quinta-feira, 4 de junho de 2009

Cinema a favor da vida

Para expandir sua atuação, o Centro de Valorização da Vida - CVV- promove palestras em escolas e empresas e tem se utilizado de filmes para promover reflexão e entretenimento junto a um público mais amplo e diversificado.

Em Resende-RJ, o CVV criou o projeto Cine Ser – Encontro de Valorização da Vida no âmbito do programa Câmara Cultural, uma parceria entre a Câmara Municipal de Resende e o CVV. 

Conforme divulgação institucional, o objetivo do projeto "é exibir filmes sobre os mais variados sentimentos humanos para, a partir daí, levantar reflexões sobre o assunto."

Em outras cidades o Cine Ser tem também se feito presente, como em Santa Cruz do Sul-RS, onde o CVV aliou-se à Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) nesta atividade, para "estimular a observação de sentimentos e comportamentos dos personagens do filme, facilitando a reflexão sobre os próprios sentimentos e comportamentos e buscando desenvolver a compreensão, a empatia e o autoconhecimento."

Sensibilidade, inteligência e vontade empreendedora parecem compor o cardápio desta boa idéia posta em ação pelos ativistas do CVV. 

Só nos resta aplaudir a iniciativa!

PS.: o nosso entusiasmo com as ações do CVV pode dar a impressão de estarmos vinculados a esta instituição ou mesmo de falarmos em seu nome, o que não ocorre, efetivamente; trata-se apenas de uma emocionada ação de divulgação por conta própria.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Saúde: condutas de saúde x condutas e fatores de risco

A maturidade das pesquisas básicas é sempre de grande auxílio quando se trabalha com temas como "valorização da vida" e "prevenção do suicídio". 

A boa repercussão na imprensa do artigo científico elaborado pelas pesquisadoras Viviane Colares, Carolina da Franca e Emília Gonzalez, da Universidade de Pernambuco, em Recife, "Condutas de saúde entre universitários: diferenças entre gêneros"  é também prova desta maturidade.  

Uma das matérias, replicada no webjornal gazetaweb.com, de Alagoas, segue transcrita na íntegra.

O artigo pode ser acessado aqui: http://www.scielo.br/pdf/csp/v25n3/07.pdf

Estudantes da área de saúde têm condutas de risco

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Um estudo feito na Universidade de Pernambuco (UPE) com estudantes da área de saúde apontou números elevados para condutas de risco. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A amostra do trabalho envolveu 382 estudantes de ambos os sexos, com idades entre 20 e 29 anos e de cursos da área de saúde das principais universidades públicas em Pernambuco. Durante a realização do trabalho eles estudavam odontologia, medicina, enfermagem, fisioterapia, nutrição, educação física, fonoaudiologia, farmácia e terapia ocupacional.

De acordo com a pesquisa, 61,2% dos estudantes homens disseram ter fumado alguma vez, contra 48,9% entre as mulheres. O consumo frequente de cigarros foi maior no sexo masculino (32,4%) do que no feminino (13,8%).

Com relação ao consumo de álcool, 91,4% dos homens e 79,7% das mulheres disseram já ter ingerido algum tipo de bebida alcoólica, sendo que o consumo nos últimos 30 dias também foi maior no primeiro grupo (84% contra 77,7%).

Os dados foram coletados por meio do questionário National College Health Risk Behavior Survey, desenvolvido pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês), que inclui informações sociodemográficas e outros temas relacionados à saúde, como segurança no trânsito, comportamento sexual, hábitos alimentares e prática de atividade física.

"Uma das questões mais importantes é que todos os entrevistados eram da área da saúde. Como esses alunos poderão, no futuro, ter um discurso coerente na orientação de hábitos saudáveis a seus pacientes se eles próprios não adotam tais condutas?", indagou a primeira autora da pesquisa, Viviane Colares Amorim, pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da UPE, em entrevista à Agência Fapesp.

