quinta-feira, 12 de março de 2015

Boas notícias de Portugal: "Dia + contigo"

Dia + contigo na escola

Escolas de 17 concelhos do país (sobretudo da região Centro, mas também da Lourinhã e da ilha do Pico, nos Açores) participam, amanhã (12 de março), nas comemorações do Dia “+ Contigo”, data que assinala a existência do projeto homónimo de prevenção de comportamentos suicidários em meio escolar, iniciado em Coimbra, pelas mãos da Escola Superior de Enfermagem (ESEnfC) e da Administração Regional de Saúde do Centro, e agora em fase de alargamento ao território nacional.

Alunos do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, a população-alvo do projeto “+ Contigo”, estarão envolvidos em múltiplas atividades promotoras da saúde mental e do bem-estar, previstas para as escolas que frequentam, na Marinha Grande, Figueiró dos Vinhos, Sever do Vouga, Pombal, Oliveira do Hospital, Mangualde, Oliveira do Bairro, Coimbra, Cantanhede, Mealhada, Lourinhã, Albergaria-a-Velha, Figueira da Foz, Estarreja, Lajes do Pico, Madalena e S. Roque.

Uma largada de balões com mensagens alusivas à saúde mental, um jogo de futebol com o lema fair play, flash mobs, projeção de vídeos, palestras, momentos musicais, murais para escrever mensagens acerca do tema, além de jogos variados, são algumas das ações programadas para o Dia “+ Contigo”.

Da responsabilidade da ESEnfC e da ARS do Centro e desenvolvido em meio escolar, o “+ Contigo” trabalha aspetos como o estigma em saúde mental, o autoconceito e a capacidade de resolução de problemas, devidamente enquadrados na fase da adolescência e tendo em vista a prevenção do suicídio neste grupo etário.

Cerca de 3500 jovens foram, até ao momento, abrangidos pelo projeto, que foi inserido no conjunto de medidas do Plano Nacional de Prevenção do Suicídio, da Direção-Geral da Saúde (DGS). Além da DGS, são parceiros “+ Contigo” a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares – Direção de Serviços da Região Centro, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o Centro Hospitalar Baixo Vouga, o Centro Hospitalar Lisboa Norte, o Núcleo de Estudos do Suicídio (do Hospital de Santa Maria, em Lisboa), o Centro Hospitalar Leiria-Pombal, o Centro Hospitalar Tondela-Viseu e o Município da Lourinhã.

Fonte: www.noticiasdecoimbra.pt/dia-contigo-na-escola/

quarta-feira, 4 de março de 2015

Estudo revela associação entre crise e o aumento de casos de suicídio

Investigadores da Universidade de Zurique, na Suíça, utilizaram um modelo longitudinal para avaliar o impacto do desemprego na prevalência do suicídio entre 2000 e 2011, um período temporal que engloba, para além de uma fase de estabilidade econômica, uma outra, com início em 2008, de profunda recessão à escala global.

Utilizando dados sobre suicídio e economia da base de dados de mortalidade da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), os investigadores calcularam o efeito das taxas de desemprego no número de suicídios em 63 países, de quatro regiões do globo, bem como em diferentes idades e em função do gênero.

Os resultados, publicados na última edição do The Lancet Psychiatry Journal, mostram que o desemprego teve um impacto similar sobre o suicídio nas diferentes regiões avaliadas e que o risco relativo de suicídio associado ao desemprego aumentou de 20% para 30%, entre 2000 e 2011, em todas as regiões.

Os investigadores estimam em cerca de 233 mil, o número de suicídios ocorridos por ano entre 2000 e 2011, estando o desemprego associado a cerca de um quinto dos casos (45 mil). Ainda que com uma diferença… O desemprego esteve associado a 41.148 suicídios em 2007 e a 46.131 em 2009.
Ora, apontam os autores do estudo, os 4.983 suicídios a mais registados neste último ano estão relacionados com a crise econômica de 2008.

