Blog destinado à coleta e disseminação de informações sobre prevenção do suicídio e valorização da vida
domingo, 30 de janeiro de 2011
Simpósio em Portugal
domingo, 16 de janeiro de 2011
Novo curso do Posto Samaritano Abolição, do CVV, para voluntários

O Posto Samaritano Abolição, vinculado ao Programa CVV de Apoio Emocional e Prevenção ao Suicídio realizará nos dias 29 e 30 de janeiro (das 13 às 19h), um curso para a seleção de novos voluntários da entidade.
Requisitos para ser voluntário:
. Ter mais de 18 anos
. Disponibilidade de tempo (média de 4 horas e meia por semana)
. Disposição para ajudar o próximo e abertura para o autoconhecimento.
. Disponibilidade para comparecer aos 2 dias do evento de formação.
Inscrição:
Pessoalmente: Rua da Abolição 411 - Bela Vista - SP (horário comercial)
Telefone: 3242-4111 depois das 19h
E-mail: samaritanos.abolicao@gmail.com
É sempre bom lembrar que o CVV também está atendendo via chat (www.cvv.org.br) a todos quantos precisam de um ombro amigo.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Capitão América na prevenção contra o suicídio
Uma HQ especial de 11 páginas, estrelada pelo Capitão América, publicada nesta semana na última edição da minissérie I Am an Avenger e disponível gratuitamente para iPad, iPhone e iPod, é fruto da iniciativa de responsabilidade social da Marvel Comics na prevenção do suicídio.
A little help (Uma pequena ajuda), escrita pelo psicólogo Tim Ursiny e desenhada por Nick Dragotta, conta a história de um jovem que está prestes a praticar suicídio pulando do alto de um prédio.
Quando vê o Capitão América em confronto com vilões em um telhado próximo, o rapaz se detém para observar a luta.
Depois de ajudar o herói, o jovem acaba desistindo de tirar a própria vida.
Segundo o vice-presidente sênior de publicações da Marvel Entertainment, Tom Brevoort, os super-heróis enfrentam muitas batalhas, mas nenhuma tão importante quanto a prevenção contra o suicídio.
A HQ também registra o número do telefone do National Suicide Prevention Lifeline, entidade não governamental que presta auxílio psicológico a quem pretende cometer suicídio.
"Se alguém ligar para esse número, em vez de fazer algo trágico, isso significa que tivemos sucesso", disse Tom Brevoort ao site da Marvel.
Matéria de Marcus Ramone,de Universo HQ.
Fonte: http://www.universohq.com/quadrinhos/2011/n14012011_10.cfm
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Menos armas para uma Suíça mais segura
Armas não são uma raridade na Suíça. Segundo as estimativas - não existem números precisos sobre o assunto – deve haver entre 1,2 a 2 milhões de armas nos lares suíços.
Opinião abalada
Como no exterior, essas armas estão principalmente nas mãos de caçadores, colecionadores ou de quem pratica tiro esportivo. No entanto, uma particulariedade suíça provocou uma explosão do número de armas em circulação: durante o período do serviço militar, os soldados guardam suas armas em casa e depois de cumpridas as obrigações militares, eles podem ficar com elas respeitando algumas condições.
Com esse sistema, e ao longo de gerações, pode-se facilmente imaginar o número de mosquetes, pistolas e fusis de combate em circulação em todo o país.
Nem por isso a Suíça pode ser comparada com a Chicago dos anos 1930. Mesmo assim, a quantidade de armas cria alguns problemas. Primeiro, elas são frequentemente utilizadas em suicídios ou tragédias familiares. Em um estudo, o criminologista Martin Killias descobriu que armas militares causam cerca de 300 mortes por ano.
Segundo, a opinião pública tem sido abalada nos últimos anos por várias tragédias amplamente divulgadas: em 2001, um homem entra no parlamento do cantão de Zug (centro) e mata 14 pessoas; em 2006, a ex-campeã de esqui Corinne Rey-Bellet e seu irmão são mortos a tiro pelo marido; em 2009, um soldado mata com seu fusil de combate uma adolescente que estava esperando o ônibus para Zurique.
Ampla coalizão
Isso tudo levou as organizações a apresentar uma iniciativa popular intitulada "Para a proteção diante da violência das armas". A comissão da iniciativa reúne uma ampla coalizão de cerca de 70 organizações. Ela inclui igrejas, organizações de paz e direitos humanos (incluindo a Anistia Internacional), sindicatos ou associações de luta contra o suicídio.
A nível político, os autores obtiveram o apoio dos partidos de esquerda. No entanto, o governo e a maioria dos partidos de direita do Parlamento rejeitaram a iniciativa. Eles acreditam que a atual legislação já prevê proteção suficiente contra o uso indevido das armas.
Um registro nacional
O primeiro passo recomendado é o estabelecimento de um registro centralizado de armas a nível nacional. Por enquanto, as armas são registradas - quando são - no nível cantonal, o que não é propício a um controle eficaz.
