sábado, 14 de abril de 2018

XI Curso de Prevenção do Suicídio (Fortaleza-CE) em abril e maio

Programa de Apoio à Vida inscreve para XI Curso de Prevenção do Suicídio

    Organizado pelo Pravida, o curso será realizado pelo Núcleo de Psiquiatria do Estado do Ceará (Nupec) e conta com apoio da Universidade de Fortaleza (Unifor). As aulas ocorrerão nos dias 27 e 28 de abril e 11, 18, 19, 25 e 26 de maio, no horário das 18h às 22h (às sextas-feiras) e das 8h às 17h (aos sábados), no auditório da biblioteca da Unifor, na Av. Washington Soares, 1321, Edson Queiroz, Fortaleza.

    O curso busca oferecer capacitação abrangente sobre o fenômeno do suicídio e seus múltiplos contornos em conjunto com estratégias de manejo com a pessoa em risco de suicídio e sua prevenção. Terá duração de 40 horas-aula.

    INSCRIÇÕES – As inscrições presenciais podem ser feitas na UFC, Unifor, Universidade Estadual do Ceará (Uece), Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau), Faculdade de Tecnologia, Ciência e Educação (Fatece). A relação com os responsáveis pelas inscrições nesses locais e outras informações sobre taxas estão disponíveis nas páginas do Pravida no Facebook e no Instagram. Quem não reside em Fortaleza deve entrar em contato com a organização pelo e-mail contato.pravida@gmail.com.

    Para saber mais: Pravida – fones: 85 3366 8149 e 98400 5672

    Fonte:  http://www.ufc.br/noticias/noticias-de-2018/11061-programa-de-apoio-a-vida-inscreve-para-xi-curso-de-prevencao-do-suicidio


    sexta-feira, 30 de março de 2018

    Depoimento de Hayley Williams sobre depressão e terapia

    “Não sei o que seria de mim”: Hayley Williams fala sobre depressão e terapia

    "Se você precisa de ajuda, não subestime o poder da terapia e da conversa"

    Matheus Anderle - 28/03/2018

    Não é de hoje que vemos artistas que amamos sofrerem com problemas relacionados à depressão, ansiedade e outros problemas de saúde mental.

    Ano passado, por exemplo, tivemos perdas trágicas de grandes músicos como Chester Bennington e Chris Cornell. Ambos já haviam falado extensivamente sobre a luta diária contra pensamentos ruins e acabaram nos deixando cedo demais.

    Da mesma forma que eles, diversas pessoas que conhecemos e convivemos diariamente podem estar passando por problemas parecidos e, muitas vezes, não procuram ajuda por falta de incentivo ou por não entender a diferença que isso pode fazer em sua vida.

    Pensando nisso, a cantora Hayley Williams (Paramore) escreveu uma mensagem em seu Twitter onde ressaltou a importância do auxílio médico no tratamento de depressão.

    “Se eu não tivesse feito terapia e/ou tivesse um mentor com quem eu pudesse falar sobre as coisas difíceis da vida, eu não sei o que seria de mim”, disse Williams. No passado, a cantora foi muito vocal sobre depressão e problemas psicológicos.

    O próprio After Laughter, o excelente último disco do Paramore, possui várias canções que entram em detalhes sobre o tema e os problemas que isso causa na vida pessoal de cada um.


    Você pode conferir a mensagem completa de Williams logo abaixo.

    Momento sério: se eu não tivesse feito terapia e/ou tivesse um mentor com quem eu pudesse falar sobre as coisas difíceis da vida, eu não sei o que seria de mim. Se você precisa de ajuda, não subestime o poder da terapia e da conversa. Solte tudo para fora. Muito amor para vocês.
    Fonte: www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2018/03/28/hayley-williams-depressao-terapia/

    sábado, 24 de março de 2018

    Série "Os 13 Porquês", da Netflix, em segunda temporada

    Estudo mostra como ’13 Reasons Why’ impactou jovens e famílias
     
    Pesquisa na Netflix em parceria com Universidade Northwestern mostra que a série fez pais e filhos debaterem temas
    Quase um ano após a estreia da série (...) as conclusões a respeito dos efeitos práticos de “13 Reasons Why” sobre a audiência são, de forma geral, positiva.
    Para ler mais. 


