Blog destinado à coleta e disseminação de informações sobre prevenção do suicídio e valorização da vida
sexta-feira, 5 de maio de 2017
"Jovens, nosso presente". Não é nosso dever protegê-los?!
Portas para a realidade…
Fernando Barroso
As lutas são difíceis. Temos que ser mais arrojados do que o “inimigo”. O certo é que vamos ganhando algumas batalhas. Há batalhas muito difíceis de vencer, mas podem contar com a nossa luta até sempre porque os nossos filhos não podem ser “engolidos” pela voracidade das máquinas, e muito menos por mentes que se dão ao “LUXO” de “CRIAR” caminhos para o suicídio. BALEIAS AZUIS? Jogos com caminhos ínvios, que promovem a automutilação, e o colocar termo à própria vida? 50 Desafios “ORIENTADOS” por um “CURADOR”?
1 – Com uma navalha, escreva “F57” na palma da mão e em seguida envie uma foto para o curador.
…
28 – Não fale com ninguém o dia todo.
…
50 – Tire a sua própria vida.
…
QUAL O NOSSO PAPEL? QUAL O PAPEL DE TODOS QUE ESTÃO ACORDADOS PARA AS REALIDADES TRAZIDAS PELA OBSCURA VIRTUALIDADE?
O nosso papel é compreender o sistema e, se necessário, enfrentá-lo em busca de uma sociedade mais justa.
A OMS RECONHECE O SUICÍDIO COMO UMA PRIORIDADE DE SAÚDE PÚBLICA. NO PRIMEIRO RELATÓRIO DA ORGANIZAÇÃO SOBRE O ASSUNTO, RECONHECE QUE A “PREVENÇÃO DO SUICÍDIO: UM IMPERATIVO GLOBAL”
O fenómeno macabro “Baleia Azul” ganha destaque, com justificada razão, entre os assuntos que nos preocupam (guerra na Síria, eleições na França, guerra nuclear da Coreia do Norte, as já conhecidas investidas de Donald Trump). O fenómeno é dinamizado pela execução gradativa de 50 desafios que vão desde a automutilação até ao suicídio. Quem estabelece as regras e propõe os reptos é um mentor (curador), uma espécie de líder, geralmente adulto, que ordena a realização da tarefa do dia com a garantia de provas (os participantes são obrigados a enviarem fotos do trabalho feito). Claro que o “CURADOR” (estranho nome) nunca cumpriu os propósitos do jogo.
UM TOTAL DE 1,3 MILHÃO DE PESSOAS DE 15 A 29 ANOS MORREM NO MUNDO ANUALMENTE VÍTIMAS DE CAUSAS EVITÁVEIS OU TRATÁVEIS, SENDO A PRINCIPAL DELAS OS ACIDENTES DE TRÂNSITO (11,6% DO TOTAL). O SUICÍDIO FICA EM SEGUNDO LUGAR, RESPONSÁVEL POR 7,3% DAS MORTES.
Inescusavelmente, esses acontecimentos fazem-nos pensar sobre um fenómeno que, certamente, não é novo (suicídio entre a população jovem), mas que ganha impulso renovado com um jogo que se desdobra nas malhas da tecnologia.
OS JOVENS NÃO SÃO APENAS O NOSSO FUTURO – ELES SÃO O NOSSO PRESENTE.
São múltiplos os portões de acesso que nos levam a alguns endereços de reposta (como diria Kafka, as portas são inumeráveis, a saída é uma só, mas as possibilidades de saída são tão numerosas quanto as portas).
Para o filósofo sul-coreano Byung-Chull Han, a sociedade de desempenho (que substitui a sociedade disciplinar) prima pelo excesso de positividade. Somos teleguiados pela lógica do excesso (super-comunicação, super-rendimento, super-produção), que nos quer sempre ocupados, respondendo aos estímulos que não param de nos cortejar frente às telas, agora ubíquas.
Provavelmente, os jovens dão-se conta dessas limitações e ousam responder a pergunta que habita as páginas do famoso livro A insustentável leveza do ser: “Então, o que escolher? O peso ou a leveza?” (...)
Coluna: A Saga do Soldado de Papel
Fonte: http://regiaodecister.pt/opiniao/portas-para-realidade
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Notícia boa vinda da Austrália
Cantor e compositor australiano, Nick Cave tem lidado com a morte, de perto.
