Contra o frio número das estatísticas, o impacto de uma só imagem!
226 pares de sapatos foram colocados na escadaria deste pavilhão em
Liverpool, representando as crianças que se suicidaram em 2017
Fonte: https://magg.pt/2019/02/09/estes-sapatos-representam-as-criancas-que-se-suicidaram-em-2017/
Blog destinado à coleta e disseminação de informações sobre prevenção do suicídio e valorização da vida
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Bullying e suicídio
Bullying passa a ser acompanhado por pediatras nos Estados Unidos
Especialistas querem acompanhar tanto vítimas quanto agressores. Ideia é tentar achar maneiras de prevenir e corrigir comportamento.
Perri Klass Do 'New York Times'
Na década de 1990, realizei exames físicos em um garoto da quinta ou sexta série da rede pública de ensino de Boston (Costa Leste dos EUA). Perguntei a ele qual era sua matéria preferida: ciências, definitivamente. Ele tinha ganhado um prêmio na feira de ciências e iria competir em uma feira com várias outras escolas.
O problema é que havia algumas crianças na escola perturbando-o diariamente por ele ter ganhado a feira de ciências. Ele era provocado, empurrado e, ocasionalmente, até agredido. A mãe do menino balançou a cabeça e se perguntou se a vida dele seria mais fácil se ele deixasse para lá essa coisa de feira de ciências.
O "bullying" (assédios e provocações) produz reações fortes e altamente pessoais. Eu me lembro do meu próprio sentimento de ofensa e identificação. Ali estava uma criança bastante inteligente, amante da ciência, possivelmente um futuro (insira aqui seu gênio favorito), atormentado por brutos. Isso foi o que fiz pelo meu paciente: aconselhei a mãe a telefonar para o professor e reclamar. Encorajei o menino a seguir com seu amor pela ciência.
Essas são três coisas que eu sei que deveria ter feito: não contei à mãe que o bullying pode ser evitado, e que isso depende da escola. Não chamei o diretor ou sugeri que a mãe o fizesse. Não pensei um segundo sequer nos provocadores, e qual seria o prognóstico para a vida deles.
Contra os bullies
Nos últimos anos, pediatras e pesquisadores dos Estados Unidos têm dado aos bullies (provocadores) e suas vítimas a atenção que, há tempos, eles merecem – e recebem na Europa. Ultrapassamos a ideia de que "crianças são assim mesmo", de que o bullying é uma parte normal da infância ou o prelúdio de uma estratégia de vida de sucesso. Pesquisas descrevem riscos no longo prazo – não só para as vítimas, que podem ter mais tendência a sofrer de depressão e pensamentos suicidas, mas aos próprios provocadores, que têm menos probabilidade de concluir os estudos ou se manter no trabalho.
No mês que vem, a Academia Americana de Pediatria irá publicar a nova versão de uma diretriz oficial sobre o papel do pediatra na prevenção da violência entre os jovens. Pela primeira vez, haverá uma seção sobre o bullying – incluindo uma recomendação para que escolas adotem um modelo de prevenção, desenvolvido por Dan Olweus, professor e pesquisador de psicologia da Universidade de Bergen, Noruega. Ele foi o primeiro a estudar o fenômeno do bullying escolar na Escandinávia, na década de 1970. Os programas, disse ele, "funcionam na esfera escolar, de classe e individual; eles combinam programas preventivos e lidam diretamente com as crianças identificadas como provocadoras, vítimas, ou ambos".
Robert Sege, chefe do ambulatório de pediatria do Boston Medical Center e principal autor da nova diretriz, afirma que a abordagem de Olweus concentra a atenção no maior grupo de crianças, aquelas que observam a tudo. "A genialidade de Olweus", disse ele, "é que ele consegue reverter a situação da escola. Assim, as outras crianças percebem que o provocador é alguém com problemas em controlar seu próprio comportamento, e a vítima é alguém a quem eles podem proteger".
O outro autor, Joseph Wright, vice-presidente sênior do Children's National Medical Center, em Washington, e presidente do comitê da academia pediátrica de prevenção à violência, observa que um quarto de todas as crianças relata ter se envolvido em bullying, seja como provocador, seja como vítima. Proteger as crianças de lesões intencionais é uma tarefa central para pediatras, disse ele, e a "prevenção do bullying é um subconjunto dessa atividade".
