O governo japonês prevê reforçar a regulamentação contra as páginas da Internet com conteúdo "inapropriado" sobre o suicídio
A morte de vários jovens com tendências suicidas que entraram em contato com seu suposto assassino no Twitter reabriu o debate sobre o uso das redes sociais no Japão.
A Polícia prendeu no fim de outubro o suspeito Takahiro Shiraishi, de 27 anos, após encontrar em seu apartamento, perto de Tóquio, nove corpos esquartejados e cobertos com areia para gatos para amenizar o odor da decomposição.
Os investigadores chegaram a ele investigando o recente desaparecimento de uma jovem de 23 anos que tuitou que procurava por alguém para morrer com ela. Segundo os meios de comunicação, Takahiro Shiraishi a atraiu assegurando nas redes sociais que podia ajudá-la a alcançar seu objetivo.
Mas o Twitter serviu como forma de fazê-la cair em uma armadilha do suposto assassino. A Polícia convenceu uma jovem a encontrá-lo por meio desta rede social. Dias depois da macabra descoberta dos corpos, o Twitter esclareceu suas regras, reiterando sua política de luta contra a promoção do suicídio e da automutilação, sem proibir os tuítes que expressem esse tipo de desejo.
O governo japonês prevê reforçar a regulamentação contra as páginas da Internet com conteúdo "inapropriado" sobre o suicídio. O porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, também acrescentou que o governo poderia reforçar o apoio aos jovens que enviam mensagens desesperadas na rede.
O Japão tem um dos maiores índices de suicídio entre os países industrializados do G7, com 17,6 casos a cada 100.000 pessoas em 2014, segundo dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Dos cerca de 20.000 suicídios anuais no país, 500 são de jovens de menos de 20 anos e um estudo da fundação filantrópica Nippon Foundation revelou que um em cada quatro japoneses pensou seriamente em se matar. As autoridades japonesas tentam lutar há anos contra o uso da Internet com fins suicidas, sobretudo desde 2005, quando o fenômeno de suicídios coletivos organizados na Internet alcançou um recorde no Japão.
Para tentar impedir isto, a Polícia e o Ministério de Comunicações obrigaram os provedores de acesso à Internet a assinalar qualquer expressão de pensamento suicida on-line e detalhar a hora e o local onde o internauta tem a intenção de agir.
A Polícia também pediu que suprimam as páginas que incitem o suicídio, ou recrutem candidatos à morte coletiva. Mas esses esforços não frearam o fenômeno.
Um 'tabu'
Segundo alguns especialistas, é normal que os jovens usem as redes sociais para expressar seu mal-estar e, por isso, consideram contraproducente bloquear esta forma de expressão. "No Japão, falar da morte e do suicídio foi durante muito tempo um tabu (...), mas é mais fácil falar disso nas redes sociais", recorda à AFP Akiko Mura, responsável do centro de prevenção do suicídio em Tóquio da rede internacional Befrienders Worldwide.
As vítimas do assassino em série "provavelmente pensaram que ele era a única pessoa capaz de ouvir seus problemas", segundo Mura, que não é favorável a regulamentar os comentários on-line. "As pessoas precisam de um espaço onde sejam escutadas. Sem isso, temo que o número de suicídios aumente ainda mais".
Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2017/12/29/interna_mundo,650448/morte-de-jovens-no-japao-abre-debate-sobre-redes-sociais-e-suicidio.shtml
Blog destinado à coleta e disseminação de informações sobre prevenção do suicídio e valorização da vida
sábado, 30 de dezembro de 2017
sábado, 23 de dezembro de 2017
Aumento exponencial no registro de tentativas de suicídio em Pelotas-RS
Com mudança no protocolo, registro de tentativas de suicídio aumenta 910% este ano em Pelotas
Desde julho, os serviços de saúde de Pelotas passaram a dedicar mais atenção às tentativas de suicídio, questionando se muitos dos casos de lesões que passavam para atendimento se deviam mesmo a acidentes. Na cidade, os casos são mais frequentes entre os jovens, mas também houve aumento considerável nos registros envolvendo adultos e idosos.