"Em um país onde cada vaca, cada cachorro, cada papagaio tem seu número de matrícula, é incompreensível que isso também não seja o caso para um instrumento que pode matar, comenta Jean-Pierre Monti, presidente do Comitê do Pessoal da Polícia Judiciária Federal e membro da iniciativa. Isso significaria uma luta moderna contra a criminalidade”.
Mas essa ideia de registro nacional já foi recusada pelo governo e pelo Parlamento, em especial devido ao seu custo. Somado a isso está também o receio de que o cadastro seja usado para outros fins que não apenas o controle.
"Eu acho que a partir do momento que existir o registro, a tentação será grande para os adversários das armas de usá-lo para encontrar as armas que desejam proibir, foi assim que aconteceu na Inglaterra", disse Yvan Perrin, deputado da União Democrática do Centro (UDC/SVP na silga em alemão) e membro do Comitê de Interesse do Tiro da Suíça, que se opõe à iniciativa.
Fusil no arsenal
Em relação principalmente às armas militares, a iniciativa exige que não sejam mais guardadas em casa, mas em um depósito protegido pelos militares. Além disso, nenhuma arma seria entregue aos soldados que deixam o exército, exceto para os atiradores esportivos licenciados.
Essa medida reduziria o número de suicídios. "Dá-se a arma à população de maior risco, já que os jovens-adultos (19-34 anos) representam o grupo populacional em que o suicídio é a maior causa de morte e onde a arma militar é o método quase que exclusivo", explica Florian Irminger, membro da Associação Stop Suicídio e do comitê da iniciativa.
"Para os médicos, é a prevenção do suicídio que está em primeiro plano, em especial os chamados suicídios impulsivos, acrescenta Jacques de Haller, presidente da Federação de Médicos da Suíça e também membro do comitê da iniciativa. Se eles não tivessem nenhuma arma em mãos e pensassem dois minutos a mais, sabemos que um terço não cometeria suicídio. Poderíamos salvar 100 vidas por ano" (...)
Adaptação: Fernando Hirschy
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Bons ecos de Pernambuco...
lucilenemeireles.pb@dabr.com.br
Atendentes recebem ligações diárias e se prestam a ouvir os mais necessitados. Foto: Fabyana Mota/ON/D.A. Press - 15/12/10
´No CVV, as pessoas podem falam sobre o que lhes causa sofrimento, seja solidão, depressão, tristeza, conflitos familiares, perdas em geral como luto, separação e até mesmo vitórias e conquistas que a pessoa não consegue compartilhar com alguém. Nas situações mais difíceis, podemos colaborar, apenas ouvindo quem nos procura, com a meta maior de evitar o suicídio. Às vezes, as pessoas ligam com essa ideia na cabeça, mas depois de conversar, repensam a decisão`. Ela acrescenta, no entanto, que o CVV não realiza um trabalho diretivo, ou seja, não há aconselhamento e nem direcionamento. Na maioria dos casos, ao desabafar, a pessoa que procura o serviço consegue enxergar a saída para seu problema.
A dona de casa Marta Vasconcellos, 40, passava por um período difícil no relacionamento com o companheiro, com quem vivia há quatro meses. Em casa, cercada pelo sofrimento e pela solidão, ela não teve dúvidas em ligar para o CVV. ´Eu estava numa situação muito complicada. Ficava sozinha a maior parte do tempo. Me sentia humilhada, desprezada e não queria envolver minha família. Por isso, preferi buscar o serviço. Foi muito bom, desabafei, me abri. Foi um alívio`, garante.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Prevenção do suicídio: por que fracassamos tanto?
Inútil dizer, como fazem muitos nesses casos, que, na ausência das intervenções, os números para o suicídio teriam sido ainda maiores. Eis um argumento que denuncia uma pequena honestidade intelectual e mais serve para "autotranquilização" do que para fazer avançar o entendimento!
Esse foi apenas o dado mais eloquente que encontramos, diante do desafio de prevenir o suicídio, mas as sérias dúvidas quanto à efetividade de todos os esforços e investimentos, dispendidos para esse fim, atingem todos os que com ele trabalham. Medidas pontuais, como, por exemplo, modificações na composição de defensivos agrícolas ou no fornecimento de gas, dão algum resultado imediato, mas logo perdem qualquer efetividade na diminuição marcante das taxas nas diversas sociedades. O que podemos concluir, a partir dessa constatação?
Até hoje, apenas roçamos o problema dos dramas sociais e pessoais que levam as pessoas a dar fim às suas própias vidas.
