tessari
* esta avaliação está registrada de acordo com a Lei dos Direitos Autorais
Esta é apenas uma avaliação que serve para você verificar a possibilidade de estar sofrendo ou não de depressão.
Responda SIM ou NÃO às perguntas abaixo e anote as respostas.
1- Você se sente sem energia, cansado(a) para realizar tarefas que eram cumpridas sem esforço?
2- Você tem, com frequência, um sentimento de vazio ou quadros de ansiedade?
3- Você tem se sentido mais irritado(a) que o habitual?
4- Você tem tido dificuldades para tomar decisões, concentrar-se no trabalho ou lembrar-se de fatos ocorridos recentemente?
5- Você perdeu o interesse nas atividades físicas em geral?
6- Você tem dificuldades para dormir, acorda no meio da noite ou dorme demais?
7- Você, ultimamente, engordou ou emagreceu muito sem nenhum motivo aparente?
8- Você sente com frequência dores de cabeça, de estômago ou na coluna?
9- Você sente que abandonou o seu projeto de vida?
10- Você gosta de ficar sozinho a maior parte do tempo?
Resultado
Se você respondeu "sim" a mais de cinco itens, sem nenhuma condição médica que os justifique, você pode estar sofrendo de depressão. Procure um médico ou um psicólogo de sua confiança para fazer um tratamento que vai resolver esse problema de forma que você possa retomar a sua vida com qualidade e alegria!
Fonte: http://cerejafina.com/sintonia-livre-depressao-x-tristeza
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