— Temos tentado fazer eventos de conscientização, promover palestras em escolas e prestar esclarecimentos à população, sempre colocando os serviços da Secretaria Municipal da Saúde à disposição — relata Gicelma Kaster, coordenadora de Saúde Mental em Pelotas.
Sabe-se, porém, que os números podem ser ainda maiores, já que muitos casos acabam não indo para atendimento e, assim, não são registrados. Gicelma explica que está sendo realizado um estudo aprofundado sobre as tentativas de suicídio na cidade, em parceria com a Vigilância Epidemiológica.
— Com certeza ainda hoje, como antes, há uma subnotificação. Muitas vezes o familiar chega e não diz, ou não sabe dizer, que aquele acidente foi uma tentativa de suicídio. Mas realmente os números estão aumentando, o que nos preocupa — afirma Maria Regina Reis Gomes, chefe do departamento de Vigilância Epidemiológica da prefeitura de Pelotas.
Coordenador do Comitê de Prevenção do Suicídio da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS), Rafael Moreno Ferro Araújo informa que, em média, na estatística mundial, para cada suicídio registrado há entre 10 e 40 tentativas. Com cerca de 11,5 suicídios para cada 100 mil habitantes em 2016, Pelotas fica acima da taxa do Rio Grande do Sul (10) e próxima da taxa mundial (11). A cidade registrou 38 suicídios em 2016 e 36 até o final de novembro deste ano.
O psiquiatra explica que uma portaria publicada pelo Ministério da Saúde em 2014 tornou compulsória a notificação de tentativas de suicídio, mas que nem todas as secretarias de saúde e hospitais adotam a regra de maneira adequada.
No início do próximo ano, a prefeitura de Pelotas vai aderir à campanha Janeiro Branco, que planeja mobilizar a sociedade em favor da saúde mental.
Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2017/12/com-mudanca-no-protocolo-registro-de-tentativas-de-suicidio-aumenta-910-este-ano-em-pelotas-cjbidutmc02r101lszbimgkr3.html
Secretaria de Saúde da cidade registrou 192 tentativas de suicídio até o final de outubro. Em 2016, foram 19Com mudanças na forma de tratar os registros de tentativas de suicídio, Pelotas, no sul do Estado, viu aumentar significativamente a quantidade de notificações de casos na cidade. Em 2016, foram registrados 19 casos de pessoas que tentaram colocar fim à própria vida; em 2017, até o final de outubro, o número aumentou 910%, chegando a 192 tentativas. Com um controle maior desses registros, o objetivo da prefeitura, através da Secretaria de Saúde, é entender melhor o problema a fim de encontrar soluções adequadas.
Desde julho, os serviços de saúde de Pelotas passaram a dedicar mais atenção às tentativas de suicídio, questionando se muitos dos casos de lesões que passavam para atendimento se deviam mesmo a acidentes. Na cidade, os casos são mais frequentes entre os jovens, mas também houve aumento considerável nos registros envolvendo adultos e idosos.
— Temos tentado fazer eventos de conscientização, promover palestras em escolas e prestar esclarecimentos à população, sempre colocando os serviços da Secretaria Municipal da Saúde à disposição — relata Gicelma Kaster, coordenadora de Saúde Mental em Pelotas.
Sabe-se, porém, que os números podem ser ainda maiores, já que muitos casos acabam não indo para atendimento e, assim, não são registrados. Gicelma explica que está sendo realizado um estudo aprofundado sobre as tentativas de suicídio na cidade, em parceria com a Vigilância Epidemiológica.
