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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Suicídio é segunda maior causa de morte de mulheres jovens

Alguns sinais podem indicar depressão e tendências suicidas

O suicídio é a segunda maior causa de morte de mulheres jovens. Foram registrados 40 casos em 2014 só na cidade de São Paulo, de acordo com dados divulgados pelo Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade (Pro-Aim) com base em atestados de óbito de mulheres de 15 a 29 anos. A publicação do site Bolsa de Mulher destaca que os transtornos mentais estão entre as principais causas.

Teng Chei Tung, médico psiquiatra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), explica que em cidades grandes a mulher tem mais chances de ter de pressão, pois o estilo de vida urbano é sobrecarregado e a pressão é muito grande. "Ela tem de cuidar da casa, dos filhos e trabalhar. Isso tudo piora a condição de saúde mental", disse em entrevista ao G1.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) reforça que o estudo e a discussão do assunto é uma das formas mais eficientes de prevenção, o que só é possível quando a população, os profissionais da saúde, os jornalistas e governantes têm informações suficientes para conduzir as medidas adequadas.

Ou seja, é muito importante dar atenção aos transtornos mentais e não tratá-los como tabu, já que, em 85% dos casos de suicídio, um tratamento poderia ter evitado que o pior acontecesse. O manual de prevenção do suicídio elaborado pelo Ministério da Saúde lista alguns sinais.

- Apresentar sinais de depressão ou dizer o tempo todo que está deprimida, mesmo que não aparente;

- Ter esquizofrenia, que leva a delírios, alucinações e comportamento desorganizado;

 - Transtornos de humor e/ou personalidade, como bipolaridade;

- Usar drogas ou álcool em excesso, o que aumenta a impulsividade e, com isso, o risco de se matar;

- Dizer com frequência que está pensando em desistir, que não consegue continuar;

- Apresentar sentimento de culpa, ódio por si mesmo, se sentir sem valor ou com vergonha;

- Ter passado por uma perda importante, como morte ou separação;

- Ansiedade, pânico, mudanças nos hábitos alimentares e no sono;

- Comportamento retraído e inabilidade para se relacionar com familiares e amigos;

- Sentimentos de solidão, desesperança e impotência;

- Doenças físicas crônicas que são limitantes ou dolorosas demais;

- História anterior de tentativa de suicídio;

- Escrever cartas de despedida ou organizar documentos e testamento.


Ao identificar a presença destes sinais, a recomendação é procurar ajuda especializada com um profissional de psicologia ou psiquiatria.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/149291/suicidio-e-segunda-maior-causa-de-morte-de-mulheres-jovens

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mudança de foco na faixa etária de risco do suicídio nos EUA: fenômeno global?


Cresce taxa de suicídio de pessoas de 35 a 64 anos nos Estados Unidos
Governo mostra que índice supera mortes por acidente de trânsito. Alta ocorreu entre não-hispânicos e nativos americanos do Alasca.
Da France Presse

Os suicídios entre as pessoas de 35 e 64 anos nos Estados Unidos aumentaram 28% durante a última década, superando nos últimos anos os acidentes de trânsito como uma das principais causas de morte, segundo as últimas estatísticas oficiais publicadas nesta quinta-feira (1º).

A taxa anual de suicídio neste grupo etário aumentou de 13,7 pessoas a cada grupo de 100 mil, em 1999, para 17,6 pessoas a cada grupo de 100 mil, em 2010.

A alta ocorreu entre os brancos não-hispânicos (40%) e os nativos americanos e autóctones do Alasca (65%), segundo a agência federal dos Centros para Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC, siglas em inglês).

Os suicídios, que registraram um aumento em todo o país, totalizaram 38.364 mortes durante esse período, frente a 33.687 mortes por acidentes de carro e motocicleta. Por idade, o maior aumento nos suicídios foi registrado entre os 50 e 54 anos (48%) e entre 55 e 59 anos (49%).

Mais atenção

Durante a última década, o número de suicídios cresceu mais entre as mulheres 35 a 64 anos (32%) do que entre os homens (27%). As estatísticas também mostram um forte aumento dos suicídios por enforcamento (81%), envenenamento (24%) e armas de fogo (14%), indica o CDC.

No entanto, a taxa de suicídios entre os jovens (10 a 34 anos) e mais velhos (mais de 65) se manteve praticamente sem alteração durante o mesmo período. Historicamente, a maioria dos esforços de pesquisa e prevenção do suicídio teve como foco os jovens e maiores de 65 anos.

Este relatório sugere que as pessoas de média idade precisam de mais atenção. "O suicídio é uma tragédia muito frequente e estes números evidenciam a necessidade de investigá-lo para entender melhor os fatores de risco para o desenvolvimento de programas de prevenção', indicou em um comunicado o diretor do CDC, Tom Frieden.