No item violência, as condutas relatadas também foram mais elevadas entre os homens: 6% disseram ter carregado uma arma de fogo ou faca nos últimos 30 dias e 9,5% se envolveram em brigas físicas nos últimos 12 meses, contra 0,4% e 3,4%, respectivamente, entre as mulheres.

O uso de maconha, inalantes e esteroides foi novamente maior entre os homens. Por outro lado, as condutas relacionadas à segurança no trânsito, suicídio e hábitos alimentares se mostraram semelhantes entre os jovens, independentemente do gênero.

"O estudo mostra que cada gênero apresenta problemas distintos quanto a comportamentos não saudáveis, características que podem auxiliar nas campanhas e iniciativas de educação de saúde voltadas às diferenças de cada público específico", aponta Viviane, que também é professora do Departamento de Odontopediatria da Faculdade de Odontologia de Pernambuco da UPE.

Também não foi observada diferença significativa com relação à prática de atividade sexual nos 30 dias anteriores à pesquisa, embora menos da metade dos estudantes do gênero masculino tenha relatado o uso do preservativo "na maioria das vezes" ou "sempre".

De acordo com Viviane, o trabalho em questão deu continuidade a outro levantamento feito na Universidade Federal de Pernambuco com universitários do Nordeste que avaliou alunos no início e no fim dos cursos.

"Todos os alunos do primeiro trabalho também eram da área da saúde. Verificamos que muitos deles tiveram uma piora significativa em seus hábitos de saúde, que já não eram saudáveis no início do curso e só pioraram no fim", disse. 


Fonte: http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=177761

domingo, 31 de maio de 2009

Eventos sobre prevenção do suicídio: Espanha


Debate sobre o papel da família na prevenção do suicídio

Médicos e juristas participarão, no próximo dia 9 de junho, em Sevilha, de eventos sobre a prevenção do suicídio, ocasião em que será tratado a influência das drogas, a importância da familia para prevenir esta conduta e a "autópsia psicológica" das pessoas que consumaram o suicídio.

A jornada des estudos inclui uma conferência sobre as políticas preventivas do suicidio que tem se desenvolvido no âmbito da União Européia, a ser apresentada por Julio Bobes, professor titular de Psiquiatria na Faculdade de Medicina de Oviedo.

O diretor do Instituto de Medicina Legal de Sevilha, Julio Guija e o psiquiatra Lucas Giner abordarão a metodologia da denominada autopsia psicológica e investigação do suicídio consumado.

O curso está sendo organizado pelo Instituto de Medicina Legal de Sevilla, pela Faculdade de Medicina e pela Unidad de Formação Continuada do hospital Virgen Macarena, cuja diretora, Carmen Navarro, fará a abertura com a palestra inicial.

Os estudiosos debaterão temas como a investigação da conducta suicida, o consumo de drogas, os traços genéticos das condutas suicidas e a importância da familia, dos especialistas e dos médicos ambulatoriais em sua prevenção. 

Sevilla, 31 de maio 2009.

Fonte: http://www.adn.es/local/sevilla/20090531/NWS-0145-Debaten-prevencion-suicidio-familiar-papel.html

sábado, 30 de maio de 2009

Associação Mineira para o Estudo e a Prevenção do Suicídio (AMEPS) ajuda a promover simpósio internacional

O evento e os temas sobre o suicídio

Dia 29/maio/2009

Abordagem psico-social da prevenção  do suicídio no TAB - Silvia Pelaez (Uruguai)

Impulsividade e suicídio no transtorno bipolar. Ângela Scippa (UFBA) 

Dia 30/maio/2009

10:00 - Suicide behavior in bipolar disorder. Maria Oquendo (Columbia University-NY)

Matéria completa:

O transtorno afetivo bipolar atinge cerca de 7% da população brasileira, mas ainda é pouco conhecida pela comunidade científica. A doença é a sexta causa de suicídios do mundo e é difícil de ser diagnosticada. 

