quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Curso para seleção e capacitação de novos voluntários - CVV Abolição

O Centro de Valorização da Vida - CVV, realiza gratuitamente há 53 anos o  Serviço de Apoio Emocional e Valorização da Vida (consequentemente prevenindo o suicídio) utilizando o telefone e recentemente outros meios como ferramenta.

O posto CVV Abolição realizará nos dias 30/1 e 31/1/2016 um novo curso para seleção e capacitação de novos voluntários.

Evento

. De 13:30 às 18:30h
. Será apresentado a filosofia da entidade e a forma de conduta a ser seguida pelo voluntário.

É necessário comparecer aos dois dias do evento.

Local do evento

A seleção e capacitação será feita na Rua Abolição, 411 - Centro - São Paulo - próximo das estações do metrôs Anhangabaú ou Sé ou terminal de ônibus Bandeira.

Inscrições e informações 

Poderão ser feitas pelo telefones (11) 3242-4111, ou 953-103-456 (Vivo), 982-460-587 (Tim) ou por e-mail: abolicao@cvv.org.br.

Os candidatos poderão ainda fazer a inscrição 15 minutos antes do curso.

Mais informações

​​​Link do local no Google Mapas: http://g.co/maps/a96tm​

CVV Abolição
Ligue 141 | 24 horas

Youtube (CVV em dois minutos): http://www.youtube.com/watch?v=KyFzPPPHu5g
Facebook: www.facebook.com/cvv141
Twitter: @cvv141
Web site: http://www.cvv.org.br/


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Bullying e suicídio

Bullying passa a ser acompanhado por pediatras nos Estados Unidos

Especialistas querem acompanhar tanto vítimas quanto agressores. Ideia é tentar achar maneiras de prevenir e corrigir comportamento.

Perri Klass Do 'New York Times'
Na década de 1990, realizei exames físicos em um garoto da quinta ou sexta série da rede pública de ensino de Boston (Costa Leste dos EUA). Perguntei a ele qual era sua matéria preferida: ciências, definitivamente. Ele tinha ganhado um prêmio na feira de ciências e iria competir em uma feira com várias outras escolas.

O problema é que havia algumas crianças na escola perturbando-o diariamente por ele ter ganhado a feira de ciências. Ele era provocado, empurrado e, ocasionalmente, até agredido. A mãe do menino balançou a cabeça e se perguntou se a vida dele seria mais fácil se ele deixasse para lá essa coisa de feira de ciências.

O "bullying" (assédios e provocações) produz reações fortes e altamente pessoais. Eu me lembro do meu próprio sentimento de ofensa e identificação. Ali estava uma criança bastante inteligente, amante da ciência, possivelmente um futuro (insira aqui seu gênio favorito), atormentado por brutos. Isso foi o que fiz pelo meu paciente: aconselhei a mãe a telefonar para o professor e reclamar. Encorajei o menino a seguir com seu amor pela ciência.

Essas são três coisas que eu sei que deveria ter feito: não contei à mãe que o bullying pode ser evitado, e que isso depende da escola. Não chamei o diretor ou sugeri que a mãe o fizesse. Não pensei um segundo sequer nos provocadores, e qual seria o prognóstico para a vida deles.

Contra os bullies
 
Nos últimos anos, pediatras e pesquisadores dos Estados Unidos têm dado aos bullies (provocadores) e suas vítimas a atenção que, há tempos, eles merecem – e recebem na Europa. Ultrapassamos a ideia de que "crianças são assim mesmo", de que o bullying é uma parte normal da infância ou o prelúdio de uma estratégia de vida de sucesso. Pesquisas descrevem riscos no longo prazo – não só para as vítimas, que podem ter mais tendência a sofrer de depressão e pensamentos suicidas, mas aos próprios provocadores, que têm menos probabilidade de concluir os estudos ou se manter no trabalho.

No mês que vem, a Academia Americana de Pediatria irá publicar a nova versão de uma diretriz oficial sobre o papel do pediatra na prevenção da violência entre os jovens. Pela primeira vez, haverá uma seção sobre o bullying – incluindo uma recomendação para que escolas adotem um modelo de prevenção, desenvolvido por Dan Olweus, professor e pesquisador de psicologia da Universidade de Bergen, Noruega. Ele foi o primeiro a estudar o fenômeno do bullying escolar na Escandinávia, na década de 1970. Os programas, disse ele, "funcionam na esfera escolar, de classe e individual; eles combinam programas preventivos e lidam diretamente com as crianças identificadas como provocadoras, vítimas, ou ambos".

Robert Sege, chefe do ambulatório de pediatria do Boston Medical Center e principal autor da nova diretriz, afirma que a abordagem de Olweus concentra a atenção no maior grupo de crianças, aquelas que observam a tudo. "A genialidade de Olweus", disse ele, "é que ele consegue reverter a situação da escola. Assim, as outras crianças percebem que o provocador é alguém com problemas em controlar seu próprio comportamento, e a vítima é alguém a quem eles podem proteger".

