quinta-feira, 7 de maio de 2009

Cáritas e sua ação em favor da prevenção do suicídio, em Macau, China

A Cáritas é uma rede de ação social católica atuante em mais de duzentos países do mundo. O seu poder de mobilização e de ação solidária tem ajudado a salvar e promover muitas vidas.  Em Macau, cidade de fala portuguesa, encravada na China, próximo a Hong Kong, a Cáritas tem atuado também na prevenção do suicídio. 

Veja abaixo a matéria completa.

Organização cria novo serviço para residentes provindos de fora e prevenção do suicídio
Caritas ajuda estrangeiros

A Caritas oferece três novos serviços: para residentes estrangeiros, pessoas imobilizadas e indivíduos em risco de cometer suicídio. O recrutamento de voluntários continua aberto

Alexandra Lages

Agora, os residentes provindos do estrangeiro também podem contar com o apoio da Caritas. O novo serviço da organização arrancou oficialmente no início deste mês e visa fazer face a uma nova situação.

Em declarações ao Hoje Macau, o secretário-geral da Caritas, Paul Pun, salientou que os primeiros pedidos de ajuda de estrangeiros a viver na RAEM começaram em Novembro do ano passado. São pessoas que, por não dominarem a língua, têm dificuldades em gerir o seu dia-a-dia em Macau.

“Entre Novembro e Janeiro, fomos abordados por seis famílias estrangeiras. Como não falam as línguas locais, encontram vários obstáculos em aspectos simples como matricular as crianças nas escolas”, frisou.

Na calha está a organização de cursos de língua, aulas sobre Cultura e aconselhamento jurídico. “Queremos ajudar estas pessoas a conhecer bem a lei da RAEM, pois muitas vezes cometem infracções por falta de conhecimentos adequados”, acrescentou o mesmo responsável.

Actualmente, a Caritas já está a prestar apoio a estrangeiros principalmente no que diz respeito à disponibilização de espaços para a promoção de actividades e encontros sociais. O serviço de acesso à Internet é o mais utilizado. De acordo com Paul Pun, só em Janeiro, 360 indivíduos recorreram aos computadores da associação.

Ajudar a passear

Desde dia 26 do mês passado que foi inaugurada uma nova iniciativa de turismo para pessoas imobilizadas, também promovida pela Caritas. “Pretendemos dar a possibilidade a estas pessoas de saírem de casa. É uma actividade muito mais saudável e impede que entrem em depressão ou que pensem mesmo em suicídio. Como não se conseguem mover, ficam mais vulneráveis a este tipo de problemas”, salientou o secretário-geral da organização. Até agora, 15 indivíduos de Macau e quatro de Hong Kong já beneficiaram do novo serviço.

Há ainda novidades no campo da luta contra o suicídio. Além da linha telefónica de apoio, a Caritas vai lançar uma nova actividade centrada na prevenção. O objectivo é “ajudar as pessoas a enfrentar as suas dificuldades”, apontou Paul Pun.

Indivíduos com problemas financeiros – muitas vezes associados ao Jogo –, pessoas com depressões e idosos são os principais grupos de risco. A decisão de avançar com o novo serviço de aconselhamento foi tomada no mês passado, após o registo de um aumento de casos de suicídio em Janeiro.

A iniciativa não está relacionada com o recente caso de suicídio de mãe e filha, embora este seja um episódio paradigmático em relação ao apoio social que Caritas pretende prestar com o novo serviço. No início deste mês, uma mulher e a sua filha foram encontradas sem vida, na sua residência no Bairro Tamagnini Barbosa, por motivo de queima de carvão e consequente intoxicação respiratória. Foi o filho de 14 anos da falecida que detectou o incidente e que chamou a polícia. A mulher era antiga motorista de autocarro e tinha problemas de adição de Jogo, tendo-se divorciado há cerca de um ano.

Para os novos serviços, a Caritas continua à procura de voluntários. “Já iniciámos o recrutamento, que continua aberto”, informou.

Fonte: http://www.hojemacau.com/news.phtml?id=33710&type=society&today=14-04-2009

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Para por fim às tantas "mortes prenunciadas"!