    Netflix toma medidas para evitar controvérsia sobre suicídio na segunda temporada de 13 Reasons Why 
    Uma das medidas [para resolver a questão de forma mais sensível] é um vídeo que será incluído antes de cada episódio da segunda temporada da série onde alguns dos seus protagonistas irão alertar o público sobre o perigo de ver a ficção se você estiver enfrentando problemas. 
    Para ler mais.

    quarta-feira, 21 de março de 2018

    Prevenção do suicídio entre estudantes de Medicina: workshop em Adamantina-SP

    UniFAI promove I Workshop sobre suicídio em estudantes de Medicina
    20/03/2018 por Priscila Caldeira

    Atenção à saúde mental reuniu docentes, discentes e profissionais convidados

    O Departamento de Medicina do Centro Universitário de Adamantina (UniFAI) realizou na manhã do último sábado, 17, o I Workshop sobre suicídio em estudantes de Medicina. A atenção à saúde mental reuniu docentes, discentes e convidados, no auditório Miguel Reale, Câmpus II.

    A primeira etapa de palestras foi composta pela psiquiatra do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP), Kátia Burle dos Santos Guimarães, que ministrou sobre os resultados do Desafio Psiquiátrico Câmara de Violência em Escolas Médicas, e por Frei Mateus, da Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, que atua na gestão da Santa Casa de Misericórdia de Adamantina.

    Na segunda parte do workshop ocorreu uma mesa redonda presidida pelo médico pediatra e docente da UniFAI, Prof. Me. César Antonio Franco Marinho, e composta pelo coordenador do curso Prof. Dr. Miguel Ângelo De Marchi, a psicóloga e docente da UniFAI, Profª Me. Ana Vitória Salimon dos Santos, a diretora técnica da Santa Casa e Profª Esp. Alessandra Fabíola Endo Yamaguchi da Silva, a Profª Esp. Daniele Oliveira Guedini, Frei Mateus, a psiquiatra Kátia, a psicóloga Denise Freire, consultora técnica da Clínica PAI Nosso Lar, e a juíza de Direito da 3ª Vara e diretora do Fórum de Adamantina, Ruth Duarte Menegatti.

    A abertura foi ministrada pelo coordenador do curso. “Procuramos trabalhar a semana toda com a temática em sala de aula. Fizemos com os alunos algumas atividades que pudessem pensar no que traz ansiedade e angústias relacionadas não só ao curso de Medicina, mas sim à família e à própria personalidade. Para nós foi muito interessante porque vimos muitas situações de conflito, ansiedade e depressão em que às vezes estão embutidas no aluno e não percebemos essa reação. Essa primeira etapa foi muito proveitosa para atuarmos em cima disso”, apontou De Marchi.

    Segundo o coordenador, o workshop teve o intuito de fazer com que o aluno desse sentido ao que faz no curso de Medicina. “Nesse dar sentido, ele tem que descobrir quais são as suas potencialidades, as suas faltas de habilidades, o que traz da sua casa do ponto de vista social, psicológico e o que ele entende como doença”, disse.

    A ideia é criar na UniFAI um núcleo de apoio psicológico para o estudante. “Ao estudante de Medicina com um pouquinho mais de atenção devido realmente a uma estrutura de seis anos de estudo, de ansiedade para o ingresso, durante um curso inteiro e depois, no momento que presta um curso de residência médica. Espero que com um evento como esse, a gente possa levar a frente isso junto às pró-reitorias e à reitoria”, afirmou Miguel.

    Workshop

    O professor César Marinho idealizou o evento junto ao Departamento de Medicina. “A grande preocupação é devido os transtornos mentais em estudantes de medicina terem uma prevalência alta, bem como a ansiedade e a depressão, o que leva a essa situação preocupante em todos os estudantes”, alertou.

    Com o número de suicídio até cinco vezes maior do que a média da população geral, de acordo com o docente é “primordial” a atenção aos fatores desencadeantes para a depressão e transtornos ansiosos.
    “Por meio dos temas levantados previamente em sala de aula, levamos a discussão à mesa redonda para que os convidados oferecessem algum caminho. Nas conclusões espera-se que o departamento de Medicina e a instituição promova algum fator preventivo nessa área ou se monte um núcleo de prevenção contra esses agravos em estudantes de medicina”.

    A psiquiatra Kátia, membro do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP), apresentou os resultados do Desafio Psiquiátrico Câmara de Violência em Escolas Médicas.

