Mostrando postagens com marcador relatório de pesquisa sobre suicídio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relatório de pesquisa sobre suicídio. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de outubro de 2014

O suicídio nas Américas, segundo pesquisa da OPAS

Organização Pan-Americana da Saúde revela que 7 pessoas se suicidam por hora nas Américas

23 de outubro de 2014

Um relatório divulgado pelas Nações Unidas mostra que a região das Américas registra uma média de sete suicídios por hora.

O estudo, da Organização Pan-Americana da Saúde, foi divulgado na quarta-feira, na Cidade do México.

Comportamento

Segundo o relatório “Mortalidade por suicídio nas Américas”, existe um forte elo entre problemas de saúde mental e o suicídio. De acordo com a pesquisa, distúrbios mentais são um fator em quase 90% de todos os suicídios.

O levantamento recomenda aos países que avaliem os sistemas de saúde para identificar programas, serviços e recursos que possam prevenir e tratar problemas associados a um comportamento suicida

Foram analisados dados de 48 países e territórios no Hemisfério Ocidental.

Caribe que não fala espanhol

A região das Américas, no entanto, registra uma das taxas mais baixas se comparadas à media global. São 7,3 suicídios por 100 mil habitantes, quase quatro a menos que a estatística mundial.

A América do Norte, a zona do Caribe que não fala espanhol, concentra o maior número de casos de pessoas que tiram a própria vida. O número de homens que se matam é mais alto que o de mulheres, e entre as faixas etárias, indivíduos maiores de 70 anos são os mais propensos a cometer suicídio.

Mas o problema é também a terceira maior causa de morte entre jovens de 10 a 24 anos. Os países com as taxas mais altas são Guiana, Suriname, Uruguai e Chile. Seguidos por Trinidad e Tobago, Estados Unidos, Cuba e Canadá.

Problemas têm solução

A diretora da Paho, Carissa Etienne, disse que os distúrbios mentais como depressão e excesso de álcool, devem ser diagnosticados e tratados o mais cedo possível.
 
Segundo ela, é preciso ainda ser mais vigilante com quem já tentou se matar. Etienne afirmou que a prevenção do suicídio não é apenas responsabilidade dos profissionais de saúde, mas de todos: comunidades, famílias, igrejas e grupos sociais.

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde lembrou que geralmente quem atenta contra a própria vida tem sentimentos de perda, abandono ou culpa. Mas que quase sempre os problemas têm solução.

Com informações da Rádio ONU de Nova York