O título da matéria publicada no jornal Zero Hora dá o tom: "Nick Cave encara o luto no disco 'Skeleton tree'"
Mas o notícia, que chega por meio de uma revista virtual portuguesa é esta:
O músico expressou o seu apoio ao
Kurdiji 1.0, uma aplicação criada por aborígenes
O Kurdiji 1.0 é uma nova aplicação para smartphone que tem como objetivo a prevenção do suicídio entre aborígenes.
A aplicação encontra-se, de momento, a tentar angariar fundos através da plataforma online GoFundMe, tendo já obtido o apoio de Nick Cave.
O Kurdiji 1.0 foi criado por aborígenes australianos e destina-se à população jovem aborígene.
Segundo dados recentes, os aborígenes são quatro vezes mais propensos ao suicídio que a restante população, e a taxa de suicídio entre jovens aborígenes é das mais altas do mundo.
O facto não passa despercebido a Cave, que pediu aos seus conterrâneos para que "lutassem pelas vidas dos jovens aborígenes e mostrassem à Austrália indígena que acreditamos neles".
"Kurdiji" é uma palavra que significa "escudo" no dialeto Warlpiri, uma das tribos aborígenes australianas. "Ao ligar estes jovens à linguagem, à pele, às cerimónias e às leis, a aplicação irá aumentar a resiliência ao gerar um sentimento de pertença", explicam os programadores.
Fonte: http://blitz.sapo.pt/principal/update/2017-05-02-Nick-Cave-da-o-seu-apoio-a-uma-aplicacao-para-telemovel-de-prevencao-do-suicidio
O título da matéria publicada no jornal Zero Hora dá o tom: "Nick Cave encara o luto no disco 'Skeleton tree'"
Mas o notícia, que chega por meio de uma revista virtual portuguesa é esta:
Nick Cave dá o seu apoio a uma aplicação para telemóvel de prevenção do suicídio
O músico expressou o seu apoio ao
Kurdiji 1.0, uma aplicação criada por aborígenes
O Kurdiji 1.0 é uma nova aplicação para smartphone que tem como objetivo a prevenção do suicídio entre aborígenes.
A aplicação encontra-se, de momento, a tentar angariar fundos através da plataforma online GoFundMe, tendo já obtido o apoio de Nick Cave.
O Kurdiji 1.0 foi criado por aborígenes australianos e destina-se à população jovem aborígene.
Segundo dados recentes, os aborígenes são quatro vezes mais propensos ao suicídio que a restante população, e a taxa de suicídio entre jovens aborígenes é das mais altas do mundo.
O facto não passa despercebido a Cave, que pediu aos seus conterrâneos para que "lutassem pelas vidas dos jovens aborígenes e mostrassem à Austrália indígena que acreditamos neles".
"Kurdiji" é uma palavra que significa "escudo" no dialeto Warlpiri, uma das tribos aborígenes australianas. "Ao ligar estes jovens à linguagem, à pele, às cerimónias e às leis, a aplicação irá aumentar a resiliência ao gerar um sentimento de pertença", explicam os programadores.
Marcadores:
aborígenes,
aplicativo,
app,
Austrália,
indígenas,
kurdiji,
luto,
Nick Cave,
suicídio entre indígenas
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Curitiba registra tentativas de suicídio e alerta para 'jogo' da Baleia Azul
A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba alerta pais e responsáveis por crianças e adolescentes e os profissionais da educação e saúde em relação ao “jogo” Baleia Azul, que propõe 50 desafios aos participantes e sugere o suicídio como última etapa. Nesta madrugada, a rede municipal de saúde registrou cinco tentativas de suicídio entre adolescentes entre 13 e 17 anos, que foram atendidos e encaminhados para acompanhamento em Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Em todos os casos, havia sinais de automutilação e ingestão de medicamentos.
Ainda não há confirmação se os casos têm relação com o jogo. Os casos serão investigados. Além disso, serão desenvolvidas atividades de prevenção ao suicídio nas escolas com estudantes adolescentes, faixa etária alvo do jogo. A ação envolve as secretarias municipal e estadual de Educação.
No "jogo" Baleia Azul, os adolescentes relatam receber mensagens em redes sociais com tarefas a serem cumpridas. Nas conversas, um grupo de organizadores, chamados "curadores", propõe 50 desafios macabros aos adolescentes, como fazer fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se desenhando baleias com instrumentos afiados no corpo e ficar doente.
O Baleia Azul começou como “fake news” (notícia falsa) divulgada por um veículo de comunicação estatal da Rússia e se espalhou a partir de 2015. Mesmo sendo fake news, a notícia gerou um contágio, principalmente entre os jovens. De acordo com especialistas, o jogo não existia, mas com a grande repercussão da notícia, pode ter passado a existir.