    “A Câmara Temática Interdisciplinar sobre Violência nas Escolas Médicas é uma câmara do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo que eu coordeno e que tem por objetivo o estudo da violência nas escolas médicas nas diferentes maneiras de violência, tanto ainda em algumas escolas que mantêm trote, nos jogos de Medicina. Atuamos nessa tentativa de orientação para a prevenção do suicídio”, explicou.

    Conforme aponta a psiquiatra, uma publicação de 2016 no Jama (Journal of the American Medical Association) aponta uma prevalência em torno de 11% de suicídio em estudantes de Medicina, numa pesquisa feita no Canadá e Estados Unidos.

    “O que sabemos pela literatura é que há um número maior de suicídios entre estudantes e médicos. Na situação dos médicos, sobretudo, em algumas especialidades, que são anestesiologia e psiquiatria. Existem vários fatores que levam o jovem, principalmente o estudante de Medicina e o médico a cometer suicídio. Além dos fatores gerais, há os específicos que geralmente tem a ver com uma expectativa muito alta que fazem a respeito de si mesmos e com o conhecimento das drogas lícitas e suas ações”, detalhou Kátia.

    Frei Mateus abordou a espiritualidade e o suicídio: “A questão da espiritualidade é apontada por grandes estudiosos como um fator que auxilia o estudante a lidar com a questão do suicídio. Isso vem ao encontro muitas vezes com as dificuldades do acadêmico em lidar com conflitos ligados à rotina e à dificuldade no aprendizado que gera essa frustração. A espiritualidade não está ligada apenas a religião. Ela é um campo vasto e tem muitos estudos a respeito disso”.

    Enquanto gestor da Santa Casa de Misericórdia de Adamantina, Frei Mateus se disponibiliza para o acolhimento dos estudantes de medicina, que no último dia 14 deram início ao período de estágio.
    “Tivemos a alegria de receber a primeira turma de estagiários na nossa Santa Casa que se encontra de portas abertas. Nós, enquanto religiosos, estamos lá na gestão e também à disposição desses acadêmicos para um auxílio se precisar conversar, para orientações, para aquilo que se fizer necessário. A Santa Casa é uma grande mãe que acolhe a todos, não só a população, mas precisa estar atenta para acolher também aos seus colaboradores e estagiários, que também sofrem, pensam e amam”, ressaltou.

    O vice-presidente do Centro Acadêmico “Dr. César Marinho”, Caio Janeiro, comenta sobre a relevância do evento. “O workshop é muito importante para nós alunos, até mesmo para os professores que vão ter uma base de como abordar o estudante que esteja com algum problema. Isso nos auxilia a entender melhor a questão até porque podemos, no futuro, receber casos assim e saber diagnosticar”, afirmou.

    Fonte: http://www.sigamais.com/noticias/saude/unifai-promove-i-workshop-sobre-suicidio-em-estudantes-de-medicina/

    sábado, 24 de fevereiro de 2018

    Padre Lício publica livro sobre prevenção do suicídio

    Filho de suicida, padre lança livro sobre o tema

    O menino tinha 13 anos, estava entrando na adolescência, quando o pai, Elias Pereira Vale, se matou. A notícia chegou disfarçada. Disseram que ele, militar e músico da Polícia Militar do Estado de São Paulo, havia sido atropelado por um caminhão. Foi a versão que o menino, agora padre Lício de Araújo Vale, de 60 anos, carregou até os 18 anos, quando lhe contaram a verdade.

    "No dia 28 de abril de 1970, sem falar nada a ninguém, meu pai beijou minha mãe e saiu de casa para trabalhar. No caminho, jogou-se debaixo de um caminhão", escreveu padre Lício, ao contar a história no livro E Foram Deixados Para Trás, uma reflexão sobre o fenômeno do suicídio, quem será lançado nesta sexta-feira, 23 [de fevereiro de 2018], na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, pelas Edições Loyola.

    Sacerdote desde 1983, o autor foi secretário executivo do setor Regional Sul da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e atualmente é pároco da igreja da Sagrada Família de Vila Praia, na Penha, em São Paulo.