Repetição
Por definição, o bullying envolve repetição. Uma criança é repetidamente alvo de provocações ou ataques físicos – ou, no caso do chamado bullying indireto (mais comum entre garotas), rumores e exclusão social. Para um programa antibullying de sucesso, a escola precisa entrevistar as crianças e descobrir os detalhes – onde e quando isso ocorre. Mudanças estruturais podem ajudar a lidar com lugares vulneráveis – o cantinho do playground fora da vista, o portão de entrada da escola na hora da saída.
Então, disse Sege, "ativar os observadores" significa mudar a cultura da escola; através de discussões em sala, encontro de pais e respostas consistentes a cada incidente, a escola deve transmitir a mensagem de que o bullying não será tolerado.
O que eu devo perguntar na hora do check-up? Como vai a escola, quem são seus amigos, o que você faz no recreio? É importante abrir a porta, especialmente para as crianças na faixa etária mais provável para o bullying, para que vítimas e observadores não tenham medo de falar. Os pais dessas crianças precisam ser motivados a exigir que as escolas ajam, e os pediatras provavelmente precisam estar prontos para falar com o diretor. Nós devemos acompanhar a criança, a fim de garantir que a situação melhore, além de verificar a saúde emocional dela e buscar ajuda, se necessário.
E ajudar os provocadores, que também são, afinal, pacientes pediátricos? Alguns especialistas temem que as escolas simplesmente suspendam ou expulsem os agressores, sem prestar atenção a uma forma de ajudá-los e às suas famílias a aprender a viver de outra forma. "As políticas de tolerância zero das escolas distritais estão, basicamente, empurrando o problema para frente", disse Sege. "Temos de ser mais sofisticados."
A forma como entendemos o bullying mudou, e provavelmente mudará ainda mais. Por exemplo, nem mencionei o cyberbullying. No entanto, todos que trabalham com crianças precisam começar com a ideia de que o bullying tem consequências a longo prazo e é evitável. Eu ainda sentiria a mesma raiva, em nome do meu paciente vencedor da feira de ciências, mas agora eu vejo seu problema como uma questão pediátrica – e espero ser capaz de oferecer um pouco mais de ajuda, um pouco mais de acompanhamento, com base apropriada em pesquisas científicas.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1196656-5603,00-BULLYING+PASSA+A+SER+ACOMPANHADO+POR+PEDIATRAS+NOS+ESTADOS+UNIDOS.html
O problema é que havia algumas crianças na escola perturbando-o diariamente por ele ter ganhado a feira de ciências. Ele era provocado, empurrado e, ocasionalmente, até agredido. A mãe do menino balançou a cabeça e se perguntou se a vida dele seria mais fácil se ele deixasse para lá essa coisa de feira de ciências.
O "bullying" (assédios e provocações) produz reações fortes e altamente pessoais. Eu me lembro do meu próprio sentimento de ofensa e identificação. Ali estava uma criança bastante inteligente, amante da ciência, possivelmente um futuro (insira aqui seu gênio favorito), atormentado por brutos. Isso foi o que fiz pelo meu paciente: aconselhei a mãe a telefonar para o professor e reclamar. Encorajei o menino a seguir com seu amor pela ciência.
Essas são três coisas que eu sei que deveria ter feito: não contei à mãe que o bullying pode ser evitado, e que isso depende da escola. Não chamei o diretor ou sugeri que a mãe o fizesse. Não pensei um segundo sequer nos provocadores, e qual seria o prognóstico para a vida deles.
Contra os bullies
Nos últimos anos, pediatras e pesquisadores dos Estados Unidos têm dado aos bullies (provocadores) e suas vítimas a atenção que, há tempos, eles merecem – e recebem na Europa. Ultrapassamos a ideia de que "crianças são assim mesmo", de que o bullying é uma parte normal da infância ou o prelúdio de uma estratégia de vida de sucesso. Pesquisas descrevem riscos no longo prazo – não só para as vítimas, que podem ter mais tendência a sofrer de depressão e pensamentos suicidas, mas aos próprios provocadores, que têm menos probabilidade de concluir os estudos ou se manter no trabalho.