— Com certeza ainda hoje, como antes, há uma subnotificação. Muitas vezes o familiar chega e não diz, ou não sabe dizer, que aquele acidente foi uma tentativa de suicídio. Mas realmente os números estão aumentando, o que nos preocupa — afirma Maria Regina Reis Gomes, chefe do departamento de Vigilância Epidemiológica da prefeitura de Pelotas.
Coordenador do Comitê de Prevenção do Suicídio da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS), Rafael Moreno Ferro Araújo informa que, em média, na estatística mundial, para cada suicídio registrado há entre 10 e 40 tentativas. Com cerca de 11,5 suicídios para cada 100 mil habitantes em 2016, Pelotas fica acima da taxa do Rio Grande do Sul (10) e próxima da taxa mundial (11). A cidade registrou 38 suicídios em 2016 e 36 até o final de novembro deste ano.
O psiquiatra explica que uma portaria publicada pelo Ministério da Saúde em 2014 tornou compulsória a notificação de tentativas de suicídio, mas que nem todas as secretarias de saúde e hospitais adotam a regra de maneira adequada.
No início do próximo ano, a prefeitura de Pelotas vai aderir à campanha Janeiro Branco, que planeja mobilizar a sociedade em favor da saúde mental.
Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2017/12/com-mudanca-no-protocolo-registro-de-tentativas-de-suicidio-aumenta-910-este-ano-em-pelotas-cjbidutmc02r101lszbimgkr3.html
sexta-feira, 1 de dezembro de 2017
Facebook amplia uso da inteligência artificial para prevenir suicídios
Facebook amplia uso da inteligência artificial para prevenir suicídios
Kethillin Motta 29/11/2017
Você provavelmente já soube de algum caso de suicídio em que pessoa postou mensagens ou vídeos nas redes sociais indicando que estava prestes a tirar a própria vida. O Facebook quer utilizar esses sinais para identificar usuários com esse comportamento e, assim, evitar que eles cometam o ato. Para tanto, a companhia está recorrendo à inteligência artificial.
O Facebook já tinha ferramentas de prevenção ao suicídio, mas precisava de algo mais proativo, por assim dizer. A nova tecnologia estava sendo testada há algum tempo nos Estados Unidos e, nesta semana, passou a funcionar em outros países, com exceção para aqueles que fazem parte da União Europeia: as leis de privacidade online da região impedem o acesso a informações.
Para funcionar, o sistema de inteligência artificial precisa, de fato, explorar a intimidade do usuário dentro da rede social. O algoritmo pode analisar postagens públicas, mensagens trocadas via Facebook Messenger e transmissões ao vivo para identificar padrões que sugerem comportamento suicida.
É claro que a tecnologia deverá agilizar as denúncias sobre riscos de suicídio que chegam ao Facebook, mas a ideia é detectar comportamentos ligados ao problema o quanto antes, mesmo que nenhum usuário tenha dado o alerta. Faz bastante sentido. Frequentemente, uma pessoa que pensa em se matar faz postagens subjetivas, que nem sempre deixam claro a sua intenção.
A pessoa pode, por exemplo, dizer que ninguém se importa com ela ou postar imagens tristes. São comportamentos comuns, que indicam momentos de tristeza, mas não necessariamente de suicídio. Por isso, é difícil suspeitar de algo drástico.
Facebook - ferramenta de apoio
O desafio do Facebook é utilizar a inteligência artificial para cruzar essas informações com outros comportamentos e disparar o alerta. Qualquer sinal pode ser analisado, até mesmo postagens de contatos perguntando coisas “você está bem?” ou “posso ajudar?”.
São várias as abordagens que o Facebook adota para prevenir suicídio. Um usuário que reporta uma situação de risco, por exemplo, poderá receber instruções sobre como agir para ajudar. Já a pessoa com comportamento preocupante poderá receber notificações de apoio, com instruções como falar com um amigo ou procurar uma linha de ajuda — no Brasil, o Facebook tem parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV).
