segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Portugal expande prevenção ao suicídio

Direção-Geral de Saúde, de Portugal, quer prevenir suicídio

Projeto da região Centro vai ser alargado a todo o país. Medida está prevista no Plano Nacional de Prevenção do Suicídio.

A Direção-Geral de Saúde vai alargar a todo o país um programa de prevenção do suicídio que funcionava há 4 anos na região Centro. Esta é uma das medidas previstas no Plano Nacional de Prevenção do Suicídio que é apresentado amanhã.

A informação é avançada, esta manhã, pelo jornal Público e foi confirmada à TSF. O projeto "Contigo" tinha nascido em 2009 naquela região depois do suicídio de uma aluna. A iniciativa foi da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e da Administração Regional de Saúde do Centro.

O responsável pelo projeto, José Carlos Santos, explica que este ano letivo a prevenção já vai chegar a mais alunos da zona Centro. No resto do país o ano vai ser para dar formação aos profissionais de saúde, sendo que às aulas as ações de formação só chegam no próximo ano letivo.

A Direção-Geral de Saúde já garantiu o financiamento deste projeto e as escolas interessadas em participar podem agora candidatar-se.

O professor da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra salienta os bons resultados conseguidos até ao momento na zona Centro, onde os adolescentes alvo destas ações de formação melhoraram a capacidade de resolução de problemas, o bem estar mental, a auto-estima e os sintomas depressivos.

IV Caminhada Pravida em Fortaleza

Caminhada na Beira Mar lembra que é possível prevenir o suicídio

Seis em cada 100 mil habitantes no Brasil cometem suicídio. A IV Caminha Pravida, realizada ontem na Beira Mar, alertou que é possível prevenir o suicídio, quando se dá a devida atenção à solidão do outro e à depressão

Sara Rebeca Aguiar (sararebeca@opovo.com.br)

A IV Caminhada Pravida foi realizada na avenida Beira Mar. O evento fez menção ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro)

Foto: Evilázio Bezerra
Quando os dias perdem as cores, quando sorrir já não faz mais tanto sentido, quando o quarto torna-se o escape mais opressor da realidade, é preciso que a ajuda chegue. E rápido. Perder o gosto pela vida leva ao suicídio seis em cada 100 mil habitantes no Brasil. “São mortes que podem ser evitadas”, adverte o médico psiquiatra Fábio Gomes de Matos.

A IV Caminhada Pravida levou, aos que passavam ontem na avenida Beira Mar, a mensagem de que a prevenção do suicídio sempre é possível, se, diante do desespero interior do outro, for dispensada atenção médica e ambulatorial, além do olhar atento dos familiares. O evento foi realizado pelo Projeto de Apoio à Vida (Pravida), atividade da Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com o Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC). Faz também menção ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro).

A solidão, conforme aponta o médico, é o que mais motiva o desejo de morrer. Ela parte de cinco diagnósticos verificados em 98% dos casos: depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, abuso de substâncias e transtorno de personalidade Borderline. “Todos tratáveis. Não devemos desprezar quando as pessoas falam em morrer”, alerta Fábio.

O primeiro passo, aconselha o psiquiatra, é a prevenção, encaminhando as pessoas para orientação médica. “Não se pode deixar que a pessoa chegue na depressão grave”. A segunda providência é o tratamento intenso, ambulatorial e psiquiátrico. O suicídio acontece quando há a ausência dessas atitudes ou o cuidado tardio com o doente. “Acompanhar muito bem as pessoas que tendem ao isolamento é fundamental”, reforça o médico.

Faltam leitos

A rede de assistência ao doente mental, no estado, ainda é muito falha, segundo o médico Wagner Gurgel. A única emergência psiquiátrica “com médicos 24 horas” está no Hospital Mental de Messejana. “Faltam leitos. Na atenção básica, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), não dão conta da demanda e não possuem uma ligação devida com a rede terciária. No interior, o problema é muito pior”, denuncia.

O médico, que trabalha em Ibaretama, próximo a Quixadá, busca especializar-se em psiquiatria. Ele diz que a área passa por uma crise até mesmo em relação ao interesse dos recém-formados em medicina. “Há preconceito entre os próprios médicos, têm-se medo dos pacientes. E é preciso vocação para seguir. As condições de trabalho não ajudam”, relata.

