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sábado, 26 de janeiro de 2019

Alerta máximo!! Profissionais da saúde em perigo

Suicídio de profissionais da Saúde reforça alerta sobre dificuldades da área em Campo Grande

Profissionais sofrem por jornada exaustiva de trabalho, baixos salários, além dos atrasos recorrentes

Nathalia Pelzi (25 jan 2019)

Horas excessivas de trabalho e também uma carga emocional muito gr

O primeiro, no dia 2 de janeiro, ocorreu com a enfermeira Janaina Silva, 39 anos, que atuava no Hospital Regional Rosa Pedrossian. Agora, o técnico de enfermagem William Flávio Corrêa Franco, 37 anos, cujo corpo foi encontrado na madrugada desta sexta-feira (25), no banheiro da CTI da Santa Casa.

O que eles tinham em comum, além da profissão? Depressão, doença desdenhada e vista como ‘frescura’ por muita gente, que infelizmente atinge muitas pessoas.


À época da morte da enfermeira, o Coren-MS (Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) emitiu uma nota em repúdio a qualquer tipo de julgamento em relação à prática do suicídio, e reforçou apoio a todos profissionais da área da saúde que sofrem por patologias relacionadas à saúde mental.

“É imprescindível lembrar que a depressão é um dos principais fatores que levam ao suicídio na área da saúde. Situações de crises profissionais em decorrência de baixos salários, cargas horárias exaustivas (pelo fato do profissional possuir mais de um emprego, em muitos casos), precariedade em materiais e equipamentos, falta de segurança física, entre outros fatores, interferem no emocional dos profissionais de saúde, em especial na enfermagem, ofício este que exige o acompanhamento dos pacientes 24 horas por dia”, reforçou a nota emitida pelo órgão.

Quanto à questão salarial, ao menos 70% dos 1,4 mil funcionários (980) do setor da enfermagem da Santa Casa de Campo Grande, maior hospital de Mato Grosso do Sul, estão sem décimo-terceiro.

“O hospital tem o ano inteiro para programar o 13º e agora diz que não tem dinheiro, por isso é que vamos definir se entramos ou não em greve por tempo indeterminado. É claro que apostamos numa negociação”, afirmou o sindicalista Lázaro Santana, presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de MS).

O Coren-MS  reforça que é preciso união da classe, principalmente na identificação de possíveis profissionais nesta condição. “O Conselho sugere também a toda categoria, sensibilidade na identificação do sofrimento de colegas de trabalho e das pessoas pertencentes aos demais círculos sociais. O intuito é que mais vidas não sejam interrompidas”.

Mesmo com aumento de casos de depressão, e agora suicídio, não há políticas públicas ativas para prevenir e cuidar da saúde emocional destes profissionais.

Segundo registro da Prefeitura de Campo Grande, de 2012 a 2017, houve aproximadamente 65 tentativas de suicídio por mês. Segundo levantamento do Núcleo de Prevenção às Violências e Acidentes e Promoção à Saúde (NPV), neste mesmo período, houve um total de 4.892 tentativas. Este mês é intitulado de “Janeiro Branco” que busca alertar a todos para o tema da saúde mental.

No dia 27 de janeiro ocorre uma mobilização nacional dos profissionais da saúde  para valorização e redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais. Os profissionais se reúnem na Praça do Rádio, no centro de Campo Grande, no domingo, às 9 horas.

SERVIÇO:

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

FONE: 188

Fonte: www.topmidianews.com.br/cidade-morena/quase-pronta/104707/
ande, assim é a rotina de profissionais da área da saúde. Em Campo Grande, em um mês, dois casos de suicídio envolvendo a profissão chocaram a população.

domingo, 31 de julho de 2016

Suicídio entre médicos em Pernambuco

Os alertas foram dados, em tempo, porém...

O fato noticiado recentemente (30 de julho de 2016, sábado, ontem):

Um médico se suicida a cada mês em Pernambuco

Bem escrita, com abordagem adequada, a matéria assinada por Juliana Almeida, Paulo Trigueiro e Renata Coutinho, da Folha de Pernambuco, traz um verdadeiro alerta à classe médica.

Trechos da matéria:

No mundo
Uma estimativa da Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio indica que, em média, 300 a 400 médicos cometem suicídio por ano em todo o Mundo. Média de uma morte por dia. Estudos internacionais apresentam ainda que os médicos têm uma frequência 2,45 vezes maior que o restante da população. Levantamentos elencam os fatores: exposição diária a situações de estresse, vivência direta com a morte e condições de trabalho precárias como alguns gatilhos para o ato. A competição e a ambição no campo profissional finalizam as características que transformam a profissão em arriscada para o suicídio.
Em Pernambuco
Pernambuco não tem estatísticas oficiais sobre mortalidade provocada por médicos contra eles próprios ao longo dos anos, mas a fotografia mundial se repete aqui, de acordo com os próprios profissionais. “Temos uma vida de elevado nível de estresse. As condições de trabalho são bem complicadas. Por vezes poderíamos até dizer que são indignas. O médico lida não só com o estresse técnico, mas também com algumas escolhas que precisa tomar numa emergência. São, sem dúvida, fatores desencadeantes para chegar à depressão e ao suicídio”, assinala a vice-presidente do Simepe, Cláudia Beatriz Câmara. 

Os alertas dados em 2013 e 2015 por médicos pernambucanos!!

Em 2013, o Dr. Tárcio Carvalho, médico-psiquiatra, publicava em seu blog a seguinte postagem (trecho): 

Burnout, depressão e suicídio nos médicos de Recife  

Pesquisa mostra que 30% dos médicos estão deprimidos. Jornada excessiva, falta de valorização e a falta de estrutura de trabalho elevam o problema

 A medicina está entre as profissões mais estressantes. As taxas de depressão, alcoolismo, uso de drogas e suicídio são mais elevadas entre os médicos do que na população em geral e entre outras profissões. [...]

Em 2015, uma matéria do Dr, Meraldo Zisman era publicada no Diário de Pernambucano (versão impressa), hoje disponível virtualmente. Eis o que disse, entre outros pontos importantes:
A formação médica envolve inúmeros fatores de risco para a doença/distúrbios mentais, tais como transição de papéis, diminuição do sono, traumas, mortes, doenças, tragédias e muitos outros acontecimentos inerentes à sua vida profissional.
Que esta nossa postagem seja também um alerta para todos os profissionais da saúde, pois todos, em maior ou menor grau, integram este grau de risco.

Que o trabalho de prevenção proposto pelas entidades de classe médica atinja plenamente seus objetivos!!