Outro dado relevante, que contrasta com resultados de estudos anteriores, é o de que mulheres e homens de todas as idades são afetados de igual forma pelo aumento do desemprego. As descobertas, agora tornadas públicas, sugerem que estratégias eficazes de prevenção do suicídio associado ao
desemprego são necessárias, quer em tempos de estabilidade econômica, quer em períodos de crise.

De acordo com o principal responsável pela investigação, Carlos Nordt, do Hospital Psiquiátrico da Universidade de Zurique, os resultados agora alcançados “revelam que a taxa de suicídio aumenta seis meses antes de um aumento do desemprego… E que nem todas as perdas de emprego têm o mesmo impacto, assim como o efeito sobre o risco de suicídio aparenta ser mais elevado em países em que não estar a trabalhar é uma situação pouco comum”. É possível, pois, apontam os investigadores, que nestes países, um aumento inesperado da taxa de desemprego possa gerar maiores receios e insegurança do que em países com taxas de desemprego pré-crise muito elevadas.

“Para além de intervenções terapêuticas específicas, é necessário investimento do Governo em políticas ativas de emprego que fortaleçam a eficiência do mercado de trabalho”, defendem.

Num comentário ao estudo, Roger Webb e Navneet Kapur, da Universidade de Manchester, alertam para o possibilidade de os casos de suicídio atribuíveis à recessão global, poderem ser apenas “a ponta de um gigantesco iceberg”, composto por uma vasta tipologia de problemas sociais e psicológicos. “Muitos indivíduos afetados que se mantêm a laborar nestes tempos difíceis,
enfrentam sérios indutores psicológicos de stress, resultantes de tensões econômicas perniciosas que não o próprio desemprego, incluindo a redução de salário, a insegurança laboral e a bancarrota”.

“Para além do suicídio, deveríamos procurar conhecer melhor outras manifestações psicológicas da adversidade econômica, incluindo as autoagressões não fatais, stress e ansiedade, desânimo, falta de esperança, consumo de álcool, fúria, conflitos familiares e disrupção relacional. Como também precisamos de saber como e porquê indivíduos com elevada capacidade de resiliência, que vivenciaram os mais elevados níveis de adversidade econômica, conseguiram manter uma boa saúde mental”, concluem.

Publicado em 3 de Março de 2015, por Jornal Médico (www.jornalmedico.pt/2015/03/03/aumento-de-casos-de-suicidio-associado-a-crise/)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Facebook lança novas ferramentas para ajudar na prevenção do suicídio


As medidas preventivas começaram em 2011. Quatro anos depois, o esforço é ainda maior.

Cada vez mais as pessoas optam por passar o seu tempo online, seja a consultar novidades ou a partilhar diversos conteúdos com os seus amigos e conhecidos. E uma rede social com mil milhões de utilizadores tem um papel importante nos dias de hoje, algo que se traduz em responsabilidade social

Neste sentido, o Facebook lança esta semana novas ferramentas que tentam ajudar na prevenção ao suicídio. O novo esforço da tecnológica pode ser visto como uma atualização de um programa preventivo que começou em 2011, derivado da iniciativa Compassion Research Day.

Agora, e graças a estes novos recursos, os utilizadores poderão enviar uma notificação automática ao Facebook caso notem na sua rede de contactos alguém que esteja a ter pensamentos com tendências suicidas.

Depois, e assim que esse utilizador efectuar um novo início de sessão, receberá uma mensagem a avisar que um amigo percebeu que precisava de ajuda. Aí, a rede social mais usada do planeta irá perguntar ao utilizador em questão se quer conversar com um profissional – especialista na área da saúde mental - ou receber algumas dicas de apoio.

Facebook ajuda

Estas novas ferramentas resultam de uma parceria do Facebook com várias organizações dos EUA que prestam auxílio a pessoas que necessitam de ajuda ao nível psicológico e emocional, como a Forefron, Now Matters Now, Save.org e National Suicide Prevention Lifeline.