“Orientamos que pais e responsáveis conversem com os adolescentes e fiquem atentos a sinais de isolamento, perda de vínculo familiar e quadros de automutilação”, diz o secretário municipal da Saúde de Curitiba, João Carlos Baracho. De acordo com o Baracho, os postos de saúde são a porta de entrada no sistema para aquelas famílias que precisam de ajuda. Caso seja necessário, o posto pode direcionar para atendimento de saúde mental em Caps ou outro serviço especializado, de acordo com a gravidade do caso.
Seriado
No mesmo sentido, a Secretaria Municipal da Saúde faz um alerta em relação ao seriado 13 Reasons Why. Os episódios, exibidos pela plataforma de streamming Netflix, contam a história de uma garota que deixa fitas cassetes explicando as razões que a levaram a cometer suicídio.
De acordo com a Associação Paranaense de Psiquiatria (APPSIQ), obras de ficção que simbolizam a vida real podem contribuir para fomentar discussões de temas importantes. A entidade manifestou satisfação em constatar que o seriado que trata de bullying, depressão e suicídio entre adolescentes tenha provocado alta de 170% nos acessos ao Centro de Valorização da Vida (CVV), que há 55 anos atua na prevenção do suicídio no Brasil.
Segundo a APPSIQ, porém, “a série 13 Reasons Why peca por não abordar a questão do adoecimento mental da personagem, não provocar diálogos sobre como o desfecho dela poderia ser evitado e, principalmente, por dar a impressão de que buscar ajuda é inefetivo.”
A APPSIQ critica também a “glamourização” do suicídio, a utilização do autoextermínio como instrumento de vingança e o fato de atrelar a ideia de suicídio à culpabilização. A entidade alerta, ainda, em relação ao efeito Werther – termo científico pelo qual a publicidade de um caso notável serve de estímulo para novas ocorrências, contribuindo para a difusão do método, apologia ou idealização do ato.
De acordo com a coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde, Flávia Adachi, os pais e responsáveis não precisam efetivamente proibir o adolescente de assistir à série, mas devem preferencialmente assistir junto e conversar sobre o assunto. “Pode perguntar ao filho se ele conhece alguém que já passou por aquelas situações ou se ele efetivamente já passou por aquilo, tentando deixar um canal aberto franco de diálogo”, aconselha.
A psicóloga Maria Cristina Barreto, que trabalha na Saúde Mental da secretaria, na área técnica da infância e adolescência, explica que essa fase da vida é de grande vulnerabilidade. “O jogo Baleia Azul tem o componente do ‘desafio’. Os adolescentes gostam de desafio, romper limites, desafiar autoridade”, conta ela. “Já a série afeta mais o adolescente que vivencia alguma situação de maior sofrimento, tornando-o suscetível a influências que podem colocá-lo em situação de risco. Então, precisamos ficar atentos a todos os perfis”, diz.
Fonte: www.bemparana.com.br/noticia/498482/curitiba-registra-tentativas-de-suicidio-e-alerta-para-jogo-da-baleia-azul
Ainda não há confirmação se os casos têm relação com o jogo. Os casos serão investigados. Além disso, serão desenvolvidas atividades de prevenção ao suicídio nas escolas com estudantes adolescentes, faixa etária alvo do jogo. A ação envolve as secretarias municipal e estadual de Educação.
No "jogo" Baleia Azul, os adolescentes relatam receber mensagens em redes sociais com tarefas a serem cumpridas. Nas conversas, um grupo de organizadores, chamados "curadores", propõe 50 desafios macabros aos adolescentes, como fazer fotos assistindo a filmes de terror, automutilar-se desenhando baleias com instrumentos afiados no corpo e ficar doente.
O Baleia Azul começou como “fake news” (notícia falsa) divulgada por um veículo de comunicação estatal da Rússia e se espalhou a partir de 2015. Mesmo sendo fake news, a notícia gerou um contágio, principalmente entre os jovens. De acordo com especialistas, o jogo não existia, mas com a grande repercussão da notícia, pode ter passado a existir.
“Orientamos que pais e responsáveis conversem com os adolescentes e fiquem atentos a sinais de isolamento, perda de vínculo familiar e quadros de automutilação”, diz o secretário municipal da Saúde de Curitiba, João Carlos Baracho. De acordo com o Baracho, os postos de saúde são a porta de entrada no sistema para aquelas famílias que precisam de ajuda. Caso seja necessário, o posto pode direcionar para atendimento de saúde mental em Caps ou outro serviço especializado, de acordo com a gravidade do caso.