Para discutir as diferentes abordagens sobre o transtorno bipolar, o Departamento de Saúde Mental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), junto com a Associação Mineira de Psiquiatria (AMP) e a Associação Mineira para o Estudo e a Prevenção do Suicídio (AMEPS), promovem nesta sexta-feira, o V Simpósio Internacional: Diálogos entre a Clínica e as Neurociências - O Transtorno Afetivo Bipolar.

O evento vai contar com cerca de 400 pesquisadores, entre médicos, psicólogos, educadores e outros profissionais da França, Uruguai, Estados Unidos e Brasil, que irão discutir aproximadamente 30 diferentes formas de percepção da doença. 

O simpósio, que terá duração de dois dias, é realizado no salão nobre da Faculdade de Medicina da UFMG, localizado na Avenida Alfredo Balena, 190, Santa Efigênia, Região Leste de Belo Horizonte. (com informações de Cecília Kruel/Portal Uai)

Sexta-feira 29 de maio de 2009 
Fonte: http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2009/05/29/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=112397/em_noticia_interna.shtml

Jornada de atualização em Prevenção da Violência e do Suicídio na Argentina

O evento supracitado iniciou-se no dia 27 (maio 2009) em Colonia Avellaneda, cidade da província de Entre Ríos.

O que se tem a destacar é a junção das temáticas violência e suicídio por considerarem 
alta a incidência "de antecedentes de violência intrafamiliar e/ou abuso sexual  nas tentativas de suicídio" fazendo-se assim "indispensável a prevenção da violência em todas suas manifestações, para se evitar que estas funcionem como fator de vulnerabilidade na vida das pessoas ou como fator de risco que possa precipitar decisões hoje.  Por isso, a urgência de se trabalhar a problemática da violência social  como meio para prevenção do suícidio a curto, médio e longo prazo".

Para ler mais:

De acuerdo con un parte de prensa, las jornadas están destinadas a todos los recursos humanos (públicos y privados) de Paraná Campaña, que se enfrentan a estas problemáticas, con el fin de darles herramientas, así como facilitar la conformación de redes comunitarias, para poder realizar prevención a futuro. Y ello, incluye a médicos, psiquiatras, psicólogos, enfermeros, administrativos, choferes de ambulancias, docentes, fuerzas de seguridad, justicia ONG, áreas municipales, representantes de iglesias, etc.

Las disertaciones estarán a cargo de la licenciada Irene Fuchs, coordinadora del Programa de Prevención del Suicidio, y de las licenciadas Lucrecia López, Rita Vera, Cristina Gadea y Claudia Izza del Programa Provincial de Prevención, Promoción y Abordaje de la temática Violencia Social.

Dado la alta incidencia de antecedentes de violencia intrafamiliar y/o abuso sexual, entre los intentos suicidas, se hace indispensable hacer prevención de la violencia en todas sus expresiones, para evitar que éstas funcionen como factores de vulnerabilidad, en la historia del sujeto o como factores de riesgo precipitantes en la actualidad. Por ello, la urgencia de trabajar la problemática de la violencia social como medio para prevención a corto, mediano y largo plazo, del suicidio.

Es preciso señalar que, la problemática del suicidio y de la violencia intrafamiliar, es un problema de la salud pública, por el impacto a nivel comunitario, económico en toda la población y por los índices en aumento, no sólo en Entre Ríos sino en la Argentina y en América del Sur según datos de la OPS.

El programa de actividades dará comienzo a las 9.30 luego de haberse completado el trámite de las acreditaciones. A primera hora se realizara el acto de apertura, a las 10 se efectuará la presentación de las problemáticas y datos estadísticos. Se abordará asimismo, el tema de los mitos y realidades en torno a la violencia y al suicidio y los factores de riesgo y factores protectores. Finalmente, a las 12 dará comienzo el taller previsto para finalizar la actividad un rato más tarde. (APF.Digital)

Fonte: http://www.apfdigital.com.ar/despachos.asp?cod_des=126178

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O perfil do adolescente suicida segundo David Shaffer

O caderno Saúde (Salud) do webjornal elmundo.es tem publicado importantes reportagens com foco na saúde mental de crianças e adolescentes.