Mas o principal objetivo é agilizar o acionamento de serviços de emergência ou entidades de apoio. O Facebook estima que, com as novas ferramentas, as autoridades locais podem ser notificadas até duas vezes mais rápido.
Obviamente, a tecnologia não faz isso sozinha, afinal, pode ha
Nesse sentido, o algoritmo de inteligência artificial cumpre o papel de agilizar o trabalho das equipes, podendo, por exemplo, destacar trechos de vídeos que sinalizam para um comportamento preocupante.
Mesmo com toda a tecnologia, a sensibilização humana continua sendo importante na prevenção do suicídio. Ao notar comportamento depreciativo (como bullying) ou posts que incentivam automutilação, por exemplo, é importante denunciar ao Facebook o quanto antes.
De igual forma, é importante não tratar como “frescura” ou “besteira” o comportamento de conhecidos que indicam risco de suicídio. Geralmente, pessoas que tiram a própria vida não o fazem pela vontade de morrer, mas pela percepção de que não há outra solução para os problemas que as afligem. Nessas circunstâncias, uma simples conversa pode ajudar a evitar o pior.
ver falso positivo. O sistema detecta uma situação de risco ou recebe uma denúncia, aciona uma equipe de revisão e esta, se necessário, contata os serviços de emergência.
Fonte: www.portaltechinfo.com.br/facebook-amplia-uso-da-inteligencia-artificial-para-prevenir-suicidios-6873/
Kethillin Motta 29/11/2017
Você provavelmente já soube de algum caso de suicídio em que pessoa postou mensagens ou vídeos nas redes sociais indicando que estava prestes a tirar a própria vida. O Facebook quer utilizar esses sinais para identificar usuários com esse comportamento e, assim, evitar que eles cometam o ato. Para tanto, a companhia está recorrendo à inteligência artificial.
O Facebook já tinha ferramentas de prevenção ao suicídio, mas precisava de algo mais proativo, por assim dizer. A nova tecnologia estava sendo testada há algum tempo nos Estados Unidos e, nesta semana, passou a funcionar em outros países, com exceção para aqueles que fazem parte da União Europeia: as leis de privacidade online da região impedem o acesso a informações.
Para funcionar, o sistema de inteligência artificial precisa, de fato, explorar a intimidade do usuário dentro da rede social. O algoritmo pode analisar postagens públicas, mensagens trocadas via Facebook Messenger e transmissões ao vivo para identificar padrões que sugerem comportamento suicida.
É claro que a tecnologia deverá agilizar as denúncias sobre riscos de suicídio que chegam ao Facebook, mas a ideia é detectar comportamentos ligados ao problema o quanto antes, mesmo que nenhum usuário tenha dado o alerta. Faz bastante sentido. Frequentemente, uma pessoa que pensa em se matar faz postagens subjetivas, que nem sempre deixam claro a sua intenção.
A pessoa pode, por exemplo, dizer que ninguém se importa com ela ou postar imagens tristes. São comportamentos comuns, que indicam momentos de tristeza, mas não necessariamente de suicídio. Por isso, é difícil suspeitar de algo drástico.
Facebook - ferramenta de apoio
O desafio do Facebook é utilizar a inteligência artificial para cruzar essas informações com outros comportamentos e disparar o alerta. Qualquer sinal pode ser analisado, até mesmo postagens de contatos perguntando coisas “você está bem?” ou “posso ajudar?”.
São várias as abordagens que o Facebook adota para prevenir suicídio. Um usuário que reporta uma situação de risco, por exemplo, poderá receber instruções sobre como agir para ajudar. Já a pessoa com comportamento preocupante poderá receber notificações de apoio, com instruções como falar com um amigo ou procurar uma linha de ajuda — no Brasil, o Facebook tem parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV).
Mas o principal objetivo é agilizar o acionamento de serviços de emergência ou entidades de apoio. O Facebook estima que, com as novas ferramentas, as autoridades locais podem ser notificadas até duas vezes mais rápido.