No mês que vem, a Academia Americana de Pediatria irá publicar a nova versão de uma diretriz oficial sobre o papel do pediatra na prevenção da violência entre os jovens. Pela primeira vez, haverá uma seção sobre o bullying – incluindo uma recomendação para que escolas adotem um modelo de prevenção, desenvolvido por Dan Olweus, professor e pesquisador de psicologia da Universidade de Bergen, Noruega. Ele foi o primeiro a estudar o fenômeno do bullying escolar na Escandinávia, na década de 1970. Os programas, disse ele, "funcionam na esfera escolar, de classe e individual; eles combinam programas preventivos e lidam diretamente com as crianças identificadas como provocadoras, vítimas, ou ambos".
Robert Sege, chefe do ambulatório de pediatria do Boston Medical Center e principal autor da nova diretriz, afirma que a abordagem de Olweus concentra a atenção no maior grupo de crianças, aquelas que observam a tudo. "A genialidade de Olweus", disse ele, "é que ele consegue reverter a situação da escola. Assim, as outras crianças percebem que o provocador é alguém com problemas em controlar seu próprio comportamento, e a vítima é alguém a quem eles podem proteger".
O outro autor, Joseph Wright, vice-presidente sênior do Children's National Medical Center, em Washington, e presidente do comitê da academia pediátrica de prevenção à violência, observa que um quarto de todas as crianças relata ter se envolvido em bullying, seja como provocador, seja como vítima. Proteger as crianças de lesões intencionais é uma tarefa central para pediatras, disse ele, e a "prevenção do bullying é um subconjunto dessa atividade".
RepetiçãoPor definição, o bullying envolve repetição. Uma criança é repetidamente alvo de provocações ou ataques físicos – ou, no caso do chamado bullying indireto (mais comum entre garotas), rumores e exclusão social. Para um programa antibullying de sucesso, a escola precisa entrevistar as crianças e descobrir os detalhes – onde e quando isso ocorre. Mudanças estruturais podem ajudar a lidar com lugares vulneráveis – o cantinho do playground fora da vista, o portão de entrada da escola na hora da saída.
Então, disse Sege, "ativar os observadores" significa mudar a cultura da escola; através de discussões em sala, encontro de pais e respostas consistentes a cada incidente, a escola deve transmitir a mensagem de que o bullying não será tolerado.
O que eu devo perguntar na hora do check-up? Como vai a escola, quem são seus amigos, o que você faz no recreio? É importante abrir a porta, especialmente para as crianças na faixa etária mais provável para o bullying, para que vítimas e observadores não tenham medo de falar. Os pais dessas crianças precisam ser motivados a exigir que as escolas ajam, e os pediatras provavelmente precisam estar prontos para falar com o diretor. Nós devemos acompanhar a criança, a fim de garantir que a situação melhore, além de verificar a saúde emocional dela e buscar ajuda, se necessário.
E ajudar os provocadores, que também são, afinal, pacientes pediátricos? Alguns especialistas temem que as escolas simplesmente suspendam ou expulsem os agressores, sem prestar atenção a uma forma de ajudá-los e às suas famílias a aprender a viver de outra forma. "As políticas de tolerância zero das escolas distritais estão, basicamente, empurrando o problema para frente", disse Sege. "Temos de ser mais sofisticados."
A forma como entendemos o bullying mudou, e provavelmente mudará ainda mais. Por exemplo, nem mencionei o cyberbullying. No entanto, todos que trabalham com crianças precisam começar com a ideia de que o bullying tem consequências a longo prazo e é evitável. Eu ainda sentiria a mesma raiva, em nome do meu paciente vencedor da feira de ciências, mas agora eu vejo seu problema como uma questão pediátrica – e espero ser capaz de oferecer um pouco mais de ajuda, um pouco mais de acompanhamento, com base apropriada em pesquisas científicas.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1196656-5603,00-BULLYING+PASSA+A+SER+ACOMPANHADO+POR+PEDIATRAS+NOS+ESTADOS+UNIDOS.html
domingo, 13 de janeiro de 2013
Livremos nossos filhos do suicídio, educando-os para a adversidade...