Seriado
No mesmo sentido, a Secretaria Municipal da Saúde faz um alerta em relação ao seriado 13 Reasons Why. Os episódios, exibidos pela plataforma de streamming Netflix, contam a história de uma garota que deixa fitas cassetes explicando as razões que a levaram a cometer suicídio.
De acordo com a Associação Paranaense de Psiquiatria (APPSIQ), obras de ficção que simbolizam a vida real podem contribuir para fomentar discussões de temas importantes. A entidade manifestou satisfação em constatar que o seriado que trata de bullying, depressão e suicídio entre adolescentes tenha provocado alta de 170% nos acessos ao Centro de Valorização da Vida (CVV), que há 55 anos atua na prevenção do suicídio no Brasil.
Segundo a APPSIQ, porém, “a série 13 Reasons Why peca por não abordar a questão do adoecimento mental da personagem, não provocar diálogos sobre como o desfecho dela poderia ser evitado e, principalmente, por dar a impressão de que buscar ajuda é inefetivo.”
A APPSIQ critica também a “glamourização” do suicídio, a utilização do autoextermínio como instrumento de vingança e o fato de atrelar a ideia de suicídio à culpabilização. A entidade alerta, ainda, em relação ao efeito Werther – termo científico pelo qual a publicidade de um caso notável serve de estímulo para novas ocorrências, contribuindo para a difusão do método, apologia ou idealização do ato.
De acordo com a coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde, Flávia Adachi, os pais e responsáveis não precisam efetivamente proibir o adolescente de assistir à série, mas devem preferencialmente assistir junto e conversar sobre o assunto. “Pode perguntar ao filho se ele conhece alguém que já passou por aquelas situações ou se ele efetivamente já passou por aquilo, tentando deixar um canal aberto franco de diálogo”, aconselha.
A psicóloga Maria Cristina Barreto, que trabalha na Saúde Mental da secretaria, na área técnica da infância e adolescência, explica que essa fase da vida é de grande vulnerabilidade. “O jogo Baleia Azul tem o componente do ‘desafio’. Os adolescentes gostam de desafio, romper limites, desafiar autoridade”, conta ela. “Já a série afeta mais o adolescente que vivencia alguma situação de maior sofrimento, tornando-o suscetível a influências que podem colocá-lo em situação de risco. Então, precisamos ficar atentos a todos os perfis”, diz.
Fonte: www.bemparana.com.br/noticia/498482/curitiba-registra-tentativas-de-suicidio-e-alerta-para-jogo-da-baleia-azul
sábado, 8 de abril de 2017
Jogo virtual e sua ação indireta na prevenção do suicídio
Pokémon Go evita suicídios no JapãoPor Abílio Rodrigues
O Japão é conhecido por ter diversos locais de eleição para aqueles que tomam a decisão de colocar termo à vida.
Um desses locais é uma região montanhosa com enormes penhascos, Tojinbo, na qual, só no ano passado, 14 pessoas se atiraram para o abismo. Em 2015, foram 12 os suicídios registados na zona. Porém, nos primeiros três meses deste ano, não foi registada qualquer morte na área, sendo que as autoridades e população acreditam que o jogo mobile Pokémon Go pode estar relacionado com esta nova tendência.
Ao que parece, diversos Pokémons raros aparecem naquela zona, o que faz com que tenha havido um aumento no número de visitantes da região montanhosa, fator que desencoraja os suicidas a recorrerem ao local.
Um polícia local reformado, Yukio Shige, organiza patrulhas anti-suicídio na zona, e considera que o aumento de tráfego nos penhascos tem tido um efeito positivo em termos da prevenção do suicídio na região. Durante uma entrevista a um canal de televisão japonês, o ex-polícia disse o seguinte:
"O efeito de Pokémon Go é enorme. Espero que possámos continuar a este ritmo, com zero suicídios."
É óbvio que se pode tratar de uma simples coincidência, mas a verdade é que quem procura colocar fim à vida procura zonas isoladas, e evita locais muito movimentados, o que leva a crer que Pokémon Go tem mesmo contribuído para esta diminuição de casos.
Para além de melhorar a saúde física e mental dos seus utilizadores, parece agora que Pokémon Go se tornou também numa ferramenta extremamente útil na prevenção do suicídio, pelo menos naquele local.