Obviamente, a tecnologia não faz isso sozinha, afinal, pode ha
Nesse sentido, o algoritmo de inteligência artificial cumpre o papel de agilizar o trabalho das equipes, podendo, por exemplo, destacar trechos de vídeos que sinalizam para um comportamento preocupante.
Mesmo com toda a tecnologia, a sensibilização humana continua sendo importante na prevenção do suicídio. Ao notar comportamento depreciativo (como bullying) ou posts que incentivam automutilação, por exemplo, é importante denunciar ao Facebook o quanto antes.
De igual forma, é importante não tratar como “frescura” ou “besteira” o comportamento de conhecidos que indicam risco de suicídio. Geralmente, pessoas que tiram a própria vida não o fazem pela vontade de morrer, mas pela percepção de que não há outra solução para os problemas que as afligem. Nessas circunstâncias, uma simples conversa pode ajudar a evitar o pior.
ver falso positivo. O sistema detecta uma situação de risco ou recebe uma denúncia, aciona uma equipe de revisão e esta, se necessário, contata os serviços de emergência.
Fonte: www.portaltechinfo.com.br/facebook-amplia-uso-da-inteligencia-artificial-para-prevenir-suicidios-6873/
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
Mais um plano estadual de prevenção do suicídio é lançado
Acre sanciona lei que cria plano de valorização da vida e prevenção do suicídio
Lei foi publicada no DOE nesta terça (7). Saúde deve identificar e acompanhar pessoas que apresentem sintomas de transtornos psicológicos que possam chegar ao suicídio.
O governador do Acre, Tião Viana (PT-AC), sancionou nesta terça-feira (7) a lei nº 3.300 que cria o Plano Estadual de Valorização da Vida. A lei foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). O objetivo é identificar sintomas, acompanhar e tratar pessoas que apresentem sintomas de transtorno mental ou psicológico minimizando a evolução dos quadros que podem chegar ao suicídio.
O documento no DOE diz que o plano tem o objetivo de tratar transtornos que podem incluir a depressão, bipolaridade, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas.
A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) deve ficar responsável pelo desenvolvimento do plano junto às secretarias municipais de saúde, instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil, órgãos do governo e também instituições não-governamentais.
A Saúde deve promover palestras direcionadas aos profissionais de saúde para identificar possíveis pacientes que se enquadrem nos sintomas, além de campanhas, exposições de cartazes, folders e vídeos. Esse material deve citar eventuais sintomas e alertar para possíveis diagnósticos, aumentando o acesso ao público a informações sobre os aspectos da prevenção do comportamento suicida.
Essas atividades devem ser direcionadas principalmente ao público-alvo do programa que são pessoas mais vulneráveis e promover questões de bem-estar mental, comportamentos suicidas, consequências do estresse e gestão afetiva da crise.
O plano deve criar também um sistema de coleta de dados integrado à Sesacre para identificar e monitorar os possíveis casos para avaliação e cuidado. Em apoio ao plano, a lei também instituiu a campanha “Setembro Amarelo” que deve ser desenvolvido anualmente para ampliar o alcance do plano e sensibilizar a população quanto à valorização da vida e combate a atitudes suicidas.
No decorrer do “Setembro Amarelo” a Saúde deve fazer palestras e seminários que devem priorizar instituições de ensino médio e fundamental em ação conjunta com o poder público municipal.
Fonte: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/acre-sanciona-lei-que-cria-plano-de-valorizacao-da-vida-e-prevencao-do-suicidio.ghtml
Lei foi publicada no DOE nesta terça (7). Saúde deve identificar e acompanhar pessoas que apresentem sintomas de transtornos psicológicos que possam chegar ao suicídio.