    O luto pelo suicídio do pai resultou em anos de sofrimento e revolta para padre Lício. "Por quê?", perguntava-se ele, como todos os parentes de uma pessoa que se mata, ao se sentirem abandonados, deixados para trás. Sua lembrança: "Meu pai, que nunca havia tentado o suicídio antes, era um homem muito sensível, bondoso, generoso, porém alcoólatra. Começou a beber compulsivamente por volta dos 25 anos e, sob efeito do álcool, transformava-se num homem agressivo e violento. Minha mãe contava que, antes de eu nascer, ele chegava em casa bêbado e, não poucas vezes, quebrava tudo. Porém, nunca bateu nela. Bateu violentamente em mim uma única vez, para eu não mais esquecer, quando eu tinha 7 anos, porque numa brincadeira de criança xinguei a professora da escola com um palavrão".

    Padre Lício foi convidado a escrever o livro depois de participar de uma entrevista na Rede Vida de Televisão na noite de 9 de setembro de 2016, véspera do Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Ao saber do tema, já no estúdio da emissora, ele disse que estava feliz por estar ali, porque era filho de um suicida. "Meu pai tirou a própria vida, quando eu tinha 13 anos de idade", contou ao amigo e apresentador Dalcides Biscalquin, antes do programa. Mais tarde, após anos de terapia, revelou que sua mãe também tentou o suicídio. Ela era bipolar e tomou uma caixa de comprimidos.

    A reflexão sobre o suicídio do pai e sobre as consequências da perda dele para a família é mais do que um socorro de autoajuda para pessoas que enfrentam a mesma situação. Padre Lício incorpora sua experiência ao trabalho pastoral, lembrando como superou ou ainda tenta superar uma tragédia pessoal. Inicialmente odiou o gesto do pai e demorou a perdoá-lo por ele se ter matado abandonando aqueles que o amavam. A terapia foi importante nessa caminhada, mas o que parece ter sido essencial foi a busca de uma explicação na misericórdia divina.

    "Várias pessoas que tiveram casos de suicídio na família recorreram a mim, como relato no livro", disse padre Lício ao jornal "O Estado de S. Paulo". Os personagens aparecem com nomes fictícios, mas as circunstâncias são narradas com detalhes. "Uma vez, fui chamado antes da polícia e vi o corpo de um suicida que se enforcou dependurado no quarto", revela o padre.

    Em suas pesquisas, que incluíram especialistas na área da saúde, dados estatísticos mundiais sobre o suicídio e depoimentos de pessoas atingidas, padre Lício ouviu líderes religiosos sobre o comportamento de suas religiões em relação ao suicida. Sem exceção, católicos, protestantes, judeus, muçulmanos, budistas, umbandistas e seguidores do candomblé condenam o suicídio, mas mantêm uma atitude de compreensão e misericórdia, ao analisar o gesto de quem se mata. Antes destinados automaticamente à condenação do fogo eterno, os suicidas já não discriminados como décadas atrás, quando eram sepultados em alas isoladas dos cemitérios.

    http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/filho-de-suicida-padre-lan%C3%A7a-livro-sobre-o-tema-1.600924/e-foram-deixados-para-tr%C3%A1s-1.600932

    quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

    Suicídio e imitação: o potencial de aumento dos casos

    Morte de Robin Williams coincide com aumento de suicídios nos EUA, aponta estudo

    Por João Vitor Figueira 13/02/2018

    Principais vítimas foram homens e pessoas entre 30 e 44 anos.

    A morte de Robin Williams em agosto de 2014 causou comoção mundial. Com vários sucessos em sua carreira diante das câmeras, especialmente em papéis cômicos, foi um choque descobrir que um artista que provocou tantas risadas no público tirou a própria vida. Quase quatro anos depois, um levantamento revelou um triste impacto do falecimento do ator na sociedade americana.

    Em um artigo publicado na revista científica Plos One, foi constatado que o número de suicídios nos Estados Unidos aumentou 10% nos cinco meses que seguiram a morte do ator vencedor do Oscar por Gênio Indomável (1997).

    Conduzida por David S. Fink, Julian Santaella-Tenorio e Katherine M. Keyes, a pesquisa compilou informações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês). Foram analisados os dados sobre suicídios no país entre 1999 e 2015 e a partir daí os pesquisadores identificaram matematicamente como foi a progressão de casos assim ao longo dos anos.

    "Nossas estatísticas indicavam que deveríamos esperar 16.849 suicídios entre agosto e dezembro de 2014; entretanto, nós observamos 18.690 suicídios neste período, o que sugere um acréscimo de 1.841 casos (9,85% de aumento). Apesar do aumento nas taxas de suicídios terem sido observadas em grupos de diferentes gêneros e idades, homens e pessoas entre 30 e 44 anos tiveram as maiores taxas de suicídios no período", diz o levantamento. "Este foi o primeiro estudo a examinar as consequências do suicídio de uma celebridade na era digital", afirmou David S. Fink, pesquisador com pós-doutorado em epidemiologia que liderou o estudo na Columbia University, em Nova York.