O outro autor, Joseph Wright, vice-presidente sênior do Children's National Medical Center, em Washington, e presidente do comitê da academia pediátrica de prevenção à violência, observa que um quarto de todas as crianças relata ter se envolvido em bullying, seja como provocador, seja como vítima. Proteger as crianças de lesões intencionais é uma tarefa central para pediatras, disse ele, e a "prevenção do bullying é um subconjunto dessa atividade".

Repetição
 
Por definição, o bullying envolve repetição. Uma criança é repetidamente alvo de provocações ou ataques físicos – ou, no caso do chamado bullying indireto (mais comum entre garotas), rumores e exclusão social. Para um programa antibullying de sucesso, a escola precisa entrevistar as crianças e descobrir os detalhes – onde e quando isso ocorre. Mudanças estruturais podem ajudar a lidar com lugares vulneráveis – o cantinho do playground fora da vista, o portão de entrada da escola na hora da saída.

Então, disse Sege, "ativar os observadores" significa mudar a cultura da escola; através de discussões em sala, encontro de pais e respostas consistentes a cada incidente, a escola deve transmitir a mensagem de que o bullying não será tolerado.

O que eu devo perguntar na hora do check-up? Como vai a escola, quem são seus amigos, o que você faz no recreio? É importante abrir a porta, especialmente para as crianças na faixa etária mais provável para o bullying, para que vítimas e observadores não tenham medo de falar. Os pais dessas crianças precisam ser motivados a exigir que as escolas ajam, e os pediatras provavelmente precisam estar prontos para falar com o diretor. Nós devemos acompanhar a criança, a fim de garantir que a situação melhore, além de verificar a saúde emocional dela e buscar ajuda, se necessário.

E ajudar os provocadores, que também são, afinal, pacientes pediátricos? Alguns especialistas temem que as escolas simplesmente suspendam ou expulsem os agressores, sem prestar atenção a uma forma de ajudá-los e às suas famílias a aprender a viver de outra forma. "As políticas de tolerância zero das escolas distritais estão, basicamente, empurrando o problema para frente", disse Sege. "Temos de ser mais sofisticados."

A forma como entendemos o bullying mudou, e provavelmente mudará ainda mais. Por exemplo, nem mencionei o cyberbullying. No entanto, todos que trabalham com crianças precisam começar com a ideia de que o bullying tem consequências a longo prazo e é evitável. Eu ainda sentiria a mesma raiva, em nome do meu paciente vencedor da feira de ciências, mas agora eu vejo seu problema como uma questão pediátrica – e espero ser capaz de oferecer um pouco mais de ajuda, um pouco mais de acompanhamento, com base apropriada em pesquisas científicas.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1196656-5603,00-BULLYING+PASSA+A+SER+ACOMPANHADO+POR+PEDIATRAS+NOS+ESTADOS+UNIDOS.html

Terapia adequada à prevenção do suicídio


... da série de postagens que ficaram guardadas na seção de rascunho deste blog e que sobreviveram por serem interessantes, a despeito da época em que deveriam ter sido publicadas...

Terapia de Aceitação e Compromisso: modelo, dados e extensão para a prevenção do suicídio

4out2009

Acceptance and Commitment Therapy: model, data, and extension to the prevention of suicide
Steven C. Hayes; Jacqueline Pistorello; Anthony Biglan

RESUMO
Este artigo brevemente descreve a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), seus modelos subjacentes e as evidências que defendem a sua eficácia. Fornecendo exemplos de como esta terapia pode ser estendida para o tratamento de outros distúrbios, este trabalho assim inclui no âmbito da ACT a prevenção do suicídio e sua ideação. Ambos o modelo e suas técnicas aplicadas são empiricamente comprovados, o que sugere que outras extensões podem ser feitas de forma segura.

Palavras-chave: Terapia de Aceitação e Compromisso, Mediação, Prevenção, Suicidalidade.

http://psicologizar.wordpress.com/2009/10/04/terapia-de-aceitacao-e-compromisso-modelo-dados-e-extensao-para-a-prevencao-do-suicidio/

Cabeleireiros são treinados para evitar suicídios em Belfast


... da série de postagens que ficaram guardadas na seção de rascunho deste blog e que sobreviveram por serem interessantes, a despeito da época em que deveriam ter sido publicadas...
Cabeleireiros e taxistas na cidade de Belfast, na Irlanda do Norte, estão sendo treinados para poder identificar pessoas que possam estar tendo pensamentos suicidas e dar apoio psicológico a elas para que não se matem.
Alguns funcionários de lojas e centros de busca de empregos na cidade também estão recebendo treinamento em noções básicas de psicologia para a prevenção de suicídios.
Todos esses profissionais foram escolhidos para receber o treinamento porque, em geral, realizam trabalhos durante os quais os clientes gostam de conversar e se abrir.
Neste verão, a cidade de Belfast teve 30 suicídios em apenas seis semanas.
O treinamento é dado pela organização beneficente PIPS especializada em aconselhamento psicológico para prevenção de suicídios.
“É como primeiros-socorros para pessoas que possam estar em risco de suicídio. Muitas vezes elas acham difícil conversar sobre seu problema com alguém conhecido, e acham mais fácil conversar com um estranho, e esse estranho pode ser o cabeleireiro,” diz Claire James, da PIPS.
Os organizadores acreditam que o projeto de Belfast possa ser usado em outras cidades com altos números de suicídios.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Atitude exemplar na mídia: o caso do jornal "A Notícia", de Joinville-SC

