domingo, 18 de setembro de 2016

De todos os cantos do Brasil sinais de luta pela prevenção do suicídio!!


Amazonenses lançam curta metragem sobre depressão e suicídio

Filme "Só Eu Sei" retrata sentimentos de adolescente depressiva e é baseado em história real

O filme, lançado no Youtube, foi realizado por um grupo de jovens cineastas amazonenses, trata de temas como depressão e suicídio e faz referência ao Setembro Amarelo.

Para ouvir a entrevista do cineasta manaura Andrew Lukas. Para assistir o curta.

Fonte: http://radios.ebc.com.br/mosaico/edicao/2016-09/setembro-amarelo-amazonenses-lancam-curta-metragem-sobre-depressao-e-suicidio

Para debater, pelo menos, é preciso que nos DESARMEMOS...

Uma corajosa matéria sobre um tema polêmico é publicada nos Estados Unidos. A revista Exame a publicou por aqui. A gravidade da situação por lá é que há mais suicídios provocados por arma de fogo do que homicídios... 

E no Brasil? Faltam dados consistentes, mas as armas em nosso país é também um dos principais meios de se tirar a vida. 

Está aberto o debate.

Fabricantes de armas encaram problema do suicídio nos EUA
 
Paul Barrett, da Bloomberg
 
Pode parecer improvável para alguns, mas a indústria de armas de fogo está se preparando para apoiar uma campanha de prevenção do suicídio.

Só para deixar claro, o aspecto improvável é que este setor fabrica os produtos que possibilitam quase a metade dos casos de suicídio nos EUA.

Steve Sanetti, presidente da Fundação Nacional de Tiro Esportivo (NSSF, na sigla em inglês), a associação do setor, não vê nada de surpreendente que fabricantes de armas e munição tentem reduzir essa estatística preocupante.

“Passamos anos analisando esse assunto”, disse ele em uma entrevista recente na sede da NSSF em Newtown, Connecticut (cidade onde estudantes do ensino fundamental foram massacrados em 2012).
“Suicídios com armas de fogo correspondem a dois terços do total das mortes provocadas com armas”, acrescentou Sanetti, portanto este é um foco natural para fabricantes e portadores responsáveis de armas.

Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças informam que ocorrem cerca de 11.000 homicídios e de 21.000 suicídios com arma de fogo por ano. Avaliando apenas a mortalidade, o suicídio com armas é um problema maior que o homicídio com armas.

A NSSF, disse Sanetti, teve dificuldades para encontrar um grupo especializado com que pudesse trabalhar em relação a esse assunto delicado: “O problema foi que, como grande parte da comunidade médica, as organizações de prevenção do suicídio se opõem às armas por natureza e seu mantra é: ‘Somente uma casa sem armas é uma casa segura’. Obviamente não podíamos apoiar isso”.

É inegável que a probabilidade de que um suicídio com arma ocorra em uma casa onde não há armas é menor. Mas os proprietários de armas, e as empresas que fabricam e vendem armas, acreditam que os benefícios da posse de armas sob sua perspectiva (segurança contra intrusos, esportes e a recreação, exercício dos direitos garantidos pela Segunda Emenda da Constituição dos EUA) compensam alguns riscos negativos. Para essas pessoas, a questão é como minimizar esses riscos.
No ano passado, a NSSF começou a conversar com a Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio (AFSP, na sigla em inglês), com sede em Nova York.

“Eles não deixam que a política interfira. Nós não deixamos que a política interfira” disse Sanetti. O CEO da AFSP, Robert Gebbia, disse que seu grupo abriu as portas para conversar com o setor de armas porque este é um modo de chegar às pessoas que possuem armas e que poderiam estar suscetíveis ao suicídio.

“A política tem muito peso nesse assunto -- a Segunda Emenda -- mas isso não é problema nosso”, explicou Gebbia. “Para cumprir nossa missão, precisamos trabalhar com pessoas que fazem parte desse universo”.

“Embora qualquer iniciativa de esclarecimento em relação ao suicídio tenha seu mérito, a NSSF erra o alvo no momento de admitir os fatores de risco provenientes da posse de uma arma em casa”, disse Dan Gross, presidente da Campanha Brady para Evitar a Violência com Armas, por email.