Carta do pai de um jovem suicida

Caro Sr. Leonel Tafareo, superintendente do Pátio Brasil Shopping [em Brasília]:

Sou o pai do jovem Pedro Lucas, um rapaz íntegro e cheio de esperanças que recentemente tirou sua vida no Pátio Brasil. Está sendo muito difícil escrever esta carta, principalmente neste momento em que a dor, saudade e sentimento de perda ainda se fazem presentes. Mas são esses mesmos sentimentos, acrescidos do sentimento de indignação, que me moveram a escrever esse manifesto.

Fico a me perguntar quantos pais, amigos ou familiares das vítimas do shopping Pátio Brasil tiveram coragem de falar o que pensam, de reclamar os seus direitos de respeito e segurança, de expor a sua dor. Talvez poucos ou nenhum... Eu sei que nada trará o meu filho de volta, mas quem sabe esse meu ato possa preservar mais vidas e trazer mais respeito e consideração àquelas que já se foram.

Meu caro senhor, antes de acontecer com meu filho já sabia que o suicídio era uma prática corrente no shopping, já ouvira vários casos: de uma mulher grávida, uma senhora, vários garotos... Não imaginava que era tão comum até acontecer com alguém do meu mais profundo íntimo. Outro dia, através de conhecidos, soube que a estatística de suicídios no shopping apresenta o número médio de 12 (doze) por ano, ou seja 01 (hum) por mês! Meu Deus, quantas pessoas já se suicidaram lá e ninguém fez nada?!

Bem, até que já fizeram, pois o pessoal está treinado. A rapidez em isolar a área, cobrir as vítimas com um plástico preto e acionar a perícia é admirável. Eles são mais rápidos ainda em acobertar os fatos. Por que ninguém fala sobre as mortes?

Esse silêncio absoluto eu comprovei pessoalmente. No último sábado, dia 14 de março, visitei o shopping, o lugar onde meu filho pulou, onde ele caiu. Entrei em uma loja aleatória, fingindo ser um comprador comum. Quando discretamente perguntei do acidente, as atendentes fizeram cara de censura. “O pessoal faz a maior pressão para não comentarmos nada”, disse uma delas.

É clara e absurda a política do “pessoal” fazer as pessoas calarem, fazer as pessoas esquecerem logo o que aconteceu para não prejudicar as vendas, o lucro do Pátio Brasil. Aliás, do jeito que as coisas andam, por que ninguém ainda teve a brilhante idéia de abrir uma funerária no shopping, é dinheiro na certa.

O “pessoal”, a administração do shopping, também não quer nenhuma relação com os familiares das vítimas, pois ninguém, nenhum empregado do shopping, nem mesmo o senhor superintendente ou outro gerente do Pátio Brasil deu algum amparo a mim, à minha esposa, à mãe de meu filho; nem um telefonema, carta, ou aperto de mão. Quanta frieza!

A mídia também não faz alarde, o que, por um lado, considero positivo, pois a coisa fica menos banalizada. Por outro lado, ninguém fica sabendo dos inúmeros suicídios, fica como se nada tivesse acontecido.

Mas a banalização das mortes no shopping é inevitável, é um problema da nossa realidade. O suicídio no shopping virou espetáculo rotineiro, a que vários curiosos querem assistir, fotografar e até filmar a queda como se fosse a coisa mais comum do mundo.

Antes de o Pátio Brasil virar o lugar comum para os suicídios em Brasília, a Torre de TV era procurada para esse fim, até que, por respeito à vida humana, colocou-se lá grades protetoras para impedir que pessoas psiquicamente doentes, no momento maior dos seus desesperos, dali saltassem. Por que ainda o Pátio Brasil não tomou esta providência? Esperando o quê? Qual a maior preocupação da direção desse shopping?

A solução é simples: uma grade, rede ou tela de proteção, vidro ou até mesmo um parapeito mais alto resolve. O parapeito do lugar de onde meu filho saltou tem apenas 1,20m de altura, já é um risco para qualquer adulto, imagine para uma criança que inocentemente brinca! Eu tenho certeza que essas medidas não prejudicariam a estética ou o lucro do local.