    Pesquisas semelhantes já haviam comprovado que suicídios de celebridades costumam impactar a vida de pessoas comuns de forma tangível. "Quando outras pessoas veem uma pessoa que elas conhecem, podem acabar se identificando com essa experiência. Elas adquirem a habilidade de agir. É aí que a imprensa entra. Quanto mais pessoas ficarem sabendo de detalhes específicos, haverá, em potencial, um número maior de casos de identificação", avaliou Fink.

    O estudo pontua que a Organização Mundial da Saúde orientou a imprensa reportar casos de suicídios de celebridades muito famosas sem sensacionalismo e sem entrar em detalhes desnecessários sobre os métodos que a vítima usou para tirar a própria vida. Além disso, era recomendado que notícias sobre casos de suicídio viessem acompanhadas de mensagens consistentes sobre prevenção e ajuda para pessoas que podem pensar em realizar tal ato. O levantamento diz que "é questionável" se a imprensa americana seguiu essas diretrizes ao noticiar a morte de Williams.

    A morte da estrela de Uma Babá Quase Perfeita é comparada com a morte de Kurt Cobain, líder da banda Nirvana, que se suicidou no auge de sua popularidade, em 1994. "Houve um impacto mínimo da morte de Cobain nas taxas de suicídio de Seattle, nos Estados Unidos, e evidências disponíveis para a consulta indicam que reportagens restritivas sobre a morte, assim como mensagens consistentes relacionadas à prevenção do suicídio durante a cobertura da imprensa podem ter ocupado um papel importante para impedir suicídios subsequentes."

    Os pesquisadores afirmaram que não era possível cravar com certeza que o aumento da taxa de suicídios nos EUA entre agosto e dezembro de 2014 pode ser atribuída somente a morte de Robin Williams. Entretanto, a conclusão do estudo diz que é "improvável" que outros eventos tenham tido mais influência nas taxas de morte auto-infligida no país durante o período analisado.

    http://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-137784/

    segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

    Música na prevenção do suicídio: o caso do rapper Logic

    Performance de Logic no Grammy triplicou ligações para Prevenção do Suicídio

    Seguindo o desempenho da Logic no fim de semana passado no Grammy, a linha direta de prevenção ao suicídio viu um grande aumento nos telefonemas


    Odeie-o ou ame-o, não há como negar o fato de que Logic está fazendo alguma música significativa e impactante ultimamente. Seu último sucesso com Alessia Cara “1-800-273-8255”, é uma música sobre o relógio da prevenção do suicídio e é uma tentativa de alcançar as pessoas necessitadas e deixá-las saber que não estão sozinhas. A música se transformou em um sucesso maciço e não só obteve a Logic uma indicação no Grammy para “Canção do Ano”, mas também permitiu que ele performace a música ao vivo com Alessia Cara e Khalid no domingo passado no Grammys, onde ele entregou um político e discurso de capacitação no final.

    Bem, verifica-se que, seguindo o desempenho capacitador de Logic, o National Suicide Prevention Lifeline, que é uma linha nos Estados Unidos para ajudar na prevenção do suicídio e que o número é o nome da música, viu as ligações triplicar em chamadas em uma janela de 2 horas. Um porta-voz disse à  TMZ que nas duas horas após o rapper ter performado a música, a rede nacional de atendimento telefônico respondeu três vezes mais quantidade típica de chamadas na janela de duas horas.

    A NSPL diz que o desempenho da Logic foi “um momento incrível na prevenção do suicídio”, e ele ajudou a demonstrar em todo o mundo que “a cura está acontecendo todos os dias para as pessoas em crise e que há ajuda disponível”.

    Este não foi o único impulso nas chamadas que a linha direta viu devido a Logic. Em abril, quando ele lançou pela primeira vez a música, as chamadas para o Lifeline aumentaram 50% e houve um impulso similar ao performar no VMAs em agosto. Então, parece que sempre que Logic executa a música na televisão nacional, ele está ajudando a salvar algumas vidas.

    https://portalrapmais.com/performance-de-logic-no-grammy/