Estas atualizações vão ser disponibilizadas gradualmente ao longo das próximas meses aos utilizadores dos EUA, sendo que o Facebook trabalha para que as ferramentas cheguem também aos internautas fora do território norte-americano. 

Fonte: http://tek.sapo.pt/noticias/internet/facebook_lanca_novas_ferramentas_para_ajudar_1432394.html

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

QUE DROGA?!

Drogas psicodélicas podem ser medida eficaz de prevenção do suicídio?

Carolyn Gregoire

A nova onda de pesquisas sobre o uso médico de drogas psicodélicas sugere que essas substâncias podem ser promissoras como intervenções terapêuticas para vários problemas mentais. E, segundo um novo estudo, os psicodélicos “clássicos” – psilocibina (cogumelos mágicos), LSD e mescalina – também podem ser uma medida eficaz de prevenção do suicídio.

Pesquisadores da Universidade do Alabama em Birminghamon estudaram dados de 190 000 americanos adultos, coletados entre 2008 e 2012 como parte da Pesquisa Nacional Sobre Uso de Drogas e Saúde. Os dados indicaram que o uso de drogas psicodélicas a vida inteira estavam associado a reduções de 19% nas perturbações psicológicas no mês anterior, de 14% nos pensamentos suicidas no ano anterior e de 29% nos planos de suicídio no ano anterior. Os usuários de drogas psicodélicas apresentavam probabilidade 36% menor de tentar suicídio no ano anterior. Pessoas que usaram drogas não-psicodélicas a vida toda, por outro lado, apresentavam maior probabilidade de cometer suicídio.

O estudo não responde por que o uso dessas substâncias tem relação com a menor incidência de distúrbios psicológicos e intenções suicidas, mas sugere que mais pesquisas sejam feitas para determinar se elas podem ser usadas como medida preventiva de suicídios.

“Apesar dos avanços nos tratamentos de saúde mental, as taxas de suicídio não caíram nos últimos 60 anos. Intervenções novas e potencialmente mais eficazes precisam ser exploradas”, disse Peter S. Hendricks, professor-assistente do Departamento de Comportamento de Saúde da universidade e líder do estudo. “Esse estudo abre o caminho para pesquisas futuras que testem a eficácia de psicodélicos clássicos em relação à prevenção de suicídios, além de patologias associadas ao alto risco de suicídio (como distúrbios afetivos, vício e traços de personalidade impulsiva-agressiva).”

Um corpo crescente de pesquisas mostra que os psicodélicos podem ser intervenções terapêuticas promissoras para casos de ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, e transtorno do estresse pós-traumático.

É importante notar, entretanto, que essas pesquisas são realizadas em ambientes clínicos controlados – o uso de psicodélicos de forma recreativa não é recomendado para o tratamento de doenças mentais. Ainda assim, essa e outras descobertas sugerem que, sob as condições adequadas, os psicodélicos podem ser uma intervenção não-farmacêutica promissora.

“As evidências sugerem que psicodélicos clássicos podem ter o potencial de aliviar o sofrimento humano associado às doenças mentais”, concluem os pesquisadores. “Novos estudos rigorosos são necessários para entender melhor essas substâncias, com o objetivo final de tirar vantagem de suas capacidades terapêuticas latentes.”

Os resultados foram publicados na revista Psychopharmacology.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

http://www.brasilpost.com.br/2015/02/09/drogas-psicodelicas-podem-ser-medida-eficaz-de-prevencao-do-suicidio_n_6632132.html

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Curso para seleção e capacitação de novos voluntários em quatro postos do CVV em São Paulo

O Centro de Valorização da Vida - CVV há mais de meio século oferece gratuitamente o seu serviço de apoio emocional e valorização da vida (consequentemente prevenindo o suicídio) utilizando o telefone e recentemente outros meios como ferramentas (Web, Skype).

Os postos CVV da Região de São Paulo, vão realizar neste mês de janeiro de 2015, um novo curso para seleção e capacitação de novos voluntários.

