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domingo, 13 de dezembro de 2015

Reflexão breve e oportuna

Meses coloridos 
Gabriel Novis Neves

Não sei como nem de onde surgiu a ideia de iluminar monumentos públicos importantes com cores que significam alguma mensagem.

Estas estratégias coloridas alertam, principalmente, para algumas doenças importantes que necessitam de prevenção precoce, como o câncer de mama e o de próstata.

Desconhecia ser o amarelo um apelo visual para a prevenção do suicídio. Em grandes tragédias nacionais ou mundiais, também os monumentos de maior visibilidade são iluminados.

Recentemente grande número de cidades do mundo tiveram seus pontos de maior referência iluminados com as cores da França, em sinal de solidariedade ao brutal atentado sofrido pela capital mais charmosa do planeta Terra, com um saldo de cento e trinta mortos, até o momento, e centenas de feridos.

Eventos festivos como o Natal, conquista de campeonatos e outros, são motivos para os monumentos receberem coloração adequada à festa.

No caso do suicídio, a Dra. Rosylane Rocha, do Conselho Federal de Medicina (CFM), entende que a sua prevenção é um pouco complicada, pois ele é tratado como um tabu pela sociedade. Diz ela: “o suicídio é o desfecho de uma doença física ou mental e pode ser prevenido quando falamos sobre o assunto”. Para ela é de suma importância a divulgação deste tema.

De acordo com a cartilha elaborada pelo CFM para prevenção de tal ato, motivado por razões religiosas, morais e culturais, o suicídio é considerado transgressão às leis divinas, o que dificulta um diálogo aberto sobre o tema.

Como entender homens e mulheres bombas que praticam o suicídio por razões religiosas?
É difícil saber distinguir, diante desse quadro, o certo do errado.

A verdade é que nos últimos dias acordamos sempre com notícias de suicídios por motivações religiosas, nas mais diversas nações do mundo.

Por enquanto, esses ataques terroristas estão limitados a países europeus e asiáticos. Ameaças estão sendo feitas também aos países do continente americano.

Como prevenir esses suicídios, geralmente praticados por jovens?

Com que cores deveremos iluminar permanentemente os nossos monumentos para que a paz volte a reinar entre os homens?

Fonte: coluna deste autor no jornal eletrônico Folhamax, de Cuiabá.
www.folhamax.com.br/opiniao/meses-coloridos/69541

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Suicídio e Prevenção


...as mortes por lesões auto provocadas intencionais são a maior causa de morte não natural em Portugal, ultrapassando mesmo as mortes na estrada, com as quais somos capazes de gastar milhões na prevenção. Ao mesmo tempo que remetemos a sensibilização e prevenção do suicídio para uma nota de rodapé no orçamento da saúde.

Imaginem qual seria a reação da sociedade se morressem 10.000 passageiros em desastres aéreos todos os anos em Portugal (suicídios registados em portugal anualmente ultrapassam esse número). Só podemos assumir que as consequências políticas e sociais seriam devastadoras, e que à indústria aeronáutica seriam exigidas medidas de segurança com resultados imediatos.

A maioria dos indivíduos que se suicidam não apresenta uma doença mental diagnosticada, são pessoas como eu e vós, que frequentemente sentem-se isoladas, desesperadas, infelizes e sozinhas. Os pensamentos suicidas são o resultado do “stress” do dia-a-dia e de perdas que o individuo pensa que não consegue lidar, levando ao culminar de uma vontade inescapável de querer de que a dor pare.

São sentimentos com os quais qualquer um de nós poderá se identificar a um dado momento da nossa vida… são reais, são diagnosticáveis e tratáveis. No entanto, numa sociedade onde o estigma e a ignorância dominam em relação às doenças mentais, um individuo que tenha pensamentos suicidas, frequentemente teme o que os outros irão pensar, de ser etiquetado de “maluquinho(a)”. Essa pressão social é imensa e impede que o pedido de ajuda seja feito, que o passo em direção ao diagnóstico e tratamento não seja dado, com resultados trágicos.

Nós precisamos de algo mais do que estudos ou avaliações de serviços, precisamos de recursos concretos e dirigidos à prevenção e tratamento.

O suicídio não é uma escolha, acontece quando a dor que sentimos é superior aos recursos que temos para lidar com ela…

Publicado por João Cunha em In Concreto
Fonte: http://inconcreto.blogspot.com/2011/10/suicidio-e-prevencao.html