Serviço

Reuniões no Pravida

Unidade de Saúde Mental,no Hospital Universitário (rua Capitão Francisco Pedro, 1290, Rodolfo Teófilo), às quintas-feiras, às 14 horas. Blog: http://migre.me/g03WJ

Saiba mais

Em 12 anos, Fortaleza saltou da 18ª para a 4ª capital com maior número de suicídios. De acordo com o médico psiquiatra Fávio Gomes, as estruturas de lazer de Fortaleza não acompanharam o crescimento da cidade. “As boas praças ou estão dentro dos condomínios ou afastam os frequentadores pela marginalidade”.

No Instituto Doutor José Frota (IJF), segundo Fábio, pelo menos quatro pessoas por dia dão entrada no hospital por tentativa de suicídio. Ele revela que os casos de mortes por essa natureza são subnotificados por entrarem nas causas quedas, intoxicações e acidentes de trânsito.

Fonte: http://www.opovo.com.br/

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Dia Internacional de Prevenção do Suicídio em Cuiabá

Segue em Cuiabá a 13ª Semana de Valorização da Vida.

São palestras com especialistas e eventos gratuitos que culminam numa passeata na terça-feira, dia 10, às 19h, no Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

A passeata tem ponto de encontro na Praça Santos Dumont.

 Valorize a vida e participe.

Os voluntários mais legais do mundo trabalham no CVV de Cuiabá.

Mais informações: (65) 141 ou 3321 4111

Luiz Marchetti: Garimpo Cultural (http://www.circuitomt.com.br/editorias/artigos/32471-luiz-marchetti-garimpo-cultural.html)

Seminário sobre prevenção ao suicídio juvenil na UFMS

Seminário previne suicídio entre jovens em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul tem um triste recorde. Em uma pesquisa realizada pelo Sistema de Informação de Agravo de Notificação (SinanNET), entre 2009 e 2011, o Estado figura na terceira posição entre os locais com maior índice de suicídios no país. Entre as capitais brasileiras, Campo Grande está presente na lista das 20 cidades que lideram as estatísticas nacionais desta causa de morte, contabilizando mais de 50 suicidas para cada 100 mil habitantes.

O suicídio já é considerado um sério problema de saúde pública no país e é uma das cinco maiores causas de morte entre jovens em todo o mundo. No Estado, pessoas entre 13 e 35 anos são as maiores vítimas. Para tentar entender essa triste realidade e minimizar os índices alarmantes de óbitos  registrados por este tipo de violência, acontece o Seminário de Promoção a Vida e Prevenção do Suicídio.

 O projeto já está na quinta edição e chama a atenção do público para esta  realidade pouco divulgada. “A questão do suicídio ainda é tabu no país, é um erro achar que a divulgação vai incitar as pessoas a cometerem este tipo de violência, pelo contrário, vai ajudar a alertar a sociedade”, relata o capelão do Núcleo Hospital Universitário, Edilson dos Reis, um dos responsáveis pelo projeto.

 O seminário tem como objetivo alertar as pessoas sobre os sintomas da depressão e quando é necessário buscar ajuda. Um dos meios mais utilizados pelos jovens para se comunicar são as redes sociais e é por lá que muitos deles pedem socorro. “Muitas destas vítimas recorrem a internet para desabafar, mas não sou ouvidos”, descreve Edilson Reis. E para atingir o público alvo, a programação conta com palestra voltada a linguagem da internet “Redes Sociais: Uma Ferramenta para a Prevenção?”.

 O seminário conta também com a divulgação do Projeto Labirinto que auxilia na prevenção do suicídio relatando onde buscar ajuda, como diagnosticar quem precisa de auxílio e dá apoio a famílias em luto. Como complemento ao projeto, será montado um labirinto de garrafas pet a fim de ilustrar que em todo o sofrimento há uma saída. A palestra “Doenças psiquiátricas, modelos de intervenção e a sociedade em Transformação” com o professor Juberty de Souza fecha o projeto que acontece em comemoração ao dia mundial de prevenção ao suicídio, celebrado no mês de setembro.

Serviço -  O projeto, voltado a população em geral, é gratuito e  acontece no dia 9 de setembro, no anfiteatro do LAC - Campus da UFMS, a partir das 19 horas. O email de contato é bioeticaufms@bol.com.br ou pelo telefone 3345-3660

http://www.aquidauananews.com/

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

CVV do Amapá realiza seminário de valorização da vida e prevenção ao suicídio

No dia 10 de setembro comemora-se o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Para fortalecer o trabalho de prevenção do suicídio que vem empreendendo o Posto CVV Macapá convida a todos a participarem do

Iº Seminário de Valorização da Vida e Prevenção do Suicídio

Data: 10/9/2013, às 19h.
Local: Centro Franco Amapaense
Av. General Gurjão, 32, Centro.