Evento

. Será apresentado a filosofia da entidade e a forma de conduta a ser seguida pelo voluntário.

. É necessário comparecer aos dois dias do evento.

Locais do evento

Posto CVV Abolição
Rua Genebra, 168 Centro
Dias: 24 e 25/1 das 13 às 18:30h
(11) 3242-4111 ou 9.8143-3611
abolicao@cvv.org.br

Posto CVV Vila Carrão
Rua Aimorés, 14 Vila Carrão
Dia: 17/1 das 13 às 18h
Dia: 18/1 das 8 às 13h
(11) 3493-6708 ou 9.9584-6114
vilacarrao@cvv.org.br

Posto CVV Jabaquara
Rua José de Magalhães, 500 - V. Mariana
Dia: 18/1 das 8 às 18h
(11) 2577-4111
jabaquara@cvv.org.br

Posto CVV Guarulhos
R. Octávio Nunes da Silva, 33  Vila Moreira
Dia: 24/1 e 25/1 das 13 às 18h.
(11) 2440-4111
guarulhos@cvv.org.br

Inscrições e informações 

Poderão ser feitas pelos telefones acima indicados ou pelo e-mail: cvvcomunidade@gmail.com.
Os candidatos poderão ainda fazer a inscrição 15 minutos antes do curso, em qualquer um dos postos.

Mais informações

Os postos CVV desenvolvem trabalhos de apoio emocional por meio de contatos telefônicos, atendimento pessoal, via correio, e-mail e mais recentemente via chat, no próprio site da entidade (www.cvv.org.br).

http://www.cvv.org.br.
http://www.youtube.com/watch?v=cRMG7jSARSU
https://www.facebook.com/pages/CVV-A%C3%A7%C3%B5es-com-a-Comunidade-S%C3%A3o-Paulo/253706254770357?fref=ts

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Se você estiver pensando em suicídio SAIBA que você tem uma opção!

O CVV – Centro de Valorização da Vida, serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio, funciona normalmente nos feriados de Natal e Ano Novo.
 
O atendimento é feito pelo telefone 141 (24 horas por dia), ou por e-mail e chat, ambos pelo site www.cvv.org.br.
 
O CVV é uma das ONGs mais antigas do país, com 51 anos de atuação gratuita e sigilosa e não altera seus horários de atendimento mesmo durante os feriados.
 
Sobre o CVV
 
O CVV - Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Os mais de um milhão de atendimentos anuais são realizados por 2.200 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal, pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 68 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail.
 
Outras informações também podem ser obtidas na nossa página www.facebook.com/cvv141
 
É associado ao Befrienders Worldwide (www.befrienders.org), entidade que congrega as instituições congêneres de todo o mundo e participou da força tarefa que elaborou a Política Nacional de Prevenção do Suicídio do Ministério da Saúde.
 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Voluntário passará a véspera de Natal em ONG de prevenção do suicídio

Antonio Batista, de 62 anos, negociou horários com a família para trabalhar.
Ele também fará nove horas de plantão na véspera do Ano Novo.

Antes de se juntar à família para os preparativos da véspera de Natal, nesta quarta-feira (24), o engenheiro aposentado Sérgio Antonio Bastista, de 62 anos, vai cumprir um compromisso que honra há 15 anos: seu plantão semanal de quatro horas e meia como voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), organização não-governamental de prevenção do suicídio. Criada em 1962, a ONG dá apoio emocional gratuito, presencial, por telefone ou pela internet, a pessoas em busca de ajuda.

"Vou fazer a véspera de Natal, meu plantão, e vou fazer também o dia 31. Vou estar em São Paulo e é a minha forma de poder colaborar com o trabalho", explicou ele ao receber o G1 em um sobrado em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, onde funciona um dos postos na Capital.

No total, 2 mil voluntários atuam em cerca de 70 postos espalhados pelo Brasil. O país ocupa a oitava posição na lista de nações com o maior número absoluto de casos de suicídio. Em 2012, 11.821 tiraram a própria vida no país.