Aquele sábado foi minha última visita ao shopping macabro. Minha família, meus amigos e a todos que eu puder passar essa mensagem tenho certeza que pensarão duas vezes antes de visitar o shopping Pátio Brasil.

Para concluir, senhor superintendente, saiba que o seu shopping, dada à insegurança e facilidade de pular, já é referência em estudos sobre suicídios, como o lugar mais procurado para esta prática, infelizmente.

Por fim, gostaria de colocar que o shopping deve ser um lugar alegre, que cultive a vida, e não a morte.

Como Vossa Senhoria pode imaginar, os familiares e eu especificamente me sinto com o acontecido. Assim, conforme já lhe disse pessoalmente em nossa conversa na data de 30/03/09, é imperioso que a fita (ou DVD) de segurança na qual aparecem trechos gravados do ocorrido não seja, em hipótese alguma, mostrada para nenhuma pessoa além daquelas responsáveis pelas investigações policiais sobre o assunto. Lembro que é de inteira responsabilidade civil e criminal de vocês a guarda da fita (ou DVD) e a tomada das medidas de cuidado e segurança para que as imagens não venham a ser vistas ou disponibilizadas para quaisquer pessoas alheias ao problema.

Com relação às providências que Vossa Senhoria me assegurou que serão estudadas para prevenir eventuais novos acontecimentos, como o que vitimou meu filho, reafirmo (como já fiz pessoalmente na oportunidade em que conversamos) que dentro de 90 dias voltarei a cobrar medidas efetivas.

Marcos de Alencar Dantas

Fonte: Blog do Noblat (http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=carta-do-pai-de-um-jovem-suicida&cod_Post=182428&a=111)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Resumo de Trabalho de Conclusão de Curso I

Ideação de morte e ideação em pacientes hospitalizados com doenças crônicas

Luiza Gutz (Universidade do Sul de Santa Catarina, 2007)

A presente pesquisa tem como tema central a questão da ideação de morte e ideação suicida em pacientes hospitalizados com doenças crônicas. O trabalho objetiva identificar quais são os indicadores que se referem à ideação de morte e quais os que se referem à ideação suicida, bem como esses indicadores aparecem na expressão de pacientes com insuficiência cardíaca, insuficiência renal crônica e câncer, diferenciando esses elementos. A pesquisa apresenta-se da seguinte forma: introdução, problemática e problema de pesquisa, justificativa, objetivos, marco teórico, método, apresentação de dados, análise de dados, referências, apêndices e anexos. Trata-se de uma pesquisa exploratória, bibliográfica e pesquisa de campo. Sua natureza é de caráter quantitativo e qualitativo a partir do estudo de multi-casos. Para a coleta de dados foi utilizada entrevista semi-estruturada, recursos projetivos gráficos do desenho livre e da figura humana, Escala de Desesperança Beck e Escala de Ideação Suicida Beck. A análise dos dados foi realizada a partir da técnica de análise de conteúdo, interpretação e análise das escalas e dos recursos projetivos gráficos. Os principais resultados encontrados foram a presença de indicadores de desesperança e de pistas da possibilidade de manifestação de ideação suicida em dois dos três participantes da pesquisa que se posicionaram de maneira mais ativa diante das situações conflitantes. A terceira participante da pesquisa, considerando a maneira passiva diante das situações conflitantes, tenderia a apresentar indicadores de ideação de morte.

Palavras-chave: Indicadores. Ideação suicida. Ideação de morte. Pacientes hospitalizados. Doenças crônicas.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Resumo de dissertação de mestrado em destaque I

Perfil sociodemográfico e psicológico dos voluntários dos postos CVV

Carolina Neumann de Barros Falcão Dockhorn (PUC-RS, Faculdade de Psicologia, 2007)