Na
edição de 2 de novembro de 2008 de Cambio (www.cambio.com.co), na seção 10
Perguntas, Miguel de Zubiría conversa sobre o seu livro Cómo
prevenir la soledad, la depresión y el suicidio en niños y jóvenes.
O
título da matéria originalmente é "Estamos formando unos hijos
ineptos". Deixamos o adjetivo ineptos tal como está no original e
apresentamos abaixo o seu significado, conforme o Aulete:
.
Diz-se daquele que não tem habilidade(s) ou aptidão (para algo).
.
Que não é inteligente; a quem falta inteligência; IDIOTA; IMBECIL; PARVO.
.
Que denota falta de inteligência, estupidez ou ingenuidade.
Segue
abaixo a entrevista completa.
Estamos
formando filhos ineptos
Cambio: Por que você
escreveu o livro "Como prevenir a solidão, a depressão e o suicídio em
crianças e jovens"?
Miguel
de Zubiría: Porque desde 1945 o suicídio era uma exceção entre exceções, mas
suas taxas vêm crescendo com consistência em todos os países, sobretudo entre
jovens entre 15 e 25 anos.
C: A
decisão de escrever este livro teve alguma motivação pessoal, específica?
M:
Sim, a perda de vários amigos, pessoas com um imenso potencial, e por descobrir
que o que faz a diferença entre os seres humanos não são as atitudes, mas as
paixões.
C:
Qual a causa do aumento do suicídio?
M:
Passamos de famílias extensas, com muitos irmãos e primos, a famílias
reduzidas. As crianças, hoje, têm pouca capacidade de socialização. Não há quem
as oriente, corrija e por isso são pessoas pouco competentes neste sentido. Nós
também acreditávamos que o paraíso era a geladeira e o armário cheios, porém as
evidências mostram que quanto maior a abundância, mais infelicidade se tem.
C:
A permissividade é um caldo de cultura para o suicídio?
M:
Sim. Hoje, os pais se consideram bons à medida que tornam fácil a vida dos
filhos. Não se dão conta que estão educando uma pessoa para viver em um mundo
que não existe. Quando a criança chega à escola encontrará gente egoísta,
agressiva, cruel, exigente... E isso acaba criando um contraste muito forte
entre a liberdade que se tem em casa e a violência da vida real. Uma criança
que só faz o que quer se torna um inadaptado; a vida, para ele, se torna um
peso e pode levá-lo à ideia de que não vale a pena viver.
C:
Isto quer dizer que não perdeu sentido o famoso ditado “por tanto te querer acabo
te sufocando”?
M:
Neste sentido, funciona sim. Nunca na história da humanidade os pais têm amado
tanto os seus filhos. Antes do movimento hippie, o papel dos pais era formá-los;
a educação das crianças tinha por base obrigações e deveres. É uma hipótese
ousada, mas acredito que a criança que receba tão somente amor e carinho pode
ser a origem desta tragédia.
C:
Você afirma que são três as causas fundamentais do suicídio: fragilidade,
solidão e depressão. Analisemos uma por uma:
Fragilidade
M: É a característica de uma pessoa que não sabe
se defender quando agredida. É provável que tenha sido criada por pais que não
entenderam que sua tarefa era formar seus filhos para uma vida, que na maioria
das vezes, não é nada fácil. Estamos
formando crianças e jovens ineptos, incapazes de arrumar a própria cama, a
comprar alguma coisa na padaria, a fritar um ovo, a fazer coisas mínimas do nosso
cotidiano.
Solidão
M:
A solidão é a epidemia do século XXI, um tema que ainda a psiquiatria não tem abordado
com a profundidade que se faz necessário. Mas temos que fazer a distinção entre
ser só e estar só. Estar só é um estado apropriado à reflexão, à meditação,
enquanto ser só é não conseguir amigo ou namorado. É o fruto de uma incompetência,
de ser filho único, de não ter tido a experiência de partilhar suas coisas, de
não ter aprendido a negociar, de ser incapaz de exercitar-se na arte mais
refinada que existe: a de estabelecer interação íntima com outro ser
humano.