Datas coincidiram

Cada voluntário se compromete a trabalhar pelo menos uma vez por semana em um turno de quatro horas e meia. Desde o início deste ano, Antonio se encarrega de um turno às quartas-feiras. Ele diz que foi só há cerca de um mês que percebeu que tanto a véspera de Natal quanto a de Ano Novo coincidiam justamente com o seu dia de trabalho.

A solução para o problema não foi difícil: ele conversou com a família e decidiu passar as festas em São Paulo. Nesta quarta, ele trabalha das 11h às 15h30; no dia 31, fará um turno duplo, para cobrir o de um colega voluntário, que viajará. "Vou trabalhar das 11h às 19h. Minha mulher compreende, aceita e respeita meu trabalho, mas não gosta muito quando às vezes eu dobro o turno."

Essa não é a primeira vez que o turno do engenheiro eletricista coincide com as festas de dezembro. Há alguns anos, ele fazia o turno da madrugada no posto da Vila Carrão, na Zona Leste. "Jantei um pouco antes, depois fui para o posto, trabalhei das 23h até as 3h. Faz parte", disse. A noite desta quarta, porém, será dedicada à mulher e às filhas de 19 e de 38 anos. "Por sinal, a de 38 está grávida. Vou ser avô pela segunda vez", comemorou.

O sorriso no rosto que ele ganha ao falar do bom momento familiar que vive hoje é, em parte, uma recompensa pelos 15 anos dedicados ao atendimento telefônico a pessoas desconhecidas, que buscam o CVV pelos motivos mais distintos. "Todo tipo de pessoa liga. Jovem, idoso, homem, mulher. Ligam quando querem conversar com alguém e não têm ninguém por perto", explicou ele.

Desde que foi indicado por uma amiga para fazer o curso e passou a ser uma das vozes – muitas vezes anônimas – que oferecem um ouvido amigo, Antonio disse que também se tornou uma pessoa melhor. "Sou mais paciente, menos preconceituoso. Minha relação com as minhas filhas também ficou melhor."

Os voluntários, que rateiam os custos de operação dos postos para garantir o funcionamento da ONG, são treinados para acolher os desabafos de tristeza, raiva, depressão, angústia e até de felicidade. O atendimento gratuito é feito por meio de ligações telefônicas sigilosas que duram o tempo que o usuário desejar. "Normalmente você tem de 15 a 20 contatos por turno. Às vezes a conversa dura cinco, dez minutos. Às vezes dura uma hora."

As ligações são sigilosas e nunca são gravadas, por isso, não é possível ter estatísticas do conteúdo dessas conversas e do perfil demográfico detalhado. Mas o CVV recebeu mais de 1,1 milhão de chamadas telefônicas em 2013: em média, o telefone toca uma vez a cada 34 segundos.

Dezembro, porém, é um mês em que a demanda dos voluntários sofre um aumento de cerca de 15%. "É um momento de reflexão. Tem as festas familiares, então ligam pessoas que perderam um ente querido, que não estão mais comemorando. As pessoas sentem nostalgia, saudade, fazem balanço do ano, falam de projetos para o ano futuro. Também tem o pessoal do vestibular, estudantes ligam preocupados com a pressão, a competição e com o futuro."

Os jovens são uma preocupação especial. Segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), divulgado em março deste ano, 9,4% dos jovens brasileiros com entre 14 e 25 anos admitiram terem tido pensamentos suicidas, e 5% já tentaram tirar a própria vida. Por isso, o CVV também conta com atendimento on-line no site oficial, entre as 19h e as 23h. "É muito importante que os jovens possam ter com quem conversar. Nosso jovem está morrendo", disse Antonio.

Serviço
O atendimento do CVV funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, pelo telefone 141. O atendimento on-line funciona em horários específicos no site do CVV.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/12/voluntario-passara-vespera-de-natal-em-ong-de-prevencao-do-suicidio.html