“O lobby desse setor passou anos gerando uma atmosfera de histeria e medo, criando um mundo assustador onde seu produto é a única esperança para garantir a segurança - e o resultado foi fatal. O mito em que eles baseiam seus negócios, de que de algum modo uma arma deixa você mais seguro, está custando vidas, literalmente”.

Fonte: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/fabricantes-de-armas-encaram-problema-do-suicidio-nos-eua

sábado, 17 de setembro de 2016

Pesquisa sobre o suicídio no Japão


Um em cada quatro japoneses já considerou o suicídio, diz pesquisa

O estudo, que é considerado o mais abrangente já feito no Japão sobre suicídios, revelou dados surpreendentes.

Uma pesquisa feita pela Nippon Foundation (NF) revelou que um em cada quatro japoneses já considerou cometer suicídio, enquanto um em cada cinco teve alguém próximo, amigo ou parente, que tirou a própria vida.

Denominado “Pesquisa de Conscientização sobre Suicídio”, o estudo, que é o primeiro do seu tipo já realizado no Japão, entrevistou 40.000 pessoas nas 47 províncias existentes no país.

Em seu texto de divulgação dos dados, publicado na última quinta-feira, a Nippon Foundation explica que realizou o estudo como parte de um plano para cooperar com os órgãos no âmbito nacional e internacional, cujos estudos têm como finalidade prevenir o suicídio.

Embora o governo do país e entidades internacionais compile periodicamente índices sobre suicídios, “o estudo da Nippon Foundation torna-se mais abrangente por avaliar os efeitos e causas, bem como classificar os índices por idade, sexo e regiões”, explica o órgão no texto, acrescentando que é a primeira vez que uma pesquisa aborda o problema em sua totalidade.

A pesquisa mostra que, do total dos 40 mil inquiridos, 25,4% afirmaram já ter considerado, de fato, tirar a própria vida. As mulheres formam o maior grupo, 28,4% do total, enquanto os homens representam 22,6%.

Por idade, a maior porcentagem ficou entre as pessoas com 20 a 30 anos, enquanto aqueles com idade a partir de 65 anos representam o menor índice, o que comprova que a ideia de suicídio é mais latente entre os mais jovens.

Em termos de causa, a pesquisa mostra que problemas de saúde e no lar (familiar) são apontados como principais motivos para considerar o suicídio, representando primeiro e segundo lugares, respectivamente, enquanto preocupação financeira é a terceira causa e mais latente entre os homens.

Por gênero em termos de causa, problemas relacionados ao trabalho é o principal motivo para os homens, enquanto questões relativas a relacionamentos (conjugal ou namoro) são as principais causas entre as mulheres.

No entanto, o que mais surpreende na pesquisa é a estatística de suicídios cometidos por pessoas próximas, na qual revela que uma em cada cinco pessoas no Japão conheceu alguém que tirou a própria vida, o que inclui familiares, cônjuges, amigos, colegas de trabalho, entre outros tipos de pessoas próximas.

De acordo com o texto introdutório da pesquisa, o número de suicídios no Japão totalizou 24.025 no ano passado. A partir de 1998, o país viu o índice superar os 30.000 anualmente, apresentando descenso somente a partir de 2010, “após alertas de órgãos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), para que o Executivo japonês tomasse providências”, diz a NP.

O órgão explica que, apesar do gradativo descenso, “o Japão ainda se destaca como tendo a maior taxa de suicídio entre as sete nações industrializadas que formam o grupo G7”. A NP cita ainda o recente relatório “Banco de Dados de Mortalidade”, da OMS, no qual aponta o Japão como o único país do G7 em que o índice de suicídio é o maior entre os jovens, de 15 a 39 anos.

A NP também cita um levantamento em nível nacional realizado pelo governo japonês em 2015. De acordo com os dados, 535.000 pessoas (projetado em toda a população do Japão) tentaram ou consideram o suicídio no último ano. Desse total, as mulheres representam a maioria, somando 271.000, enquanto os homens totalizam 264.000.