Depressão
M: A
depressão sinaliza o mesmo que a solidão, mas o foco está voltado a alguém
muito importante: você mesmo. É a incapacidade de se valorizar, de acordar e
dizer: “Que bom viver mais um dia!” A pessoa depressiva não consegue gostar de
si mesma e se for solitária e frágil o mecanismo do suicídio poderá ser ativado
em face de ocorrências como: não passar de ano, perder o namorado, ir à
falência nos negócios ou até mesmo sofrer um constrangimento qualquer.
C:
Como preparar os filhos para enfrentar as adversidades?
M:
Ajudando-os a enfrentá-las gradativamente. Não é possível escalar altas montanhas
antes das de baixa altitude. Só possível tocar em um concerto de Mozart se
começarmos com os pequenos exercícios ao piano. É isso o que os pais “amorosos” de hoje não
entendem.
C:
As taxas de suicídio são mais altas em países ricos, desenvolvidos?
M:
Esta relação não é direta: maior riqueza, maior taxa de suicídio. As sociedades
mais desenvolvidas tem abandonado a as
raízes familiares, rompido os vínculos com a comunidade e criado condições de
vida que tem se mostrado ruins. Um estudo muito interessante e que nos serve de
exemplo é o do psicólogo Martin Seligman. Em um experimento para sua tese de
doutorado ele colocou 50 ratos em uma gaiola e anotou o tempo que eles demoravam
a morrer sem alimento. 45 morreram nas
primeiras 24 horas e cinco deles sobreviveram até 72 horas. Seligman não encontrou
qualquer particularidade biológica entre eles. Um dia, porém, o seu auxiliar de laboratório
lhe forneceu a chave do mistério: quando ele tinha ido comprar os ratos só
havia 45. O vendedor lhe disse que ele esperasse um dia a mais que ele forneceria
os outros cinco. Sabe onde o vendedor os conseguiu? No esgoto. Eles eram justamente
os cinco que haviam sobrevivido. A única particularidade era o fato de que eles
enfrentavam todos os dias a adversidade.
Quem
é Miguel de Zubiría Samper?
Local
e data de nascimento: Bogotá, 9 de fevereiro de 1951.
Estado
civil: casado, dois filhos.
Formação:
Psicologia, Composição musical, Antropologia, Biologia e Matemática.
Percurso
profissional: professor universitário, diretor da Fundação Alberto Merani,
presidente da Liga Colombiana contra o Suicídio.
Área
de pesquisa: Nos últimos anos tem estudo a afetividade e a felicidade em uma perspectiva
científica.
Obras
publicadas: Psicología de la felicidad (2006), La afectividad humana (2006),
Cómo prevenir la soledad, la depresión y el suicidio en niños y jóvenes
(Aguilar, 2007).
Fonte desta entrevista
Cambio
(www.cambio.com.co)
Domingo
2 de noviembre de 2008 :: Inicio/10 preguntas :: "Estamos formando unos
hijos ineptos"
http://www.cambio.com.co/paiscambio/10preguntascambio/738/ARTICULO-WEB-NOTA_INTERIOR_CAMBIO-3684900.html
Biografia de Miguel de Zubiría na Wikipédia:
http://es.wikipedia.org/wiki/Miguel_de_Zubir%C3%ADa_Samper
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Suicídio infantil
O que leva uma criança a se suicidar?
Matéria publicado em El Espectador aborda esta dramática questão, que tem inquietado estudiosos, professores e pais.
Ao tomar contato com a obra de Miguel de Zubiría Samper buscamos conhecer melhor suas ideias. Até que consigamos traduzir a sua entrevista ao jornal Cambio, intitulada "Estamos formando filhos ineptos", segue o link para a versão original.
Segue abaixo a transcrição do texto em espanhol.
¿Qué tiene en la cabeza un niño de cinco años que se suicida (como lo registra el informe de Medicina Legal Forensis 2011)? El año pasado, 193 menores de edad entre los 5 y 17 años decidieron quitarse la vida. ¿Qué los llevó a tomar esa decisión?
Quizás una de las personas en Colombia que más conoce el tema es Miguel de Zubiría Samper, director de la Liga Colombiana contra el Suicidio Infantil y autor del libro Cómo prevenir la soledad, la depresión y el suicidio en niños y jóvenes. Zubiría dice que los cerca de diez años que ha investigado este fenómeno lo han llevado a una conclusión: existen dos razones fundamentales que llevan a una persona a tomar esta decisión.