O governador do Acre, Tião Viana (PT-AC), sancionou nesta terça-feira (7) a lei nº 3.300 que cria o Plano Estadual de Valorização da Vida. A lei foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). O objetivo é identificar sintomas, acompanhar e tratar pessoas que apresentem sintomas de transtorno mental ou psicológico minimizando a evolução dos quadros que podem chegar ao suicídio.
O documento no DOE diz que o plano tem o objetivo de tratar transtornos que podem incluir a depressão, bipolaridade, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas.
A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) deve ficar responsável pelo desenvolvimento do plano junto às secretarias municipais de saúde, instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil, órgãos do governo e também instituições não-governamentais.
A Saúde deve promover palestras direcionadas aos profissionais de saúde para identificar possíveis pacientes que se enquadrem nos sintomas, além de campanhas, exposições de cartazes, folders e vídeos. Esse material deve citar eventuais sintomas e alertar para possíveis diagnósticos, aumentando o acesso ao público a informações sobre os aspectos da prevenção do comportamento suicida.
Essas atividades devem ser direcionadas principalmente ao público-alvo do programa que são pessoas mais vulneráveis e promover questões de bem-estar mental, comportamentos suicidas, consequências do estresse e gestão afetiva da crise.
O plano deve criar também um sistema de coleta de dados integrado à Sesacre para identificar e monitorar os possíveis casos para avaliação e cuidado. Em apoio ao plano, a lei também instituiu a campanha “Setembro Amarelo” que deve ser desenvolvido anualmente para ampliar o alcance do plano e sensibilizar a população quanto à valorização da vida e combate a atitudes suicidas.
No decorrer do “Setembro Amarelo” a Saúde deve fazer palestras e seminários que devem priorizar instituições de ensino médio e fundamental em ação conjunta com o poder público municipal.
Fonte: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/acre-sanciona-lei-que-cria-plano-de-valorizacao-da-vida-e-prevencao-do-suicidio.ghtml
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sábado, 4 de novembro de 2017
Idosos e suicídio no Brasil
Crescem os casos de suicídio entre idosos no Brasil
Entre 1980 e 2012, o aumento foi de 215,7%. Para especialistas, acúmulo de perdas e isolamento social estão entre as motivações para o ato extremo
A matéria do Correio Braziliense, cujo título e subtítulo, está aí acima pode ser acessada neste link.
Esta matéria vincula-se a uma série intitulada: "Esquecida mente - Os descuidos com a saúde mental dos idosos no Brasil"
A matéria do Correio Braziliense, cujo título e subtítulo, está aí acima pode ser acessada neste link.
Esta matéria vincula-se a uma série intitulada: "Esquecida mente - Os descuidos com a saúde mental dos idosos no Brasil"
- E os baby boomers envelheceram...
- A mente ameaçada pelo Alzheimer
- Solidão que maltrata corpo e mente
- Depressão mascarada
- E ficou o vício
- Sem forças para viver (matéria do link acima)
- Alegria de viver
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Sinais de alerta
Dez sinais de alerta que ajudam na prevenção ao suicídio
Malu Silveira - 12/9/2017

Falar sobre suicídio pode parecer não tão importante quanto outras questões de saúde pública. Aí é que mora o engano. O desespero que leva alguém a tal ação destrói cerca de um milhão de vidas anualmente em todo o mundo. Num cenário local, foram registrados em Pernambuco, no ano de 2015, 314 mortes por suicídio. E o pior, cada um desses óbitos impacta a vida de pelo menos seis pessoas.
Um fato que pode diminuir a aversão em se tratar do assunto é que, assim como outras doenças, adotar certas atitudes pode ajudar, e muito, na prevenção ao suicídio. Entre as ações para marcar o Setembro Amarelo, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) elaborou dez dicas sobre os principais fatores de risco e sinais de alerta para quem convive com pessoas que apresentam ideação
suicida. Confira as recomendações:
1. Relação com transtornos mentais
Você sabia que praticamente todas as pessoas que cometeram suicídio apresentavam pelo menos um transtorno psiquiátrico?