A pesquisa do governo citou abusos, violência no lar, dificuldades financeiras e vícios (álcool, drogas e jogos de azar) como principais motivos.

Embora medidas de âmbito nacional para a prevenção do suicídio estejam colaborando para a redução do índice, os dados da Nippon Foundation e da OMS mostram que ainda é preciso fazer muito mais.

O presidente da Nippon Foundation, Yohei Sasakawa, espera que o levantamento ajude a detectar “causas e efeitos do problema”, para assim “contribuir com mais eficácia na tomada de medidas para a prevenção do suicídio em todas as áreas do Japão”.

“Existem muitas pessoas carregando o sentimento de morte no coração. Como um bem social, precisamos criar um sistema para lidar com o problema”, acrescentou Sasakawa.

Realizada entre os dias 2 e 9 de agosto de 2016, a pesquisa da Nippon Foundation abrangeu todo o território japonês e examinou todas as faixas etárias, inclusive crianças.

http://mundo-nipo.com/noticias-2/12/09/2016/um-em-cada-quatro-japoneses-ja-considerou-o-suicidio-diz-pesquisa/

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Enquanto setembro avança espalhando vida...

São muitas as boas novas em torno das ações do Setembro Amarelo em todo o mundo e, particularmente, no Brasil.

Uma delas é a reportagem sobre o craque espanhol Iniesta, aqui. Em resumo eis o que disse o campeão mundial:
“Quando você precisa de ajuda, precisa procurar por ela (...) São especialistas, é por isso que eles estão ali. Você precisa usá-los”.
Hoje retomei contato com um texto emblemático, do budista brasileiro Padma Dorje, cujo trecho compartilho: 
Matar a si próprio é, antes de mero assassinato, frustrar a liberdade de um alguém futuro que poderia vir a ser substancialmente diferente. É, portanto, um crime ainda maior do que simplesmente tirar a vida de outra pessoa: além de tirar uma vida é uma deliberação contra a própria capacidade de deliberação.
 Por fim, é importante divulgar, entre os jovens, o Project Semicolon. A matéria é mais que interessante!

Bom feriado a todos, com saúde e paz!!

domingo, 21 de agosto de 2016

QUANDO ENTRAR SETEMBRO... CVV EM BAURU

 Antes de entrar setembro, o CVV já está em ação! 
 
CVV abre cursos de capacitação para novos voluntários em Bauru

Às vésperas do mês de prevenção do suicídio, entidade abre oportunidades pelo País

Neste mês, o Centro de Valorização da Vida (CVV) abre cursos para seleção e capacitação de voluntários em todo o País. Em Bauru, o programa de seleção terá início no próximo dia 29, das 19h30 às 22h, no Colégio Dom Bosco Bauru (rua Carlos Gomes, 4-27, Bela Vista).

Trata-se de um treinamento gratuito e, para participar, basta ter pelo menos 18 anos, quatro horas semanais para conseguir realizar plantões e disposição em ouvir as pessoas. Os interessados de outras regiões devem verificar os endereços e datas no site http://www.cvv.org.br, ligar no 141 ou procurar o posto do CVV mais próximo.

A busca por voluntários ganha ainda mais força, uma vez que setembro é o mês mundial de prevenção do suicídio, um problema que mata 1 pessoa a cada 40 segundos em todo o mundo e, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos podem ser prevenidos. A iniciativa mais conhecida de prevenção do suicídio no Brasil é exatamente o CVV, entidade sem fins lucrativos com 54 anos de atuação gratuita e sigilosa, que oferece apoio emocional exclusivamente por meio de voluntários devidamente preparados.

Palavra amiga


Segundo Carlos Correia, voluntário do CVV há 23 anos, atualmente a entidade conta com cerca de 2 mil voluntários, que prestam atendimento por telefone, chat, Skype, e-mail ou pessoalmente. “A prevenção do suicídio é a ponta final de nosso trabalho, pois oferecemos apoio emocional para pessoas em diferentes situações”, explica o voluntário.