O suicídio é considerado um problema de saúde pública e, portanto, tornam-se imperiosas as ações preventivas que visam reduzir os seus índices. É fundamental que a ciência psicológica ocupe-se desse campo, com o intuito de multiplicá-las, além de fortalecer e aprimorar as já existentes. Originadas a partir das mazelas sociais, as ações voluntárias visam colaborar com questões fundamentais de uma sociedade. O voluntariado torna-se presente, também, no campo do fenômeno do comportamento suicida, por exemplo, pela atuação do CVV, órgão executor do Programa CVV de Prevenção do Suicídio e parte integrante do Centro de Valorização da Vida, organização não-governamental fundada em 1962. O CVV oferece apoio emocional fraterno, sendo a relação de ajuda dada através de encontros presenciais, carta, e-mail ou por telefone (modalidade de atendimento que funciona 24 horas por dia 365 dias por ano). O trabalho é totalmente executado por voluntários. Esta dissertação tem o objetivo de caracterizar o perfil sociodemográfico e psicológico dos voluntários dos Postos CVV. Foram elaborados três seções de estudo: um teórico e dois empíricos. O estudo teórico refere-se à elaboração de uma revisão de literatura a respeito das hotlines e, mais especificamente, do Centro de Valorização e dos Postos CVV. É possível constatar a validade de uma ação preventiva de apoio através do recurso do telefone, uma vez que se percebe o importante recurso social que o CVV ocupa. No mundo atual, em que prima o individualismo e o descaso pelo próximo, os voluntários do CVV destacam-se pela atitude de colocar a sua atenção no outro, estabelecendo uma relação de ajuda, que, embora não seja em nível técnico/profissional, pode ser efetivamente terapêutica e profilática. O primeiro estudo empírico objetiva, através de uma metodologia quantitativa, estabelecer o perfil sociodemográfico e psicológico dos voluntários de quatro Postos CVV dos Estados do Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Novo Hamburgo) e de Santa Catarina (Florianópolis e Blumenau). A amostra foi constituída por 100 indivíduos do sexo masculino e feminino, maiores de 18 anos e voluntários de quatro Postos CVV. Utilizaram-se uma ficha de dados sociodemográficos e três instrumentos de personalidade: a Escala Fatorial de Extroversão (EFE), Escala Fatorial de Socialização (EFS) e Escala Fatorial de Neuroticismo (EFN). Os resultados apontam para um perfil sociodemográfico de pessoas educacionalmente bem instruídas e com uma estabilidade econômica que favorece a abertura para interesses solidários. Em termos psicológicos, quanto aos fatores extroversão e socialização, os escores obtidos encontram-se dentro da média, enquanto, para o fator neuroticismo, foram abaixo da média. O segundo estudo empírico, de metodologia qualitativa, objetivou articular as vivências de nove voluntários do CVV com uma leitura psicanalítica desse modelo de intervenção voluntária, destacando a complexidade que se faz presente nas relações humanas frente a situações de sofrimento psíquico. Usando a técnica de análise de conteúdo, foram identificadas 4 categorias que permitem a reflexão acerca: dos modelos identificatórios para a escolha e permanência no CVV; o lugar deste para o voluntário; a possibilidade de tolerar frustrações iniciais à atividade; e aspectos relacionados à questão da neutralidade do voluntário. Os resultados alcançados nessa dissertação permitem um maior e melhor conhecimento do CVV, desde o seu lugar de ação preventiva no campo do suicídio e do sofrimento psíquico.


domingo, 3 de maio de 2009

Resumo de tese de doutorado em destaque I


Indicadores de proteção e de risco para suicídio por meio de escalas de auto-relato

Daniela Yglesias de Castro Prieto (Universidade de Brasília - Instituto de Psicologia, 2007)