“Detrás de los mil motivos que un niño tiene para suicidarse - desde perder una materia hasta la separación de sus padres o sentirse gordo - hemos encontrado dos causas muy precisas: la primera es la infelicidad en el sentido estricto de la palabra”.
Asegura que en Colombia hay un número “enorme” de niños y adolescentes que se sienten muy infelices porque no tienen buenos amigos, o porque su colegio les parece aburrido, o porque se sienten solos. Incluso, se atreve a calcular que un 50% de los jóvenes en nuestro país está llevando una vida infeliz.
“Si no hay fuentes de felicidad (así los papás piensen que la felicidad está en un televisor en el cuarto, en un ipod o en una camiseta nueva), cualquiera de los mil motivos que mencionamos pueden disparar ese pensamiento de que la única opción es suicidarse”, dice.
Y hay una segunda causa: el sufrimiento. “Existe un gran dolor sicológico al perder a tu mamá, a tu papá, al sentirte feo... hay mil fuentes posibles de sufrimiento. Y ese dolor es tan severo que el niño o el joven o el adulto — no hay ninguna diferencia— piensa que la única manera de eliminarlo es acabando con su vida”.
Según De Zubiría, la pregunta de fondo en estos casos es: “¿Por qué hay millones de niños tan infelices y por qué sufren tanto por cosas que a nosotros nos parecerían idioteces? Ese es el cuestionamiento que hay que resolver, y para eso hay que preguntarse también qué está pasando en las familias y en los colegios, que no estamos preparando a los niños para
que aprendan a sufrir”.
Dos suicidios ocurridos esta semana en Mariquita, Tolima, y en Jamundí, Valle del Cauca, pusieron en evidencia un recrudecimiento de esta problemática.
El más reciente fue el de Brigit Lorena González, de 14 años. Un disparo al aire enfrente de sus compañeros de colegio fue la primera alerta. Luego, con el mismo revólver calibre 38 apuntó a algunos de ellos y, de inmediato, una crisis nerviosa empezó a contagiarlos. Una crisis que estalló cuando, después de fallidos intentos de diálogo con ella, Brigit apretó el gatillo una vez más. Su estómago recibió el impacto y su muerte fue inevitable.
El otro fue el domingo en horas de la tarde. Un menor de 12 años, en el sur del Valle del Cauca, decidió ahorcarse después de un regaño de su mamá.
Y tal vez, como lo explica Luis Alberto Ramírez, médico siquiatra de niños, unas de las principales causas son los altos de niveles de ansiedad en la infancia y su vulnerabilidad a un entorno social cada vez más complicado.
“Hay un promedio de 37% y 40% de niños y jóvenes con grados críticos de ansiedad. Eso es lo que están experimentando en una sociedad donde los lazos familiares se han debilitado y las relaciones giran en torno a un consumo desfasado”, dice. A ello se suman el miedo al fracaso y el temor hacia el futuro. En suma, una desesperanza agobiante.
Según este especialista, la incomprensión de los padres es otro factor que tiene graves consecuencias. “Lo peor que se puede hacer cuando un niño dice que se va a matar, es retarlo”. Para Ramírez, hay temporadas peligrosas, como el final de un año escolar, cuando, si no se cumplen las metas propuestas, es posible que haya momentos de crisis.
“Ahí lo mejor que se puede hacer es escuchar y presentarles momentos amables. Los padres deben entender que los niños tienen diferencias intelectuales y que no todos tienen la misma capacidad”, afirma.
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suicídio infantil
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Imitação, contágio, crises sem precedentes?
Oito crianças se suicidaram na Rússia desde o início de fevereiro
MOSCOU, 16 Fev 2012 (AFP) -Uma menina de 10 anos foi encontrada enforcada em um apartamento na república russa de Kalmukia (sul), anunciaram nesta quinta-feira as autoridades locais. Este é o oitavo caso de suicídio infantil na Rússia desde o início de fevereiro.