Na matéria do dia 14/05/2009, de Patricia Matey, sobre o perfil do adolescente suicida, as chamadas para o tema estampam:

COSTUMAM SER IMPULSIVOS E ABUSAM DO ÁLCOOL

Destacam ainda dois tópicos que serão, em seguida, abordados:

* Os adolescentes suicidas costumam ser agressivos e a maioria sofre algum tipo de psicopatologia

* Para cada suicídio consumado se produz entre 8 e 25 tentativas

Abaixo, a matéria completa:

Son mayoritariamente chicos, de carácter impulsivo y agresivo, con depresión, ansiedad u otro tipo de psicopatología, que, además, abusan del alcohol u otras sustancias. Este es a grandes rasgos el perfil de los adolescentes que acaban quitándose la vida.

El suicidio es la tercera causa de muerte entre los chicos y chicas de entre 11 a 18 años en EEUU, "y estas cifras son similares en el resto de países, como también lo es el hecho de que sean más niños que niñas los que lo hacen. Por ejemplo, entre los 10 y los 14 años, ellos se suicidan tres veces más que ellas; entre los 15 y los 19, cinco veces más, y hasta 10 veces más en el caso de tener entre 20 y 24 años", ha recordado David Shaffer, profesor de Psiquiatría y Pediatría de la Universidad de Columbia en Nueva York, durante el 8º Curso Internacional de Actualización en Psiquiatría Infanto-Juvenil que se ha celebrado en el Hospital Gregorio Marañón de Madrid gracias al patrocinio de la Fundación Alicia Koplowitz.

Shaffer, uno de los especialistas que más ha investigado sobre suicidio en adolescentes, reconoce que "los niños antes de alcanzar la pubertad saben cómo quitarse la vida pero es muy raro que lo hagan. Sin embargo, cuando alcanzan la adolescencia la ideación suicida es bastante más frecuente, como también lo es el que muchos se autolesionen", aclara.
Uso de cuchillos en la autolesión

Cortarse, sobre todo en el brazo, es la forma más común de autolesión. "La intención no es morir, sino que lo hacen como una forma de liberar tensión y luego se sienten mejor. Muchos lo malinterpretan como intento suicida, pero no es así", documenta el profesor estadounidense.

Las cifras que maneja el doctor Shaffer son escalofriantes. "El 15% de los jóvenes tiene ideas graves de suicidio y entre un 8% y un 10% ha intentado quitarse la vida". Para este especialista, la identificación de los adolescentes y jóvenes con riesgo pasa, primero, por el chequeo de los problemas mentales.

"Sabemos que hasta el 68% de los chicos que tienen depresión no está recibiendo tratamiento y que el 80% de los que han hecho un intento de suicido no ha pasado por la consulta del médico. El chequeo sistemático tanto en los colegios como en las consultas de atención primaria ayuda a identificar no sólo a los que tienen patología sino también a los que poseen más posibilidades de quitarse la vida", defiende.

Precisamente, el profesor Shaffer es el padre del llamado 'TeenScreen Schools and Communities' (Test de Adolescentes en Colegios y Comunidades). Este tipo de prueba informatizada se realiza en tan solo 10 minutos. En 35 de los 41 estados de Norteamérica con programas de prevención de suicidio la recomiendan.
Chequeos en colegios para riesgo de suicido

Detecta especialmente los casos de depresión, ansiedad, abuso de alcohol y sustancias, pensamientos suicidas y comportamiento. No establece un diagnóstico, pero en el caso de que se intuya un problema se recomienda al alumno que mantenga una entrevista con un especialista. "Otra medida eficaz es formar a los profesores y a los padres para que identifiquen a los menores con más riesgo", apunta.