Haverá debates com profissionais da saúde, da Polícia Militar,  jornalistas e voluntários do  CVV, sobre o tema.

O objetivo do Seminário  é  discutir  conceitos,  fatores  e  condutas  para  a  prevenção  do  suicídio.

Vagas limitadas.

sábado, 31 de agosto de 2013

Comitê contra suicídio no Piauí

Simpósio lança proposta de criação de comitê contra suicídio

O evento aconteceu no auditório do Comando Geral da Policia Militar

O  Simpósio  Interinstitucional  Suicídio:  causas  e  sintomas  -  aspectos  preventivos  terminou,  nesta sexta-feira  (30/8/2013), no  auditório do  Comando Geral  da Polícia  Militar, com  a proposta  de criação de um  comitê  estadual  para  combater  o  problema,  que  é  cada  vez  mais  frequente  em  Teresina.  A
proposta  é  de  que  várias  instituições  como  as  secretarias  estaduais  da  Saúde  (Sesapi)  e Segurança, juntamente  com  a  Polícia  Militar  e  Coordenação  de  Enfrentamento  às  Drogas (CEDrogas,  dentre outros  órgãos,  participem  do  comitê,  apresentando  sugestões  para  tratar  do tema.

No último dia, o consultor da Sesapi e especialista em Saúde Pública, Claudio Duarte, falou sobre a estruturação  de  um  comitê  onde,  segundo  ele,  as  entidades  envolvidas  devem  dar  suporte  aos indivíduos de alto risco, educação envolvendo médicos da família, além de acesso ao tratamento. “Sem falar no tratamento medicamentoso e psicoterapia, restrição à divulgação e reportagem e, a ampliação do acesso a medicamentos”, afirmou.

Para o especialista, o acompanhamento do paciente pós-alta e o monitoramento são fundamentais para a sua recuperação. “Se ele não  receber esse atendimento após deixar a unidade hospitalar, volta  para  a mesma  condição”,  afirma,  ressaltando  que  o  programa  deve  atuar  de  forma sustentável e colaborativa para a redução dos fatores de risco.

“Queremos  aprimorar um  intercâmbio entre  as  instituições representadas  no simpósio  e criar  um comitê  que  articule  as  redes  de  saúde,  de  modo  que  pacientes  em  vulnerabilidade  que  derem entrada em um pronto-socorro terão continuidade do seu tratamento em outra unidade do sistema de saúde”, afirma Aderlane Maia, coordenadora Clínica do Centro de Assistência Integral à Saúde da Polícia Militar (PM/PI).

Durante os dois dias de evento, foram debatidos temas como políticas públicas e a prevenção em saúde; comportamento impulsivo e depressão: ameaças  presentes no TDAH; programa saúde da família:  agentes de  prevenção,  uma  porta  aberta;  prevenção  do  suicídio  nos  grupos  de  risco: contexto hospitalar; dependência de álcool: associação ao risco de suicídio; depressão e angústia na  problemática  do  suicídio do  militar;  grupos  de  risco  em  suicídio:  contexto  universitário  e  de trabalho;  suicídio:  uma visão geral; e  por fim,  a  rede  de atenção  psicossocial  e  seu potencial  de articulação na prevenção.

O Simpósio abriu ainda espaço para exposição de trabalhos das instituições participantes sobre o tema e outros que estão ligados ao suicídio, como alcoolismo e dependência química. Na ocasião foi realizada uma premiação para o melhor trabalho. Venceu a Agespisa ao expor um painel sobre o  programa  contra  o alcoolismo  desenvolvido  na  empresa.  A  ouvidoria  do  SUS/PI  também participou do evento colhendo sugestões e reclamações.

Para  a  enfermeira  do  Hospital  do  Mocambinho,  Syenna  Veloso,  que  participou  do  simpósio,  os conhecimentos  adquiridos  serão  levados  para  o  local  de  trabalho.  “Aqui  estiveram  vários professores,  especialistas,  que  nos  passaram  informações  importantes  sobre  o  tema,  que  é delicado.
Vamos  interligar  esse  conhecimento  com  a  nossa  prática.  Precisamos  abordar  mais  o assunto e estudá-lo”, afirmou.

Fonte: www.portalodia.com/noticias/piaui/simposio-lanca-proposta-de-criacao-de-comite-contra-suicidio-179675.html 1/10