O entendimento das razões para tanto fracasso pode brotar das observações (mais que centenárias) do primeiro pesquisador sério do assunto, E. Durckheim: há, em cada sociedade, uma "corrente suicidogênica" que faz com que o suicídio seja o fenômeno demográfico mais previsível dentre todos. O suicídio não é um problema originalmente médico e nem mesmo decorrente de simples dramas individuais. Antes do início de um ano qualquer, podemos dizer, com uma margem mínima de erro, quantos suecos, japoneses, húngaros ou alemães darão fim às suas próprias vidas nos doze meses seguintes. Ou seja: o suicídio é um problema eminentemente sociológico. Dessa constatação muito genérica, até o desenvolvimento de estratégias efetivas para atacar o problema, entretanto, quanta distância!
Do ponto de vista médico, os fracassos são até relativamente fáceis de explicar. Nossa intervenção mais específica somente se inicia depois do surgimento da ideação suicida mais permanente ou, pior ainda, depois de alguma tentativa. Desse ponto em diante, e da cristalização de certos perfis de personalidade, nossa possibilidade de modificar alguma coisa diminui sensivelmente (há que assinalar que, diante de qualquer caso específico, sempre investimos em uma expectativa de enorme esperança).
Outro engano grosseiro, que muitos cometem, é a hipervalorização das doenças mentais como causa específica para o suicídio. A simples observação de que cerca de 90% dos suicidas sofriam de alguma doença psiquiátrica, parece ser suficiente aos mais apressados (e menos cuidadosos) para o estabelecimento daquela relação. A constatação, porém, da enorme diferença nas taxas de suicídio encontradas entre os diversos países e culturas (até mais de dez vezes), enquanto a prevalência das doenças mentais é muito semelhante entre os vários países e culturas, deveria ser suficiente para um maior cuidado no estabelecimento de relações causais.
Só para efeito de raciocínio, se subdividíssemos os períodos de vida das pessoas adultas (deixemos de lado os suicídios entre adolescentes), até a chegada à ideação suicida, em cinco estágios (com suas vicissitudes): 1-primeira infância; 2-início da vida escolar; 3-surgimento da puberdade; 4-exigências da adultidade e; 5-seus fracassos repetidos, nossa intervenção iniciar-se-ia somente na última. Sejamos, então, mais humildes em relação aos nossos instrumentos e, ao lado de nossas ações mais propriamente terapêuticas, tentemos intervir junto à sociedade para que reflita quanto à maneira desumana com que muitos são tratados, especialmente do ponto de vista da intolerância e do estímulo à competição predatória entre as pessoas. Aquela mesma sociedade que divide as pessoas em "vencedoras e derrotadas" e transmite, às atiradas a essa última "classificação", que devem se envergonhar e que talvez nem mereçam viver.
Márcio Amaral (Formado em 1976 pela UFRJ, especializou-se em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria (IPUB) da UFRJ. Possui Mestrado e Doutorado em Psiquiatria. É membro da Associação Brasileira de Psiquiatria).
http://www.ipub.ufrj.br/portal/index.php/blog/item/90-preven%C3%A7%C3%A3o-do-suic%C3%ADdio-por-que-fracassamos-tanto
Acolhimento familiar na prevenção da depressão e do suicídio
Um novo estudo mostra que atitudes e comportamentos positivos por parte dos familiares em relação a adolescentes gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT) reduzem os riscos de depressão, abuso de drogas e álcool e pensamentos suicidas dos mesmos ao se tornarem adultos.
Os autores do estudo, realizado com 245 jovens adultos GLBTs entre os 21 e os 25 anos de idade, moradores da Califórnia, nos Estados Unidos, também constataram que os adolescentes nascidos em famílias de ampla aceitação têm níveis muito mais altos de autoestima e apoio social no início da idade adulta.
Exemplos de apoio positivo por parte dos pais ou cuidadores incluem o apoio à expressão de gênero dos jovens ou ainda a defesa dos mesmos ao sofrerem maus tratos em razão da identidade GLBT.
“Em uma época em que a mídia e as famílias estão se tornando completamente cientes dos riscos sofridos por muitos GLBTs, nossas descobertas de que a aceitação da família protege contra pensamentos e comportamentos suicidas, abuso de álcool e drogas e depressão oferecem uma porta de esperança para estes jovens e suas famílias – que lutam para equilibrar convicções religiosas e valores pessoais com o amor por seus filhos”, disse Caitlin Ryan, diretora do Projeto de Aceitação da Família da Universidade Estadual de San Francisco e autora do estudo, em um boletim da universidade.
As descobertas oferecem “as evidências mais fortes até o momento de que a aceitação e o apoio por parte dos pais e cuidadores promovem o bem-estar entre os jovens GLBTs, ajudando a protegê-los contra a depressão e o comportamento suicida”, disse no mesmo boletim Ann P. Haas, diretora de projetos de prevenção para a Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio.
“Estas descobertas abrem as portas para um enfoque totalmente novo de como as famílias podem ser orientada a agir para reduzir o risco de suicídio entre adolescentes e jovens adultos GLBTs”, disse Haas.
Fonte: New York Times - http://www.crianca.pb.gov.br/site/?p=8508