"Informar é transformar" é o propósito assumido pelo jornal "A Notícia", do Grupo RBS.

Trata-se de um posicionamento estratégico cujo objetivo é "produzir informação com objetivo de contribuir para a transformação da sociedade".

Neste contexto é que se inserem as matérias jornalísticas sobre o suicídio veiculadas pelo jornal.

Como complemento o Grupo RBS mantém suas diretrizes alinhavadas e disponíveis no Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística.

Marina Andrade, editora-chefe, explica, na prática, o título da matéria em que estão divulgadas estas informações: Falamos sobre suicídio, mas com o propósito de transformar.
Entre a tarde de quarta e a madrugada desta quinta-feira, um incidente envolvendo um homem que ameaçava cometer suicídio no último andar de um shopping na área central de Joinville resultou na interdição de ruas — uma delas por quase 12 horas.
Mesmo estando ciente da situação desde o início da ocorrência, o "AN" decidiu por noticiar o fato após o desfecho da situação. A escolha teve como base o impacto causado na comunidade e o objetivo foi contribuir para a atuação das equipes de salvamento e minimizar possíveis impactos de uma divulgação.
O suicídio é um tema delicado, mas que não está vetado do nosso veículo. Tratamos do assunto de forma propositiva, com foco na prevenção e superação, como exemplificado nas reportagens abaixo.
Uma das reportagens, abaixo, em destaque, é um primor de jornalismo e de projeto gráfico.
Reportagem especial sobre suicídio traz dados, histórias e dicas de prevenção
Que outros jornais sigam nesta trilha!




domingo, 13 de dezembro de 2015

Citação que vale por um prêmio!

Grato à Karina Okajima Fukumitsu pela sua generosidade!

Aproveitando, eis o link para a Revista Brasileira de Psicologia, em que este artigo e outros integraram o volume II do dossiê “Suicídio: Prevenção e posvenção no Brasil: estudos brasileiros”.




Reflexão breve e oportuna

Meses coloridos 
Gabriel Novis Neves

Não sei como nem de onde surgiu a ideia de iluminar monumentos públicos importantes com cores que significam alguma mensagem.

Estas estratégias coloridas alertam, principalmente, para algumas doenças importantes que necessitam de prevenção precoce, como o câncer de mama e o de próstata.

Desconhecia ser o amarelo um apelo visual para a prevenção do suicídio. Em grandes tragédias nacionais ou mundiais, também os monumentos de maior visibilidade são iluminados.

Recentemente grande número de cidades do mundo tiveram seus pontos de maior referência iluminados com as cores da França, em sinal de solidariedade ao brutal atentado sofrido pela capital mais charmosa do planeta Terra, com um saldo de cento e trinta mortos, até o momento, e centenas de feridos.

Eventos festivos como o Natal, conquista de campeonatos e outros, são motivos para os monumentos receberem coloração adequada à festa.

No caso do suicídio, a Dra. Rosylane Rocha, do Conselho Federal de Medicina (CFM), entende que a sua prevenção é um pouco complicada, pois ele é tratado como um tabu pela sociedade. Diz ela: “o suicídio é o desfecho de uma doença física ou mental e pode ser prevenido quando falamos sobre o assunto”. Para ela é de suma importância a divulgação deste tema.

De acordo com a cartilha elaborada pelo CFM para prevenção de tal ato, motivado por razões religiosas, morais e culturais, o suicídio é considerado transgressão às leis divinas, o que dificulta um diálogo aberto sobre o tema.

Como entender homens e mulheres bombas que praticam o suicídio por razões religiosas?
É difícil saber distinguir, diante desse quadro, o certo do errado.

A verdade é que nos últimos dias acordamos sempre com notícias de suicídios por motivações religiosas, nas mais diversas nações do mundo.

Por enquanto, esses ataques terroristas estão limitados a países europeus e asiáticos. Ameaças estão sendo feitas também aos países do continente americano.

Como prevenir esses suicídios, geralmente praticados por jovens?

Com que cores deveremos iluminar permanentemente os nossos monumentos para que a paz volte a reinar entre os homens?

Fonte: coluna deste autor no jornal eletrônico Folhamax, de Cuiabá.
www.folhamax.com.br/opiniao/meses-coloridos/69541