Más datos característicos del suicidio en adolescentes son los que hacen referencia al carácter impulsivo de los niños con más tendencia a quitarse la vida, su falta de control de las emociones y la alta carga de estrés emocional que padecen. "Normalmente, hay siempre un factor precipitante en estos casos, igual que en la mayoría de las ocasiones se ocultan para hacerlo y no avisan a sus padres ni a nadie de sus intenciones. Es fundamental saber que estos chicos casi nunca comentan sus intentos suicidas a quienes les rodean".

También se debe valorar el consumo excesivo de alcohol. "Dos tercios de los chicos de entre 17 y 19 años que se suicidan toman alcohol en exceso. Hay un dato muy significativo respecto a este hecho. Tanto tras la I Guerra Mundial como tras la II, momentos que coinciden con la 'Ley seca' y en el segundo caso con mayores restricciones respecto al uso de bebidas alcohólicas, nos encontramos con un descenso muy significativo de los casos de suicidio, tal y como sucedió con los años de lanzamiento del Prozac", recuerda el experto de Columbia.

Proteger a los adolescentes del suicidio es saber, además, que los "ingresos en los hospitales tras un intento deben estar muy valorados, dado que el contacto con chicos de su edad que hayan intentado quitarse también la vida puede resultar perjudicial. Se dan ideas de cómo hacerlo". Y todo sin olvidar la "responsabilidad de los medios de comunicación en la difusión de los casos. Cuando Marylin Monroe se quitó la vida, las muertes por suicidio en jóvenes elevaron", sentencia Shaffer.

Fonte: http://www.elmundo.es/elmundosalud/2009/05/13/psiquiatriainfantil/1242238349.html

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A saúde coletiva e o tempo de longa duração...

Ao buscar temas para alimentar este blog encontro textos que remetem a discussões atualíssimas que foram objeto de debate há alguns anos...

A Radis - Comunicação em saúde, revista da Fundação Oswaldo Cruz, trazia notícias, em outubro de 2006, dos ecos do 8º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, sob o título de Os impactos nas pessoas, remetendo ao tema do congresso, a proteção na saúde coletiva. 

O trecho abaixo, retirado do contexto de discussão sobre a violência como fato e como "campo de pensamento e investigação em saúde pública", nos chamou a atenção: 

Painel Violência contra crianças e adolescentes: suicídio, negligência e abuso (sala D-3 do Pavilhão 5)

Letícia Legay, do Grupo de Trabalho de Prevenção ao Suicídio do Ministério da Saúde, disse que, apesar da significativa ocorrência entre adolescentes, o assunto sempre foi relegado devido à clara subnotificação.

Esse tipo de violência está na seara da saúde pública e, como outras doenças, pode ser prevenido, afirmou. Ela listou fatores que podem influenciar no suicídio do adolescente: adiantamento da puberdade e da iniciação sexual, desestrutura familiar, abuso sexual, baixa escolaridade, ausência de projeto de vida, banalização e vulgarização do sexo. Os sintomas de alerta seriam depressão, abuso emocional, uso de álcool e outras drogas, comportamento impulsivo, problemas escolares. Como meios de prevenção apontou distribuição de renda, respeito às minorias, acesso à educação, atenção à saúde mental, serviços de saúde e controle de fatores de risco.

Letícia mostrou como a mídia pode influenciar comportamentos autodestrutivos exibindo uma página do Orkut (site de comunidades na internet), na qual grupos de jovens se dizem suicidas e até marcam suicídio coletivo para uma data específica deste ano. A pesquisadora lembrou que a participação da Justiça é fundamental, porque o Artigo 122 do Código Penal estabelece como crime o incentivo ao suicídio. 

Sabemos  que a violência continua permeando, cada vez mais, a vida dos adolescentes e o suicídio continua a assombrar as famílias após suas consumações, a despeito dos sinais de alertas, não lidos ou detectados em tempo...

Mais atual impossível.

Para uma leitura completa da matéria e da revista: http://www4.ensp.fiocruz.br/radis/50/pdf/radis_50.pdf