"Uma menina foi encontrada enforcada no dia 15 de fevereiro em um apartamento em Elista", declarou o comitê de investigação da região de Kalmukia, segundo a agência Interfax.
No mesmo dia, um adolescente de 16 anos morreu ao se jogar do 16º andar de um prédio no sudoeste de Moscou, de acordo com uma fonte da polícia russa.
Seis outros suicídios de jovens - dois meninos e quatro meninas - foram contabilizados na primeira quinzena de fevereiro no país, principalmente na região de Moscou, informou a Interfax.
A autoridade russa para os direitos da criança, Pavel Astakhov, pediu no dia 10 de fevereiro a implantação de um programa de prevenção do suicídio de menores.
Ele ressaltou que a Rússia é o primeiro país da Europa em termos de suicídio entre pessoas de 15 a 19 anos de idade. Astakhov acrescentou que 200 crianças de 10 a 14 anos se suicidam todos os anos, assim como 1.500 adolescentes de 15 a 19 anos.
A taxa de suicídio entre a população da Rússia foi de 23,5 para cada 100 mil em 2010, em queda em relação aos 42 por 100 mil registrados em 1995, segundo um relatório publicado em novembro pela Unicef e o ministério russo da Saúde.
O país é o sexto no ranking mundial, com um nível muito superior do que a média (14/100.000) e em um nível "crítico" definido pela Organização Mundial da Saúde (20/100.000).
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suicídio infantil
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Suicídio infantil
Segue abaixo dados sobre um artigo recém-publicado (no sítio Psicologia.PT) sobre o suicídio em crianças.
Suicídio infantil: reflexões sobre o cuidado médicoPara ler o artigo completo clique aqui.
Elisa Pinto Seminotti (elisaseminotti@hotmail.com)
Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) - Brasil. Especialista em Saúde Pública pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)-BR. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Palavras-chave: Suicídio, criança, medicina
Resumo
O suicídio na infância e na adolescência é um sério e crescente problema, que tem se constituído como uma questão de saúde pública. Mesmo que a sociedade não disponha de espaço para tal discussão - carregada de tabus, medos, crenças religiosas e pessoais -, as crianças também fazem parte do contingente de tentadores de suicídio e suicidas no país e no mundo. O suicídio, em todas as faixas etárias, está entre as dez principais causas de morte no mundo, sendo a terceira causa mais comum de morte em jovens com idades entre 15 e 34 anos, e a quinta mais comum em crianças de idade escolar. O suicídio é considerado uma tragédia familiar e pessoal, que causa sofrimento naqueles envolvidos com a vítima. Considerando a dificuldade que existe para diferenciar ideações suicidas, tentativas e suicídio completo entre crianças, principalmente pequenas, a intervenção clínica para apoiar e tratar crianças em risco é difícil, mas de vital importância, principalmente quando visamos à prevenção do ato suicida. Dessa forma, o médico, como profissional próximo à criança e à família, porto seguro destas quando algo vai mal, tem o papel fundamental de ser um profissional capacitado para lidar com os temas da morte e da morte produzida, compreendendo este processo e disponibilizando sua atenção especial para casos de tentativa ou de risco de suicídio. O cuidado do médico vem como uma estratégia para tentar evitar que o desfecho trágico ocorra, e para auxiliar a família a reduzir o sofrimento que abate a criança suicida.
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suicídio infantil
sábado, 31 de janeiro de 2009
Notícias não tão novas, mas alentadoras...
Palmas, Tocantis - Brasil
Semus quer reduzir e prevenir suicídios em Palmas
02/12/2008 20:28
Dados da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus) revelam que os números de suicídio e de tentativa de suicídio vêm aumentando com o decorrer dos anos. Para reduzir a incidência e prevenir esse tipo de violência, a Semus promove um curso de capacitação para 60 profissionais de saúde multiplicadores, para identificação dos Fatores de Risco contra a Violência Auto-infligida (suicídio e tentativas), nos dias 5 e 6 de dezembro, a partir das 8h30, no CEULP/ULBRA.