Carlos comenta que procuram a entidade pessoas que se sentem solitárias, angustiadas ou que precisam desabafar. Os voluntários precisam estar preparados e continuamente atualizados para se colocarem como um verdadeiro amigo que ouve sem julgar ou dar palpites. “Acreditamos que todos temos condições de superar nossas dificuldades e encontrar a melhor saída. O que precisamos em alguns momentos é do apoio sincero de alguém, de um ouvido que nos ouça atentamente e de forma acolhedora”, complementa o voluntário.

Serviço

O telefone do posto do CVV em Bauru é o (14) 3222-4111. E-mail: secretaria.bauru@cvv.org.br. Já o Facebook é o http://www.facebook.com/cvvbauru.

Fonte: http://www.jcnet.com.br/Bairros/2016/08/cvv-abre-cursos-de-capacitacao-para-novos-voluntarios-em-bauru.html

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Cachorros a serviço da prevenção do suicídio!!

Duas alunas da UTAD propõem método inovador para prevenção do suicídio

Duas alunas de psicologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) elaboraram um projeto inovador para ajudar a combater o suicídio, com o recurso a um cão treinado e a uma aplicação tecnológica de monitorização comportamental. As alunas, Helena Patrícia Pereira e Susana Carvalho (mestrandas de Psicologia Clínica), com o apoio do Laboratório de Psicologia Experimental Clínica da Universidade, desenvolveram o projeto designado “Dog Stress Device” (DSD), que visa prevenir tentativas de suicídio em populações com história clínica de elevada ideação suicida.

Orientado pelo investigador e docente da UTAD, Francisco Cardoso, que é também responsável pelo Laboratório de Psicologia Experimental Clínica, este projeto tem como público-alvo a população clínica que já cometeu pelo menos uma tentativa de suicídio ou que apresenta elevada ideação suicida. Segundo o investigador, “o papel do cão é de auxílio terapêutico, comportando duas valências: por um lado, colmatar níveis de solidão e de desmotivação, característica desta população clínica, e, por outro, assumir-se como mediador na monitorização do comportamento do dono”.

Assim, o cão terá consigo um dispositivo, que recebeu a designação de “Dog Stress Device”, concebido com a colaboração de Hugo Paredes, especialista em Engenharia de Sistemas e Informática da UTAD, o qual registará os comportamentos de stress do animal. Isto porque, como bem se sabe, o cão é um animal que cria elevada empatia e é capaz de mimetizar os comportamentos do dono.

Na aplicação do projeto, assinala Francisco Cardoso, “o cão é submetido a treino específico, para, nas situações críticas, identificadas através da história clínica, responder com padrões comportamentais e fisiológicos característicos, que serão monitorizados por uma equipa de psicólogos”.

Neste quadro, “o animal terá, na coleira, o dispositivo DSD, que somente poderá ser retirado pela equipa técnica, e os psicólogos terão um descodificador, permitindo que, em situações críticas a equipa possa agir de acordo com um protocolo preestabelecido”.

Acresce ainda – sustenta o investigador – que se pretende “o aproveitamento da excecionalidade das capacidades olfativas do cão, pois crê-se que as alterações bioquímicas, que podem ocorrer em situações críticas no potencial suicida, possam ser detetadas pelo cão, que deverá agir de acordo com o protocolo preestabelecido”.
 
O uso deste dispositivo no animal e não no sujeito humano é justificado, pelo psicólogo mentor do projeto, pelo facto de “o potencial suicida poder dissimular padrões comportamentais ao passo que o cão reagirá segundo os padrões de condicionamento, ou seja, o cão não mente, nem dissimula.”

Fonte: www.noticiasdevilareal.com/duas-alunas-da-utad-propoem-metodo-inovador-para-prevencao-do-suicidio/

Evento da Associação Médico-Espírita no Piauí discute a prevenção do suicídio

Seminário da AME-PI com o tema Combate e Prevenção do Suicídio

Os médicos filiados ao espiritismo tem se organizado nas AMEs (associações médico-espíritas), existentes em praticamente todos os estados brasileiros.

É louvável a atenção, que no Piauí, a associação estadual tem dado à prevenção do suicídio.

Que outras religiões e associações filosófico-científicas tomem o mesmo rumo: difundir para os seus e para o vasto público a mensagem em favor da vida.

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