Pacientes com depressão, transtorno bipolar, transtorno relacionados ao uso de drogas lícitas ou ilícitas, esquizofrenia e transtorno de personalidade fazem parte do grupo de risco. Dessa forma, a identificação e o tratamento de distúrbios mentais pelo médico psiquiatra estão entre os principais fatores de proteção na prevenção do suicídio.
2. Histórico pessoal
Tentativa prévia é o principal fator de risco para o suicídio. Pessoas que já tentaram o suicídio têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar novamente.
Tentativa prévia é o principal fator de risco para o suicídio. Pessoas que já tentaram o suicídio têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar novamente.
3. Ideação suicida
Fique atento a comentários que demonstrem desespero, desesperança e desamparo podem ter manifestação de uma ideação suicida.
Atenção a expressões quem podem ser sinais de alerta, como “eu desejaria não ter nascido”, “caso não nos encontremos de novo”, “eu preferia estar morto”.
4. Fatores estressores crônicos e recentes
Eventos estressores significativos, como separação conjugal, migração ou perda de uma pessoa próxima, além daqueles que levem a prejuízo econômico e social, como falência e perda do emprego, estão associados ao surgimento de pessamentos suicidas.
5. Organizar detalhes e fazer despedidas
É de extrema importância observar se existe algum comportamento que sugira uma preparação para o suicídio: mensagens de despedida (bilhetes ou recados nas mídias sociais), cartaz, testamentos, doação de posses importantes e acúmulo de comprimidos são alguns exemplos. Além disso, deve se verificar se há “comportamento de despedida”, como ligações incomuns a parentes ou amigos dizendxo adeus, como se não fosse vê-los outra vez.
6. Meios acessíveis para suicidar-se
Acesso a armas de fogo, locais elevados e medicação em grande quantidade aumenta a chance de que uma eventual tentativa de suicídio seja efetivada. Por isso é importante ficar atento a esses possíveis meios de consumação do ato.
7. Impulsividade
O suicídio, por mais planejado que tenha sido, muitas vezes parte de um ato motivado por eventos negativos. O impulso para cometer o suicídio é geralmente transitório, com duração de alguns minutos ou horas e pode estar presente particularmente em jovens e adolescentes. A impulsividade também pode ser acentuada se houver abuso de substâncias, como álcool e outras drogas.
8. Eventos adversos na infância e na adolescência
Ter sofrido maus tratos e abuso físico, sexual ou psicológico na infância, apresentar abuso ou dependência de substâncias lícitas ou ilícitas e falta de apoio social estão associados a maior risco de suicídio. É importante lembrar que queda no desempenho escolar pode ser reflexo de um transtorno psiquiátrico não diagnosticado.
9. Motivos aparentes ou ocultos
Algumas pessoas com pensamentos suicidas podem considerar a morte como um “meio de sair do sentimento momentâneo de infelicidade”, “acabar com a dor”, “encontrar descanso” ou “final mais rápido para os sofrimentos”. Comentários com esse tipo de conteúdo servem como sinal de alerta.
10. Presença de outras doenças
Doenças crônicas, incluindo neoplasias em fase terminal, também são fatores de risco para suicídio. O acompanhamento de pacientes que apresentem condições médicas com essas características deve incluir atenção especial à sua saúde mental.
Fonte: http://blogs.ne10.uol.com.br/casasaudavel/2017/09/12/dez-sinais-de-alerta-que-ajudam-na-prevencao-ao-suicidio/
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Empatia e prevenção do suicídio
Prevenção ao suicídio: como a empatia (ou a arte de entender a dor do outro) pode ajudar a salvar vidas

Alerta
Cinthya Leite

Escutar o sofrimento e entender a dor do outro com calma e aceitação, sem fazer julgamentos, é uma estratégia que pode ser eficaz na prevenção do suicídio, cujos casos ultrapassam a marca dos 12 mil anualmente no Brasil. A reprovação é tudo o que não devemos deixar transparecer ao ouvirmos de uma pessoa que ela está cansada da vida e sem encontrar razão para viver.