Uma mesa-redonda, aberta ao público e a imprensa, será realizada no dia 5, às 19h30, no auditório central do CEULP/ULBRA. Para comandar as discussões, a Semus trará os maiores especialistas da área, trata-se do psiquiatra e doutor em Saúde Pública da UNICAMP, Drº Neury Botega e da psicóloga e doutora em Saúde Pública, da PUC-RS, Drª Blanca Werlang.
De acordo com o Secretário Municipal de Saúde, Samuel Braga Bonilha, a violência auto-infligida, que inclui o suicídio, as tentativas de suicídio e as automutilações, foi apontada como primordial para as ações de prevenção da saúde no Brasil: "o suicídio é considerado pela Organização Mundial de Saúde e pelo Ministério da Saúde como problema de saúde pública e os dados epidemiológicos das causas externas na cidade de Palmas requerem intervenções que objetivem a diminuição tanto dos óbitos quanto das tentativas de suicídio", assegurou o secretário.
Estatísticas em Palmas
Segundo o Núcleo de Prevenção a Violências e Acidentes da Semus, 83 homens e 131 mulheres tentaram o suicídio, nos últimos cinco anos e 38 pessoas foram a óbito por suicídio, de 2004 a 2007.
"Desde 2006, estamos notificando as tentativas de suicídio e desta forma, acompanhando as pessoas que tiveram esse procedimento para evitar novas tentativas", informa Patrícia Ferreira Nomellini, Coordenadora de Vigilância das Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Semus.
Interação complexa
Segundo a psicóloga, Lívia Tâmara Oliveira Barbosa, responsável técnico pelo Núcleo de Prevenção a Violência e Acidentes da Semus, o suicídio nunca é o resultado de um evento ou fator único e isolado, "normalmente, o suicídio é uma interação complexa de vários fatores, como transtornos mentais e doenças físicas, abuso de substâncias psicoativas, problemas familiares, conflitos interpessoais e situações de vida estressantes", explica a especialista, acrescentando que o suicídio é talvez a forma mais trágica de alguém terminar a vida.
“A maioria das pessoas que consideram a possibilidade de cometer o suicídio não estão certas se querem realmente morrer", afirma Lívia Barbosa, informando que a maioria das pessoas que pensa em cometer o suicídio comunica o intento aos familiares, profissionais de saúde ou amigos.
“O sistema público municipal de saúde conta com profissionais capacitados e uma rede de atendimento que estão à disposição da população de forma gratuita para diagnosticar e apoiar pessoas e familiares que estão vivenciando o problema", afirma a especialista.
Modo de divulgação influencia suicidas
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um dos muitos fatores que podem levar um individuo vulnerável a efetivamente tirar sua vida pode ser a publicidade sobre os suicídios. A maneira como os meios de comunicação tratam casos públicos de suicídio pode influenciar a ocorrência de outros suicídios.
A OMS adverte que o suicídio não deve ser mostrado como um método de lidar com problemas pessoais como falência financeira, reprovação em algum exame ou concurso ou abuso sexual. As reportagens devem levar em consideração o impacto do suicídio nos familiares da vítima e nos sobreviventes em termos de estigma e de sofrimento familiar.
Fonte: Assessoria de Imprensa Semus
http://conexaotocantins.com.br/noticia/semus-quer-reduzir-e-prevenir-suicidios-em-palmas/4131
Tókio, Japão
Governo lança guia para prevenir suicídio infantil
28/3/2007
Professores são aconselhados a prestar mais atenção nos alunos e oferecer suporte psicológico
Uma comissão do Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia fez um manual para os professores tentarem impedir estudantes de cometer suicídio.
O guia, que será colocado no site do ministério em breve, é a primeira tentativa que o governo já fez para tentar evitar suicídio infantil.
A comissão, que foi montada depois da aprovação em junho da lei básica de prevenção de suicídio, é composta por 14 especialistas, incluindo professores, conselheiros e psicólogos.
O guia é focado nas causas do suicídio e aponta alguns sinais de que uma pessoa pretende cometer suicídio, e também diz como se deve lidar com o suicídio.
Segundo a comissão, os fatores que podem aumentar a chance de suicídio incluem: tentiva anterior de suicídio, isolação decorrente de uma família que muda muito de cidade, falta de suporte familiar e ijime.
Os professores devem prestar atenção em mudanças de comportamento nas crianças que têm alguma dessas características.
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