Estimar o risco de suicídio envolve a avaliação tanto de indicadores de risco quanto de proteção para crise suicida. Os indicadores de risco mais freqüentemente citados na literatura são: existência de transtorno mental, história de tentativa de suicídio, ideação suicida, sintomas depressivos e ansiosos, impulsividade, desesperança entre outros. Os principais indicadores protetivos destacados são: satisfação com a vida, auto-imagem positiva, recursos de enfrentamento, otimismo, estabilidade emocional, existência de um projeto de vida. O presente estudo objetivou estimar o risco de suicídio. Os instrumentos utilizados foram: Suicide Behavior Questionnaire Revised (SBQR), Positive and Negative Suicide Ideation (PANSI), Suicide Resilience Inventory (SRI), Child Abuse and Trauma Scale (CAT) e Minnesota Multiphasic Personality Inventory 2 (MMPI-2), e uma lista de Eventos Estressores (EVES). Esses instrumentos avaliam, respectivamente: comportamento suicida; ideação suicida e recursos de enfrentamento; resiliência ao suicídio; percepção de abuso e negligência na infância e adolescência; indicadores psicológicos (depressão, ansiedade, problemas de relacionamento e indicadores psicóticos) e existência de eventosadversos recentes. A amostra foi composta de 458 sujeitos inscritos na lista de espera de um serviço de psicologia de uma unidade pública de referência em saúde mental do Distrito Federal. A Regressão Logística foi utilizada para prever pertencimento ao grupo de sujeitos com ou sem risco de suicídio. O grupo de risco foi definido com tendo escores no SBQR maiores que um desvio padrão acima da média. Dois modelos forneceram as melhores estimativas de risco: (1) as escalas de Ideação Negativa (PANSI) e Depressão e Ideação Suicida (MMPI-2) com fatores de risco e Estabilidade Emocional (SRI) e Reação Negativa ao Tratamento (MMPI-2) como fatores de proteção; (2) Ideação Negativa (PANSI) como fator de risco e Estabilidade Emocional (SRI) e Ideação Positiva (PANSI) como fatores deproteção. O primeiro modelo é composto por variáveis que avaliam: ideação suicida, depressão, estabilidade emocional, rejeição ou descrença no suporte de terceiros. As variáveis do segundo modelo avaliam ideação suicida, estabilidade emocional e capacidade de enfrentamento de situações estressantes. Este dois modelos confirmam expectativas já demonstradas em estudos anteriores. Revelam também como outros covariantes do risco são preteridos por variáveis mais relevantes, como ideação suicida ou depressão. A escala de Reação Negativa ao Tratamento surpreendeu ao contribuir como fator de proteção;supomos poder haver nesta escala uma parcela de variância relacionada à independência e autonomia. O presente estudo ressalta a importância de indicadores como ideação suicida, história de comportamento suicida anterior, estados depressivos, auto-imagem negativa como importantes indicadores de risco. Os indicadores protetivos que se destacam são estabilidade emocional, auto-imagem positiva e recursos de enfrentamento.


Baixar tese completa. 

sábado, 2 de maio de 2009

Os mistérios da Noruega: suicídio e fatores de proteção


Porque as taxas de suicídio na Noruega são mais baixas do que em outros países nórdicos?

Este é o título do sexto capítulo do livro Suicídio: uma perspectiva européia, Nils Retterstol.

Graças ao books do google tivemos acesso parcial a este capítulo neste endereço

E a resposta parcial para a resposta acima pode estar, conforme o autor aponta, na "manutenção do coeso e inseparável núcleo familiar como estrutura básica central da sociedade" e na "permanência das comunidades e paróquias rurais".

No mais, esperemos que algum editor se aventure a traduzir esta importante obra.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Conversa terapêutica

No artigo Tristeza e suicídio entre adolescentes: fatores de risco e proteção, de Miria Benincasa e Manuel Morgado Rezende, é apontado como fator de proteção a existência de “alguém confiável para conversar”. 

A rede de apoio, apontada pelos adolescentes deste estudo, envolve, inicialmente, amigos e namorados(as), porém, é estendida a familiares... A família se, por um lado, é vista como única fonte constante e fiel de apoio para o futuro, por outro, é incapaz de tolerar o conhecimento sobre as vivências atuais dos adolescentes.

A partir desta constatação os autores identificaram a necessidade de se criar espaços de escuta e de se implantar programas de proteção à saúde e à vida voltados aos adolescentes.

Evocando Renato Russo em Há Tempos, diante das "ferrugens nos sorrisos" e da "imprevisibilidade das ocasionais possibilidades de braços a oferecer conforto a quem procura abrigo e proteção", fica o alerta da tristeza que pode se tornar depressão e desta para o suicídio a distância é, às vezes, muito pequena...

Para saber mais: http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0006-59432006000100007&lng=pt&nrm=iso

Foto: Sanja Gjenero (Zagreb, Croácia)
Fonte: http://www.sxc.hu