“Há uma tendência da sociedade em dar dicas rápidas e conselhos, até bem intencionados, a quem tem uma ideação suicida. Na maioria das vezes, contudo, é necessária a escuta atenta. Quem está em risco (de tirar a própria vida) quer sentir que pode falar sem ser censurado”, salienta o psiquiatra Leonardo Machado, secretário da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria.
Na sexta-feira (1º), em programa na TV JC, Leonardo Machado ressaltou que essa atitude de atenção com o outro não é tão simples, mas pode ser exercitada. “Há pessoas que têm uma sensibilidade maior, uma condição chamada de empatia, caracterizada pela capacidade de se colocar no lugar do outro e entendê-lo. Essa é a empatia afetiva, que é a tendência de sentir o próximo”, completa Leonardo Machado, também professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Para os especialistas em saúde mental, as pessoas com comportamento suicida precisam, além de acompanhamento médico, que parentes, amigos e colegas do trabalho tenham empatia. Quem passa pelo sofrimento decorrente da falta de esperança precisa ser ouvido. E é assim que se pode dar um passo essencial para reduzir o nível de desespero das pessoas.
É bom destacar que a empatia também pode ser apreendida. Um caminho para incorporá-la é quebrar tabus e desmistificar a ideia de que o comportamento suicida está associado a uma fraqueza ou falta de autoconfiança. Apagar os mitos é o começo para se oferecer acolhida e apoio emocional a quem está em risco. “Algo que nós devemos fazer é falar sobre o assunto, sem medos e sem tabus. Dessa maneira, as pessoas com pensamento suicida podem perceber que não estão sozinhas e que há ajuda para o sofrimento que vivenciam”, frisa Leonardo.
Nem sempre, contudo, as pessoas que passam por alguma dificuldade contam com a compreensão da família e dos amigos. Não se deve, portanto, desistir de pedir ajuda.
“A nossa prevenção é baseada no ouvir, no partilhar os problemas, que correm o risco de ir se avolumando. É comum recebermos ligações de pessoas com depressão que se queixam da falta de compreensão de seus parentes, uma situação que agrava ainda mais o quadro.
É por isso que, para quem está fragilizado, com seus problemas emocionais que podem levar ao pensamento suicida, funcionamos como uma espécie de pronto-socorro”, diz o representante do Centro de Valorização da Vida (CVV) no Recife, Airton Siqueira, que também participou do programa na TV JC sobre o assunto.
Entidade sem fins lucrativos que atua gratuitamente na prevenção do suicídio, o CVV realiza um trabalho, na capital pernambucana, há quase quatro décadas. “A pessoa, insegura emocionalmente, liga para os postos (número do telefone: 141) e conta com voluntários habilitados e treinados a ouvir, que não concorrem com a psiquiatria ou a psicologia. A escuta é respeitosa, silenciosa, absolutamente sigilosa e sem julgamentos. Quem liga fica mais fortalecido”, frisa Airton Siqueira. Ele acrescenta que o CVV não tem como proposta resolver os problemas da população. “Isso não nos compete. Queremos dar força emocional. Terapia e eventual cura competem ao profissional da psiquiatria e psicologia”, esclarece.
Alerta
Alguns sinais, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), podem ser observados e ajudar na prevenção do suicídio. Expressões que demonstram desespero, desesperança e desamparo estão entre essas pistas que podem ser dadas por pessoas em risco de tentar tirar a própria vida. Especialistas recomendam atenção a comentários como “eu desejaria não ter nascido” e “eu preferia estar morto”, que servem como sinais de alerta. São frases que merecem atenção, especialmente quando ditas por pessoas com algum transtorno mental e em situações de desesperança.
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