Fonte: http://pt.ign.com/pokemon-go-apple-watch-1/41816/news/pokemon-go-salva-vidas-no-japao
Marcadores:
calor humano,
japão,
lugares ermos,
patrulhas anti-suicídio,
Pokémon-go,
presença humana
terça-feira, 4 de abril de 2017
O Piauí sempre atuante e à frente das ações de prevenção do suicídio
Psicóloga do NASF ministra palestra sobre suicídio para alunosA psicóloga Ilka Meneses Feitosa, do Núcleo de Apoio à Saúde da Família(NASF), da Secretaria Municipal de Saúde de Porto/Pi, realizou nos turnos da tarde e noite na U.E. Otávio Falcão, uma palestra com a temática: “Valorização à Vida: Precisamos falar sobre suicídio”
A escola da rede estadual está realizando o Projeto “Saúde e Qualidade de Vida na Escola” e em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, tem realizado palestras com diversos profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF), entre eles, dentistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, entre outros.
Um relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), de 2014, apontou que o Brasil é o 8º país com a maior taxa de suicídios do mundo. O estudo ainda afirma que a cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo, sendo este um problema de saúde pública. Para piorar, esses números vêm crescendo no Brasil nos últimos anos.
Fique sabendo
O movimento do Setembro Amarelo é mundial e ocorre no Brasil desde 2014. Ele tem duração de 30 dias e foi escolhido para acontecer no nono mês do ano, pois o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Ele foi trazido ao Brasil pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) eABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). A OMS lançou outro dado preocupante: o suicídio já mata mais jovens no mundo do que o HIV. é a segunda maior causa de mortes na faixa etária de 15 aos 29 anos, perdendo apenas para acidentes de trânsito.
Fonte: https://www.meionorte.com/cidades/pi/porto/psicologa-do-nasf-ministra-palestra-sobre-suicidio-para-alunos-em-p-317970
quinta-feira, 16 de março de 2017
Centro de prevenção ao suicídio abre seleção para novos voluntários no AP
CVV vai começar etapas no dia 26 de março, na sede do Ijoma, em Macapá. 18 voluntários atuam no centro; mínimo necessário é de 35 voluntários
O Centro de Valorização da Vida (CVV) vai iniciar uma seleção de novos voluntários para o serviço, que presta atendimento gratuito de apoio emocional por telefone a pessoas que querem e precisam conversar. O processo começa no dia 26 de março, a partir das 8h, na sede do Instituto do Câncer Joel Magalhães (Ijoma), no bairro Alvorada, Zona Oeste de Macapá.
A seleção pretende aumentar o número de voluntários que atuam na prevenção do suicídio. Atualmente, 18 realizam o trabalho divididos em plantões. Segundo a instituição, o mínimo necessário para o pleno funcionamento do serviço é de 35 voluntários.
Para ser voluntário basta ter idade acima de 18 anos e ter vontade de ajudar as pessoas com apoio emocional aos que procuram o CVV através do telefone 141. Os candidatos vão poder conhecer o trabalho da instituição, assim como já receberão orientações sobre o atendimento diferenciado que o centro promove.
“O interessado precisa passar por esse treinamento para desenvolver essa habilidade de conversar com as pessoas que procuram o CVV, de forma não diretiva, sem julgamentos, de forma compreensiva e respeitosa. O CVV funciona dessa forma há 55 anos no Brasil”, comentou Celiana Waldeck, porta-voz da instituição em Macapá.
O trabalho voluntário consiste em quatro horas e meia por semana em períodos definidos pelo próprio selecionado. Não existe um número fechado de voluntários a serem selecionados, eles serão incluídos ao longo do processo nos turnos diurnos e noturnos.
O interessado pode fazer a inscrição na hora da seleção ou no e-mail macapa@cvv.org.br. Segundo Celiana, haverá outros encontros após o dia 26 de março.
Serviço
Programa de Seleção de Voluntários
Dia: 26 de março (domingo)
Local: Instituto do Câncer Joel Magalhães (Ijoma) - Avenida Dr. Silas Salgado, número 3586, bairro Alvorada
Hora: das 8h às 12h e das 14h às 18h
Inscrições: no dia do evento ou pelo email macapa@cvv.org.br
Marcadores:
Amapá,
CVV,
Macapá,
treinamento,
treinamento para prevenção de suicídio
domingo, 12 de março de 2017
Acordo com Ministério da Saúde torna ligações para centro de apoio à prevenção do suicídio gratuitas
Pessoas que sofrem de depressão poderão conversar com voluntários e receber conselhos
O Ministério da Saúde e o CVV (Centro de Valorização à Vida) assinaram hoje (10), na capital paulista, um acordo de cooperação técnica que permitirá o acesso gratuito ao serviço prestado pelo número de telefone 188. Por meio desse número, pessoas que sofrem de ansiedade, depressão ou aquelas que estão correndo risco de cometerem suicídio conversam com voluntários da instituição e são aconselhados. Antes, o serviço era cobrado e prestado por meio do 141.
Com o acordo, o CVV vai alterar ou implantar o 188 em todos os estados brasileiros até abril de 2020. Entretanto, o 141 continuará sendo usado até que a implantação esteja completa, de acordo com anúncio feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros.
O trabalho dos 2.000 voluntários que dedicam seu tempo na instituição é muito importante. É um voluntariado muito efetivo, com resultados muito positivos. O Ministério da Saúde vai continuar apoiando o CVV para que possa ampliar de forma significativa o acesso de pessoas a esse apoio emocional em momentos de angústias.
A ligação gratuita para o CVV começou a ser implantada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em parceria com o Ministério da Saúde, há quatro anos, após o incêndio da boate Kiss, no qual 242 jovens morreram.
O CVV existe há 55 anos e tem mais de 2.000 voluntários atuando na prevenção ao suicídio. Os únicos estados onde não há postos de atendimento são Roraima, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Rondônia. A assistência também é prestada pessoalmente, por e-mail ou chat.
O Brasil está entre os 28 países, de 160 analisados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que têm estratégias para prevenção ao suicídio.
No país foram registrados no Sistema de Informação de Mortalidade em 2014, 10.653 óbitos por suicídio, o que corresponde à taxa média de 5,2 por 100 mil habitantes. O índice de suicídios entre os homens (8,8) foi quatro vezes maior do que entre as mulheres (2,2). A faixa com maior incidência é a de 30 a 39 anos para os dois sexos. A meta global da OMS é reduzir as taxas em 10% até 2020.
Fonte: http://noticias.r7.com/saude/acordo-com-ministerio-da-saude-torna-ligacoes-para-centro-de-apoio-a-prevencao-do-suicidio-gratuitas-10032017
O Ministério da Saúde e o CVV (Centro de Valorização à Vida) assinaram hoje (10), na capital paulista, um acordo de cooperação técnica que permitirá o acesso gratuito ao serviço prestado pelo número de telefone 188. Por meio desse número, pessoas que sofrem de ansiedade, depressão ou aquelas que estão correndo risco de cometerem suicídio conversam com voluntários da instituição e são aconselhados. Antes, o serviço era cobrado e prestado por meio do 141.
Com o acordo, o CVV vai alterar ou implantar o 188 em todos os estados brasileiros até abril de 2020. Entretanto, o 141 continuará sendo usado até que a implantação esteja completa, de acordo com anúncio feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros.
O trabalho dos 2.000 voluntários que dedicam seu tempo na instituição é muito importante. É um voluntariado muito efetivo, com resultados muito positivos. O Ministério da Saúde vai continuar apoiando o CVV para que possa ampliar de forma significativa o acesso de pessoas a esse apoio emocional em momentos de angústias.
A ligação gratuita para o CVV começou a ser implantada em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em parceria com o Ministério da Saúde, há quatro anos, após o incêndio da boate Kiss, no qual 242 jovens morreram.
O CVV existe há 55 anos e tem mais de 2.000 voluntários atuando na prevenção ao suicídio. Os únicos estados onde não há postos de atendimento são Roraima, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Rondônia. A assistência também é prestada pessoalmente, por e-mail ou chat.
O Brasil está entre os 28 países, de 160 analisados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), que têm estratégias para prevenção ao suicídio.
No país foram registrados no Sistema de Informação de Mortalidade em 2014, 10.653 óbitos por suicídio, o que corresponde à taxa média de 5,2 por 100 mil habitantes. O índice de suicídios entre os homens (8,8) foi quatro vezes maior do que entre as mulheres (2,2). A faixa com maior incidência é a de 30 a 39 anos para os dois sexos. A meta global da OMS é reduzir as taxas em 10% até 2020.
Fonte: http://noticias.r7.com/saude/acordo-com-ministerio-da-saude-torna-ligacoes-para-centro-de-apoio-a-prevencao-do-suicidio-gratuitas-10032017
Assinar:
Postagens (Atom)
